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Cólicas menstruais

08 de novembro de 2015 0

A dismenorreia é definida como cólicas dolorosas no período menstrual e é a queixa ginecológica mais comum entre mulheres jovens. A dismenorreia pode ser primária, que é aquela que ocorre logo no início das menstruações, ainda na adolescência, ou secundária, a qual está relacionada a várias condições, como endometriose, adenomiose, miomatose e doença inflamatória pélvica. O início da dismenorreia secundária pode se dar a qualquer tempo, usualmente mais de dois anos após o início das menstruações.

Dependendo da intensidade da dor e da sensibilidade de cada mulher, a dismenorreia pode ser incapacitante, interferindo com as atividades profissionais, com o humor e com o padrão de sono. Além disso, pesquisas recentes têm sugerido que a dor menstrual recorrente pode sensibilizar a paciente a dor, tornando-a mais frágil a qualquer estímulo doloroso e predispondo a outras doenças com dor crônica, como a fibromialgia.

Em função de todas estas repercussões sobre a saúde feminina, a dismenorreia não deve ser banalizada, devendo ser relatada durante a consulta ginecológica para que possa ser adequadamente tratada.

Postado por Isabel de Almeida

Obesidade e reprodução

02 de novembro de 2015 0

Obesidade é o excesso de gordura corporal e está intimamente relacionada à resistência à insulina. Nos últimos 20 anos, a obesidade transformou-se em um problema de saúde pública em muitos países. Nos Estados Unidos, aproximadamente 2/3 das mulheres e 3/4 dos homens têm sobrepeso ou obesidade. Além disso, aproximadamente metade das mulheres em idade reprodutiva encontra-se acima do peso.

A obesidade aumenta o risco de hipertensão, diabete, doença cardiovascular, apneia do sono, osteoartrite e alguns tipos de câncer. Do ponto de vista reprodutivo, a obesidade pode levar à infertilidade e a complicações durante a gravidez.

Nas mulheres, a obesidade está associada a disfunções ovulatórias, resposta diminuída aos medicamentos indutores da ovulação, alterações no endométrio e menores taxas de gestação. Em homens, pode alterar a contagem e a qualidade dos espermatozoides.

A modificação do estilo de vida, com dieta e atividade física, deve ser a primeira medida para tratar a obesidade, seguida do uso de medicamentos para auxiliar na redução do peso em alguns casos. As mulheres que forem submetidas à cirurgia bariátrica (cirurgia para obesidade) devem adiar a gestação por um ano após a cirurgia para evitar a exposição do feto às deficiências nutricionais que se estabelecem após a perda rápida do peso.

Concluindo, casais onde um ou ambos são obesos devem procurar reduzir seu peso antes de engravidar, como forma de prevenir a infertilidade e as complicaçoes materno-fetais. Entretanto, os benefícios de postergar a gestação para perder peso devem ser muito bem avaliados em casais com idade avançada, uma vez que neste caso o risco de infertilidade por idade também é alto.

Postado por Isabel de Almeida

Câncer em jovens e infertilidade

25 de outubro de 2015 0

O câncer é a principal causa não acidental de mortalidade entre crianças e adolescentes. Hoje, graças aos avanços nos tratamentos cirúrgicos, quimioterápicos e radioterápicos, o número de mortes por câncer tem diminuído. Dados americanos e europeus mostram que em torno de 80% dos jovens terão uma longa sobrevida pós-tratamento e revelam, também, que 1 em cada 530 jovens adultos entre 20-39 anos é hoje um sobrevivente de câncer.

Entretanto, infelizmente, estes mesmos tratamentos que curam também têm efeitos colaterais importantes e um deles é o de causar infertilidade temporária ou permanente nestes jovens. Estratégias diferentes têm sido propostas para proteger a fertilidade destes pacientes.

O congelamento de sêmen e de óvulos são boas alternativas, mas, para meninos e meninas antes da adolescência esta alternativa não se aplica. Técnicas ainda consideradas experimentais, como congelamento de tecido ovariano e testicular, também vêm sendo realizadas. Todas estas alternativas de preservação da fertilidade futura requerem equipes muiltiprofissionais treinadas, que avaliem, juntamente com a família e o paciente, os riscos e os benefícios de guardar amostras de gametas para o futuro.

