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Posts de fevereiro 2010

TURISMO ACESSÍVEL, EU QUERO!

27 de fevereiro de 2010 2

Sabadão, nada pra fazer… Que tal pegar um final de semana na Serra? Férias à vista? Quem sabe uma viagem inesquecível? Daí o cadeirante pára e pensa na última vez que tentou achar hotel com quarto acessível, da mão de obra que é enfrentar escadaria de avião no Robocop ou então encarar o Ambulift (quem acompanhou a saga do Jairo?). Chega a dar um desânimo, né?
Mas, calma! O Sem Barreiras hoje apresenta a solução! Ou melhor, uma agência de turismo que vai atrás da solução pra gente: a Accessible Tour!

Maria de Fatima Estephan, que comanda esse barco, conta como surgiu a ideia de criar uma agência de turismo voltada para pessoas com deficiência. “Tive uma consulta de uma escola especial para uma viagem em grupo. Quando fui até a escola o diretor me participou de que tratava-se um grupo especial, ele ficou muito a vontade e começou a relatar a necessidade de cada um dos viajantes. Eram todos alunos com alguma deficiência e na sua maioria motora e intelectual. Todos jovens. Na hora sugeri cruzeiro marítimo e eles toparam. Foi um dos trabalhos mais prazerosos, pois o retorno foi de 100% de satisfação. Foram necessárias algumas ações diferenciadas, como atender os pais na escola para facilitar. Aí pude perceber que não existiam agências que priorizavam a inclusão. Existia um receio por parte dos profissionais e que na verdade era falta de informação e preparo. Comecei a pesquisar sobre o assunto, decidi que os produtos da minha agência focariam a inclusão e comecei a trabalhar para tanto.”

O Sem Barreiras bateu um papo com a Fátima.

SB:  Quais os serviços e comodidades que a empresa oferece aos turistas com deficiência?
FÁTIMA: Viagens com acomodações, transporte e passeios adaptados a necessidade de cada cliente, bem como a contratação de acompanhantes treinados quando for o caso. Temos viagens acessíveis no mundo todo e para todos os gostos incluindo as Muralhas da China, Pirâmides do Egito e Safári na África (Que medo!).

 SB: Qual a importância do lazer, como o turismo, para as PcDs?

FÁTIMA: A mesma da pessoa sem deficiência.  Integração, socialização e prazer. (Era isso que eu queria ouvir!)

SB: Quais os destinos e estilo de viagem mais procurados pelas PcDs?

FÁTIMA: Depende da faixa etária e condição de mobilidade. A procura maior é pelos roteiros de contato coma a natureza porém a preocupação com a infraestrutura e comodidades ainda prevalecem e neste caso o campeão é o Cruzeiro Marítimo. (Luuuuxo, eu quero!)

SB: Tu considera que o Brasil tem uma infraestrutura (acessibilidade arquitetônica, cardápio e outras informações em braile, intérprete de libras em hotel…) que atende com dignidade as PcDs?
FÁTIMA: Apesar de existir uma lei que protege e obriga  a acessibilidade para a inclusão, na prática não é uma coisa fácil e acho que ainda vai demorar um pouco. A medida que a PcD buscar o serviço ele vai aparecer e crescer. Se todos fizerem a sua parte vamos chegar lá. Eu procuro a medida que faço as minhas pesquisas conscientizar o fornecedor de que ele esta perdendo mercado e que vai ficar para trás. Tem funcionado. Existe a desinformação, mas por outro lado existe a boa vontade.
 
SB: Quais as principais dificuldades que a agência encontra para proporcionar turismo acessível?
FÁTIMA: Quantidade e qualidade. A falta de adaptação nos hotéis tanto em numero de apartamentos como nas áreas úteis. Transporte adaptado para fazer os deslocamentos. Pessoal treinado.

SB: Tu percebe interesse por parte do estado e também de toda engrenagem do turismo em receber o turista com deficiência?
FÁTIMA: Sim, existe o interesse social e econômico, mas falta informação e  a união dos mesmos.

SB: Já passaram por alguma saia justa em função da especificidade de publico que vocês atendem? Tipo, reservar quarto num hotel que se diz acessível e o turista chega na hora e vê que não era bem assim?
FÁTIMA: Já e por isso estamos cada vez mais criteriosos ao vender o produto. Existe um site de hotéis accessíveis que usamos para começar a nossa pesquisa e para nossa surpresa a maioria deles só tinha 1 apartamento adaptado e as áreas comuns não eram accessíveis e pasme, um dos hotéis não sabia nem o que era apto adaptado, ou seja, não tinha nenhum.

