Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

A MATERNIDADE HOJE

10 de maio de 2008 1

A maternidade, até o século XX, era vista como a essência da mulher. Para a sociedade, somente através da maternidade a mulher poderia tornar-se completa, correndo sérios riscos de enlouquecer caso não engravidasse.

 

Reforçavam estas teorias médicos importantes da época, como o psiquiatra e escritor brasileiro Afrânio Peixoto, onde, em 1925, a personagem de um de seus livros fala:


“Há mulheres bonecas, amantes, festeiras, operárias, sábias, de tudo; isto é porém o acidente ou o supérfluo (…). O que nós somos essencialmente, tirados todos os acidentes e supérfluos, é isto…MÃES.”


Lenta e duramente, as mulheres vêm mudando este perfil, ocupando posições tidas como tipicamente masculinas, competindo no mercado de trabalho, conquistando direitos civis, fazendo valer suas posições.

 

Hoje, podemos dizer que não somos “essencialmente mães”. Somos muito mais. Somos mulheres, companheiras, mães, trabalhadoras e cidadãs. E tudo isto muitas vezes ao mesmo tempo!

Postado por Isabel de Almeida – Porto Alegre

A Maternidade

07 de maio de 2008 2

A maternidade é um momento e um estado. Muito além do nascimento, pois dura toda a vida da mulher.

 

Hoje, graças aos avanços médicos e aos métodos contraceptivos eficazes, a mulher já podeescolher quando quer gestar e quantos filhos deseja gestar.

Mas nem sempre foi assim.

Como se dava então o controle da natalidade?

 

Na Europa, somente a partir do Renascimento, com o melhor conhecimento da anatomia e do processo reprodutivo, é que a limitação voluntária da maternidade começou a aparecer.

Esse controle se dava de várias maneiras: pela abstinência, o que não impedia que se recorresse a outras formas de sexualidade, ou pelo coito interrompido. O problema é que estes métodos tinham falhas e não dependiam somente da mulher, e sim do casal.

Somente no século XX, a partir de 1960, com o surgimento da pílula anticoncepcional, é que o controle da natalidade passou efetivamente às mãos da mulher.

 

Hoje, a mulher tem condições de fazer as suas escolhas: se quer ou não gestar, qual o melhor momento para isto e quantos filhos quer ter. Infelizmente, o acesso a todas estas opções ainda não é universal, uma vez que temos milhares de mulheres à margem dosistema,em condições sócio-econômicas desfavoráveis, o que não lhes permite pensar sobre estas questões.

 

Mas já percorremos um longo caminho…


Postado por Isabel de Almeida – Porto Alegre

HPV e outras Doenças Sexualmente Transmissíveis

05 de maio de 2008 0

O papiloma vírus humano, HPV, é a doença sexualmente transmissível mais comum no mundo hoje. Existem mais de 30 tipos de HPV que podem ser transmitidos pelo contato sexual. Alguns são de baixo risco, e causam lesões verrucosas na área genital (vulva, vagina e região anal). Outros são de alto risco e podem causar câncer de colo.

 

O HPV é altamente contagioso e a prevenção total não é fácil, mas usar preservativo é uma excelente forma de proteção. O preservativo não elimina completamente o risco de transmissão do HPV, pois o vírus também pode ser transmitido pelo contato pele a pele com a área genital, mas continua sendo a forma mais eficaz de proteção contra o HPV e todas as outras doenças sexualmente transmissíveis. Além disto, consultas regulares ao ginecologista, com coleta de exame preventivo de colo uterino, também são importantes.

 

Mais recentemente, as vacinas para alguns tipos de HPV, direcionadas para um público jovem, de 9 a 26 anos, também têm sido discutidas.

 

Com relação à fertilidade, a proteção contra todas as doenças sexualmente transmissíveis é de grande importância, uma vez que algumas delas, como a Clamídia, estão associadas com processos inflamatórios pélvicos, obstrução tubária, gestação ectópica (fora do útero) e infertilidade. Outras podem aumentar taxas de abortamento, trabalho de parto prematuro e infecções no recém-nascido.