Postado por Isabel de Almeida

Ovários policísticos

12 de outubro de 2015 0

A síndrome dos ovários policísticos ( SOP) é uma desordem endócrina que leva a várias complicações metabólicas e reprodutivas. Segundo estatísticas, a SOP afeta 5-10% das mulheres em idade reprodutiva, podendo chegar a 30% nas mulheres jovens com sobrepeso e obesidade.

Esta síndrome é a principal responsável pela infertilidade de causa anovulatória. Além disso, quando grávida, a mulher com ovários policísticos têm um risco aumentado para complicações obstétricas, como diabete gestacional, pré-eclâmpsia e trabalho de parto prematuro.

Existem, atualmente, várias definições para SOP, mas a mais usada é a de 2003, onde a paciente para ser definida como tendo síndrome dos ovários policísticos deverá apresentar pelo menos dois dos seguintes critérios:
1. Ciclos menstruais longos ou ausentes
2. Sinais clínicos e/ou laboratoriais de hiperandrogenismo ( como acne e aumento de pelos no corpo)
3. Ecografia mostrando ovários policísticos

Mais recentemente, em 2006, uma nova classificação para SOP também vem sendo usada por alguns especialistas. Segundo ela, para a mulher ser classificada como tendo SOP, ela deverá obrigatoriamente ter sinais hiperandrogênicos ( como acne e aumento de pelos ) e ciclos anovulatórios, podendo ter ou não ecografia com ovários policísticos.

O importante é ter presente que, independente do critério utilizado para definir SOP, as mulheres com esta síndrome quando engravidam têm maior risco de complicações obstétricas.
Esta informação deve ser dada para a paciente a fim de que ela perceba a importância de um pré-natal bem monitorado.

Postado por Isabel de Almeida

Outubro rosa

04 de outubro de 2015 0

Neste mês estamos vivendo o OUTUBRO ROSA. Serão 30 dias dedicados à prevenção do câncer de mama.

O outubro rosa é uma tradição em 70 países do mundo desde 1992, ano em que duas americanas influentes, Alexandra Penney e Evelin Lauder, inventaram a fita rosa, símbolo internacional da luta contra o câncer de mama.

Felizmente, graças às pesquisas médicas, aos avanços na quimioterapia e ao diagnóstico precoce, as taxas de cura têm aumentado nos últimos anos. Por isto, neste mês de outubro, participe. Atualize sua revisão ginecológica e converse com as mulheres que você conhece sobre a importância dos exames de mama.
Prevenção é tudo.

Postado por Isabel de Almeida

Novas recomendações do CFM para reprodução assistida

28 de setembro de 2015 0

Em 2013, o Conselho Federal de Medicina (CFM) estabeleceu recomendações para a realização de procedimentos em reprodução assistida.

Neste mês de setembro de 2015, estas recomendações foram revisadas e houve algumas modificações. Seguem abaixo os principais itens que foram alterados:

1. a idade mínima para procedimentos em reprodução assistida, que era de 50 anos para a mulher, não existe mais. Após os 50 anos, é possível realizar procedimentos, desde que o médico e a paciente assumam os riscos em termos de consentimento livre e esclarecido.

2. Esclarece que a doação de óvulos deverá ser feita com base no compartilhamento. Isto significa que uma mulher só será doadora de óvulos se ela também precisar de fertilização “in vitro” para engravidar. Neste caso, ela doará parte de seus óvulos, anonimamente, para uma mulher que não os produz mais e receberá, em troca, parte do custeio de seu tratamento.

3. A gestação compartilhada entre casais homoafetivos femininos pode ser realizada, ou seja, o óvulo fertilizado de uma mulher poderá ser implantado no útero de sua companheira.

4. Outros itens não sofreram alterações: a idade máxima para doação de espermatozoides continua sendo 50 anos e para doar óvulos segue sendo até 35 anos. Manteve o prazo de 5 anos para o congelamento dos embriões antes do descarte e esclarece que a utilização dos embriões em pesquisas de células-tronco não é obrigatória.

Estas alterações mostram que o Conselho Federal de Medicina está atento e receptivo aos debates e às mudanças culturais da sociedade, mantendo aberto o diálogo com os profissionais médicos que trabalham com reprodução assistida.

Postado por Isabel de Almeida

Reserva ovariana

20 de setembro de 2015 0

Considerando que a preservação da fertilidade está relacionada a vários aspectos da saúde feminina, seria ótimo se houvesse um exame que mostrasse quantos oócitos a mulher apresenta em qualquer momento de sua vida reprodutiva.

