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Gestação gemelar

20 de março de 2017 0

Existem dois tipos de gestação gemelar: as monozigóticas, onde um embrião se divide em dois ou mais, dando origem a gêmeos idênticos, e as gestações gemelares dizigóticas, onde cada óvulo é fertilizado por um espermatozoide, dando origem a bebês que nascem ao mesmo tempo, mas que são somente irmãos, sem serem idênticos.

Recentemente, mulheres famosas como Beyoncè e Amal Alamudin, anunciaram gestações gemelares e a pergunta que surge é: estão as gestações gemelares aumentando? E a resposta é sim, estão. Para se ter uma ideia, nos Estados Unidos, em 1975, a cada 1000 partos, cerca de 10 eram gemelares. Em 2012, este número saltou para 17. Em alguns países europeus, como a Dinamarca, este salto foi ainda maior, em torno de 20 casos a cada 1000 nascimentos.

Um dos fatores que contribuiu para o aumento da gemelaridade foi o surgimento da fertilização ” in vitro”. No início da técnica, nas décadas de 80 e 90, as taxas de gemelaridade eram maiores. Hoje, quase não se veem nascimentos de trigêmeos ou mais, porque as técnicas de congelamento de óvulos e embriões têm possibilitado transferir menos embriões ao útero de cada vez, guardando-os em segurança para transferências futuras.

Um outro fator que também contribui para a gemelaridade é a postergação da maternidade, uma vez que mulheres férteis que engravidam naturalmente próximo dos 40 anos também têm uma taxa maior de gestação gemelar. Já os gêmeos monozigóticos são imprevisíveis e continuam nascendo na proporção de sempre, 3-4 partos a cada 1000.

É importante monitorar os casos de gemelaridade, porque caracterizam gestações de alto risco, com maiores chances de bebês prematuros e com baixo peso, que necessitem de internação em UTI neonatal.

Postado por Isabel de Almeida

Congelamento de óvulos

05 de março de 2017 0

O congelamento de óvulos tem se mostrado uma técnica eficiente para preservação da fertilidade. Em um primeiro momento, as mulheres com câncer que iriam se submenter a tratamentos como quimioterapia ou radioterapia, os quais poderiam levar à infertilidade no futuro, foram as primeiras a usarem esta técnica. Após, mulheres que desejam postergar a maternidade, mas sabem que sua reserva ovariana irá diminuir ao longo do tempo, também começaram a buscar informações acerca deste procedimento.

Nos últimos anos, a procura por técnicas de reprodução assistida tem aumentado entre mulheres com mais de 40 anos. Entretanto, há que se registrar que a idade ideal para congelamento de óvulos é até 35 anos, embora se observe que a idade média de primeira consulta para discutir este assunto esteja ao redor dos 37 anos. Este dado é importante para não gerar falsas expectativas nas mulheres, uma vez que se sabe que as taxas de sucesso da fertilização ” vitro ” caem a partir dos 35 anos e, mais acentuadamente, após os 40 anos. De acordo com o Registro Europeu de Reprodução Assistida, as taxas de gestação para mulheres entre 35-39 anos são de 27%, caindo para 14% no grupo acima de 40 anos. Desta forma, quanto mais tarde os óvulos forem congelados, menores serão as taxas de gravidez quando forem utilizados anos depois.

Assim, o congelamento de óvulos com o objetivo de postergar a maternidade é uma técnica com muito bons resultados, mas não é uma garantia de sucesso absoluto em termos de gestação. É importante que este assunto comece a ser tratado mais cedo, para que as mulheres optem por este procedimento quando têm uma reserva ovariana maior e com qualidade melhor, o que irá refletir nos resultados de gestação no futuro.

Postado por Isabel de Almeida

Ovários policísticos e infertilidade

20 de novembro de 2016 0

Neste segundo semestre, foi publicado um consenso para a Organização Mundial de Saúde sobre o manejo da infertilidade em pacientes com síndrome dos ovários policísticos (SOP). Seguem abaixo as principais conclusões.

A SOP é a desordem hormonal mais comum em mulheres e contribui com 80% dos casos de infertilidade feminina por causa ovulatória. Para que seja feito o diagnóstico, é necessário que estejam presentes pelo menos dois dos três achados: ausência de ovulação, ecografia mostrando ovários policísticos e sinais clínicos ou laboratoriais de hiperandrogenismo (excesso de testosterona).