SB: Vocês vendem pacotes para fora do país, encontram as mesmas dificuldades que aqui no Brasil? 
FÁTIMA: No nosso site temos uma área que se chama Turismo Acessível com varias opções de pacotes para Europa, África e Ásia. Nos Eua a maioria dos pacotes já são “inclusivos”, pois a principais cidades não tem nenhum problema com acessibilidade. Tudo é acessivel. Tenho um cliente que foi recentemete a New York e percorreu Manhatan em sua cadeira sem a menor dificuldade. Na América do Sul a maioria dos pacotes já são inclusivos e não temos nenhuma dificuldade em montar roteiros de acordo com a necessidade do cliente. Temos roteiros maravilhosos incluindo Patagônia e Ushuaia.

SB: Dicas para férias inesquecíveis e acessíveis?
FÁTIMA: Como já citei anteriormente, os cruzeiros marítimos são uma ótima pedida, pois alem de contar com toda a infraestrutura você ainda aporta em varias cidades sem ter que abrir e fechar mala aproveitando 100% da sua estada. Sem falar que tem cruzeiro o ano todo em algum lugar do planeta para todos os gostos e bolsos. Outro destino bem legal é a Costa do Sauípe que esta totalmente reformulada e accessível. A dica é: ligue para nós!

Accessible Tour
Rua da consolação, 293 cj 32
tel- 55-11-3138-3477/78
cel-9943-7933 /7885-7601
nextel-55*9*17696
www.accessibletour.com.br
fatima@accessibletour.com.br

Crédito: As fotos foram cedidas pela Accessible Portugal

Cada Sentença, um juiz

25 de fevereiro de 2010 5

Lendo no Andrey e no Jairo, duas situações bem parecidas e soluções completamente opostas, recebi a autorização deles de reproduzir.

Um ato de insanidade e um ato de competência.

LOUCURA, leia os detalhes no Jairo

Aninha, uma mocinha que foi comprar móveis pro seu escritório, lá tinha uma rampa, que como em muitos lugares, as pessoas A-DO-RAM, obstruir com tudo que é possível, Aninha, exigiu entrar pela rampa, não foi atendida e ainda por cima foi humilhada, esculachada e tudo de mais vergonhoso que um ser humano pode fazer com outro, fizeram com a Aninha, ela chamou a polícia e por fim entrou com uma ação na justiça contra a empresa.

Repasso um trecho da sentença dada pelo juiz Maurício Ferreira Cunha: “O ônus da prova é a conduta que se esperava da parte para que a verdade dos fatos alegados seja admitida (…) não se viu satisfatoriamente desincumbido pela requerente (…) este juízo julga improcedente o pedido.”

“Há de ponderar, assim, que ainda que tenha havido um certo desconforto do contato da requerente com funcionários da empresa requerida (ressalvando que a requerente e sua genitora lá já haviam estado anteriormente (…) fato é que não se vislumbrou nos autos qualquer mácula ou constrangimento à pessoa (…).”

“Não se trata de um serviço mantido pelo Poder Público. Trata-se, sim, de uma empresa voltada ao comércio varejista de móveis que como tantos outros (milhares) não tem sua estrutura totalmente adaptada seja pela dificuldade financeira, econômica ou qualquer outro pressuposto.”

Mais resumido ainda: Dane-se Aninha, cadeirantes e quem mais não puder subir a escada.

 

Ser justo é:

Detalhes no Andrei

O juiz João Carlos Corrêa, condenou a empresa de ônibus Salineira, de Búzios, a indenizar Juciara Tardelli dos Santos Silva e providenciar adaptações nos veículos.

Tudo porque  Juciara que é paraplégica se machucou ao tentar embarcar num ônibus desta empresa, a partir dessa decisão e de lutas de pessoas como Georgette Vidor, que distiribuía cartilhas e fazia palestras sobre acessibilidade.

Resumindo: Búzios está mais acessível do que nunca.

 

Acho que o Dr. Maurício precisa fazer um estágio em Búzios.

A CIENTISTA QUE CUROU O PRÓPRIO CÉREBRO.

24 de fevereiro de 2010 1

Acabei de dar de presente à minha mãe este livro.

Desde o Natal que ela fala dessa cientista, que assim como ela, teve um AVC e se curou “apenas” com seu cérebro, o poder da mente e desde o Natal que procuro nas livrarias de Porto Alegre, só achei hoje.

Particularmente, não sou adepta a esse tipo de leitura (auto-ajuda) posteriormente, depois de lê-lo, posso fazer uma crítica mais concreta, mas já adianto a razão de não gostar sem ao menos ler.

Livros como esse, passam a sensação de que, quando as coisas não saem como a gente gostaria que fossem, os únicos culpados somos nós, depende apenas da nossa “força de vontade, determinação, poder da mente…” Eu sei que não é.

Tenho dois grandes exemplos de disciplina, força de vontade, determinação e todas as características que esses livros pregam como essenciais pra uma cura, enriquecimento, eterna juventude, alegria.

Milton e minha mãe são o que há de exemplo de perseverança, humildade, força de vontade e tudo na minha vida. Lutaram pela própria vida, foram desenganados pelos médicos, meses em coma, sobreviveram, lutaram e ainda lutam, dia após dia pra melhorar e se dependessem deles, eles nunca nem estariam numa cadeira de rodas, teriam saído do hospital correndo.

