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Posts de dezembro 2009

FELIZ 2010

31 de dezembro de 2009 1

Amigos!

Nos próximos dias, estaremos of line mini-férias.

Desejamos a todos um 2010 pra lá de maravilhoso.

Ano que vem voltaremos com a corda toda.

Beijos e abraços

Tania & Milton

Direto do TCE

30 de dezembro de 2009 0

Recebemos um e-mail da Priscila Pinto Oliveira, acessora de imprensa do TCE.

TCE dá posse ao primeiro auditor cadeirante
O presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro João Osório, deu posse nesta quarta-feira, 23, ao primeiro auditor público externo cadeirante da instituição. Vladimir Costa da Silva, 33 anos, foi aprovado no último concurso público realizado no início de 2007. O auditor irá atuar no Serviço de Instrução Municipal.
Na cerimônia de posse, o presidente do TCE destacou a superação do novo servidor. “O Vladimir conseguiu superar suas limitações físicas, desenvolveu o seu intelecto e é o primeiro a entrar nessa casa. Isso deve ser visto como exemplo por todos os servidores”. O conselheiro lembrou também da importância da missão escolhida pelo auditor. “Controlamos a aplicação das verbas públicas. Essa é a nossa missão. Quanto melhor cuidarmos desses recursos, mais verbas irão sobrar para se fazer políticas sociais”.
O Diretor Administrativo do TCE, Eduviges Rogério de Souza, afirmou que o TCE já possui estrutura adequada para receber o cadeirante. “O prédio tem rampas de acesso, portas e elevadores amplos que permitem o trânsito sem dificuldades”, disse.
De acordo com o novo auditor, a função foi escolhida por se adequar a sua qualificação profissional. “O trabalho que vou desempenhar no TCE possibilitará executar atividades de áreas para as quais me especializei”, afirmou.
Vladimir Costa, desde 2007, era servidor público federal da Controladoria Geral da União. É formado em Ciências Contábeis pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com especialização em Perícia e Auditoria.
Parabéns ao Vladimir Costa!

Com a palavra...

29 de dezembro de 2009 2

Abrimos o espaço ao Sr. Tarcízio T. Cardoso.

Secretário de Acessibilidade e Inclusão de Porto Alegre

 

 

Precisamos de cidades organizadas.

Tarcízio Teixeira Cardoso*

Há muito vimos trabalhando questões pontuais e específicas referentes à afirmação da cidadania das pessoas com deficiência. Não conseguimos concluir feitos de visibilidade. Desde o tempo acadêmico, somos aconselhados a abstrair um (vejam: um) objetivo – enxuto, claro e defensável – que nos dê segurança de execução, de conclusão. É certo que o estudo dos casos vislumbra o todo, na maioria das vezes. Porém resumimos os atos e defesas ao imediato. Isso não é errado, mas pode ser insuficiente. Pior: acomodação.

Nos deslocamos em cenários políticos, em trocas e transições de governos, em determinantes que falam de prioridades e matrizes que falam de planos. Acompanhamos, (colegas do segmento e eu), nas últimas duas décadas processos destes. Esbarramos na “meritocracia” todos os dias. Conciliamos tempo que se transforma em história, desenvolvimento do conceito de “ser humano” e avanços que parecem enormes ao olhar romântico. Trazemos a satisfação de contabilizar um construto que pode ser mensurado, que é concreto.

Estudiosos e autores do tema – e eles existem – afirmam que as cidades são construídas e desenvolvidas, poucas vezes planejadas, para um “homem padrão”. Mesmo as planejadas, o são para o homem que anda ereto, bípede, que ouve e fala, com dois membros superiores funcionais, com intelecto capaz de executar tarefas com senso crítico igual ou aproximado do que se determina como normal ou além. Não nos admira que assim seja: fomos criados aprendendo que correto e belo são “imagem e semelhança” do criador. Ou seja, o homem padrão cria coisas padrão ou que, na melhor das hipóteses, retornam ao padrão.

Filosofando, nos deparamos com tal abstração: na impossibilidade objetiva de criar perfeições, tomamos como base algo que pode dar condições de melhoria ao conjunto e, se a melhoria não se concretiza, já atenderia a uma maioria.

