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Posts do dia 12 abril 2010

Nós na fita!

12 de abril de 2010 3

Saímos no R7.

Um tempinho atrás,  a jornalista, Camila Neumam, nos enviou umas perguntas a respeito da nossa vida a dois.

Lendo um blog aqui, outro ali, vi que a gente já tinha sido publicado, juntamente com meu brother Sam e a Gi.

Só saiu foto do Sam, Papagaio de Pirata, preferimos não ofuscá-lo.

Cadeirantes driblam limitações
e chegam ao prazer sexual

Casais afirmam que vivem felizes na intimidade independentemente da deficiência

As limitações físicas não impedem paraplégicos e tetraplégicos de fazerem sexo e mesmo ter prazer com isso. Um bom exemplo disso é a rotina do administrador Alessandro Ribeiro Fernandes, de 36 anos. Mineiro, Fernandes se acidentou em julho de 2006 quando a moto que dirigia foi atropelada por um trator dentro da Universidade de Viçosa, no interior de Minas. Ao cair de cabeça, o peso do corpo lesou a medula. Antes do acidente, Fernandes era adepto de esportes radicais como trekking e mountain bike. Hoje paraplégico, mantém um relacionamento com Giordana desde 2007, com que já tinha namorado em 2003.

Segundo ele, o segundo momento do relacionamento com a amada só melhorou. Há dois anos morando juntos, ele afirma que "nunca esteve tão feliz como hoje".

- Temos um relacionamento muito tranquilo e sem ciúme e vivemos de uma forma bem harmoniosa.

Independente, Fernandes dirige e se vira bem em casa, como ele mesmo diz.

- Por ser um homem muito alto, com 1,95 m, consigo fazer quase tudo em casa, mesmo sentado. Só não pego coisas de dois metros para cima, brinca.

E como qualquer outro casal, eles mantém uma vida sexual saudável.

- Dá para namorar, não perfeitamente, mas não tem muita diferença. As posições é que são limitadas, mas não precisa de medicação, funciona normal.

Tanto que sua namorada está em processo de inseminação artificial para poderem ter filhos. "Pretendemos tê-los daqui um ano e meio, dois anos", diz. 

Casamento e filhos Fato semelhante envolve a vida do casal Tania de Melo Barbosa Speroni, de 35 anos, e Milton José Speroni, de 45 anos. A veterinária e o bancário vivem em Porto Alegre (RS). Milton sofreu um acidente de carro há 10 anos quando voltava da faculdade à noite por uma estrada. O carro capotou e Milton ficou tetraplégico. Segundo Tania, o casal se conheceu no Rio de Janeiro e ficaram anos sem contato, até ela conseguir um trabalho na capital gaúcha.

- Soube que ele havia sofrido o acidente, mesmo assim resolvi reencontrá-lo sem nenhum compromisso, mais aí o amor falou mair alto. O que era para ser só um reencontro, virou namoro e casamento.

Tania conta que na vida do casal cada um faz suas coisas de forma independente. Milton faz fisioterapia, faculdade e é responsável pelas organização e das despesas da casa, enquanto ela trabalha, cuida da casa e faz as compras. Em algumas noites da semana o casal costuma se reunir com os amigos, além de viajar de férias.

Quanto ao sexo, ele também está presente na vida do casal. Tânia conta que a lesão e perda da sensibilidade, não interfere na atração física.

- É preciso desmistificar que lesado medular é assexuado. Claro que temos relações sexuais, isso faz parte do pacote "casamento". Eu me satisfaço, ambos sentimos prazer. Não adaptamos nada para transar. Para uma relação sexual acontecer basta ter o desejo e isso temos. Claro que não podemos transar na pia da cozinha por uma questão de "logística", o Milton tem quase 1,90m e eu 1,70m.

Não temos filhos, mas planejamos muito tê-los, esse ano a família cresce, com fé em Deus.

Sam & Gi

Espero que o Papagaio de Pirata não me processe, por uso indevido de sua bela imagem.