Recentemente uma moça, deu uma entrevista ao Fantástico, dizendo que se curou de uma lesão medular, fazendo M-U-I-T-A fisioterapia, eu afirmo, sem mesmo conhecê-la, que não foi só isso. O tipo de lesão, de atendimento médico no primeiro instante, os medicamentos, o dinheiro que ela tem e muitas outras coisas influenciam diretamente na sua recuperação, não a foi só força de vontade e determinação.

A mente ajuda a manter o equilíbrio, se o cabeção pira, o que será do resto do corpo? Agora, dizer que a mente é suficiente pra curar!

Já pensou? Como seria bom curar uma cárie, uma miopia só com o poder da mente?

MAMÃE TEM RODINHAS

22 de fevereiro de 2010 3
Flávia e seus filhos gêmeos O Sem Barreiras é um blog super democrático, que traz opiniões bem divergentes. Eu a-do-go a novela e a Tania odeia! Mas como esse espaço contempla a diversidade (inclusive de ideais) vai rolar um post relacionado a novelinha, ôe! Como diz aquele ditado publicitário ‘nada se cria, tudo se copia’, fiz um CTRL + C, CTRL + V de uma matéria bem bacana da jornalista Kátia Mello (Época, 21/02/2010). A pauta? Gestação em duas rodas. O texto da moça vai ajudar a esclarecer dúvidas frequentes sobre a sexualidade e fertilidade das quebradinhas.
“A tetraplégica Luciana, personagem interpretada pela atriz Alinne Moraes na novela Viver a vida, da TV Globo, vai ficar grávida. Segundo o roteiro do autor Manoel Carlos (que está sujeito a mudanças de última hora), Luciana terá ao menos um filho do médico Miguel. Existe ainda a possibilidade de que ela venha a ser mãe de gêmeos. Uma das fontes de inspiração para a personagem Luciana é a jornalista paulista Flávia Cintra, de 37 anos, tetraplégica e mãe dos gêmeos Mateus e Mariana, com 2 anos e 7 meses. Flávia, que trabalha com palestras sobre inclusão e é consultora de Alinne desde maio de 2009, ajuda a atriz a se preparar para ser uma grávida em cadeira de rodas. Ela conta que, no início, a atriz tinha as mesmas dúvidas que outras pessoas. “Mas depois ela mergulhou neste universo e absorveu as emoções e reflexões vivenciadas por uma mulher cadeirante.” Flávia conta que, quando engravidou, houve um misto de espanto e incompreensão ao redor dela. “Como assim grávida? E de gêmeos?”, costumavam perguntar. Nem passava pela cabeça das pessoas que uma mulher numa cadeira de rodas poderia ter sexualidade ativa. Muito menos que ela viesse a ter filhos. Além do tabu sobre a sexualidade dos deficientes físicos, existe o desconhecimento sobre a capacidade dessas mulheres de gerar e criar. Talvez a novela ajude a desfazer esses mitos. Talvez não. O fato é que, no Brasil, os deficientes com mobilidade reduzida são 27% do total da população dos 25 milhões de deficientes físicos, ou seja, cerca de 6 milhões de pessoas. É o equivalente a uma cidade do Rio de Janeiro de pessoas com limitações para se locomover. Mas não se sabe muito mais sobre elas.O IBGE ainda não discrimina o gênero dos deficientes e, no próximo censo, previsto para este ano, isso também não deverá acontecer.

Essa população quase invisível namora, casa e tem filhos. As histórias desta reportagem são sobre mulheres “anônimas” que vivem a gravidez e a maternidade com seus medos e suas vitórias. Flávia, Tatiana, Ekaterini e Marcela simplesmente enfrentam o cotidiano, como grávidas e como mães. Flávia Cintra ficou tetraplégica aos 18 anos em um acidente de carro. Ela se lembra de que, logo depois do acidente, ainda no hospital, perguntou aos médicos se poderia engravidar. A resposta foi “sim”. Aos poucos, Flávia recuperou sua sensibilidade, o que permitiu que ela voltasse a ter prazer sexual. Namorou várias pessoas, até conhecer o pai de seus filhos. Depois de marcar o casamento, ela descobriu que estava grávida. “Quando eu soube, só conseguia chorar de alegria. Eu me senti a pessoa mais abençoada do mundo. Costumo brincar que foi o melhor acidente da minha vida.” Ao visitar o primeiro ginecologista, Flávia ouviu um sermão e a insinuação de que deveria fazer um aborto: “Ele me disse barbaridades”. Ela desconsiderou as palavras do médico e procurou a ginecologista e obstetra Miriam Waligora, do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Miriam lembra que uma de suas primeiras providências foi fazer exames para detectar o exato tipo de lesão medular de sua paciente – dependendo da vértebra afetada, isso determina a sensibilidade e a mobilidade da pessoa. Depois Miriam ensinou Flávia a observar suas secreções, a apalpar o abdome e a perceber os sinais da presença dos bebês. Flávia podia senti-los mexer em sua barriga. Ela também tomou uma medicação anticoagulante para evitar qualquer risco de trombose – mais elevado nos deficientes por falta de movimentação. A ginecologista afirma que o remédio não afeta o desenvolvimento do feto.

