Terça, depois da novelinha, acompanhei o programa de estréia do Big Brother Brasil 10. Fiquei feliz por ver que a comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Travestis) está bem representada. Fiquei feliz porque a comunidade Negra tem um representante também, embora acho que apenas uma pessoa na casa não confira com a realidade brasileira, onde quase metade da população é afrodescendente. Fiquei feliz de ver que tem gente de vários estados desse nosso Brasil de meu Deus. Mas, confesso, que fiquei chateada por não me deparar com nenhuma participante que fosse do clubinho dos quebrados.
Pô, será que nenhum cadeirante, nenhum cego, nenhum amputado, nenhuma pessoa com deficiência (PcD) se inscreveu? Duvido. Será que nenhuma dessas pessoas com deficiência que mandou seu vídeo é interessante o suficiente para participar do reality? Duvido! Então, porque nós não estamos representados lá? Será que adaptar algumas atividades, como provas para liderança, para conseguir as estalecas e tal, seja muito trabalhoso pra produção? Ou o shape dos quebrados não é atrativo para os fins comerciais do programa? Quero uma resposta para essa exclusão!
Imagina que divertido e educativo será ter uma PcD lá dentro, mostrando como nosso dia a dia não é tão diferente quanto a maioria das pessoas imagina. Mostrando que dá pra participar, para dividir as tarefas junto com os outros, que se é interessante e competitivo tanto quanto os outros concorrentes. Esse mascote do BBB aí na foto tem que abrir mais o olho! Queremos um quebrado no BBB 11!

