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Cigarro e malformações fetais

18 de setembro de 2011 0

Há muito se sabe que o fumo durante a gestação é um fator de risco para abortamento, prematuridade e recém-nascidos com baixo peso. Apesar disto, muitas mulheres continuam fumando durante toda a gravidez. Recente revisão de publicações médicas analisou mais de 173.000 casos de crianças que nasceram com algum tipo de malformação e investigou se o cigarro poderia ter sido um fator de risco para a ocorrência destes defeitos nos recém-nascidos.

A conclusão foi de que o cigarro tem influência no aparecimento de defeitos como hérnias abdominais,  malformações em membros inferiores, pé torto congênito, lábio leporino e defeitos de fechamento da parede abdominal.

Desta forma, o hábito de fumar durante a gestação é um importante fator de risco para malformações fetais graves e esta informação deve ser incluída nos programas de saúde, de forma a estimular mais mulheres a pararem de fumar antes de engravidar, principalmente as mais jovens e as de nível socioeconômico menor, pois nestes grupos a prevalência do hábito de fumar é maior.


Postado por Isabel de Almeida

Falência ovariana e doação de óvulos

12 de setembro de 2011 0

As novelas procuram abordar temas do cotidiano para ficarem mais próximas do universo dos telespectadores, aumentando assim o seu interesse em assisti-las. Recente capítulo de novela mostrou a questão de uma mulher de 44 anos que foi informada de que não poderia mais ter filhos em função de sua idade.

Sabemos que a reserva ovariana diminui com a idade, mas outros fatores, como o fumo, as doenças crônicas ou a genética também podem influir na falência ovariana. Assim, descartar a possibilidade de gestação com base somente na idade da mulher pode ser precipitado, pois, mesmo com taxas menores, ocorrem gestações espontâneas ou através da reprodução assistida em mulheres acima de 40 anos.

Nos casos onde após avaliação médica os exames são desfavoráveis ou as tentativas de gestação não obtiveram êxito, podemos propor a ovodoação. Esta técnica  consiste em fertilizar óvulos de mulheres com idade inferior a 35 anos e transferi-los para mulheres que apresentam falência ovariana, ou seja, não estão mais produzindo óvulos. Neste tipo de tratamento, óvulos de uma mulher doadora são fertilizados com o sêmen do marido da paciente (receptora), e os embriões formados são transferidos para o útero da receptora. Os óvulos da doadora são estimulados e recuperados utilizando técnicas de fertilização “in vitro”. No Brasil, a ovodoação costuma ser compartilhada, ou seja, a doadora também necessita realizar fertilização “in vitro”, geralmente por fator masculino ou tubário, e doará metade dos seus óvulos para uma receptora. Este processo de doação é anônimo, não havendo conhecimento entre os casais.

As doadoras são selecionadas pelas clínicas de reprodução assistida e apresentarão idade inferior a 35 anos, semelhança física com a receptora, como cor de olhos e cabelos, cor de pele, estatura, bem como similaridade de tipo sanguíneo. Esta situação ocorre mais frequentemente do que se divulga e muitas mulheres que engravidam com mais de 45 anos têm lançado mão desta tecnologia, uma vez que as taxas de gestação espontânea nesta faixa etária são mais baixas.

O processo de ovodoação é um processo seguro para ambas as partes envolvidas e exige exames criteriosos para afastar doenças sexualmente transmissíveis e minimizar a incidência de doenças genéticas. Cada país tem suas recomendações legais e/ou éticas sobre esta questão, alguns inclusive limitando a idade da paciente receptora, pois vários serviços consideram que a idade da mãe muito avançada pode trazer riscos orgânicos e emocionais ao binômio mãe-bebê.


Postado por Isabel de Almeida



Câncer, HIV e reprodução assistida

05 de setembro de 2011 0

O câncer é a segunda principal causa de morte nos Estados Unidos, com aproximadamente 500.000 mortes por ano. Já o vírus do HIV  causou em torno de 500.000 mortes nos EUA desde sua descoberta, em 1981. Apesar destas estatísticas, pessoas com diagnóstico destas duas doenças atualmente vivem muitos anos, com boa qualidadede vida. Nos EUA, a sobrevida em cinco anos pós-câncer está agora em 66% e uma pessoa com HIV tem uma expectativa média de vida de 22,5 anos após odiagnóstico. Desta forma, os avanços da medicina têm propiciado que pessoasvivendo com câncer e HIV tenham a oportunidade de ter filhos.