Flávia diz que não teve os problemas sérios que podem acometer as gestantes cadeirantes, como trombose, infecção urinária, escaras (as feridas na pele causadas pela pressão do corpo imóvel). Além de controlar o aumento de peso, todos os meses ela ia até a Associação de Assistência à Criança Deficiente (AACD) para calibrar a almofada de sua cadeira. Ao acertar a calibragem, Flávia conseguiu impedir o aparecimento de escaras. Ela também bebia muito água para evitar infecção urinária, muito comum entre as mulheres que vivem sentadas. Passou tão bem que com seis meses de gestação foi sozinha a Buenos Aires numa viagem a trabalho. “Eu me sentia muito protegida e tinha certeza de que meus filhos iriam nascer bem”, afirma. A maternidade também tem trazido belas surpresas a Flávia. Ao aprender a engatinhar, Mateus e Mariana escalaram as pernas da mãe na cadeira de rodas para alcançar seu colo. Ela conta que não sabia se gritava de alegria ou pedia ajuda. Os gêmeos também começaram a andar de forma inusitada: seguravam na barra de ferro atrás da cadeira de rodas e empurravam a mãe. Nunca houve um momento de pânico, em que suas limitações físicas a impediram de acudir as crianças em necessidade? “Como eu conheço muito bem minhas limitações, nunca tive problemas para cuidar dos meus filhos”, afirma Flávia. “Sempre criei soluções antes que os problemas aparecessem.”

Mas será que as grávidas e as mães em cadeiras de rodas não questionam sua própria capacidade de cuidar dos filhos? Elas não estariam sujeitas, em grau muito maior, às aflições e aos pavores que cercam a gravidez e a maternidade? Marcela Cálamo Vaz, de 43 anos, paraplégica e mãe de duas crianças, Ricardo, de 10 anos, e Luís Felipe, de 5, viveu essas incertezas – “Será que vou conseguir trocar fraldas, será que vou conseguir colocá-lo sozinha no berço? E se eu derrubar meu bebê ou ele engasgar, quem virá para socorrê-lo?” – e conseguiu resolvê-las. “Não é fácil ser responsável por outras vidas. Não é fácil ser mãe de dois.” Ela conta que era mais difícil quando seus dois filhos eram pequenos. Às vezes ela tinha de ser rápida para apartar as brigas entre eles. Marcela não tem empregada. Ela dá aulas particulares de matemática e português em casa, faz o almoço das crianças, o lanche deles para a escola, recolhe os brinquedos e ainda lava a louça nos intervalos das aulas particulares.”

BORDEL ADAPTADO

19 de fevereiro de 2010 2

Yeah, isso existe! Na Holanda a galera leva tão a sério o lance da inclusão que existe até bordel adaptado! O Dutch Desires tem tudo para os quebradinhos que curtem um noite quente com meninas experientes. E põe experientes nisso, as garotas recebem treinamento para saber lidar com cada tipo de deficiência!

O empreendimento fica na cidade de Heerlen, em uma fazenda do século 18 denominada Den Struyver. Os donos do bordel  garantem que a propriedade tem todo o luxo e facilidades para que os rapazes com deficiência física desfrutem os prazeres da carne.

O local tem portas corrediças, seis quartos com camas adaptadas, elevador e entrada rebaixada para cadeiras de rodas. Além disso, no bar, uma parte do balcão é mais baixa do que a altura padrão, aê! Só na caipirosca! Serviços de sauna, piscina, limosine, cinema e massagem também são acessíveis aos quebrados. Luxo!

Mas, detalhe, só trabalham meninas por lá. E as quebradas? Como ficam? Queremos os mesmos serviços!

Onde Comprar?

19 de fevereiro de 2010 2

Já falei: Não vejo novela.

Mas leio um monte. Jornais, revistas, blogs, tudo.

Hoje, num dos blogs do Globo, a chamadinha era:

O SAC da Globo, está lotado de gente querendo saber onde comprar as coisas que a Luciana usa.

Não sei exatamente o que ela vem usando, mas sei que a cadeira dela é uma M3, inclusive foi feita aqui no RS, segundo o Jonathan, um dos poderosos da Rea Team.

Cadeira é M3, claro que com os opcionais mais caros e melhores.

As outras coisas? No blog, eles falavam de um garfo, não sei qual é, mas sei que existe uma loja chamada Como Ir, www.comoirbr.com essa lojinha é o ó do borogodó.

Nos grandes centros de reabilitações, como o Sarah, AACD, ABBR e tantos outros, a adaptação de objetos ao paciente, faz parte da reabilitação.

