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Posts de agosto 2011

Giselle Hubbe - Miss Brasil Deficiente Visual

24 de agosto de 2011 0

A gaúcha Giselle Hubbe, vencedora do concurso Miss Brasil Deficiente Visual, foi a convidada do programa Pedro Ernesto Entrevista na TVCOM em 23/8/2011. Clique aqui para assistir à entrevista.

Movimento SuperAção 2011 em Porto Alegre

22 de agosto de 2011 0

E aí, galera!!!

Foi muito legal a passeata do Movimento SuperAção ontem aqui em Porto Alegre, o tempo colaborou, um sol bacana, o dia estava frio, mas o bom é que não choveu.

Na minha opinião, o evento deste ano foi melhor do que o do ano passado e, espero que a cada ano fique melhor ainda, reunindo mais pessoas com e sem deficiência, movimentando e articulando mais e mais…

Lembro que na primeira edição, em 2010, com deficiência visual, estávamos praticamente só eu e meu irmão lá. Já neste ano, vi vários, fiz vários contatos, foi possível trocar muita ideia, fazer novas amizades, enfim, várias portas são abertas a partir destes encontros.

Conhecemos lá o Daniel, de São Paulo, que nos contou que participa do SuperAção lá há 6 anos, ele estava com seu cão-guia, que também vestiu a camiseta do Movimento SuperAção (foto abaixo).

Eu e Francine conhecemos e ficamos amigos da Giselle Hubbe, que é Miss Brasil Deficiente Visual, abaixo estão as nossas fotos com ela, que é gente fina pra caramba (ela vai participar do desfile de moda inclusiva na Assembleia Legislativa na próxima sexta-feira, 26/8/2011, conforme está detalhado no post anterior da Ju).

(Foto: Giselle e Rafael)

(Foto: Giselle e Francine)

Conversei muito também com a professora Marilena que trabalha com pessoas com deficiência visual na União dos Cegos.

Também participando do evento reencontrei uma ex-colega do meu serviço anterior, a Denise, trabalhei com ela até 2006 e nubca mais a tinha visto, estava com a família, uma filhinha linda de 5 anos e o marido que é cadeirante há mais ou menos dois anos, fiquei muito feliz também por este reencontro, já estamos nos falando pelo Facebook.

Ontem na Redenção, também vi que havia pessoas distribuindo folder com contatos para o envio de curriculum, ou seja, empresas em busca de pessoas com deficiência para suprir vagas no mercado de trabalho, isto é muito bom, é o Movimento SuperAção ganhando visibilidade.

Eu e Francine conhecemos pessoalmente também a Aline Massoni, de Viamão, cadeirante que eu conhecia de um depoimento no “Tocando a Vida” do programa da Ju na AL e também amiga de Orkut há algum tempo, muito legal também.

Como eu já falei, espero que a cada ano fique melhor o SuperAção, eu curti muito, fizemos nosso barulho em busca do nosso espaço, da inclusão, exigindo acessibilidade já! Mostramos a nossa cara para a cidade, todos juntos, um só objetivo, uma só voz, assim que tem que ser, o caminho é longo e nada fácil, mas quando nos juntamos, nos reunimos, unimos também nossa força. É muito bom conhecer pessoas, fazer amizades e projetar coisas para o futuro!

Viva o Movimento SuperAção!!!
Acessibilidade e inclusão já!!!

Convite

20 de agosto de 2011 1

Galera:

Amanhã na Redenção.

O leitor Felipe também nos convidou pruma palestra, ou melhor, uma mesa redonda.

Mesa Redonda: Acessibilidade e Cultura.

dia 24/08, às 14hs.

Auditório da Faculdade de Arquitetura da UFRGS, Rua Sarmento Leite, nº 320.
Participação de Eduardo Cardoso, Jeniffer Cuty, Wagner Ferraz, Letícia Schwartz, Alexandre Fernandes e Felipe Mianes.
Será um grande momento de debate e construção de conhecimentos e novas propostas.

Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência

16 de agosto de 2011 1

Entre 20 e 28 de agosto acontece a I Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência promovida pela Assembleia Legislativa gaúcha. A série de atividades gratuitas e abertas ao público visa a conscientizar a sociedade a respeito do tema e a acelerar o processo de inclusão. Palestras que tratam de autismo, qualidade de vida na deficiência, exposições fotográficas e de artes plásticas, desfile de moda inclusiva e até uma passeata no Parque Farroupilha fazem parte da programação (confira, abaixo, a programação completa). “Este é um evento de grande importância, pois busca conscientizar a sociedade e o poder público da necessidade de se trabalhar para que as políticas públicas para pessoas com deficiência se tornem uma realidade concreta”, afirma o presidente da Assembleia, deputado Adão Villaverde (PT).

“Esta é uma temática que cada vez mais ocupa os debates no Legislativo estadual. Mesmo tendo muita coisa ainda a ser feita, o nosso Legislativo, que tem a missão de ser um espaço de defesa da democracia, da tolerância e da inclusão, está sempre à disposição das pessoas com deficiência”, acrescenta Villaverde.

As atividades são promovidas pelo grupo de trabalho da Assembleia que trata do tema inclusão, formado por servidores da Escola do Legislativo Deputado Romildo Bolzan, da Superintendência de Comunicação Social, do Departamento de Gestão de Pessoas e do Fórum Democrático, e fazem parte do programa Assembleia Inclusiva. A coordenadora do grupo, a publicitária e cadeirante Juliana Carvalho, considera esta uma oportunidade ímpar para que o Legislativo faça a sua parte no que se refere ao fim das barreiras entre pessoas com e sem deficiência. “A programação da semana vai mostrar de forma atrativa e lúdica as inúmeras capacidades das pessoas com deficiência. Sim, nós podemos dançar, praticar esportes, nos dedicar à arte e também participar da moda”, avalia.

Uma sensibilização dos deputados para a temática está programada para terça-feira (23), no Salão Júlio de Castilhos, com a disponibilização de cadeiras de rodas, bengalas e o uso de vendas para que os parlamentares possam vivenciar a realidade das pessoas com deficiência.

Conheça melhor as atrações e os parceiros destas atividades:

O Ciclo Permanente de Palestras sobre Autismo abordará, no sábado (20), temas como aplicação dos tratamentos biométricos e dietas no tratamento do autismo. Tem promoção do Instituto Autismo & Vida, uma organização não governamental formada por pais de pessoas que estão no espectro do autismo. Já o Movimento SuperAção, formado por pessoas com e sem deficiência de todo o Brasil, é o parceiro na passeata marcada para domingo (21), com concentração às 10h, do Espelho d Água do Parque Farroupilha (Av. Setembrina). A iniciativa já acontece há oito anos em São Paulo, além de ter edições no Rio de Janeiro e até na Argentina. Em Porto Alegre, ocorre pela segunda vez.

No seminário sobre qualidade de vida na deficiência, na segunda-feira (22), serão tratados assuntos como Lazer e Turismo, com o presidente da Ong Caminhadores RS, Rotechild Prestes. Ele é guia de turismo com habilitação em acessibilidade, ecoturismo e turismo de aventura, além de membro do Conselho Municipal das Pessoas com Deficiência de Porto Alegre. Os esportes adaptados e a Escola Paraolímpica serão tema da manifestação de Luiz Cláudio Portinho, presidente do RS Paradesporto. A publicitária Juliana Carvalho vai falar sobre sexualidade depois da lesão medular. A apresentadora do programa Faça a Diferença da TV Assembleia é cadeirante e coordena o Movimento SuperAção no Rio Grande do Sul, além de ser autora do livro Na minha Cadeira ou na tua?.