E o que é maioria quando tratamos de seres humanos? É aquela que se aglomera em poucos metros quadrados em um ponto de ônibus. Neste aglomerado contam-se idosos, gestantes, obesos, calvos, míopes, deficientes, punks, nerds, jovens, senhoras, fumantes, atletas, doentes, advogados, balconistas e anões.

Este ponto fica em frente a um edifício onde entram e saem centenas de seres humanos por dia, atravessando a rua para chegar a ele e tomar um ônibus. Ônibus que estacionam, conduzidos por um motorista que sabe de todos que o esperam. Motorista que nos leva ao nosso bairro, nossa rua, nossa casa – que não é a casa dele – ao shopping, ao bar, a um outro ponto.

Autores e estudiosos defendem que o planejado ou construído para os menos favorecidos resulta em espaço para todos. O já construído ou posto pode ser organizado com esta perspectiva. Aproveitemos um próximo e expressivo ato: a Copa de 2014 no Brasil, para organizar assim nossos espaços.

Em particular, Porto Alegre tem essa oportunidade. O Plano Diretor de Acessibilidade, construído pelos cidadãos e no aguardo de aprovação pelos representantes do povo, sintetiza essas expectativas (ou filosofias).

*Secretário de Acessibilidade e Inclusão Social de Porto Alegre

Rodoviária de Porto Alegre

26 de dezembro de 2009 0

Olá Pessoal!

Em julho de 2009 estivemos na Estação Rodoviária Central de Porto Alegre, fizemos um post mostrando algumas falhas referentes à acessibilidade.

Coincidência ou não, logo após nossa postagem houve uma visita da secretaria de acessibilidade, orgão oficial, mostrando à direção da rodoviária as melhorias que deveriam ser feitas para torná-la acessível a todos. A secretaria disponibilizou documentos, visita de arquiteto especializado, se dispôs a colaborar com o que fosse necessário.

Desde nossa primeira visita até hoje, devo exaltar a presteza e colaboração do diretor da rodoviária, Sr Giovanni Luigi, em nos dar informações do andamento das melhorias que estavam sendo implementadas.

Surpresa!!!

Só reclamar, reclamar, mostrar que está tudo errado, nada acontece, se sentir coitadinho não é exatamente o papel do Blog Sem Barreiras.

A Estação Rodoviária de Porto Alegre está de parabéns. Tudo que lhes foi sugerido foi feito. fiquei muito bem impressionado, feliz por ver que há homens, empresários que quando se apontam falhas e ao mesmo tempo se sugere melhorias eles agem de pronto.

A exceção é o piso tátil em toda extensão da rodoviária, que devido o vulto da obra ainda não foi iniciado, período de grande movimento de público na rodoviária mas, será iniciado em breve, como nos afirmou o diretor Giovanni Luigi

Rebaixamento na faixa de segurança Piso Tátil ao redor das lixeiras

Carrinho amigo

Guichê preferencial rebaixado

Rebaixamento do meio-fio no estacionamento

Guichê de atendimento rebaixado

Pias do banheiro adaptadas

Rampa de acesso perto do metrô

O troninho

Parabéns Estação Rodiviária de Porto Alegre. Viva a Inclusão! Viva a Acessibilidade Universal!

HO!HO!HO!

24 de dezembro de 2009 0

    Amigos!

    Um Natal Maravilhoso pra todos, sairei do ar, dia 26 estaremos na área, se derrubar…

    Beijos

Tania e Milton

CAMPANHA LEGAL!

23 de dezembro de 2009 3

Pra quem não é de Porto Alegre, vou explicar:

Aqui tá rolando uma campanha chamada: EU PARO NA FAIXA. Até antes desta campanha, era impossível atravessar as ruas daqui, mesmo na faixa, com sinal fechado pros carros, nós corríamos sérios riscos de sermos atropelados, era uma filosofia tipo: DANE-SE O PEDESTRE.

Já tem uns meses que “EU PARO NA FAIXA” foi lançada e tem surtido resultado. Inclusive, faixas novas de pedestres foram pintadas pelas ruas e, mesmo sem sinal, os carros páram pra gente atravessar as ruas agora.