Quando a mulher com SOP deseja engravidar, ela deve ser informada sobre os riscos de desenvolver diabete gestacional, pré-eclâmpsia e parto prematuro. Para as mulheres que têm SOP e apresentam sobrepeso ou obesidade, a mudança no estilo de vida, com dieta e atividade física visando a perda de peso, deve ser a primeira recomendação. Em alguns casos selecionados, a cirurgia bariátrica pode estar indicada.

A indução de ovulação deve ser feita com medicamentos indutores como citrato de clomifeno ou letrozol. A associação com metformin, que é um medicamento utilizado para tratar diabete, também está indicada para algumas pacientes. No caso de não se ter uma boa resposta ovulatória com estas medicações, o uso de medicamentos hormonais injetáveis e a fertilização in vitro podem ser opções.

Postado por Isabel de Almeida

Diabete e reprodução

25 de setembro de 2016 0

Cerca de 15% dos casais não conseguem engravidar após um ano de tentativa. Em homens, estudos mostram que a obesidade e a diabete podem interferir no tempo para engravidar, prolongando- o. Já em mulheres, o colesterol alto, a obesidade, os distúrbios da tireoide e a diabete também têm sido apontados como fatores que podem interferir nas chances de gestar.

Recente estudo acompanhou cerca de 500 casais nos Estados Unidos que estavam tentando engravidar, monitorando aspectos como peso, hipertensão, diabete, entre outros fatores. Os resultados mostraram uma relação entre diabete e fecundidade. Por ser este um fator que pode ser modificado e tratado, maior atenção ao estilo de vida e ao peso devem ser dadas aos casais que estão planejando gestar, a fim de que isto não venha prejudicar a sua saúde geral e reprodutiva.

Postado por Isabel de Almeida

38 anos de fertilização "in vitro"

11 de setembro de 2016 0

Em 1978, nascia na Inglaterra o primeiro bebê de fertilização “in vitro”. Na ocasião, a paciente apresentava obstrução nas trompas e, utilizando uma técnica cirúrgica, a equipe médica retirou o óvulo de seu ovário para que fosse fertilizado em laboratório. Alguns dias depois, o embrião foi transferido para o útero da paciente. Meses mais tarde nasceu Louise Brown, um bebê saudável que hoje está com 38 anos e também já é mãe.

Ao longo deste período, muitos avanços surgiram nesta área, como medicações hormonais para estimular a liberação de vários óvulos, técnicas de congelamento de embriões e óvulos, diagnóstico genético de embriões, técnicas de injeção de espermatozoides para homens com alterações na quantidade e na qualidade do sêmen, entre outros. Além disso, os procedimentos que eram hospitalares passaram a ser realizados em clínicas, sem a utilização de cirurgia, somente utilizando ecografia transvaginal.

Hoje já são mais de 6,5 milhões de bebês no mundo nascidos através da reprodução assistida e, embora haja muito para comemorar, ainda há que avançar para que as taxas de gestação sejam mais altas e para que mais casais inférteis possam ter um acesso mais amplo a estas tecnologias.

Postado por Isabel de Almeida

Endometriose: uma doença muito antiga

04 de setembro de 2016 0

A endometriose é uma doença crônica que se caracteriza pela presença de endométrio (tecido que reveste internamente o útero) fora da cavidade uterina. Estes focos de endométrio podem se localizar nas tubas uterinas, nos ovários, na bexiga, no intestino e, até, em órgãos distantes como pulmão e cérebro, levando a sangramentos, aderências, dor pélvica crônica, dor nas relações sexuais e, em muitos casos, à infertilidade.

Pesquisando documentos médicos da antiguidade, observa-se que a endometriose já era descrita há mais de 4000 anos. O interessante é que, embora seja uma doença muito antiga, durante muitos séculos foi desvalorizada, sendo as mulheres que se queixavam de dor pélvica no período menstrual taxadas de histéricas , depravadas ou psicologicamente instáveis. Ainda hoje, a queixa de dor pélvica crônica, associada ou não ao período menstrual, é subvalorizada, levando a um atraso no diagnóstico da endometriose. Estudos mostram que são necessários em média 6-7 anos até que uma mulher seja corretamente diagnosticada com endometriose.

Desta forma, com os recursos diagnósticos que temos hoje, devemos tentar fazer o diagnóstico de endometriose o mais rápido possível, para prevenir as complicações, como a infertilidade, e para melhorar a qualidade de vida de quem sofre com esta doença. O tratamento deve ser individualizado para cada paciente, podendo ser cirúrgico ou medicamentoso. Cada vez mais vemos que a endometriose é uma doença com várias apresentações e que seu desenvolvimento varia de mulher para mulher, dependendo também de fatores ambientais e genéticos.

