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Posts de julho 2010

CADEIRA CERTA

31 de julho de 2010 2

O uso correto de uma cadeira de rodas faz toda a diferença para nós, cadeirantes.

Tudo começa pela compra. Eu mesmo, quando comprei minha primeira cadeira, fui levado pelo preço, (pensei: “é cara então deve ser boa”). Que nada! A maior porcaria. Eu ficava todo torto, desconfortável, horrível. Sendo que eu estava em um hospital particular, rodeado de médicos e fisioterapeutas.

Quando cheguei no hospital Sarah Kubitschek, em Brasilia, a primeira coisa que o médico disse foi: “Milton, esta cadeira não serve para você. Terá que conseguir outra.” Lá se foi R$ 1.500,00 em valores da época.

Quando ando por aí, encontro outros cadeirantes e, a primeira coisa que eu olho é: Se a pessoa está confortável, bem sentada, . Sem exagero, a maioria está mal acomodada, percebe-se que não teve orientação ao adquerir a cadeira.

A falta de preparo dos profissionais da área, fisioterapeutas, fisiatras, T.O, para auxiliar quem precisa comprar uma cadeira é de assustar. Vou sugerir ao MEC que as faculdades insiram em suas grades curriculares matérias voltadas a acessibilidade e qualidade de vida. Por exemplo: Engenharia, arquitetura, fisioterapia, fisiatria, terapeutas ocupacionais etc.

No site da SEACIS tem algumas dicas importantes na hora de comprarmos nossa cadeira.

Vai lá…

Abraço!

INCLUSÃO COM QUALIDADE DE VIDA

30 de julho de 2010 2

Está lá na wikipedia que “Qualidade de vida é o método usado para medir as condições da vida de um ser humano”. Aspectos como bem-estar físico, mental, psicológico, emocional e também de relacionamento social são importantes para mediar a qualidade de vida da criatura. A wikipedia também ressalta que qualidade de vida não deve ser confundida com padrão de vida, uma medida que também avalia a quantidade de bens e serviços disponíveis.
Agora, eu questiono, pra uma criatura que tem deficiência física, especialmente quem teve lesão medular, se esses dois conceitos podem existir um sem o outro. Dá pro cadeirante ter qualidade de vida sem ter um bom padrão de vida? Difícil.

Primeiro, porque o bem-estar físico do cadeirante está intimamente ligado com, tchan, tchan, a sua cadeira, ôe! Claro, é nela que a criatura passa a maior parte do tempo. E, uma boa cadeira custa uma nota… Outra questão relacionada ao bem-estar físico é a manutenção fisiológica (esse termo existe?) que a lesão medular impõe. Tipo, para cada pips vai uma sonda certo? Vai material hospitalar para fazer uma sondagem limpa que evite infeções urinárias e tal. Bueno, já ouvi relato de uma pessoa que passa o mês inteiro com a mesma sonda, por questões financeiras. Ecomiza-se na sonda, esbanja-se na probabilidade de ter bactérias dominando o corpo do vivente. E assim vai…

Well, dos dias 11 e 12 de agosto rola a 3ª Conferência Municipal dos Direitos das Pessoas com Deficiência. O evento que será realizado no Centro de Eventos do Parque Harmonia traz justamente o tema Inclusão com Qualidade de Vida. Vale a pena comparecer e participar.

Inscrições pelo site http://www2.portoalegre.rs.gov.br/seacis/default.php?p_secao=113

Cadeira de banho, a novela.

27 de julho de 2010 3

Descobri nos fundos do nosso prédio, uma oficina especializada em máquinas e rolamentos. Como sou uma grande conhecedora de máquinas, rolamento e motores fiz a seguinte dedução:

Se tem rolamento, rola. Se rola, roda.

Peguei a cadeira de banho do Milton que não roda, nem rola, e fui cheia de esperanças pra deixá-la “tinindo”.

Depois de quase uma hora de aula, descobri que os rolamentos não são indicados pras rodinhas da cadeira. Mas eu deveria procurar um torneiro mecânico que ele sim, teria condições de dar uma geralzona na cadeira.

O único torneiro mecânico que conheço, mora em Brasília, nosso Líder, não acredito que ele esteja fazendo bicos pra reforçar o orçamento, começou minha busca, quase dois dias procurando, achei um especialista, lá em Gravataí.