 A reprodução assistida, incluindo a fertilização ‘in vitro”,tem possibilitado que pacientes com HIV tenham filhos não portadores do vírus. Além disto, as técnicas de congelamento de sêmen e óvulos têm possibilitado que pacientes com câncer engravidem após os tratamentos com quimioterapia e radioterapia.

 Com base nestes dados, recente pesquisa entrevistou 1376 cidadãos americanos, de ambos os sexos, com idade que variou de 18 a 75 anos, sobre o que pensavam de serem oferecidas técnicas de reprodução assistida para pacientes com câncer ou HIV. Os resultados mostraram que 82% dos entrevistados apoiavam o uso de técnicas de reprodução assistida para pacientes com câncer.Entretanto, somente 38% aprovavam o uso destas técnicas para pessoas com HIV. Entrevistados jovens, com maior nível educacional e com problemas deinfertilidade mostraram-se mais receptivos ao uso de técnicas de reprodução assistida para pessoas com HIV.

 Embora o número de entrevistados seja pequeno e talvez não expresse o pensamento de toda a população, há que se pensar em como o preconceito relacionado ao HIV existe e como se faz necessário um trabalho de conscientização permanente para desmistificar estas questões.


LEMBRETE: dia 10/09, a Clínica SEGIR estará promovendo palestra sobre infertilidade – diagnóstico e novos tratamentos. As inscrições são gratuitas pelo site:www.segir.com.br


 Postado por Isabel de Almeida

 

Células NK e abortamento de repetição

14 de agosto de 2011 0

Uma gestação para se desenvolver adequadamente necessita de uma adaptação do sistema de defesa da mãe, uma vez que ela tem de reconhecer e aceitar o embrião, o qual contém metade de seu material genético diferente do  materno. Assim, acredita-se que o sistema imunológico materno tenha um papel importante nos problemas reprodutivos, como os abortamentos de repetição, a infertilidade e as falhas da fertilização “in vitro”.

As células NK (“natural killer”) fazem parte do sistema imunológico e são encontradas no sangue e no interior do útero (endométrio). Estas células parecem ter um papel importante na implantação do embrião e , por isto, muitos estudos vêm tentando correlacionar alterações na quantidade destas células com abortos de repetição.

Recente trabalho publicado em revista científica analisou todos os estudos realizados com células NK nos últimos 50 anos. A conclusão foi de que realizar a contagem destas células em pacientes com abortos de repetição parece não ter valor até o momento, assim como não há evidências científicas de que o tratamento imunológico ou o uso de imunoglobulinas previna abortos ou aumente as taxas de gestação neste grupo de mulheres.



LEMBRETE: A clínica SEGIR em Porto Alegre estará realizando no dia 10/09 palestras sobre infertilidade (diagnóstico, tratamento e recentes avanços na medicina reprodutiva). As inscrições podem ser feitas pelo site www.segir.com.br.

Participe.




Postado por Isabel de Almeida

Diagnóstico genético pré-implantacional e reprodução assistida

07 de agosto de 2011 0

Em 1990, foi desenvolvida uma nova técnica na reprodução assistida que consistia em retirar uma célula do embrião obtido através de fertilização “in vitro” e testá-la para doenças genéticas e cromossômicas. Esta técnica, denominada de Diagnóstico Genético Pré-implantacional (PGD), tinha por objetivo diagnosticar doenças no embrião, selecionando os não-portadores.

Mais tarde, o uso desta tecnologia foi estendido para mulheres que não engravidavam após várias tentativas de fertilização ‘in vitro” ou mulheres com idade avançada. Surgiu então o Screening Pré-implantacional (PGS), cujo objetivo era identificar os embriões portadores de desordens cromossômicas, uma vez que estes dificilmente implantam ou determinam altas taxas de abortamento. Estes embriões com alterações não seriam transferidos para o útero; somente os que não apresentassem desordens cromossômicas, diminuindo assim as taxas de abortamento e aumentando as taxas de sucesso da fertilização “in vitro”.

