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Endometriose

20 de maio de 2013 0


A endometriose é uma condição inflamatória caracterizada por tecido endometrial fora da cavidade uterina. Está associada com dor pélvica e infertilidade.

Mulheres com endometriose geralmente apresentam dor no período menstrual, dor nas relações sexuais e sangramento menstrual abundante. Endometriose também está associada com infertilidade, provavelmente devido a lesões nas tubas e nos ovários, à redução da qualidade dos óvulos e à redução da receptividade do endométrio para implantação do embrião. Além disso, a endometriose reduz as chances de sucesso da fertilização " in vitro".

Em adolescentes, a endometriose deve ser considerada quando existem sintomas sugestivos. O tratamento com medicações ou cirurgia pode melhorar a qualidade de vida, aliviar os sintomas e prevenir a infertilidade. Dentre os medicamentos mais utilizados estão os anti-inflamatórios, os anticoncepcionais orais combinados e a progesterona. Há, entretanto, que fazer uma boa avaliação clínica para não ser invasivo demais neste grupo tão jovem.

Postado por Isabel de Almeida

Novas normas para a reprodução assistida

12 de maio de 2013 0


Esta semana o Conselho Federal de Medicina divulgou a nova resolução acerca da reprodução assistida. Entre os tópicos mais importantes, cabe ressaltar a idade limite para aplicação das técnicas de reprodução  assistida: a partir de agora, mulheres com mais de 50 anos não poderão mais utilizar este recurso para engravidar. O objetivo de limitar a idade é o de se aproximar do processo fisiológico da mulher, uma vez que aos 50 anos a grande maioria das mulheres está na menopausa e, portanto, impossibilitada de engravidar. Além disto, a gestação em idade avançada aumenta a incidência de hipertensão, diabete e trabalho de parto prematuro, o que pode colocar em risco tanto a mãe como o bebê.

Outra questão importante que a nova resolução contempla é o uso das técnicas de reproducão assistida para casais homoafetivos, bem como regulariza o procedimento de doação de óvulos.

Para quem tiver interesse de ler a nova resolução na íntegra, é só acessar o site:www.sbra.com.br e baixar Resolução CFM 2013/13.

Postado por Isabel de Almeida

Métodos anticoncepcionais

28 de abril de 2013 0


A pílula anticoncepcional, que foi introduzida em 1960, ainda é o método mais utilizado pelas mulheres, segundo pesquisas na Europa e nos Estados Unidos. Mesmo assim, aproximadamente 50% das gestações não são planejadas. Isto sugere que talvez muitas mulheres não estejam usando o método contraceptivo que melhor preencha os seus requisitos pessoais e que melhor esteja adaptado ao seu estilo de vida.

Pensando nisto, recente estudo entrevistou mais de 500 mulheres/país que residiam na Inglaterra, Alemanha, Itália, Espanha e Estados Unidos, com idade entre 25-44 anos, que não apresentavam infertilidade, perguntando sobre seu nível de conhecimento de métodos contraceptivos, razões para escolher ou recusar os vários métodos, bem como quais fontes utilizavam para obter informações.

Os resultados mostraram que os métodos mais utilizados são pílula anticoncepcional em primeiro e preservativo masculino em segundo, com exceção da Espanha, onde o preservativo aparece em primeiro lugar. Em torno de 80% das mulheres se disseram satisfeitas com seu método contraceptivo e entre 5-20% relataram efeitos colaterais como aumento de peso e oscilações de humor com o uso de anticoncepcionais orais. Além disso, a principal fonte de informação para a escolha dos métodos são os médicos, os quais exercem a maior influência sobre a decisão das mulheres acerca dos métodos contraceptivos, sendo que em 70% das vezes as pílulas são recomendadas como primeira escolha.

O interessante é que os efeitos colaterais que as mulheres relatam com as pílulas não têm confirmação científica. Na realidade, as evidências mostram que as pílulas anticoncepcionais ajudam a estabilizar o humor e que o peso permanece estável quando se usa anticoncepcional oral. Isto indica que muitos mitos sobre anticoncepção ainda persistem e que muitas mulheres ainda não estão adequadamente informadas acerca deste assunto. Além disto, muitas  mulheres não têm informações sobre outros métodos além de pílula e preservativo. Cabe aos profissionais de saúde prover estas informações para que a gama de opções aumente e possa beneficiar todas as mulheres interessadas em anticoncepção.