Aqui perto de casa a EPTC pintou uma faixa, a da foto abaixo, só que esqueceu de rebaixar os meios-fios e arrumar o canteiro que fica no meio da rua.

Como sou persistente, liguei na EPTC, que me explicou que eles apenas pintam as faixas, mas quem faz os rebaixamento das calçadas é a Prefeitura de Porto Alegre, liguei então pro 156, número da Prefeitura, fiz minha solicitação do rebaixamento do meio-fio, fui tão bem atendida, que aproveitei a ligação e já reclamei da calçada do Mercado Público, até aí foi fácil, ganhei dois números de protocolo pra ir acompanhando minha solicitação.

Agora é esperar pra ver se meu desejo será realizado, aproveito e peço a vocês que liguem também pro 156 e reclamem das calçadas, a união faz açúcar e a força.

NUNCA É TARDE PRA ELOGIAR

22 de dezembro de 2009 2

     O show rolou em outubro, mas só recentemente eu recebi as fotos, o relato e a autorização da Andréa de publicar um pouco, como é ser tratado com dignidade.

     Em outubro a Andréa, foi ao Teatro do SESI, no show da Simone, o show foi produzido pela Branco Produções, a quem a Andréa elogiou bastante, tamanha atenção que ela recebeu.

      Ela aproveitou o embalo e pediu pra conhecer a Simone. Camarim, tietar um pouco, né que a danada conseguiu? Só que com detalhes invejáveis.

      Foi ao camarim com a ajuda da galera da produção, conheceu a Simone e na hora da saída, sabe quem ajudou Andréa a passar pela muvuca? Ninguém menos que a própria Simone.

       Temos provas. 

 

    

     Tietando

 

   

     

 

    

 

 

    

    Quanta simpatia num carro só.

   

 

     Como eu mando e-mails pra reclamar, mandarei e-mails tanto pra Branco Produções, quanto pra Simone elogiando o respeito com que eles trataram a Andréa.

      Não custa nada ser bem atendido. Todos saem ganhando.

Postado por Tania Speroni

Época de gastar $$$$$

21 de dezembro de 2009 1

     Pois é gente, como todo mundo, estamos aproveitando o décimo terceiro pra iniciarmos 2010 já endividados. Como não pode deixar de faltar também, junto com as dívidas vêm as famosas festinhas de final de ano.

     O casal Arroz de Festa aqui, se esforça ao máximo pra não deixar de ir a nenhuma, o problema é quando a festa, requer, digamos, uma beca mais fashion.

     A começar pela dificuldade no tamanho das pernas do Milton, achar uma calça literalmente comprida não é uma das tarefas mais fáceis. Não bastasse o tamanho, precisamos achar uma roupa que o Milton consiga vestir sozinho e que não atrapalhe na transferência, cama-cadeira-carro e de preferência que seja do gosto dele, né?

     Como é difícil!

     Ficamos limitados aos modelos esportivos de marcas famosas caríssimas e que são fabricadas em apenas três cores: Cinza, azul e preto, assim parece que o Milton só tem 3 calças, além do limite das cores vem o limite do modelo, não estranhem, nem achem que o Milton é um excêntrico, caso vocês nos convidem prum “jabaculê incrementado” na sua mansão, infelizmente ele irá de calça esportiva, cinza, azul ou preta. Uma espécie de vestidinho da Mônica com três variações de cores.

     As camisas também, não são nada fáceis de achar. Como ele não consegue abotoar os  botões nas casinhas, já vem outra tarefa de gincana, achar uma camisa bacana sem botões. Putz que dificuldade.

      Queria muito saber costurar ou desenhar, abriria uma grife baratinha e adaptada.

     Enquanto vocês me lêem, estou num dos shoppings da cidade garimpando o presente do meu maridinho, não achem que faço parte dos brasileiros que deixam tudo pra última hora. Minha caça vem desde novembro, torçam por mim.

    

Postado por Tania Speroni

Resposta do BIG

18 de dezembro de 2009 1

     Vocês devem ter lido algumas postagens atrás, uma crítica do Sr. José Carlos Seberino, que foi ao BIG da Sertório e teve dificuldades em estacionar o carro.

