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Posts de junho 2010

Detalhes tão pequenos...

30 de junho de 2010 4

Vou aproveitar carona no post abaixo da Ju.

Acesso universal.

Olha só o que aconteceu aqui no prédio, aqui tem 3 cadeirantes e uma bela quantidade de representantes da Velha Guarda.

Eis que semana passada a Nonsense da síndica resolveu fechar as duas portas de acesso do prédio pra… Não entrar pó, isso mesmo, danem-se os moradores que pagam as faxineiras, danem-se os cadeirantes, mamães com carrinhos, donas de casa e suas compras,  porque o importante mesmo é a &**$$@ do pó não entrar.

Milton reclamou e solicitou que deixasse as portas abertas pra ele entrar, pra piorar mais a situação dela, a gênia teve a infeliz idéia de perguntar se o Milton se incomodava de entrar pelos fundos, coisa que o outro cadeirante faz sem reclamar. Obviamente e com razão o Milton se negou e falou que quer ter acesso por todas as entradas do prédio. Gostando ou não, ela agora ordenou e as portas ficam abertas.

Ontem mais uma presepada, ela resolveu levantar os escaninhos de correspondências, o nosso ficou quase no teto, Milton não conseguiu nem ver onde tava, quanto mais abrir e pegar as correspondências, os baixinhos também foram lá e reclamaram.

Se na primeira decisão ela “esqueceu” que tem cadeirantes no prédio, a partir daí, ela deveria sempre antes de qualquer decisão por mais simples que possa parecer, parar e pensar: Será que todos os moradores, cadeirantes ou não, aproveitarão da mudança?  Não falo em concordar com as decisões, afinal de contas num condomínio nunca haverá unanimidade de opinião, mas todos os moradores concordando ou não com a mudança, conseguirão acessar sem nenhum malabarismo ou ajuda de terceiros.

E assim as pessoas levam suas vidas, montam boates, restaurantes e tantas outras construções sem lembrar que todos têm direito de usufruir, as mudanças e adaptações devem começar de pequenos detalhes, como a entrada no nosso prédio, do escaninho, nas mínimas coisas, por mais simples que possa parecer se não é acessível tá errado e deve ser modificado.

Se detalhes tão pequenos também fazem a diferença, imaginem os estruturais, como o caso da Juliana

DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS

30 de junho de 2010 6

Sabe aquele ditado ‘dois pesos, duas medidas’, que é usado para definir quando alguém dá tratamento desigual a duas situações iguais? Pois então, estava eu e alguns amigos num sábado a noite em busca de diversão na capital gaúcha. Fomos para um barzinho e depois fazer uma noite forte no Cabaret, ali na Independência.
O local não tem a menor preocupação com acessibilidade, mas a música é boa e decidi encarar a falta de banheiro adequado e alguns degraus.

Há cerca de três anos foi aprovada a lei antifumo aqui no Sul. A norma proíbe fazer fumaça em locais fechados de uso coletivo públicos ou privados. Sei lá por quê, apenas agora os bares, pubs, botecos e espeluncas estão começando a respeitar o que está no papel faz tempo. Há mais tempo ainda, temos a aprovação da lei 10.098, também conhecida como lei da acessibilidade. Regulamentada desde dezembro de 2004 pelo decreto 5.296, a lei estabelece normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade. Sei lá por quê também, a maioria dos bares, pubs, botecos e espeluncas ainda não se coçou para cumprir o que está no papel.

De volta ao Cabaret. Além de cadeirante sou fumante – quase ex-fumante, estou na batalha pra largar a nicotina. No local escolhido para a noitada só é permitido fumar no segundo andar. Só é possível chegar ao segundo andar através de uma bela escada. Não consigo subir escadas. Chamei o gerente para tentar resolver o impasse. Perguntei se era possível abrir uma exceção para que eu pudesse desfrutar esse pequeno prazer mundano que é pitar. Ele disse que não e tal, que se eu fumasse todo mundo ia querer fumar lá embaixo. Tentei argumentar: mas é só orientar, explicar que eu estou fumando lá embaixo porque não tenho como subir a escada. Sei lá depois de quanto tempo discutindo o assunto, eu já de cara, falei algo não muito legal: “O que tu prefere? Tomar uma multinha porque estou fumando ou perder o alvará porque a casa não tem acessibilidade?”
Obviamente o gerente ficou de cara, e falou também coisas nada gentis: ”Quase nenhum bar em Porto Alegre tem acessibilidade, a gente está como todo mundo. Fuma só aqui perto da saída e a gente fica por isso mesmo.”