Sobre a maratona de lançamentos

12 de abril de 2010 2

Gentém, a correria tá fodaaaaaa! Não é fácil ficar rica e famosa, hahahaha. Jura, né? Bueno, atualizando. Cheguei no Rio na semana mais bizarra de clima louco dos últimos quarenta anos cariocas... Era pra aterissar no Santos Dumond às 13h30, fui parar no Galeão às 17h30... Ainda por cima minha irmã foi parar no Santos Dumond... E pra melhorar nossos celulares ficaram sem sinal. Falta de comunicação total enquanto os morros despencavam matando vários cariocas. Caos total. Sobrevivemos, mas confesso que essa confusão toda deu uma melada no lançamento por lá. Foram poucos mas maravilhosos amigos, de canoa ou jetski. Enfim, depois do lançamento essa galera parceira foi pro boteco. Fechamos esse boteco e fomos pra outro, que também foi fechado e nos obrigou a ir pra outro. Virei a noite, cheguei em casa, meti o que faltava na mala e fui correndo pro Santos Dumond pra voar pra SP. O vôo atrasou, deu tempo de chegar na casa do Sid, meu fiel amigo aleijado super anfitrião. Comemos correndo e já chegou o carro da Record pra nos levar pra gravar uma matéria para o programa Hoje em Dia. Foi uma tarde suuuper agradável com a Ana Paula, que é gente boníssima. Agora, definitivamente preciso dormir. 

Não contei, mas enquanto esperava o vôo no Salgado Filho conheci uma mulher super legal. Mas, ela teve tantos episódios catastróficos que uma hora achei que ela tava me tirando. Veja bem: foi adotada, teve câncer de útero, teve cancêr de mama, com os tratamentos chegou aos 110kg, separou depois de 30 anos de casada e faz pouco, entre a vida e a morte, descobriu que tem a doença celíaca. Bueno, com uma coragem admirável essa doida na faixa dos quarenta resolveu ir morar em Portugal com um cara com quem se correspondia pela Internet há dois anos. Massa, né? Tomara que role química!
Bueno, também não contei, mas o táxi que me levou do Galeão até o Santos Dumond era guiado por um ser ilustre. O nome do motora era Jesus. Jesus - o taxista comentou que não é fácil ter o nome do homem, que é uma responsa. Aproveitando o momento mágico, não é sempre que 'o cara' tá ali do nosso lado em carne e osso, perguntei: "Jesus, meu livro vai vender?"
Daí, Jesus - o taxista respondeu: "Menos do que tu imagina, mais do que tu precisa." Interessante isso.
De saco pra mala, também esqueci de contar um episódio super fofo no ponto de táxi às 7h30 da manhã no Leblon, depois do terceiro boteco. Havia uma fileira de carros amarelos aguardando clientes. Os dois primeiros se negaram a me levar. O terceiro, com uma Zafira, alegou que não caberia no carro e toda aquela má vontade que a gente já conhece. Não sei porquê, se foram as caipiroskas, o cansaço ou só a raiva no sangue, mas dessa vez, tive que falar. O motorista do táxi da Zafira era um senhor baixinho por volta dos sessenta anos. Enquanto ele gesticulava e argumentava as razões para não me levar, larguei: "Quero ver quando o senhor tiver um AVC, ficar numa cadeira de rodas e passar por isso que estou passando..." Olhei bem no olho dele e falei: "O AVC tá chegando."
Gente, esse véio arregalou os olhos apavorado, "tu tá apelando!" E saiu, aposto, se cagando de medo.
Hum, deixa ver que mais tem pra contar... Ah, a entrevista com a Record foi super bacana, a jornalista Ana Paula foi um amor. E no final da gravação, li um trecho do livro e putz, tremi o queixinho, a voz embargou e fui obrigada a pedir pra jornalista terminar o trecho. Senti a emoção de toda a equipe, foi lindo. Ainda nessa tarde de gravações, estava com o meu amigão Sid (dono da casa onde estou hospedada) estavamos rodando nossas cadeirinhas enquanto faziam imagens e começamos a falar besteira, óbvio que o papo foi pra sexo e falei barbaridades quando me dei conta que estava com o microfone de lapela ligado... O cara do áudio deve ter adorado...
Ontem, dei entrevista pra Marta Góes, colaboradora da Contigo!. Foi uma tarde maravilhosa. Sabe aquelas pessoas com quem dá pra passar a tarde conversando sem perceber que o tempo está passando? Empatia pura. Após a entrevista fomos pra Paulista para fotografar. Foda! Tinha uns malucos com guitarra e amplificador tocando Guns, gente de todas as tribos circulando. O fotógrafo queria me pegar no meio da avenida. Então, foi muito engraçado, cada vez que a sinaleira fechava a gente corria pro meio da faixa de pedestres, sorriso na cara e cliques até ter que sair correndo de novo porque o sinal abriu. Não sei quantas vezes essa cena se repetiu. Foi com emoção e as fotos ficaram show.
Amanhã, tem o lançamento na cultura principal do conjunto nacional que fica na Paulista. Friozinho na barriga e aquela expectativa!