    Como sempre fazemos, mandamos uma cópia da reclamação ao BIG e atenciosamente nossas críticas foram respondidas.

    A resposta do BIG:

 

    

     “Oi, Tânia. Lamentamos os fatos relatados pelo Sr. José Carlos Seberino. Informamos que o Hipermercado BIG Sertório possui atualmente oito vagas destinadas aos clientes com deficiência. Adicionalmente, já estão em fase de finalização outras 10, com fácil acesso para as portas de entrada da loja. Ao todo, em breve, portanto, serão 18 vagas à disposição destes clientes.
 
     Agradecemos o seu contato e a contribuição do Sr. José Carlos Seberino.
 
     Atencionamente,
 
     Juliano Filipe Rigatti Assuntos Corporativos
     Relacionamento com a Imprensa
     Walmart Brasil”
    
     Como diz o ditado:” De grão em grão a galinha enche o papo”. Vamos chegar lá.

    

Postado por Tania Speroni

Segurem a onda.

16 de dezembro de 2009 0

     Galerinha amada.

      Juliana foi abduzida e vive num universo paralelo momentâneo, o Milton tá em final de período na faculdade e eu com trabalho de montão a fazer, peço que segurem a onda aêêê.

    Logo, logo a gente volta a colocar nossas idéias no papel, ou melhor no blog, falô?

Postado por Tania

Vida Real

15 de dezembro de 2009 2

       Um presente do Thiago Helton pro Sem Barreiras.

       Peguem suas pipoquinhas.

Postado por Tania Speroni

EM CASA.

14 de dezembro de 2009 3

     Não acredito que haja alguém neste mundão de meu Deus, que queira mais que eu, que o Milton volte a andar, ele voltando a andar, consequentemente, todos os lesados também andarão, donde conclui-se que: Eu torço pra todos voltarem a andar.

     Porém, ai porém… Enquanto isso não vem, pego uma carona no post da Ju pra falar das adaptações em casa.

      Ainda essa semana tava conversando com uma senhora, ela me falando da independência do filho, mas ele só não consegue tomar banho só, por causa do box do banheiro. Ai Jesus!

     Claro que o fator “grana”, tem uma influência muito forte na qualidade da adaptação da casa, afinal ser deficiente no Brasil é tão caro como ser um play boy estilo Chiquinho Scarpa, mas tem coisas que com um jeitinho dá pra fazer, não tem justificativa.

       A acessibilidade tem que começar em casa, não adaptar esperando que venha a recuperação é uma baita sacanagem com a pessoa com deficiência. Adaptar não é desistir de lutar.

 

Postado por Tania Speroni

SOZINHA PELAS RUAS DE SÃO PAULO...

12 de dezembro de 2009 8

Estar de férias é um tesão. Estar de férias e ir viajar é mais tesão ainda, só que pra turminha dos quebrados encarar uma trip sozinho pode ser uma grande e inesquecível aventura. Acompanhe o meu caso:

            A dificuldade de viajar já começa em casa. É a mala que está guardada nas alturas e requer a colaboração de um andante para pegá-la. Exploro minha irmã. Já diz o ditado “em terra de aleijado, quem anda é escravo”.

           Minha mala é enorme, porém fazer caber fraldas, sondas e outros acessórios fundamentais para as necessidades fisiológicas do cadeirante, é uma batalha. Metade da valise foi ocupada com material hospitalar. No espacinho que sobrou, soquei as roupas e calçados. Mas, soquei mesmo, a mala ficou esturricada, evidente excesso de bagagem.

Tudo pronto, hora de ir pro aeroporto de mala, cuia e cadeira higiênica. Pra quem não conhece, a cadeira higênica parece uma privada com rodinhas e serve pra tomar banho e colocar os guris pra nadar. Ainda bem que o porta malas do Passatão é gigante e coube tudo!

Não me pergunte como, a heroína aqui conseguiu perder o vôo das 18h30. Peguei o seguinte, e cheguei em SP quase 23h. Uma amigona, a mãe Bãbou, foi me resgatar junto com seu namorido. Foi preciso dois carros pra levar todas as tralhas!