Eu realmente não entendo porque dois pesos, duas medidas. Porque o empenho em respeitar apenas uma das normas? Porque os bares cumprem a lei antifumo e não cumprem a lei da acessibilidade? Cabe lembrar que até agora 85 estabelecimentos foram advertidos mas nenhum multado por causa do uso do tabaco. Não sei de nenhum local que tenha sido advertido por falta de rampas e outras medidas de acessibilidade. Até na fiscalização, existe mais empenho em abafar a fumaça do que em permitir que os quebradinhos se divirtam com dignidade. Pô, é um saco ter que ir embora mais cedo por falta de banheiro ou então fazer o cate com plateia (geralmente a cadeira entra no banheiro mas não nas cabines). E mais saco ainda sair pra beber e não poder pitar. Quero fumódromos acessíveis!

Festa Julina

28 de junho de 2010 0

Mais um convite.

DIA 10/07/2010

3 da tarde lá na Rua Joaquim Silveira 200.

Vamo lá galera, bota umas trancinhas no cabelo, pinta um bigodinho e aparece lá.

Kamasutra Cadeirante

24 de junho de 2010 4

Pelo bastante que já conversei com homens que tiveram lesão medular, antes de saber se algum dia vão voltar a caminhar, sua primeira preocupação é saber se o Jonny vai funcionar. Sério, geralmente, é a primeira preocupação. E a ânsia de ter essa resposta é tanta que já ouvi alguns causos hilários. Imagina um cara no hospital todo quebrado - inclusive com o pescoço quebrado - de colar cervical, com menos de dois meses de lesão, pedindo pra namorada abrir sua fralda e brincar pra ver se o bicho sobe. Agora imagina a cara de alegria do moleque ao constatar que, oba, funciona!

Bueno, passada essa primeira fase de apreensão o “kit tragédia lesão medular premium” começa a se mostrar. Só subir já não é o suficiente. O cara começa a lembrar como era bom fazer de pé. E, como era bom fazer com a menina de quatro (reza a lenda que é a preferidas dos muchachos).  Ele está lá todo saudoso dessas posições, quando ‘tchan’ tchan’, surge o super INTIMATE RIDER para revolucionar o kamasutra cadeirante! Yeah! Conversando com os guris que estavam lá no sarah, tomei conhecimento deste super acessório que facilita a vida do quebrado entre quatro paredes.

O brinquedinho consiste numa cadeirinha que possibilita um vai-e-vem gostoso, ôe! O cara transfere da cadeira de rodas para o INTIMATE RIDER e a cousa pega fogo. Acompanha a cadeirinha uma mini caminha que é para a menina utilizar e possibilitar várias posições. Saca as fotos.

Nessa aqui tem que ter equilibrio de tronco!

O brinquedo custa menos de 300 dólares na SportAid e no Brasil tem um maluco vendendo por este blog. Jogue ‘INTIMATE RIDER’ no youtube e assista o vídeo com demonstração do produto.

Pipi nas alturas

22 de junho de 2010 6

Voltei. Voltei de Brasília onde estava em tratamento no Sarah e volto também a escrever. Falando em voltas, tenho um causo bizarro para narrar. Estava eu no avião, voltando pra Porto Alegre, quando minhas pernas sinalizaram que eu deveria fazer xixi. Bueno, chamei a aeromoça que veio com uma cadeirinha de rodas ridícula que a companhia aérea disponibiliza na aeronave. A cadeirinha é minúscula, estreita e mal cabe uma nádega da pessoa no acento. Um pega nos braços, outro embaixo dos joelhos. Me transferiram para a bendita silla. Fui guiada, me segurando onde dava, morrendo de medo de escorregar, me equilibrando no hemisfério direito do glúteo esquerdo. Adivinha se a cadeirinha entrou no banheiro do avião? Claro que não! Aliás, eu acho de uma cara de pau sem tamanho ter um adesivo com o símbolo da acessibilidade colado na porta daquela espelunca que mal suporta um ser humano de estatura mediana. Obesos, pessoas altas e cadeirantes são privados de urinar durante o voo ou então são obrigados a fazer pipi de forma grotesca. Tirem as crianças da sala. Vou contar como tirei a água do joelho a sei lá quantos mil pés de altitude. Pedi pra aeromoça fechar aquela cortina que elas usam pra preparar o serviço de bordo, sabe? E ali atrás, comecei o procedimento de sondagem. Pensa numa cena constrangedora, pensa. Agora multiplica por mil, eleva ao quadrado… Como eu estava muito mal equilibrada na cadeirinha ridícula, uma das aeromoças (eram duas na cena) ficou acocada na minha frente, segurando minhas pernas. Ainda vestida, comecei a separar o material para fazer pips de quebrado: sonda, xilocaína, gaze, água boricada, saco coletor… A cara delas de espanto era algo. Quando peguei a seringa da oxibutinina, faltou perguntarem se além de paraplégica eu era junkie. Tudo pronto, começei a baixar as calças, e fui obrigada a passar a sonda no ‘escuro’. Não usei o espelho que sempre uso porque se eu tirasse completamente as calças a berenice ia ficar cara a cara com a aeromoça que segurava minhas pernas. Diz, se eu ou qualquer outro cadeirante merece isso?! Diz, também se a aeromoça merece ter a genitália dos passageiros a cinco centímetros da sua cara?! Por favor! ‘Zorra’, o que custa fazer um banheiro maior? E aí sim, colar a porcaria do adesivo azul com a cadeirinha branca.