A oficina de dança integrada comandada por Carla Vendramin, na quinta-feira (25), vai reunir pessoas com e sem deficiência para realizarem tarefas de improvisação, improvisação com objetos cênicos, composições de sequências de movimento integrado e composição em pequenos e grandes grupos. À tarde haverá demonstração de Esportes Paraolímpicos como basquete em cadeira de rodas, esgrima em cadeira de rodas, tênis de mesa adaptado e vela adaptada. As atividades do dia se encerrarão com o Sarau no Solar, no Teatro Dante Barone, com o músico com deficiência visual, o pianista Angelin Loro.

Kica de Castro, publicitária e fotógrafa, proprietária de uma agência de modelos para pessoas com deficiência desde 2007, mostra, pela primeira vez no Estado, sua exposição “Toda nudez vai ser revelada”. Além disso, faz palestra na sexta-feira (26) falando sobre sensualidade na deficiência. A fala antecede o evento mais badalado da semana: um desfile de moda inclusiva, assinado pela estilista Vitória Cuervo. Inspirada no Parque da Redenção, a coleção primavera/verão será apresentada por modelos com e sem deficiência. No casting estará a Miss Brasil com deficiência visual, Giselle Hübbe, e também a apresentadora Alice Neves.

Paula Arpini assina a exposição Pintando com a Boca. A artista tem deficiência psicomotora e pinta há 23 anos com guache sobre papel. É um exemplo de superação e das múltiplas possibilidades das pessoas com deficiência.

Programação Completa

Sábado | 20 de Agosto

1ª Edição do Ciclo Permanente de Palestras sobre Autismo

Local: Teatro Dante Barone na Assembleia Legislativa

9h Aplicação dos Tratamentos Biométricos no Autismo com Dra. Simone Pires, médica de São Paulo, especialista em protocolo DAN! (Defeat Autism Now) para o autismo. 14h Dietas no Tratamento do Autismo com Claudia Marcelino, mãe de autista, residente no Rio de Janeiro, autora do Livro “Autismo – Esperança pela Nutrição”.

Domingo | 21 de Agosto

10h  2ª Edição da Passeata Movimento SuperAção

Local: Parque da Redenção – concentração no Espelho D’água.

11h30 Abertura Oficial da I Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência, promovida pela Assembleia Legislativa em conjunto com as aberturas da 17ª Semana Estadual e 14ª Semana Municipal da Pessoa com Deficiência. Fala de autoridades e shows.

Segunda-feira | 22 de Agosto

Seminário Qualidade de Vida na Deficiência

Local: Teatro Dante Barone na Assembleia Legislativa

8h30 Abertura

9h Lazer e Cultura com Rotechild Prestes, Presidente da ONG Caminhadores RS

10h Esportes adaptados e Escola Paraolímpica com Luiz Cláudio Porto, presidente do RS Paradesporto.

11h Sexualidade depois da lesão medular com Juliana Carvalho, autora do livro Na minha Cadeira ou na tua?

12h Encerramento

19h Apresentação do Espetáculo Celebridades com o Centro Inclusivo de Artes Legato

Segunda a Sexta-feira | 22 a 26 de Agosto

Exposição fotográfica “Toda nudez vai ser revelada” de Kica de Castro na Galeria dos Municípios


Segunda a Sexta-feira | 22 a 26 de Agosto

Exposição “Pintando com a Boca” de Paula Arpini no Espaço Novos Talentos

Terça-feira | 23 de Agosto

13h30 Exposição do Poema “Deficiências” de Mário Quintana, no Salão Júlio de Castilhos

Sensibilização com os deputados, uso de vendas, bengalas e cadeira de rodas

Quarta-feira | 24 de Agosto

14h Projeção de fotos dos estagiários com deficiência em atividade na Assembleia Legislativa no Salão Júlio de Castilhos

Quinta-feira | 25 de Agosto

9h Workshop de Dança Integrada

Local: Vestíbulo Nobre na Assembleia Legislativa

O workshop consta de aquecimento e tarefas de improvisação, improvisação com objetos cênicos, composição de sequências de movimento integrado, composição em grupos pequenos e com todo o grupo. Público de pessoas com e sem deficiência. Ministrado por Carla Vendramin.