 

Lembre-se, em se tratando de doenças sexualmente transmissíveis, PREVENIR ainda é o melhor REMÉDIO.

Postado por Isabel de Almeida

Ecografia na gestação

02 de maio de 2008 3

ecografia 3D
Doutor, posso alugar um aparelho de ecografia para ficar olhando em casa meu bebê?

Essa pergunta, que parece engraçada, é muito freqüente entre as gestantes, principalmente as de primeira viagem…

Na realidade, a ecografia abriu um universo de conhecimentos inestimável na obstetrícia, de forma que hoje nos parece impossível falar de gestação sem falar de ecografia. Com ela, podemos avaliar corretamente o tempo de gestação, a saúde fetal, o crescimento do bebê, a presença de malformações, fazer diagnóstico genético e, acima de tudo, tranqüilizar as mães e aproximar ainda mais os pais, que muitas vezes se sentem excluídos deste binômio mãe-bebê.

Mais recentemente, com o surgimento da ecografia tridimensional, ou ecografia 3D, a visualização do rostinho do bebê, suas expressões faciais, seu piscar de olhos, aumentou ainda mais o encantamento para os pais.

Claro que não precisa alugar um equipamento para ter em casa. Isto nem seria saudável. A ecografia é uma ferramenta médica, com indicações. Mas que é prazeroso ver o bebê antes de nascer, ah, isto é…!

Postado por Eduardo Pandolfi Passos

Mulheres e Maternidade

30 de abril de 2008 1

Nos meses de março, abril e logo mais, em maio, diariamente a mídia nos fala de mulheres.Março, porque dia 8 é o dia internacional da mulher. Abril, porque hoje, dia 30, é o dia nacional da mulher. Maio porque é o mês das mães.

 

Centenas de reportagens nos falam sobre a mulher moderna, assoberbada pela vida doméstica e pelo mercado de trabalho, do seu stress cotidiano na luta profissional e na postergação da maternidade.

Quando se fala em postergar a maternidade, usualmente para depois dos 38 anos, entre os fatores mais comumente envolvidos estão as exigências profissionais ou a falta de um parceiro ideal para constituir uma família.


É sabido que o relógio biológico não pára e que, quanto mais o tempo passa, menores são as taxas de gestação. E aí, o que vemos hoje? Vemos um número cada vez maior de mulheres que não desejam ou não podem gestar ainda, muitas vezes porque estão muito envolvidas com outros projetos, mas temerosas de não poderem ter filhos em função da idade.

Mulheres que estão angustiadas, porque não estão vivendo em sua plenitude o dia de hoje, por estarem muito preocupadas com o dia de amanhã.


Acredito que seja necessário estabelecer prioridades e vivenciá-las intensamente. É claro que do ponto de vista biológico, o ideal é engravidar antes dos 35 anos.Mas,se hoje uma mulher tem 38 anos,

não tem parceiro ou está no início de sua tão sonhada pós-graduação, o que decidir? E, se quando aparecer o parceiro ideal ou a pós-graduação acabar, esta mesma mulher estiver com 42 anos e suas chances de gestação forem pequenas? Qual a solução?


Honestamente, acho que não há fórmula universal que se aplique a todas as mulheres. A vida é cheia de escolhas e cada um tem de fazer as suas.Mas,sobretudo, penso também que existem muitas maneiras de se exercer a maternidade, mesmo quando o relógio biológico já apitou e sei que quem quiser realmente ser mãe vai descobrir estes caminhos.

Neste sentido, a informação adequada com especialistas da área de reprodução humana é fundamental, para desmistificar e para construir uma idéia correta sobre o que realmente existe e sobre o que é possível fazer.

Informe-se!