O Milton, por exemplo, não se separa da tábua de transferência.

Tábua de transferência

Já minha mãe, usa sempre a mesinha pra fazer fisioterapia, terapia ocupacional, até mesmo pra ler a gente coloca o livro ou revista em cima da mesinha e a Véia viaja.

Mesinha se encaixa na cadeira

Tanto o Milton, quanto a minha mãe, conseguiram a tábua e a mesa no Sarah, durante a reabilitação.

Ju Pop Star.

15 de fevereiro de 2010 9

Ela saiu na Folha, é mole? Tudo bem que nem falou da gente, mas não faz mal, afinal de contas ela é uma estrela.

A náusea que acometeu a então estudante de publicidade Juliana Carvalho dos Santos em maio de 2001 foi inicialmente vista como consequência de uma festa da véspera. À época com 19 anos, ela tinha exagerado na bebida e não estranhou quando não conseguiu conter o vômito após o jantar.

Jefferson Bernardes/Folha Imagem
Juliana Santos, 28, que recebeu diagnósticos errados até descobrir sua doença
Juliana Santos, 28, que recebeu diagnósticos errados até descobrir sua doença

A suposta ressaca, porém, foi sucedida por febre e fraqueza, que se agravaram nos dias seguintes. Cerca de uma semana mais tarde, era internada sob suspeita de meningite. Trinta e sete dias depois, deixava o hospital paraplégica. O diagnóstico era de mielite transversa, uma inflamação na medula espinhal causada por lúpus eritematoso sistêmico, doença que desconhecia ter.

Hoje adaptada à nova condição, Juliana, 28, apresenta o programa “Faça a Diferença”, da TV Assembleia do Rio Grande do Sul, sobre pessoas com deficiência. Escreveu, também, um livro em que conta sua história, com lançamento previsto para este semestre.

Entre as memórias está o período de internação. Isolada devido à suspeita de meningite, ela desenvolveu síndrome do pânico. Viu também os membros perderem força até não conseguir sair da cama. Por alguns dias, ficou tetraplégica –mexia apenas a cabeça.

Sem diagnóstico preciso, recebeu antibióticos, corticoides e imunossupressores. Foi submetida ainda à plasmaferese, filtragem do plasma sanguíneo para a remoção de elementos que podem ocasionar doenças. O tratamento surtiu efeito e, com o recuo da inflamação e a ajuda da fisioterapia, ela voltou a mexer os braços.

A cadeira de rodas saiu do hospital com ela. A lesão remanescente na medula, prolongamento do sistema nervoso central que conduz os impulsos do cérebro para o corpo e vice-versa, deixou-a sem movimentos nas pernas e sem sensibilidade dos seios para baixo.

A casa onde morava com os pais e os quatro irmãos em Porto Alegre, repleta de escadas, virou obstáculo. Sem conhecer as mudanças possíveis para tornar a vida mais fácil, esperançosa com a recuperação e em dificuldades financeiras, passou a morar na sala de estar. Durante três anos, dependeu de ajuda para acessar o lavabo, distante três degraus.

A volta à faculdade também foi complicada. Com o movimento das mãos debilitado, levava um gravador para o curso. Em casa, tentava passar as informações para o caderno. “Tive que reaprender a escrever, a digitar, a cortar as unhas”, lista.

Outro desafio foi retomar o convívio com os amigos em atividades típicas da idade. Ela já nem lembra quantas vezes teve que ser carregada escada acima para participar de festas. “Eu nem ligava para o acesso.”

Os remédios também entraram em sua rotina. De perfil autoimune, o lúpus é caracterizado por um desequilíbrio no sistema imunológico: os anticorpos, produzidos para proteger contra infecções, se fixam em alguns órgãos, provocando inflamações. A causa é desconhecida, mas acredita-se que haja relação com fatores genéticos, hormonais e ambientais.

Quando a doença está ativa, os problemas mais comuns ocorrem na pele, articulações, rins e membranas que envolvem pulmão e coração. A inflamação na medula é rara.

Ao longo dos anos, porém, também foram cogitados os diagnósticos de síndrome mista de colágeno e neuromielite óptica. Em comum com o lúpus, o caráter autoimune que pode levar a lesões medulares.

“É comum os médicos discordarem, principalmente nas paraplegias agudas. As hipóteses são diversas e os exames muitas vezes são dúbios”, diz o neurologista Ricardo Novis, da Clínica São Vicente, do Rio.

No início, a divergência de opiniões incomodou a apresentadora. “Quando vi que o prognóstico não mudava muito, isso perdeu importância”, diz. Hoje, faz o acompanhamento com o reumatologista Henrique Staub, que está convicto de que ela tem lúpus. “A paciente apresentou, no início da doença, dores articulares e anticorpos anti-DNA, compatíveis com o diagnóstico.”