A cadeira tá  com o colega do Lula, dessa vez ela há de rolar e rodar. Assim desejamos!

Messi, um milagre.

25 de julho de 2010 1

Nem Cruijff nem Ronaldinho. E nem Maradona. Para os adeptos do Barça a oitava maravilha é Messi. Eis uma história, uma lição de vida, que encanta Camp Nou.

É uma desforra bem pessoal, a história do menino austista aos 8 anos, anão aos 13, que via o mundo a 1,10 metros do solo. É esse mesmo, Lionel Messi, que botou corpo à base de tratamentos hormonais e que, 59 centímetros depois, encanta o mundo do futebol, naquele jeito singularíssimo de conduzir a bola colada ao genial pé esquerdo, como se o couro redondo fosse um mano siamês, uma mera extensão corporal, um órgão vital, inseparável. E Barcelona rende-se ao talento de “La Pulga”. E os adversários caem aos pés de um talento puro e raro.
E por muito talento que tivesse para jogar à bola, estaria o rapaz consciente do destino glorioso que lhe estava reservado?
O miúdo de 16 anos que vestiu pela primeira vez a camisola da equipa principal do Barcelona num jogo com o F. C. Porto, a 16 de Novembro de 2003, na inauguração do Estádio do Dragão, o Lionel Messi que agora caminha sobre a água, é ainda o mesmo menino que sobrevoou o Atlântico, em 2000, para se curar de uma patologia hormonal. Lá na Argentina, na Rosário natal, os prognósticos médicos eram arrasadores: sem tratamento eficaz contra o nanismo, Lionel chegaria à idade adulta com 1,50 metros, no máximo.
Os diagnósticos alarmaram os Messi. E o custo dos curativos também: mil euros mensais, ou seja, quatro meses de rendimentos da família de La Heras, um bairro pobre de Rosário. Mas o pai de Lionel não se resignou. Sabia que o filho, pequeno no corpo, era gigante no talento. E não aceitou a fatalidade. Nessa altura, o prodígio de dez anos despontava no Newells Boys, fintando meninos com o dobro do tamanho e marcando golos atrás de golos. O pai sugeriu ao clube que pagasse os tratamentos de Lionel. A resposta foi negativa. E o mesmo sucedeu quando os Messi foram bater à porta do grande River Plate.
Na adversidade, a família Messi teve mais força, com a ajuda de uma tia de Lionel, emigrada na Catalunha. E foi assim, em 2000, ainda antes de completar 13 anos, que Lionel e os pais viajaram até Lérida. Dias depois, o pequeno prodígio foi fazer testes ao Barcelona… E com a bola quase a dar-lhe pelos joelhos, aquela habilidade enorme logo maravilhou os treinadores do Barça.
Carles Rexach, director do centro de formação do Barcelona, ficou maravilhado com o prodigiozinho argentino. Ao cabo de dois treinos, não hesitou e logo tratou de arranjar contrato. E ficou espantado com a proposta do pai do craque: o Barça só tinha de lhe pagar os tratamentos que os médicos argentinos sugeriam. Foi dito e feito.
Durante 42 meses, Lionel levou, todos os dias, injecções de somatropina, hormona de crescimento inscrita na tabela de produtos proibidos pela Agência Mundial Antidopagem e só autorizada para fins terapêuticos. Em 2003, a milagrosa hormona fizera de Lionel o que ele é hoje, um rapagão de… 1,69 metros!
No Verão de 2004, acabadinho de fazer 17 anos, e já com contrato profissional, entrou para a equipa B do Barça. Mas fez só cinco jogos, porque aquele enorme talento não cabia no “Miniestadi”. Reclamava palcos maiores. E rapidamente começou a jogar no Camp Nou, na equipa principal. A 16 de Outubro de 2004, o prodígio fez a grande estreia na liga espanhola, num dérbi com o Espanhol. A 1 de Maio de 2005 entrou para a história do Barça: marcou ao Albacete e tornou-se no mais jovem jogador a marcar um golo pelo Barcelona. Aos 17 anos, dez meses e sete dias, começou a lenda.
Cinco anos depois, Messi teve a consagração absoluta. Foi eleito Melhor Jogador do Mundo de 2009, após uma época de sonho, concluída com um feito inédito do Barça “de las seis copas”: campeão de Espanha, da Taça do Rei, da Supertaça Espanhola, da Supertça Europeia, da Liga dos Campeões, do Mundial de Clubes. Ufff!!!
O craque que o Barça contratou pelo custo da terapia de crescimento é, hoje, a maior jóia do futebol mundial, segurada por uma cláusula de rescisão de… 250 milhões de euros!!! E é, também, o mais bem pago de todos: o menino pobre do bairro de la Heras é, agora, multimilionário, vencendo qualquer coisa como… 33 milhões de euros anuais em salários e publicidade. Nem em contos…
Lionel Andrés Messi
22 anos (24/06/1987)
Nacionalidade: Argentina
Palmarés: campeão espanha (2005, 2006, 2009), taça do rei (2009); supertaça espanha (2005, 2006, 2009); liga dos campeões (2006, 2009); supertaça europeia (2009); mundial de clubes (2009).