Não sei se é assim com todo mundo, mas na minha casa tenho tudo mega adaptado, barras de apoio, gancho para transferência, ambiente totalmente plano. Toda vez que vou pra casa de alguém a aventura aumenta. Na casa da mãe Bãbou, consigo passar por todas as portas, algumas com dificuldade, a coisa é justinha. Tem dois pequenos desníveis, que me cerceiam. Um degrau eu venci, yeah! Agora, a meta é dominar o outro, um pouquinho mais alto. Se eu perder pra um degrau, vou ganhar de quem?

É meio `soda` se aventurar, tipo, novamente precisar de auxilio e tal. Na minha casa, como já falei, tenho todos os equipamentos que preciso para levar uma vida com autonomia. Cago a hora que quero, tomo banho a hora que quero, vou pra cama na hora que bem entender, etc. Já ‘de visita’, quando o local não é acessível, fico numa  situação semelhante a vivida lá no comecinho da lesão, quando dependia pra fazer qualquer coisa. Tenho que admitir que seu eu fosse desses quebrados ninja que saem empinando a cadeira por ai, que sobem do chão para cadeira, a cousa seria mais fácil. Mas, estou bem longe de ser um Bruce Lee com lesão medular…

Foram alguns momentos marcantes de `pára o mundo que eu quero descer`, de pensar `ah, se eu não tivesse inventado essa viagem`… Diversas e desastrosas transferências com o auxilio da mãe Babou para minha cadeira higiênica. Se ela não estivesse junto, certamente tocaria aquele funk ‘chão, chão, chão…’ Outro momento mágico foi evacuar na casa da Tatou, outra amiga onde fiz um pitstop de sexta pra sábado. Lá vai ela e o seu namorido me colocar sentadinha na privada. Um pega embaixo dos braços e o outro nos joelhos e dá tudo certo. Fico sozinha e faço a obra. Por sorte tem ao lado da privada um chuveirinho, eeee! Desagradável é contar com o mesmo auxilio para retornar a cadeira, enquanto o banheiro exala odor de pé de múmia!!! Pobre dos anfitriões! Aliás, dou uma trabalheira onde tô de visita!!!

Depois de cagar na casa da Tatou, assistimos uma peça de teatro. De lá fomos para uma festa na casas de uns amigos. Estava eu a fazer o cate na lavanderia (minha cadeira não passou pela porta do banheiro) quando uns malucos adentram o recinto. Soltei um grito estridente, enquanto tapava as partes com a mão que não estava segurando a sonda.

Fomos embora e capotei na cama 7h30. Acordei às 09h para ir pra passeata do movimento Superação. Saindo do táxi, já encontrei uma amiga querida, a Camila, que mora em Presidente Prudente e veio pra terra da garoa pra mostrar com quantas rampas se faz uma rua acessível!

Fizemos uma bagunça com a galera do Superação! Só alegria! Dá uma conferida nas fotos! Estamos em tratativas pra fazer uma muvuca dessas na redenção. Aguarde data e confirmação!

Camila, Billy e Ju

Só no trenzinho!

Muvuca no centro de São Paulo

Ju, Camila, Fernandinha e seu bofe

Dando entrevista para Folha Online

Jairão e Camilinha

Tabata, Ju e Camila

Após, gritar pelas ruas do centro de Sampa as rimas criadas por Billy, almoçamos todos num shopping ali perto. A lady aqui, passou a apresesentar sinais de coco iminente, ou seja, pernas abrindo. Fui no banheiro adaptado do shops e tive certeza que não conseguiria me transferir sozinha. `Soda`! Além do mais, levo uma hora pra cagar, quando o serviço sujo estivesse pronto eu sairia e não teria mais nenhum cadeirante me esperando!