O tratamento inclui o uso de imunossupressores e de corticoides para controlar a produção de anticorpos e o processo inflamatório, além de fisioterapia. Juliana toma ainda medicamento para evitar resíduos de urina na bexiga, antidepressivo e anticoagulante. O último foi incluído depois que uma trombose a levou novamente ao hospital –a formação do coágulo ocorreu em 2005 e, segundo Staub, também é uma manifestação do lúpus.

“A trombose me deu uma rasteira. Eu tinha acabado de começar a trabalhar, estava recomeçando a vida e tive que voltar para o hospital. Naquela hora, bateu a revolta do “Por que eu?”, não queria mais existir, só pensava em acabar com aquela dor”, lembra ela, que tinha sido aprovada em concurso da Assembleia Legislativa.

A crise a motivou a tentar uma vaga na Rede Sarah de reabilitação, em Brasília. Foi internada no fim daquele ano. Quando voltou para a casa, o avanço era visível.

“Voltei a ter privacidade. Antes, tinha que chamar colegas de trabalho que acabara de conhecer para me ajudar a colocar as calças cada vez que ia ao banheiro. O momento em que consegui fazer isso sozinha de novo foi muito marcante.”

A internação colaborou para outra redescoberta: a da sexualidade. “Isso sempre foi muito importante para mim, mas de uma hora para outra mudou tudo. Eu estava sem movimento, sem sensibilidade e com a cara do Fofão por causa dos corticoides”, brinca ela, que ganhou 20 kg depois da lesão.

A reabilitação na cama veio com o envolvimento com outro paciente. Em uma noite livre, os dois foram a um motel.

“Vê se visualiza a cena, um manco ajudando uma paraplégica a entrar na banheira. Traçamos estratégias, algumas tentativas, e, no final, deu tudo certo. Mas, para sair, outro parto. Pensei até em chamar uma camareira para dar uma força. Como tanto ele quanto eu somos brasileiros e não desistimos nunca, vencemos a porra da banheira! Se eu perder para uma Jacuzzi, vou ganhar de quem?”, escreve Juliana no livro, intitulado “Na Minha Cadeira ou na Tua?”.

PIÁS CADEIRANTES E BASQUETEIROS

13 de fevereiro de 2010 7

Sabe aquele ditado “quem acredita sempre alcança?” Então, o projeto Escola Paraolímpica – idealizado pelo paraatleta Luiz Portinho, cadeirante desde os 9 anos, quando sofreu um acidente automobilístico – é um belo exemplo disso. O cara sabe a importância do esporte e conta que o acidente não o impediu de continuar a prática de diversas modadalidades. “Cresci dentro da piscina e de uma quadra de basquete e sei da importância que isso teve em meu desenvolvimento como ser humano”, diz.

Portinho conta que a Escola Paraolímpica era um sonho antigo e não foi um moranguinho colocá-lo em prática. “Há 5 anos lutávamos para implantá-lo e esbarrávamos na falta de vontade política. Até que em 2009 através de representação junto ao Ministério Público praticamente forçamos os gestores da coisa pública a movimentar a máquina a nosso favor.”

O projeto, na época, foi implementado de forma precária, tendo em vista a falta de recursos do RS PARADESPORTO, ONG presidida por Portinho. De início, as crianças que frequentam o programa usavam as cadeiras de rodas da equipe adulta do RS, mas isso não desanimou o guerreiro. “Foi muito gratificante ver a Escola Paraolímpica funcionando e ver as crianças com deficiência física tendo oportunidade de conviver com a saudável prática desportiva. Posso dizer que o dia 24 de maio de 2009, primeiro dia de atividades da Escola, foi um dos mais felizes de minha vida.”

A Fundação do Esporte e Lazer, além do espaço, cedeu um estagiário para acompanhar o programa. E a Secretaria Municipal de Esportes se comprometeu a adquirir, em breve, um conjunto de cadeiras de rodas específicas à prática do basquete mirim.

Todos os sábados, das 10h às 12h, crianças de 8 a 16 anos se reunem no Complexo do CETE, localizado na Rua Gonçalves Dias n. 628, bairro Menino Deus, em Porto Alegre-RS, para apreender os fundamentos e técnicas básicas do basquete em cadeira de rodas e para desenvolver atividades desportivas. Em seis meses de atividade, já apareceram resultados. “Já é visível a evolução das crianças que frequentam o projeto, tanto do ponto de vista físico, mas especialmente na parte emocional e da percepção de suas potencialidades. Quero que a Escola Paraolímpica proporcione oportunidades a um número cada vez maior de crianças.”

E com certeza vai proporcionar, porque a boa nova é que o projeto – cujas maiores dificuldades são com material e transporte para a molecada -  terá o apoio do COMITE PARAOLIMPICO. Sim! A coisa tá crescendo!