Hoje, após vários anos de pesquisa e acompanhamento destes casos, estudos recentes mostram que, ao contrário do que se imaginava inicialmente, este rastreamento de desordens cromossômicas não aumentou a taxa de nascimentos na fertilização “in vitro”. Ao contrário, para mulheres com idade avançada, esta técnica tem diminuído as taxas de nascimento, o que tem desestimulado o uso do PGS na prática clínica diária.

Já o diagnóstico pré-implantacional (PGD) para doenças genéticas familiares continua sendo bastante utilizado e tem possibilitado que famílias portadoras de doenças genéticas graves tenham filhos saudáveis.


Postado por Isabel de Almeida

Endometriose e qualidade de vida

31 de julho de 2011 0

Endometriose é a presença de tecido endometrial em outros locais que não a cavidade uterina. É uma doença crônica associada à dor pélvica e à infertilidade. A endometriose está presente em aproximadamente 10% das mulheres em idade reprodutiva e seus sintomas podem interferir na qualidade de vida e no rendimento profissional. Seu diagnóstico definitivo é usualmente feito por laparoscopia.

Buscando definir melhor o impacto desta doença, foi desenvolvido um estudo envolvendo 10 países que acompanhou mais de 1400 mulheres que foram submetidas à laparoscopia. Através de questionários, este estudo observou que existe um atraso no diagnóstico desta doença, especialmente nas mulheres com muitos sintomas pélvicos (dor nas relações sexuais e dor no período menstrual) e obesas, provavelmente porque a obesidade dificulta o exame destas pacientes. Também, os sintomas desencadeados pela endometriose diminuem a produtividade no trabalho e aumentam as faltas no serviço.

Concluindo, a endometriose afeta significativamente a vida da mulher, com interferência na sua qualidade de vida, na sua fertilidade e no seu rendimento profissional. Além disto, atrasos no diagnóstico existem e isto deve ser minimizado para que o tratamento mais precoce possa ser instituído, diminuindo o sofrimento físico e emocional destas mulheres, além de preservar a sua fertilidade.


Postado por Isabel de Almeida

Estilo de vida e fertilidade

10 de julho de 2011 0

A reprodução assistida em geral, e a fertilização “in vitro”em particular, constitui-se em técnica bem estabelecida para o tratamento da infertilidade e estima-se que mais de 3 milhões de bebês já nasceram através desta tecnologia.

Entretanto, nem todos os casais inférteis que se submetem a estes tratamentos conseguirão engravidar, pelas mais diversas causas, como baixa qualidade dos óvulos e dos espermatozóides, baixa qualidade dos embriões transferidos e idade da mulher.  Além destes fatores, existem outros, relacionados ao ambiente e ao estilo de vida, que também parecem interferir nas taxas de gestação.

Abaixo encontram-se alguns dos fatores que cada vez mais vêm sendo pesquisados como tendo um papel importante na fertilidade:

  1. má nutrição: mulheres abaixo do peso e malnutridas apresentam distúrbios ovulatórios e infertilidade

2.  obesidade: pode levar a ausência de ovulação, infertilidade e má resposta aos tratamentos de fertilização ‘in vitro”

3.  stress materno: exposição crônica ao stress pode interferir negativamente na implantação do embrião no útero

4.  atividade física intensa: mulheres atletas, que realizam atividades físicas como maratona e triatlo, têm maior propensão a desordens ovulatórias e infertilidade

5.  cigarro: diminui a qualidade dos óvulos e acelera em 1-4 anos a entrada da mulher na menopausa

6.  pesticidas: em pesquisas com animais, vários pesticidas usados na agricultura alteram o padrão ovulatório, podendo levar à infertilidade

7.  bisfenol e outros plásticos: utilizados em embalagens e garrafas, têm sido associados com alterações nos óvulos e no útero.