Ao longo dos anos, muitos exames com este objetivo surgiram, como a dosagem de FSH no início do ciclo menstrual, a contagem de folículos antrais pela ultrassonografia, a dosagem de inibina B e, mais recentemente, a dosagem de hormônio anti-mülleriano.

O hormônio anti-mülleriano é produzido pelas células da granulosa do ovário e está relacionado ao número de folículos presente nos ovários, declinando com a idade da mulher. Entretanto, nenhum destes exames consegue predizer com quantos anos a mulher entrará na menopausa e, tampouco, consegue definir por quantos anos ainda é possível postergar com segurança a gestação.

Resumindo, ainda não temos um exame que consiga definir a perspectiva de fertilidade da mulher. Enquanto isto, seguem as mesmas recomendações de prevenir a infertilidade com hábitos de vida e ter presente que a reserva ovariana diminui com a idade e isto ainda não conseguimos alterar.

Postado por Isabel de Almeida

Infertilidade - um problema global

13 de setembro de 2015 0

A infertilidade, definida como ausência de gestação após 12 meses de tentativa, é hoje um problema de proporções globais. Estima-se que a infertilidade atinja 12% dos casais em idade reprodutiva. Entretanto, em algumas regiões como sul da Ásia, leste europeu e África, as taxas de infertilidade podem chegar a 30%.

As técnicas de reprodução assistida, que agora em 2015 estão fazendo 37 anos, têm ajudado a resolver problemas de infertilidade, tanto femininos quanto masculinos. Entretanto, o acesso a estas tecnologias ainda não está disponível a todas as populações do globo.

Desta forma, o desenvolvimento de técnicas de baixo custo, mais acessíveis a populações com menores recursos econômicos, tem-se colocado como uma alternativa, utilizando técnicas mais simplificadas de cultivo embrionário e de estimulação ovariana.

Paralelamente, cabe também aos médicos em geral alertar seus pacientes jovens sobre medidas preventivas da infertilidade no futuro, como:
– detecção e tratamento de infecções sexualmente transmissíveis, como gonorreia e Clamídia,
– prevenção e tratamento do sobrepeso, da obesidade e da síndrome dos ovários policísticos,
– campanhas contra o fumo, alertando sobre sua relação com infertilidade,
– orientações aos trabalhadores que manipulam produtos tóxicos como pesticidas e outros agentes químicos.

Postado por Isabel de Almeida

Metformina e reprodução assistida

06 de setembro de 2015 0

A metformina é uma medicação que reduz os níveis de insulina e é bastante utilizada no tratamento de mulheres inférteis com síndrome dos ovários policísticos (SOP).

Recente revisão de trabalhos publicados avaliou os benefícios do uso da metformina em mulheres com SOP que irão realizar fertilização in vitro. Os resultados mostraram que as pacientes que usaram metformina antes e durante os ciclos de fertilização in vitro tiveram uma maior taxa de gestação e um risco menor de complicações como a síndrome do hiperestímulo ovariano.

Estes dados reafirmam os benefícios do uso da metformina para pacientes inférteis com ovários policísticos.

Postado por Isabel de Almeida

Síndrome dos ovários policísticos

30 de agosto de 2015 0

A síndrome dos ovários policísticos (SOP) é uma desordem endócrina muito comum que afeta de 6-21% das mulheres em idade reprodutiva. O diagnóstico é baseado em critérios que consideram a presença de alguns sinais, como ciclos menstruais longos, sem ovulação; manifestações de excesso de androgênios (hormônios masculinos), como acne e aumento de pelos; e ecografia mostrando múltiplos cistos ovarianos.

A SOP está associada com infertilidade, complicações obstétricas, obesidade, resistência à insulina, diabete, alterações cardiometabólicas, ansiedade e depressão. Embora existam evidências de que existam componentes genéticos e ambientais no desenvolvimento da SOP, a sua real causa não é bem estabelecida. Observa-se que a obesidade e a resistência à insulina estão presentes na maioria das pacientes.

Desta forma, a redução do peso é a primeira terapia para estas pacientes. Atingir e manter um peso saudável é a chave principal no manejo da SOP e necessita grande comprometimento por parte da paciente para mudar o seu estilo de vida. A associação de dieta, exercícios físicos e medicamentos como a metformina, sob adequada supervisão profissional, tem se mostardo segura e eficaz no manejo da perda de peso de mulheres que apresentam síndrome dos ovários policísticos.

Postado por Isabel de Almeida