A ESCOLA PARAOLIMPICA GAUCHA está entre um seleto grupo de 19 projetos contemplados em todo o Brasil pelo Comite Paraolímpico Brasileiro. A previsão é de que a partir de março entrar uma boa graninha para a aquisição de materiais, custeio de transporte e despesas com recursos humanos! Eeee! “Temos a certeza de que é apenas mais um passo na longa caminhada que virá pela frente. Nossos esforços estão sendo recompensados. Se já alcançamos tanto nestes pouco mais de 7 meses em que o projeto está em atividade, é de se imaginar o que poderemos realizar com este apoio do Comite Paraolimpico.”

 

O Sem Barreiras imagina e acredita junto com vocês!

 

 

O que os carros têm, que eu não tenho?

12 de fevereiro de 2010 1

Carros têm rodas.

Cadeira de rodas, como o nome diz, tem rodas.

Por que os carros têm acesso e os cadeirantes não?

VIVA LA REVOLUCIÓN!

09 de fevereiro de 2010 1

Galera, tá rolando no Bengala Legal – site muito bacana que traz assuntos e novidades sobre o universo dos quebradinhos - um Manifesto contra o Estatudo da Pessoa com Deficiência.

Dá uma lida na íntegra. Faz sentido e várias entidades já aderiram a causa. Vamos entrar nessa?

“Manifesto.
No projeto de lei que prevê a criação do Estatuto da Pessoa com Deficiência estão inseridos programas, serviços, atividades e benefícios, muitos deles ainda concebidos através de uma visão assistencialista e paternalista e por vezes até autoritária em relação às pessoas com deficiência.
Isto porque muitos ainda nos veem como objeto de caridade, como incapazes e sem direito de fazer nossas próprias escolhas, tomar decisões e assumir o controle de nossas vidas.
Este projeto de lei, resultado de consultas públicas ao longo de alguns anos, como dizem seus defensores, altera a legislação vigente nos eixos da educação, saúde, trabalho, transportes e outros, enfim, altera as leis que hoje cunham as políticas públicas em todas as esferas de governo: federal, estadual, municipal e distrital.
Sabemos que vários interesses conflitantes permeiam cada um dos temas tratados no Estatuto. São interesses políticos, econômicos e corporativos que não representam as atuais conquistas do movimento das pessoas com deficiência.
Dizer que o Estatuto é inevitável e por isso temos que colaborar para que o seu texto seja menos ruim, é negar anos de luta do Movimento das Pessoas com Deficiência que desde 1981 – Ano Internacional das Pessoas Deficientes – começou a exigir “participação plena e igualdade de oportunidades”. De lá para cá muitas ações reforçaram esta exigência. Nosso Movimento foi autor de alguns artigos da Constituição Federal de 1988 e conseguiu aprovar e barrar inúmeras leis.
O Estatuto é uma volta ao passado, quando os instrumentos legais e recomendações internacionais eram direcionados ao assistencialismo às pessoas com deficiência.
Nos tempos atuais um estatuto específico para nós é um contra-senso e um retrocesso, se coloca na contramão da evolução histórica, prejudicial ao reforçar a imagem de inválido e “coitadinho”, levando a sociedade a continuar tratando a pessoa com deficiência como um ser desprovido de capacidade. Desta forma, o Estatuto legitima a incapacidade e oficializa a discriminação contra a pessoa com deficiência ao separá-la das leis comuns.
O Estatuto é desnecessário, pois a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, maior conquista da história mundial dos direitos humanos, já faz parte do nosso arcabouço legal, ratificada através do Decreto Legislativo 186/2008, com status de emenda constitucional, e reafirmada pelo Decreto 6946/2009.
Basta agora ajustar nossa legislação à ela. Já existe um estudo, encomendado pela CORDE e patrocinado pela UNESCO, que faz um paralelo entre a Convenção e a Legislação existente e aponta as alterações necessárias.
Nossa luta urgente é pela criminalização da conduta discriminatória contra as pessoas com deficiência.
Estamos caminhando para que a sociedade perceba que a pessoa com deficiência faz parte da população e é titular de todos os direitos, obrigações e liberdades fundamentais. Deverá ficar claro que, nas leis comuns, a pessoa com deficiência está incluída com o mesmo direito aos serviços oferecidos à população e que serão previstas especificidades de usufruto somente quando as condições de uma determinada deficiência assim exigir.
Em tal contexto, não haverá lugar para um Estatuto separado sobre as pessoas com deficiência. Todas as eventuais vantagens de um instrumento como este não compensam a anulação do processo de amadurecimento, evolução e conquistas do movimento das pessoas com deficiência nos últimos 30 anos, no Brasil.”

Quem tá dentro? Viva la revolución!

E SE...

05 de fevereiro de 2010 3

google imagesOntem estava filosofando com minha irmã Lu enquanto tentávamos driblar o calor embaixo do ventilador.  Ela perguntou se eu conseguia imaginar como seria minha vida hoje se eu não tivesse tido a lesão na medula oito anos atrás.