Dica pro frio.

21 de junho de 2010 0

Sou pé frio!

Não conheço um lesado medular pé quente.

Minha vida de pé frio, mudou: Graças a algumas “modernidades”

1) O Lençol térmico, uma invenção boa, barata e baixo custo de energia. E o principal: Ao contrário do que muita gente pensa, não é perigos, não dá choque, não incendeia, só aquece.

2) Roupas de lã, pricipalmente as meias.

Agora a dica:

Pegue suas roupas, estique sobre o lençol térmico durante uns minutinhos antes de vesti-la.

Com as roupas quentinhas, dificilmente seu corpo esfria e você não passará frio.

Sem dúvida nenhuma o lençol térmico é o melhor amigo de um lesado medular.

Etiquetando o mundo.

17 de junho de 2010 2

Longe de mim me tornar uma Glorinha Kalil”, jamais!

Mas…

No mundo da Matrix,( como fala o Jairo), tem gente que não se toca com determinadas atitudes pra lá de sem educação.

Hoje, eu e o Milton no minúsculo elevador do Hospital Moinhos de Vento, uma mãe, um carrinho e uma babá, os três queriam entrar no mesmo elevador, falei que não dava, ela insistindo que dava, até que ela teve a cara de pau de dizer que se ela mexesse na cadeira do Milton caberia. Subi nas minhas tamanquinhas e gentilmente falei:

Minha  senhora, não dá! E ele não é o seu filho pra você manobrar, quem manobra a cadeira dele é ele.

O que fazer com uma Sem Noção dessas?

Consulta Pública

15 de junho de 2010 1
Talvez alguns de vocês conheçam o : Desculpe, não ouvi! Dá um pulinho lá.
A Lak é a autora do blog, colei o post abaixo (com a autorização dela), porque é de interesse público o assunto que trata abaixo.
Essas consultas públicas são muito pouco divulgadas, mas funcionam, acreditem!
Mais abaixo em vermelho, tem o que deve ser escrito, mas eu vou além, nem precisa conhecer algum implantado, ser parente, nem nada. Basta escrever que acha importante o implante coclear ser coberto pelo plano, dá um pulo no blog da Lak e veja como ela relata a beleza dos sons, que são imperceptíveis pra nós que ouvimos bem.
MPF/SP abre consulta pública sobre norma da ANS que pode causar prejuízo a pessoas surdas

Norma da Agência Nacional de Saúde altera rol de procedimentos e desobriga planos de saúde a fazerem implantes bilaterais em pessoas surdas e outros casos de surdez.

O Ministério Público Federal em São Paulo (MPF/SP) abriu, por 60 dias, a consulta pública Resolução Normativa ANS nº 211/2010 e Instrução Normativa nº 25/2010 eventuais prejuízos a usuários e candidatos ao implante coclear a todos os interessados que entendam ter considerações, informações para auxiliar o procedimento do MPF sobre o assunto.

A Agência Nacional de Saúde (ANS) publicou a Resolução 211/2010 em janeiro de 2010 com previsão de entrada em vigor em 7 de junho deste ano. A resolução excluiu do rol de cobertura mínima obrigatória, por parte dos planos de saúde, os casos de implante coclear bilateral, bem como os casos de surdez pré-lingual, neurossensorial, profunda ou severa, na faixa etária compreendida entre 6 e 18 anos.

Na resolução anterior, o implante coclear bilateral fazia parte do rol de procedimentos, assim como os casos de surdez pré-lingual, neurossensorial, profunda ou severa, mas a ANS alterou o dispositivo, e na nova medida apenas o implante coclear unilateral é obrigatório, ficando os planos de saúde desobrigados da cobertura do implante bilateral.