Postado por Isabel de Almeida

Anticoncepcionais orais e fertilidade

21 de abril de 2013 0


Em torno de 50-89% das mulheres ocidentais usam anticoncepcional oral em algum momento da sua vida. Os anticoncepcionais orais surgiram na década de 60 e têm por função inibir a ovulação, espessar o muco cervical e deixar o endométrio mais fino, prevenindo, desta forma, a fertilização e a implantação do embrião.

É muito comum que as mulheres perguntem ao seus ginecologistas se o fato de usarem pílulas anticoncepcionais pode implicar em uma demora para engravidar. Respondendo a esta pergunta, recente trabalho realizado na Dinamarca acompanhou durante um ano 3727 mulheres entre 18-40 anos que queriam engravidar e não estavam fazendo nenhum tratamento de infertilidade. Foram excluídas do estudo  mulheres que já estavam tentando gestar há mais seis meses.

Os resultados mostraram que 97% destas mulheres usavam anticoncepcional, com uma idade média de início aos 17 anos e um tempo médio de uso de 7 anos. Observou- se que 51% das mulheres engravidaram em até seis meses de seguimento e 68% em até um ano.

Desta forma, este estudo confirma achados anteriores que mostram que o uso de anticoncepcionais orais não altera a fertilidade e tampouco aumenta o tempo para obter a gestação.

Postado por Isabel de Almeida

Câncer de ovário

14 de abril de 2013 0


Nos últimos 100 anos ocorreu uma antecipação no início da menstruação nos países industrializados. Hoje, a puberdade ocorre nas meninas até cinco anos antes e esta mudança poderá ter um efeito sobre o risco de câncer ginecológico e interferir na idade da menopausa e no envelhecimento reprodutivo.

Em se tratando de tumores ginecológicos, o câncer de ovário está associado com taxas de mortalidade altas. Um dado interessante é que a maioria dos tumores malignos de ovário não surge a parir de células ovarianas, mas sim de células provenientes da tubas (trompas uterinas) ou do endométrio.

Desta forma, o número de menstruações durante a vida e a presença de endometriose são considerados fatores de risco, enquanto o uso de anticoncepcionais hormonais e a ligadura tubária são considerados fatores de proteção.

No momento, uma estratégia de prevenção para câncer de ovário seria o uso de anticoncepção hormonal por longos períodos de tempo, especialmente em mulheres com endometriose. Além disto, algumas evidências apoiam a realização da retirada bilateral das tubas naquelas mulheres que não desejem mais engravidar.

Postado por Isabel de Almeida

Período fértil e gestação

07 de abril de 2013 0


Com exceção dos casos de fertilização "in vitro", o dia exato da concepção é usualmente desconhecido. Embora a ovulação geralmente ocorra em torno do 14 dia do ciclo, existem muitas variações entre os ciclos e entre as mulheres.

Entretanto, em  mulheres grávidas, a data da concepção pode ser estimada com base nas medidas do embrião feitas na ecografia do início da gestação. Recente trabalho avaliando 5830 grávidas estabeleceu, com base na data da última menstruação e nas medidas ecográficas, o dia fértil.

Os resultados deste estudo mostraram que as mulheres com idade acima de 35 anos tendem a ovular mais cedo e aquelas com idade abaixo de 25 anos tendem a ter ciclos mais longos. Além disto, os resultados mostraram que a probabilidade máxima de estar no período fértil é no dia 12 do ciclo e, portanto, um dia propício para ter relações sexuais quando o objetivo é engravidar.

Postado por Isabel de Almeida

Reprodução assistida e adesão ao tratamento

31 de março de 2013 0


A maioria dos casais tem planos que incluem filhos, mas 9-15% terão dificuldade para engravidar espontaneamente. Felizmente, as chances de engravidar utilizando os recursos da reprodução assistida são grandes, chegando em média  a 50% se os casais fizerem um bom número de tentativas, que tipicamente são três ciclos de fertilização "in vitro".

Entretanto, muitos casais não fazem mais do que um ciclo de reprodução assistida, mesmo quando o seu caso tem boas chances e quando tem condições econômicas de fazê-lo. A principal razão nestes casos é o stress psicológico que estes tratamentos podem determinar.

Recente trabalho europeu, publicado em revista especializada, avaliou o grau de adesão aos tratamentos de reprodução assistida e concluiu que a maior parte dos pacientes realiza o regime de três ciclos e que dois em cada 10 casais interrompem o tratamento antes do esperado.