Este post foi autorizado pela Wilma Cândido, através de seu ótimo blogMAIS QUE UM SEGUNDO FELIZ

ANS X Implante Coclear

23 de julho de 2010 2

Copiei da minha amiga virtual Lak e seu super blog.

“O legal é que os “presentes” surgem de forma inesperada. Um deles foi ficar sabendo – o que provavelmente, foi à partir do esforço de várias pessoas realmente engajadas em manter o Implante Coclear à disposição de quem precisa dele – que o Bom Dia, Brasil!, na Rede Globo, fez uma reportagem sobre como a mudança quanto ao ROL de procedimentos da ANS quanto ao Implante Coclear é prejudicial ao consumidor. Quem quiser ver o video da matéria: link.

Para quem pegou o bonde andando, trata-se de uma mudança de cobertura obrigatória de convênios sobre de vários procedimentos médicos absolutamente necessários, tais como a cirurgia do Implante Coclear, em diversas modalidades, tais como: implantes bilaterais e crianças entre 6  e 18 anos.

Eu uso o implante apenas no ouvido esquerdo, porque felizmente tenho a sorte de ter audição residual com ganho considerável com o AASI no ouvido direito, que permite o eco necessário para localização dos sons. Naturalmente, ouvimos com os dois ouvidos e a perda auditiva de um lado, mesmo com pleno audição do outro é uma deficiência. Portanto, para quem não tem ganho suficiente para complementar o IC com aparelho (e crianças cujas células auditivas ainda são suficientemente moles para incorporar completamente o implante) precisam SIM do implante bilateral. E, como até os especialistas contestam essa mudança, podemos perceber que a base é exclusivamente financeira, pois os planos alegam que trata-se de um procedimento caro e impedindo que se faça o bilateral, “sobra dinheiro” para mais pessoas fazerem.

Como disse o Dr. Ricardo Ferreira Bento do HC FMUSP, na entrevistas: “Em vez de dar um óculos com duas lentes paras pessoas que têm dois olhos, você dá um monóculo que usava há 200 anos, porque um monóculo é uma lente só. É mais barato do que duas. Pessoa vai enxergar com monóculo. Mas é muito melhor você ter dois olhos”

No caso de crianças pré-linguais entre 6  e 18 anos mesmo oralizadas e com boa leitura labial não tem mais direito de fazer o IC pelo convênio, nem imagino qual a base da argumentação da ANS. Talvez aleguem que nesses casos, a criança não perde o “sotaque” típico  de deficientes auditivos (realmente, quanto mais cedo o IC for feito, mais próxima à audição natural será a audição da criança). Só que esquecem que ouvir não se limita à comunicação interpessoal. Ouvir serve para milhares de outras coisas, afinal, o universo sonoro é  vasto e constante, por isso, alegar que o IC é desnecessário para essa faixa etária é bizarro!

Precisamos que cada vez mais especialistas – médicos, fonoaudiólogos – tenham informação dessa péssima mudanca para que participem da Consulta Pública, impeçam que essa monstruosidade permaneça e voltem a permitir que mais deficientes auditivos entrem e retornem ao maravilhoso mundo dos sons.

Beijinhos sonoros,”

Sobre o frio e a paraplegia

21 de julho de 2010 5

Definitivamente o inverno não combina comigo, ainda mais depois que passei a usar cadeira de rodas. Visualiza a cena. A pessoa já não consegue mexer as pernas, certo? Com a quantidade gigantesca de blusas, blusões e casaco que tenho que vestir, mal consigo mexer os braços. Quase fico tetra de novo.