Para o procurador da República Marcio Schusterschitz da Silva Araújo, responsável pelo procedimento, o objetivo da consulta pública é que empresas, cidadãos, entidades de defesa do consumidor e o governo deem suas opiniões e o MPF tenha um quadro completo dos diversos pontos de vista sobre o impacto da mudança para os consumidores desses procedimentos e sua eventual obrigatoriedade na resolução.

Para enviar sua contribuição, envie um e-mail para: consultapublica_mssa@prsp.mpf.gov.br ou carta para o endereço: rua Peixoto Gomide, 768, São Paulo-SP, CEP 01409-904, com o assunto consulta pública procedimento 1.34.001.005345/2010-96 no envelope.

___________

Fonte: PFDC

*

Sobre a consulta pública

No dia 14/05 um grupo de associados do FIC-Fórum Implante Coclear esteve reunido na Sede da PR-MPF de São Paulo com o Procurador Dr. Márcio Araujo, onde fomos expor e esclarecer sobre a famingelada Portaria da ANS que prejudica os usuários de IC e futuros implantados.

Na ocasião, o Dr. Márcio nos sinalizou que poderia abrir uma Consulta Publica, não nos garantindo nada.

Por isso, essa notícia é uma VITÓRIA, já que é o primeiro passo para que possamos derrubar esta Portaria, lembrando que ações semelhantes estão ocorrendo em outros estados.

Na próxima semana, o mesmo grupo do FIC deverá retornar ao MPF onde temos outra reunião agendada e iremos entregar ao Procurador farta documentação sobre os benefícios do IC.

Manterei todos informados sobre os proximos passos, e sobre os procedimentos que deveremos adotar na consulta publica.

E lembrando a todos – temos apenas 60 dias para enviar nossas contribuições ao Dr. Márcio Araújo, que poderá ou não abrir um processo contra a ANS.

Do nosso lado, nosso grupo já reuniu vários vídeos, links, arquivos e depoimentos que deveremos entregar ao procurador na próxima reunião em SP.

Para colaborar, é só enviar para o MPF de SP, através do email ou por correio ou pessoalmente, nos endereços disponibilizados lá em cima. Juntem tudo o que tiverem de material em favor do IC, dêem o seu depoimento se é usuária, poa, mãe de implantado ou profissional (se for profissional, pode emitir parecer a respeito…) e envie pro MPF… O resto é com vocês e com o pessoal do FIC.

Vale a pena ver.

11 de junho de 2010 0


O Milton é que tá publicando o vídeo achamos muito legal, mas eu claro, tenho que dar minha pitada.
Se vocês repararem bem em duas situações o apresentador fala em :
Deficiência mental, não soa bem, chamar alguém de deficiente mental, aliás quando chamamos é porque queremos é insultar o pobre coitado com quem estamos discutindo, o lesgau é falar: Deficiente intelectual, talvez possa parecer insignificante, bobagem, mas não é. Acreditem.
Além disso ele fala em pessoas portadoras de deficiência, o verbo portar = levar, carregar, conduzir, até mesmo pernoitar cabe ao verbo, logo uma pessoa que portadora de deficiência, soa um tanto quanto irônico, concordam?
Não conheço um “portador de deficiência” que o faço de bom grado. Eu mesmo seria a primeira a pedir ao Milton que não “portasse” nunca sua deficiência. Mas você deve tá perguntando, o que falar? Pessoa com deficência, esse é o termo correto.
Chatonilda que sou, mandei uma cópia desse post ao CONADE

Cadeiras nos hospitais

10 de junho de 2010 3

 

va.ga.bun.do
adj (lat vagabundu) 1 Que vagabundeia. 2 Errante, nômade. 3 Vadio. 4 Inconstante, leviano, versátil. 5 De qualidade inferior; ordinário, reles. sm 1 Indivíduo vadio. 2 Indivíduo que não tem residência habitual conhecida.

Essa definição de vagabundo foi tirada do Michaelis.

Recentemente postei que a qualidade de uma cadeira fornecida pelo Hotel Sinuelo era vagabunda.

Recebi uma crítica de uma leitora: “Eu não deveria me referir à qualidade da cadeira assim”. Minha opinião ainda vigora, a cadeira era mesmo vagabunda.

Mas percebi que essas cadeirinhinhas meia-boca, não são privilégios exclusivos do hotel em que estivemos, nos últimos dois meses, andei por vários hospitais de Porto Alegre e nem mesmos os hospitais se preocupam com os tipos de cadeiras que disponibilizam pros pacientes.