Postado por Isabel de Almeida

Reprodução assistida e desenvolvimento dos bebês

28 de agosto de 2016 0

Recente estudo publicado em revista médica especializada em Pediatria analisou o desenvolvimento neurológico de mais de 1800 crianças que nasceram após tratamentos de infertilidade ( fertilização ” in vitro” , inseminação intrauterina e indução da ovulação ), comparando com o desenvolvimento de mais de 4000 crianças nascidas espontaneamente.

Essa pesquisa acompanhou ambos os grupos de crianças durante os três anos iniciais de vida e os resultados mostraram que o desenvolvimento foi igual nos dois grupos. Segundo os pesquisadores, estes resultados dão segurança aos casais que procuram os tratamentos de reprodução assistida para formar suas famílias.

Postado por Isabel de Almeida

Menopausa e consumo de álcool

21 de agosto de 2016 0

Menopausa é a parada definitiva das menstruações. Ela pode ocorrer espontaneamente, em média aos 51 anos, ou pode ser decorrente de procedimentos cirúrgicos em ovário ou da falência ovariana após quimioterapia ou radioterapia.

Mulheres que entram na menopausa antes dos 45 anos têm mais problemas de saúde a longo prazo, como doenças cardiovasculares, osteoporose e declínio mais precoce das funções intelectuais. Porém, têm risco diminuído de câncer de mama, endométrio e ovário.

Sabe-se que 5-10% das mulheres entram na menopausa antes dos 45 anos e, embora existam fatores genéticos, ambientais e hormonais envolvidos, não se sabe ao certo porque os ovários param de funcionar na menopausa.

Recente trabalho publicado em revista médica revisou mais de 100.000 mulheres para avaliar o consumo de álcool e a idade de início da menopausa. Os resultados mostraram que mulheres que consumiram 1-3 doses de bebida alcoólica por semana entravam na menopausa mais tarde do que as que não consumiam álcool. Entretanto, o consumo de álcool também está associado com risco aumentado para câncer, o que deve ser levado em consideração. Por enquanto, isto não pode ser visto como uma recomendação, pois mais estudos são necessários para estabelecer se o consumo de álcool pode ser benéfico para proteger a menopausa e qual seria a dose segura para isto.

Postado por Isabel de Almeida

Congelamento de óvulos

07 de agosto de 2016 0

O congelamento de sêmen e de embriões já são técnicas bem estabelecidas. Mais recentemente, o congelamento de óvulos também tem se mostrado uma técnica bastante promissora. Desde que nasceu o primeiro bebê de óvulo congelado, em 1986, muitos avanços aconteceram nesta área. Por o congelamento de óvulos não envolver as questões éticas, religiosas e legais que envolvem o congelamento de embriões, muitas mulheres e casais têm optado por este procedimento.

Inicialmente, o congelamento de óvulos era destinado a mulheres com algum problema de saúde cujo tratamento poderia deixá-las inférteis, como é o caso da quimioterapia para mulheres com câncer. Entretanto, com o tempo, muitas mulheres passaram a utilizar esta técnica para terem mais segurança se quisessem postergar a maternidade pelas mais diversas razões, como foco exclusivo na carreira profissional, até encontrarem o parceiro adequado para formar uma família ou por não estarem ainda preparadas para viver a experiência da maternidade. Outra indicação para congelamento de óvulos são as indicações médicas que não são ligadas a câncer, como mulheres com endometriose que farão cirurgia e poderão ter sua reserva ovariana reduzida, mulheres com risco de menopausa precoce, entre outras.

Desta forma, hoje temos o congelamento de óvulos como uma técnica já bem estabelecida e que tem se mostrado bastante benéfica para mulheres que precisam ou desejam guardar seus óvulos para serem usados no futuro.

Postado por Isabel de Almeida

Alimentação e fertilização "in vitro"

10 de julho de 2016 0

Grãos integrais são ricos em muitos componentes, incluindo fibras, antioxidantes, vitaminas e minerais, que estão associados com a redução de doenças cardíacas, obesidade, diabete e câncer.

Recente trabalho realizado nos Estados Unidos acompanhou 273 mulheres durante tratamentos de fertilização ” in vitro” (FIV), avaliando a sua ingesta de grãos integrais. Os resultados mostraram que a média de ingesta de grãos por dia era de 34 g. Entretanto, as mulheres que comiam maior quantidade, acima de 52 g por dia, apresentavam maior espessura do endométrio e maiores taxas de implantação nos ciclos de FIV.

Esses resultados mostram a importância da dieta sobre a fertilidade e sugerem a importância de mais pesquisas nesta área.

Postado por Isabel de Almeida