Outro momento revoltante do inverno é a hora de ir ao banheiro. Primeiro a criatura quase congela as mãos ao encarar a água e o sabão. Porque doi lavar as mãos com água tão fria? Depois, chega a hora de fazer o pipi. Bueno, já não é uma missão muito rápida e prática tirar e colocar as calças na cadeira. Agora imagina, quando tem meia calça, ceroula, ceroulinha e mais uma calça. Missão quase impossível.

Tá certo que o inverno tem seu glamour, rola um vinhozinho e é bom pra quem tem um cobertor de orelha. Mas, pro quebradinho temperaturas baixas podem ser agravantes. A circulação em função da cadeira já é um pouco prejudicada, com esse frio, fica pior ainda. Sério, é triste ver meus pés parecendo picolé de uva.

A 1° cadeira de rodas

19 de julho de 2010 3

Vendi a cadeira de rodas da minha mãe, (igualzinha à da foto), praticamente dei, já que além de fazer um preço camarada, parcelei.

Não quis doar, como não dei e não darei nada dela, talvez seja materialismo, egoísmo, uma forma capitalista de me desfazer das coisinhas dela que compramos com muito sacrifício, sei lá! Interpretem do jeito que quiserem. Vendi, também sei que tem gente que precisa e não pode comprar…

Desde abril quando ela voltou pra casa em coma, eu vi que a cadeira não seria mais útil pra minha Veinha, conversei com todo mundo que conheço: fisio, fono, T O, amigos.

Consegui vender só hoje, 19 de julho, o mais interessante era o motivo da dificuldade em vendê-la.

Eu ouvi de quase todo mundo a seguinte resposta: ” Olha até conheço uma pessoa que precisa, mas ela se recusa a usar cadeira de rodas e …”

O próprio Milton, lembra que quando ele viu a primeira cadeira, bateu um desespero, choro (alemão não chora ele está me corrigindo), medo, todas as sensações ruins vieram juntas com a cadeira.” E agora? Será que eu sobreviverei à cadeira de rodas?” Depois percebeu que o “bixo” não é tão feio.

Não é fácil, as dificuldades ainda existem, o preconceito, a compaixão tudo isso vem com a cadeira. Mas com cadeira ou sem cadeira, os problemas continuarão a existir.

É por essas e outras razões que escrevemos o Sem Barreiras, pode parecer inocência nossa, mas queremos mesmo mudar o mundo.

Ressaca do aniversário

18 de julho de 2010 11

Pois é galera!!!

Quem não foi? Deu muito mole, a bebemoração tava ótima. Só consegui me recuperar agora.

Cantamos Parabéns, apagamos a velinha…

O Vlad não imaginou que seria tão produtivo o encontro com o Milton, que quase conseguiu convencê-lo  a comprar um módico apê de 650 mil no Moinhos (????). Abre a mão aêêêê Vladimir! Afinal são só 30 anos de financiamento.

No meio do papo o Tatata Pimental foi lá dá os parabéns também. Valeu pela presença e simpatia Tatata.

Descobrimos o maior sushiman de Porto Alegre e detalhe: O cara faz sushi em casa e sai praticamente “di grátis”

Conhecemos a mãe a Ju, a fruta não cai longe do pé mesmo, a simpatia em pessoa.

Sem falar no Sérgio e na Silvana, casal simpatia e já nos deram dicas de outros lugares adaptados pros próximos encontros. Hum!!!Não tirei fotos com a Silvana.

O Rafa e Fran, Karina. Tanta gente!

Um pouco dos convidados

Galera! O niver tava ótimo, adoramos conhecer todos vocês. Obrigada pela presença.

O churras tá de pé ainda, afinal de contas assador não vai faltar, olha quanto homem pra assar.

Fica a dica o Bar do Beto tá preparado pra cadeirantes, fomos muito bem recebidos por lá, valeu Bar do Beto.

O Milton aproveita para cumprimentar seus amigos Malu e Ferreira, estavam por lá também. ele leitor assíduo do Sem Barreiras.

Conselho Sem Barreiras, no próximo encontro, você tem que ir, temos testemunhas que é animado.

Cobrem da Juliana mais fotos.