Meu brother Sam, lá do Blog do Cadeirante, do alto dos seus 1,95m sofreu horrores pra caber numa cadeirinha dum shoppinhg em BH. Nos shoppings daqui, serei sincera, não sei que tipo de cadeira eles emprestam aos clientes, sei que alguns deles têm a  Scooter motorizada, mas como sempre levamos a cadeira do Milton, não sei nem falar qual o critério pro empréstimo.

Já sei, alegarão que é grande a ocorrência de furtos de cadeiras, blá, blá, blá. É sempre assim, o justo paga pelo pecador. Não é problema do paciente se tem larápio roubando cadeira de rodas, o hospital deve dá conforto, não interessa se é SUS, convênio ou particular, afinal de contas quando a pessoa vai ao hospital, é sinal que já não tá bem, imagina um idoso com pedras nos rins, sentado numa cadeira como essa da foto. É ou não é uma tortura?

O que é caro?

07 de junho de 2010 4

Um casal de amigos, Luiz e Marília, comprou uma Honda Biz 2009, pagaram a bagatela de R$4.200,00.

Não entendo nada de motos, imagino que tenha sido uma barbada.

No Mão na Roda, o Eduardo, citou os impostos que não pagamos quando compramos uma cadeira de rodas.

Coincidentemente, na mesma semana que nossos amigos compraram a moto, que o Eduardo postou sobre os impostos, nós fomos orçar uma nova cadeira pra mim, a M3.

Sabe quanto custará a M3 adaptada pra mim? Cerca de R$5.500,00, com as rodinhas próprias de fábrica e continuarei com minha almofadinha velha de guerra, já que a X-core tá R$2.700,00

e a Roho só custa R$1.500,00

Tem alguma coisa errada com os valores e os impostos ou eu que ganho muito pouco?

Se eu incluir as rodas e a almofada a cadeira custará quase o preço de Uno Mille usado.

Como é grande o meu amor por você

02 de junho de 2010 5

Um belo dia saímos pra dar uma voltinha, paramos num parque, deixei o Milton sozinho por alguns segundos e …

Quando voltei, ele tava segurando um azulejo, cheguei mais perto e, não era um azulejo comum. Era um azulejo pintado por um moleque de uns 15 anos que usava os dedos pra pintar.

Arrã!

Elogiei o moleque e quando chamei o Milton pra seguirmos a caminhada, ele disse que tava esperando o moleque embalar o azulejo dele.

Bãdagueobadêu, (pensei). Ele comprou um?

Tudo bem que era pintado à mão, tinha o escudo do Imortal, mas era breguinha demais da conta, mesmo se fosse pintado com pincel de  crina de unicórnio, continuaria sem gracinha.

Na volta pra casa, enquanto o Milton pensava onde poderia pendurar o “enfeite”, eu pensava em como me livrar dele, sugeri no corredor mas ele não quis, achou que ficaria muito escondido, ( era justamente o que eu queria, isolar o tal azulejo), aí ele teve a brilhante idéia de pendurar na sacada, em cima da churrasqueira.

Ai!

A solução que encontrei foi colocar o azulejo numa moldura incrementada, a primeira que escolhi, quase R$200,00,  (só vinte vezes mais cara que o quadro), escolhi uma intermediária, quando fomos colocar na parede que antes era branca, o quadro ficou mais brega ainda, pintamos a parede de roxa, pra dar um contraste.

Até que ficou legal, confessem!

O azulejo foi uma grande prova do meu amor pro Milton, se eu não desisti dele por casa do azulejo, vou desistir por causa da cadeira de rodas?

Até esta postagem ir ao ar, o Milton nunca soube da minha opinião do quadro-azulejo

Etiqueta já!

01 de junho de 2010 0

Longe de mim me tornar uma Glorinha Calil”, jamais!

Mas…


No mundo da Matrix,( como fala o Jairo), tem gente que não se toca com determinadas atitudes pra lá de sem educação.

Hoje, eu e o Milton no minúsculo elevador do Hospital Moinhos de Vento, uma mãe, um carrinho e uma babá, os três queriam entrar no mesmo elevador, falei que não dava, ela insistindo que dava, até que ela teve a cara de pau de dizer que se ela mexesse na cadeira do Milton caberia. Subi nas minhas tamanquinhas e gentilmente falei:

Minha  senhora, não dá! E ele não é o seu filho pra você manobrar, quem manobra a cadeira dele é ele.

O que fazer com uma Sem Noção dessas?