Postado por Isabel de Almeida-Porto Alegre

Ovários Policísticos e Infertilidade

27 de abril de 2008 2

Dizemos que uma mulher apresenta ovários policísticos quando tem ciclos menstruais irregulares, ovários aumentados com múltiplos cistos e manifestações de excesso de hormônio masculino, apresentando acne, aumento de pêlos no corpo e sobrepeso.


As mulheres com esta desordem apresentam geralmente alterações de ovulação, e até mesmo ausência, o que pode gerar infertilidade. Desta forma, a alternativa mais freqüente é a utilização de medicações para induzir a ovulação. Muitas vezes, a resposta do ovário é aumentada e temos multiplos folículos, o que aumenta a chance de gestação gemelar. Por isto, é importante a utilização de controle dos ovários com ecografia. Em outras situações, o ovário não responde, sendo necessária a utilização de mais medicações e até a fertilização “in vitro”.


Ao contrário do que se dizia no passado, as perspectivas de gestação para mulheres que apresentam ovários policísticos são boas, usualmente necessitando apenas da correção da ovulação.

Postado por Eduardo Pandolfi Passos, Porto Alegre

Quando a gravidez não acontece...

24 de abril de 2008 14


Chega um momento na vida de muitas mulheres em que a vontade de ter filhos vem à tona. Não existe data marcada para isto, nem um momento ideal. E, sem dúvida, também não é um desejo universal que acompanha o sexo feminino. Se neste momento a mulher tem um parceiro que compartilha desta mesma vontade, o que acontece? Usualmente ela vai a seu ginecologista, realiza exames de rotina para ver se está tudo bem com sua saúde, inicia com suplementação de vitamina (ácido fólico), suspende o método anticoncepcional que vinha usando e dá início aos trabalhos. Claro, sempre tem aquele casal de vizinhos que engravida logo no primeiro mês, mas isto não é o mais comum!

Então, o que é normal? Até quando se deve esperar? Quantos meses são necessários para que a gravidez aconteça? Sabemos que 85% dos casais vão engravidar em até 12 meses de tentativa. Para aqueles que fecharam um ano e não engravidaram, o ideal é fazer uma consulta médica para iniciar a investigação. Muitos destes casais não têm nenhum problema e logo, logo, estarão grávidos. Outros terão causas leves, mas vários terão de realizar algum tipo de tratamento para obter sua gestação.

Resumindo, o importante é estar atento. Não precisa se estressar caso não engravide de cara, mas também não é aconselhável deixar o tempo correr solto sem procurar orientação.

Postado por Isabel de Almeida-Porto Alegre

Saúde e Reprodução

20 de abril de 2008 29

Eduardo, Isabel e Paulo

Estamos iniciando hoje nosso blog Saúde e Reprodução. Certamente vocês devem estar se perguntando: quem são estas pessoas? Por que um blog sobre este assunto, se já há tanta informação disponível?

 

Primeiro vamos nos apresentar: somos médicos ginecologistas e obstetras, há mais de 20 anos atuando em Porto Alegre e, mais especificamente, há mais de 15 anos trabalhamos com infertilidade e reprodução assistida.

 

A idéia do blog surgiu porque acreditamos que, embora haja muita informação disponível na rede, poderíamos criar um canal permanente, direcionado para questões relevantes para a mulher, como a sua saúde reprodutiva e os problemas relacionados a sua fertilidade. Esta área tem apresentado avanços científicos muito acelerados e gostaríamos de ajudar a traduzir muitas destas pesquisas e conhecimentos tecnológicos.

 

Entretanto, embora ao longo destes anos tenhamos falado bastante, dado aulas e palestras, é nossa primeira incursão neste universo virtual – o blog. Por isto, pedimos paciência e colaboração de nossos leitores para que nos ajudem, dando sugestões sobre assuntos de seu interesse e comentando se o que estamos escrevendo vai ao encontro de suas expectativas.

 

Um abraço e nos lemos em breve.

Postado por Eduardo, Isabel e Paulo