Refleti um pouco e imaginei que provavelmente eu estaria morando em São Paulo, trabalhando feito uma workaholic em alguma agência de publicidade. Refleti também que se eu não tivesse tido essa doença maluca que me deixou na cadeira de rodas, provavelmente hoje eu não estaria escrevendo sobre diversidade e inclusão num blog da ZH, não produziria e apresentaria um programa que também aborda esses temas. Provavelmente não teria feito o upgrade do macaco e aprendido tantas coisas que só a limitação física e a dor podem ensinar. Com certeza, se eu não tivesse tido a lesão, não estaria em breve lançando um livro chamado ‘Na minha cadeira ou na tua?’ contando toda essa loucura que mudou pra sempre minha vida.

A Lu se questionou também de como seria sua própria vida se há seis anos atrás não tivesse se matriculado no vestibular de Agronomia. Relembrando a situação, eu mesma fiz pela internet sua inscrição. A Lu estava em dúvida entre Biologia e Agronomia, num ímpeto de resolver logo o serviço botei uma pilha: ‘faz agronomia’. Hoje, a Lu ama a profissão que ‘escolheu’, conheceu o amor da sua vida durante o período das aulas, recém formada passou em primeiro lugar num concurso do CREA-SC e breve vai se mudar pra Santa Catarina com o namorido. O que teria acontecido se ela tivesse escolhido Biologia? Será que eu estaria mesmo em SP, trabalhando feito louca?

Engraçado, a vida é um mosaico de pequenas decisões e grandes acontecimentos. É um verdadeiro quebra-cabeça onde a pecinha “SE” não existe.

SOBREVIVEREMOS À ONDA DE CALOR?

04 de fevereiro de 2010 2

google imagesNão sei se vocês sabem mas, os quebrados que tem lesão acima de T5 não apresentam sudorese suficiente para compensar o estresse térmico. Em português: não suam ou suam meia boca. No meu caso, lesão na cervical, fiquei com uma bela disfunção do sistema de regulação térmica. Não suo nem a pau. Não suo nem com esse calor desumano que tem feito nos últimos dias.

Num primeiro momento isso pode até parecer bom, quem não sua não tem asa… Mas, não é! Essa parada de não suar é um saco, além de perigosa. A principal razão porque suamos reside no ajuste da temperatura do corpo. De fato, o suor constitui o mecanismo de arrefecimento corporal, e inicia-se sempre que as condições ambientais ou que o esforço físico induzem um aumento da temperatura corporal. Como esse sistema de arrefececimento não funciona os quebrados podem sofrer desmaios e se não forem adotadas medidas que permitam a compensação térmica, a gente pode até empacotar por estresse térmico. É literalmente morrer de calor!

Sobreviveremos ao calor que assola nosso estado? Sobreviveremos à sensação térmica de 53º? Ontem foi o dia mais quente de Porto Alegre desde 1961! Segundo a Climatempo, a temperatura mínima – 27,9°C – foi a maior registrada desde o início das observações, em 1910. A máxima, 38,2°C, foi a mais elevada das medições realizadas desde 1961, conforme dados do Instituto Nacional de Meteorologia.

google imagesManual de sobrevivência do tetra no inferno: compensação do estresse térmico com ingestão de água, permanência em lugares frescos (se não tem ar em casa, como é o meu caso, vai pro shopping depois do trabalho e dorme num motel barato que tenha split!) e uso contínuo de borrifador (tipo esse da foto).

Com a palavra: Michel.

03 de fevereiro de 2010 6

Michel, é nosso velho conhecido, lembram dele?

Sabem o que Michel quer? Ir pra faculdade, seria pedir muito?

A palavra agora é dele:

Caros amigo(as),

Escrevo este manifesto pois realmente está bem complicado para mim.


A gente corre batalha faz das tripas coração, mas parece que educação para “quebrados” neste país só fica no papel ou para alguns poucos privilegiados.


Sou
uma pessoa Paralisada Cerebral, minha vontade é retomar meus estudos, com muito custo consegui uma bolsa de estudos na Unilasalle em Canoas/RS. Acontece que preciso de transporte Adaptado -ou não- pois uso cadeira de rodas motorizada e como se sabe, o transporte público para um quebrado como eu é inviável. Porto Alegre é referência mas tem lacunas como transporte adaptado, taxistas mais humanos, -afinal eles tem uma concessão- preciso me deslocar de Viamão (cidade metropolitana de Porto Alegre) até Canoas a partir de Março de 2010.


Acontece que não encontro transporte que faça este trajeto ou o mesmo é economicamente inviável. Uma empresa me cobrou 180 reais por dia calculando uma base de 21 dias mês isto daria a soma de R$ 4000!

Sendo assim, conclamo alguém que possa colaborar, seja um taxista com um taxi wagon ou doblo ou patrocinador ou como for… Qualquer ajuda é bem-vinda !! Estou com a oportunidade nas mãos e não posso deixa-la escapar por um simples transporte!!
Autoridades de Porto Alegre e do RS. Tenho direito à acessibilidade. É meu direito de ir e vir, acima de tudo direito à Educação e cidadania!!!


Obrigado,

Michel Inacio Schlindwein