Concluindo, existem muito fatores que podem afetar o sistema reprodutivo feminino, reduzindo a qualidade dos óvulos. É importante que mais pesquisas sejam realizadas e que cada mulher se preocupe com a sua saúde e com os seus hábitos cotidianos, procurando manter um estilo saudável de vida.


Postado por Isabel de Almeida

Fertilidade x Idade

04 de julho de 2011 0

Cerca de 10% dos casais enfrentam o problema da infertilidade.

Nos últimos anos tem se dado maior atenção e divulgação a este assunto e isto tem feito com que um número maior de casais procure orientação e tratamento mais cedo. Isto tem-se constituído em um fator positivo, uma vez que o determinante mais importante na fertilidade do casal é a idade da mulher. Sabe-se que para  mulheres com 25 anos a taxa de gestação cumulativa é de 60% em seis meses e de 85% em até um ano, mas estas taxas vão caindo a partir dos 35 anos. O numero de oócitos é finito e isto faz com que a fertilidade se reduza com a idade e aumente o risco de desordens cromossômicas no feto.

Já a fertilidade masculina também declina com a idade, de uma maneira mais acentuada após os 55 anos, com aumento na incidência de desordens cromossômicas e psiquiátricas, como a esquizofrenia.

Portanto, é importante ficar atento e considerar que, embora as mudanças no estilo de vida da população estejam levando a uma postergação da maternidade e da paternidade, não podemos esquecer o fato de que a fertilidade declina com a idade e que esta postergação pode comprometer o sucesso reprodutivo dos casais.


 Postado por Isabel de Almeida 


Consumo de álcool e baixas taxas de gestação

27 de junho de 2011 0

Já são bem conhecidos os efeitos adversos do álcool durante a gestação, como prematuridade, baixo peso ao nascer e defeitos congênitos no bebê. Além disto, estudos mostram que a fertilidade da mulher também se reduz com o consumo moderado de álcool.

Mas, e nos casais inférteis em tratamento?  O álcool também afeta os resultados?

Recente trabalho realizado nos EUA envolvendo mais de 2500 casais que estavam realizando ciclos de fertilização “in vitro” (FIV) avaliou se o consumo de álcool durante o tratamento poderia interferir nos resultados.

A conclusão foi de que mulheres que bebiam pelo menos   4 drinks/semana tinham 16% menos chance de terminar a gestação do que o grupo que bebia menos de 4 doses. Além disto, em casais onde ambos bebiam no mínimo   4 drinks/semana a taxa de recém-nascidos vivos após a FIV foi 21% menor do que o grupo que bebia menos de 4 doses/semana.

Concluindo,  é importante informar aos casais que o consumo de álcool quando se está realizando ciclos de FIV parece ter um impacto negativo sobre as taxas de gestação.


Postado por Isabel de Almeida


Ganho de peso e pílula anticoncepcional

20 de junho de 2011 0

Para as mulheres, a possibilidade de ganhar peso é um fator importante para a escolha do método anticoncepcional.

 Segundo uma pesquisa britânica, 73% das mulheres entrevistadas acreditavam que o ganho de peso era uma desvantagem das pílulas anticoncepcionais. Ainda, segundo uma pesquisa nacional realizada nos EUA, o ganho de peso foi a principal razão para deixar de usar anticoncepcional oral.

 Entretanto, a relação entre uso de pílula e aumento de peso ainda não está bem estabelecida, mas não parece haver associação. Neste mês, foi publicada em revista médica pesquisa que acompanhou mais de 1000 mulheres na Suécia desde 1981. Durante todo este período, foram avaliados o uso de métodos contraceptivos, número de gestações, uso de cigarro e peso.

 A conclusão deste estudo é de que não há relação entre uso prolongado de pílula anticoncepcional e ganho de peso. Muitos fatores têm sido implicados como causa de aumento de peso, como quantidade e qualidade da alimentação, consumo de álcool, pratica de atividades físicas, gestação, entre outros.

 É importante então salientar que as alterações de peso não parecem depender da pílula, mas sim de outros fatores comportamentais, da genética e do próprio processo natural de envelhecimento.


Postado por Isabel de Almeida