Desta forma, aproximadamente 78% dos casais cumprem o programa inicial de reprodução assisitida, que inclui três tentativas. Este dado deve ser informado aos pacientes, pois esta adesão é que aumenta as chances de sucesso. Além disto, o suporte da equipe médica é muito importante para auxiliar os casais a escolherem o que for melhor para eles, seja a continuidade do tratamento ou a sua interrupção.

Postado por Isabel de Almeida

Reprodução assistida e HIV

25 de março de 2013 0


No início da epidemia de AIDS, devido ao mau prognóstico das pessoas infectadas com o vírus, os casais eram desestimulados a engravidar. Atualmente, embora a epidemia de HIV/AIDS permaneça como uma condição séria de saúde, a introdução da terapia antiretroviral aumentou a expectativa e a qualidade de vida e muitos casais, onde um ou ambos são soropositivos para HIV, têm considerado a gestação.

Esta intenção de gestar tem importantes implicações na prevenção da transmissão do vírus para o recém-nascido e também para o parceiro não infectado. Desta forma, o aconselhamento reprodutivo por parte das equipes de saúde é fundamental.

Para os casais onde somente o homem é HIV positivo, a lavagem do sêmen e o uso de técnicas de reprodução assistida tem sido a primeira escolha. Quando somente a mulher é HIV positiva, a autoinseminação com sêmen do parceiro pode ser utilizada. Entretanto,  pouco ainda se sabe sobre o papel do vírus ou das medicações antiretrovirais sobre a fertilidade e sobre a qualidade do oócito.

Em um futuro próximo, o uso de medicamentos antiretrovirais antes da exposição sexual poderá ser utilizado para prevenir a transmissão do vírus naqueles casais férteis que podem engravidar espontaneamente.

Mas, o importante é que em casais onde um ou ambos são portadores do HIV, a gestação e o nascimento sejam planejados, pois isto garantirá um melhor resultado para o bebê e para a saúde do casal. O acompanhamento da equipe de saúde é fundamental para o aconselhamento reprodutivo nestes casos.

Postado por Isabel de Almeida

Reprodução assistida e risco de câncer

17 de março de 2013 0


A postergação da gestação por parte das mulheres, bem como o avanço das tecnologias reprodutivas, têm aumentado a procura pela reprodução assistida. Para estas técnicas, são prescritas medicaçōes hormonais que têm por objetivo aumentar o número de óvulos.

Embora muitas destas medicações já venham sendo usadas há mais de 30 anos, ainda existem questionamentos sobre os riscos de câncer associados ao seu uso. Recente publicação em revista médica especializada fez uma revisão deste tema , avaliando os riscos da estimulação ovariana para fertilização "in vitro" com câncer de ovário, endométrio e colo uterino.

Os resultados mostraram que a fertilização "in vitro" não aumenta o número de casos de câncer de colo uterino. Os casos de câncer de endométrio e ovário são maiores no grupo que fez fertilização do que na população em geral, mas este risco não parece estar associado ao uso de medicamenteos, mas sim à infertilidade.

Desta forma, embora mais estudos sejam necessários, o uso de drogas estimuladoras da ovulação tem se mostrado seguro para o grupo de mulheres inférteis que necessitam de reprodução assistida.

Postado por Isabel de Almeida

Vacinas e gestação

03 de março de 2013 0


O CDC, entidade americana que controla e previne doenças, atualizou em 2012 o calendário de vacinas para mulheres em idade reprodutiva. Segundo pesquisas, cerca de  60% dos ginecologistas e obstetras conversam com suas pacientes sobre seu status vacinal e somente 10% oferece vacinas recomendadas para adultos.

Idealmente, as vacinas devem ser realizadas antes da concepção, porque algumas delas não são recomendadas durante a gravidez. As vacinas contraindicadas na gestação são:
- MMR ( sarampo, caxumba e rubéola )
- varicela
- herpes zoster

As demais são indicadas ou recomendadas se existem fatores de risco, como viagens para locais onde existe a doença, tipos de trabalho que oferecem risco de contaminação, etc.

Desta  forma, as vacinas administradas  em mulheres em idade reprodutiva, antes ou durante a gestação, conferem resistência a infecções intrauterinas e proporcionam ao recém-nascido proteção contra infecções neonatais. Assim, para quem está pensando em engravidar, é uma boa hora de revisar o seu calendário vacinal.

Postado por Isabel de Almeida