
Crédito: Jefferson Botega
Antes de tudo, quero deixar bem claro que existem taxistas descentes, camaradas e que não vêem mal algum em transportar cadeira de rodas. Ao longo do tempo que ficamos sem carro, nos deparamos com taxistas com corações grande o suficiente pra compensar os colegas que se recusaram a nos transportar.
Mesmo havendo essa minoria de taxistas gente boa, infelizmente a grande maioria se nega descaradamente a levar a cadeira. O pior: é uma epidemia nacional. Lendo outros blogs de cadeirantes, todos eles já abordaram a dificuldade de conseguir um táxi.
Na frente de um determinado hospital, um táxi Doblô se negou a nos levar alegando não ter espaço. Já na frente do Mercado Público Municipal, a poucos metros da Secretaria de Acessiblidade, ganha um doce o cadeirante que conseguir ser transportado num daqueles carros que ficam parados no ponto.
Ligar pra EPTC é a mesma coisa que tomar água com açúcar: não adianta. Eu já recebi até a informação absurda que tem uma lei que não obriga taxista a transportar cadeira de rodas e cão-guia. Passei três semanas pesquisando na internet, na própria EPTC até, finalmente, receber a informação do Portal de Acessibilidade dizendo que essa tal lei não existe.
Sim! Eles têm obrigação de levar a cadeira. Aqui em Porto Alegre temos o táxi adaptado que, por ter essa característica, ganhou o direito de cobrar 50% a mais pela corrida, o que complica um pouco. Porém, os motoristas desse carro estão na minha lista dos mais atenciosos de Porto Alegre.
Nada nem ninguém muda o comportamento deles. Até quando será assim? A quem recorrer quando passamos duas horas esperando um táxi (sim, isso já aconteceu com a gente)? Será que só a gente está vendo isso? Qual é mesmo o papel da EPTC no transporte?
Quem quiser os telefones dos melhores taxistas de Porto Alegre, escreva para o nosso e-mail que teremos o maior prazer de fazer propaganda deles.
"Se todos fossem iguais a vocês..."
Postado por Tania Speroni