O jeito foi apressar a galera pra ir pra casa do Tio Sid, onde eu dormiria na noite de sábado pra domingo (vida agitada, né?). Bueno, o tio Sid é cadeirante e mora sozinho. Ele teria que fazer três pontes de safena na terça feira, ou seja, nada de esforço físico. Por sorte, coisa que tenho bem mais que juízo, foram mais dois amigos para a casa do Sid, o cadeirante Augusto e sua estimada esposa andante Andréia. Aproveitei que a mulé tava por lá e ela me ajudou nas transferências pra cadeira higiência do Sid. Engraçado, a maioria dos cadeirantes que eu conheço não tem em casa barras de apoio no banheiro, só eu que sou neurótica e tenho barras + guincho.

Fernandinha, Tio Sid e Ju

Banho tomado, o Augusto e a Andreia foram embora. O Sid e eu colocamos as fofocas em dia comendo uma pizza. Hora de ir pro berço. Tio Sid arrumou uma pilha de colchões para eu dormir. Na hora que apoiei a mão para transferir, meu braço afundou e eu cai com o tronco em cima da cama, ficando a busanfa pendurada pra fora. Tio Sid, segurava minha cadeira e dava gaitadas, enquanto eu parecia uma lagartixa convulsionando, tentando trazer o resto do corpo pra cima da cama. Foi `soda`, mas sobrevivemos, e o coração do tio Sid agüentou firme tantas emoções!

Day after, almocei na casa de outra amigona cadeirante, a Jack, e de lá fui pegar o metrô para encontrar mãe Bãbou e a Camila no MASP. Yeah, se por um lado se aventurar só por ai é compllicado, por outro lado, esse tipo de situação (sinuca, sabe?) te obriga a refletir, a pensar no que eu posso melhorar para ter mais autonomia? Porque em casa é muito fácil. Mas não dá pra ficar preso em casa! Além disso, se expor a esse tipo de aventura tem suas compensações. Ô, e põe compensações nisso! Prazer inenarrável e uma tremenda sensação de liberdade pegar o metrô sozinha e rodar pela Av. Paulista com tranquilidade. Graças a pressão da galera do Superação, a famosa avenida tá ótima pra se rodar. Comprei uma mapa da cidade e já estou conseguindo me situar por aqui!

Av. Paulista

Comendo acarajé com Beto, namorido da mãe Bãbou

Com a mãe Bãbou no Tabuleiro – comida baiana

Outra grande compensação de encarar essa trip, foi conseguir um encontro com o pessoal da Editora Terceiro nome, aqui de SP. Conversa vai, conversa vem, eles decidiram publicar meu livro!!! Aeeee! Até eu tava quase achando que o livro era meu amigo imaginário! Mas, vai nascer a criança! A Editora vai bancar a obra e preciso ir atrás de patrocínio pra bancar o lançamento… tem que rolar uma champa! A previsão é por os livros nas prateleiras e fazer as sessões de autógrafos em SP, RJ e POA em Fevereiro!!!

Quem acredita sempre alcança, bóra sair de casa e conhecer esse mundão de meu Deus! Lembra o segundo degrau na casa da mãe Bãbou? Acabei de vencê-lo! Yeah!

Festa do Festival Filma Brasil

Festa do Festival Filma Brasil

Masp

No boteco perto do Masp

Em frente ao Masp

Postado por Juliana Carvalho, São Paulo

ZH Impresso-DIFICULDADE DE CADEIRANTE

11 de dezembro de 2009 1

    Deu no ZH impresso de ontem, 10 de dezembro de 2009, na parte `Do Leitor”.

    É crítica a situação de Porto Alegre em relação à acessibilidade pra deficientes. As paradas de ônibus são inacessíveis, as calçadas mais parecem pista de rally, dada a quantidade de obstáculos, como buracos, lixo espalhado e contêiners de entulhos.

    As rampas de acesso para cadeirantes possam se locomover praticamente inexistem e as disponíveis estão mal feitas. Mas o que mais me incomoda é esperar um ônibus que dê acesso a deficientes por muito mais tempo do que muitos imaginam, dependendo da linha.

     Relato do Sr. Márcio Costa de Barcellos.

Postado por Tania Speroni

Prêmio Brasil Paraolímpico

10 de dezembro de 2009 0

     Ontem houve a premiação dos melhores atletas paraolímpicos brasileiros.

      Se você clicar aqui, descobre quem ganhou o que.

      Parabéns a todos.

Postado por Milton Speroni