Comemoração na SEXTA!!

15 de julho de 2010 1

Povo amado!!

Agora é oficial, sexta dia 16 de julho a partir das 8 da noite estaremos lá.

Bar do Beto da Venâncio.

Liguei e falei com o Batista, ele reservou umas mesas no meu nome: Tania, que é essa vos escreve.

Então tá confirmado.

Amanhã comemoraremos 1 aninho de blog, todos juntos.

Amor Sem Barreiras

12 de julho de 2010 3

Olha só que história de amor pra lá de romântica.

Imaginem a seguinte cena:

Duas pessoas sendo apresentadas.

Ela diz:

– Prazer Cassiana
vai firme dar 3 beijinhos.

Enquanto rola os 3 beijinhos ela diz:
– 3 porque eu quero casar.

ELE
– Mas eu não quero.

Uiiiiiiii..delicado igual a uma vaca voando.

Bom, foi assim que tudo começou.
Jantar com um grupo de amigos. Naquela noite um dos casais, resolveu levar um amigo para apresentar ao restante do grupo.
Até ai tudo bem, mas alguns pontos devem ser destacados:

1) Eu: solteira
2) Ele: solteiro
3) Eu: a engraçadinha do grupo
4) Ele: sem esboçar qualquer identificação com pessoas engraçadinhas
5) Eu: falando de futebol
6) Ele: desconfiado

Fora estes 6 pontos, algo muito mais forte mexeu com o grupo naquela noite: o novo amigo é cadeirante.

Bom, o grupo estava meio perdido, afinal era uma situação nova pra gente. Eu tinha vergonha de olhar pra baixo, pois ele poderia achar que eu estava olhando para a cadeira. Então tentava me concentrar em olhar pra cara de todo mundo.

Ele não ria muito.Na verdade era bem na dele. Eu fiquei meio desconfiada, achando que ele não estava curtindo muito aquilo tudo.

Fui embora com a impressão de que não veria mais ele.

Ilusão.

No decorrer daquela semana, o grupo trocou muitos emails, incluindo o novo garoto.
Pareceu mais simpático. Até entrou nas brincadeiras e fez piadinhas.

No outro sábado, lá estava ele, na minha casa, jogando imagem&ação com os meus amigos.
Nascia naquele momento uma bela amizade entre o grupo e o novo amigo.

Os encontros eram semanais. Quase sempre o grupo se reunia no sábado e no domingo.

Bom, os amigos logo começaram com piadinhas, afinal, nós dois nos falávamos com bastante frequência via telefone e torpedos.

Eu não tinha o menor interesse nele e nem ele em mim. Fato.
Achava ele inteligente e bonito, mas eu acho muitos meninos inteligentes e bonitos e nem por isso sinto vontade de ficar com eles.
Ele me disse um tempo depois, que no primeiro encontro estava desconfiado de mim. Não estava acostumado com uma menina que fosse tão despojada. Que falasse de futebol e fosse tão espontânea. Achou que eu estava interpretando…..huahua (logo eu né? Mas ok)

2 meses depois nós nos falávamos quase todos os dias.
E meus sentimentos tinham mudado.

Vocês devem estar se perguntando: ta, mas pera ai, tu disse que o cara é cadeirante ou me enganei?

Não, estão certos. Ele é paraplégico.

Whatahell??

Gente..isso era só um detalhe.
O fato é que eu estava muito envolvida, mas não sabia se ele estava. Às vezes eu achava que sim, mas na maioria das vezes tinha certeza que não.

Pensava muito no que fazer. Se eu falasse pra ele que estava afim e ele não estivesse, seria difícil e não queria correr o risco de perder a amizade dele. Foram longas noites pensando no que fazer. Optei por não falar nada.

Todo mundo me perguntava se estava rolando algo e poucos acreditavam que não.

No dia 4 de março a 00:38 recebo um torpedo dele que dizia mais ou menos assim:

“estive pensando em te convidar para muitas coisas no fim de semana:hipódromo, cinema shopping”

Quando eu li isso, gelei. Deu um frio na barriga que nunca havia sentido.

Então pensei:
“Será que ele mandou para a pessoa certa?”
Respondi assim: tu tá bêbado?

Preciso dizer que nunca rezei tanto para que ele não tivesse se enganado.

E ele não estava bêbado e muito menos havia se enganado.

No dia 6 de março aconteceu o primeiro encontro oficial. Nós nunca ficamos. Nós namoramos desde o dia 6.

Maria Gadú canta as seguintes palavras na sua música intitulada Encontro:

“sai de si..vem curar teu mal…te transbordo em som, põe juizo em mim
Teu olhar me tirou daqui..ampliou meu ser..quero um pouco mais, não tudo, pra gente não perder a graça no escuro, no fundo
pode ser até pouquinho, sendo só pra mim sim…

…..deixa estar que o que for pra ser vigora, eu sou tão feliz, vamos dividir os sonhos?
“Que podem transformar o rumo da história…”

Essa é a nossa música.
Ela define o que sentimos com uma maestria genial.

Ok, bem legal, lindo isso tudo, mas e a paraplegia?
Hehehe…explicarei.

Quando conheci ele, isso me abalou muito.
Ele tem 33 anos e é paraplégico ha 9. Não tem como não se sentir emocionado em ouvir a história. Principalmente por ele ser um homem extremamente ligado ao futebol. Antes do acidente era um excelente goleiro (é o que garante o melhor amigo. E eu não duvido). Daquele que joga todo domingo por puro prazer. Ele transpira futebol. É emocionante.

E eu logo comecei a pesquisar sobre paraplegia, afinal queria entender melhor a vida que ele tinha. Mas como ele mesmo diz “pergunte pra mim, eu sou a fonte primária”….hehehe e ele responde tudo o que eu pergunto.

Ele é totalmente independente. Trabalha, se formou em direito em janeiro deste ano, dirige (o carro é adaptado gente. Controla tudo com as mãos), vai ao Beira-Rio dia sim outro também, cinema, barzinho…enfim, leva uma vida normal.
Sim, ha limitações, mas ele normalmente contorna e isso é impressionante.

Eu olho pra ele e não consigo ver a cadeira, eu só vejo ele. Um homem extremamente atraente e confiante, que sabe exatamente o que quer e para onde vai.
Não ha como não se sentir segura estando com ele.

Ok, mas e o sexo? Afinal, como ele mesmo diz “não existe casal sem sexo”. E não existe mesmo. Casal sem sexo é amigo.
Paraplégicos fazem sexo. Normalmente. Quando eu digo normalmente é igual a um homem não paraplégico. Incrível? Eu sei, eu sei…é amigo..é copa do mundo…hehehe.

Aprendi muitas coisas nos últimos meses que não vivi e aprendi em anos.E posso dizer que nunca fui tão feliz. Simplesmente é incrível.

Hoje se você convidar o casal aqui, para ir ao cinema, a primeira pergunta eu que eu vou fazer é: tem acesso para cadeirantes?
Sim, as coisas mudaram e pra melhor. Isso agora faz parte da minha vida. E não é por obrigação. É algo extremamente natural.

Pensei em várias maneiras de terminar este post e nada mais justo do que dedicar ao homem que eu amo e que tem me feito feliz.

A Cassi, ainda termina a frase:

Eu amo te amar

Aproveito pra lembrar que sexta vai tá a galera toda reunida.

ATENÇÃO!!!

08 de julho de 2010 2

Gentém!!!!

O Jabaculê, encontrão, bebemoração do blog será semana que vem, dia 15 ou 16 DE JULHO.

Além do Bar do Beto, o Fragata também foi sugerido.

Gostaríamos de contar com a participação de vocês, com sugestões de locais, confirmação de quem vai, outras sugestões pra encontros e datas.

O Milton sugere a gente colocar a mão na massa, fazer,(churrasco, é claro) o que vocês acham? Precisamos do lugar, só esse detalhe.

Vamos lá galera!

1) Confirmem

2) Sugiram local, tipo de comemoração e o dia

3) Vamos nos encontrar. Tô com saudades

1 ANO

05 de julho de 2010 2

Gentém! Ontem, dia 4 de julho, o Sem Barreiras fez 1 aninho.

E aniversário sem comemoração não é aniversário, correto? Pensei em comemorarmos, quinta da semana que vem, que tal?

Um lugar legal, adaptado e com facilidade de estacionamento é o Bar do Beto, na Venâncio.

Quem tem mais sugestões de possíveis lugares pra gente comemorar?

O mais importante é que todos compareçam, vai ter bolo, calaro.