14h Demonstração de Esportes Paraolímpicos na Esplanada

Local: Esplanada na Assembleia Legislativa

Modalidades: basquete em cadeira de rodas, esgrima em cadeira de rodas, tênis de mesa adaptado, vela adaptada.

18h30 Sarau no Solar com músico Angelin Loro, pianista consagrado e cego

Local: Teatro Dante Barone na Assembleia Legislativa

Sexta-feira | 26 de Agosto

17h Palestra com a fotógrafa Kica de Castro no Vestíbulo Nobre.

18h30 Desfile de Moda Inclusiva

Local: Vestíbulo Nobre na Assembleia Legislativa

O primeiro desfile de Moda Inclusiva do Estado será assinado pela estilista Vitória Cuervo. Inspirada no Parque da Redenção a coleção primavera/verão é feminina e terá no casting modelos com e sem deficiência valorizando as diversas formas de beleza da mulher brasileira. As roupas serão sob medida e adaptadas para cada uma, conforme suas necessidades. Entre as modelos, está a Miss Brasil com Deficiência Visual, Giselle Hubbe.

Para saber mais acesse: www.al.rs.gov.br/assembleiainclusiva

O DESABAFO DE THAÍS

05 de agosto de 2011 0

Recebi dias atrás um e-mail tocante de uma fisioterapeuta chamada Thaís Botelho. A jovem faz especialização em um posto de saúde no Morro da Cruz.  Seu trabalho de conclusão de curso vai falar sobre acessibilidade e inclusão social de idosos restritos ao domicílio. Nesse primeiro e-mail, Thaís relatou que leu meu livro e fez um desabafo: “Infelizmente dá uma dor muito grande saber de todos os avanços da saúde em relação a reabilitação e as tecnologias assistivas, algumas coisas que tu cita no fim do livro, e ver que a maioria destas coisas, não chega para boa parte da população. População essa que fica a margem de novas possibilidades frente a uma lesão seja ela qual for. É triste e duro entrevistar um cuidador e ouvir dele que “lugar de aleijado é em casa”, e ficar sem palavras quando não temos mecanismos suficientes ou potenciais para efetivar os direitos. Admiro-te muito pela tua garra e por teu enfrentamento diante das dificuldades. Queria compartilhar estas coisas contigo porque quero gritar pra todo mundo, ainda não gostando de falar essa dura realidade, que tem muita pessoa com deficiência que não sai de casa porque o acesso público, aqui leia-se ruas ou becos, são feitos de pedras com mais de um metro de altura; que tem gente que não consegue andar de cadeira de rodas dentro de sua própria casa porquê não passa na porta e ainda não tem condições financeiras, ou rede de apoio, para mudar sua residência; que tem muito amputado que vive prisioneiro do lar mesmo tendo capacidade plena de decisões e julgamento.”

Depois de ler esse breve e “soda” relato, perguntei se a Thaís não gostaria de escrever mais sobre o tema para postar aqui no Sem Barreiras. A gente grita contigo Thaís:

“Acessibilidade e Inclusão Social é possível?
Por muito tempo achei que para isso se concretizar precisava apenas que o paciente cooperasse com o tratamento que tudo se solucionaria. Que ignorância a minha! Ainda hoje, por mais difícil que seja, acredito que a acessibilidade e inclusão social é possível, e é isso o que me faz seguir em frente. No entanto, sei que essa questão é muito mais complexa e depende de uma série de fatores e os exemplos bem sucedidos servem de ânimo para estimularmos os que ainda não atingiram essa meta.
É duro saber todos os avanços da ciência na área da reabilitação, saber que atualmente tem-se noção do potencial da plasticidade sináptica, que permite que o sistema nervoso possa se readaptar frente a uma lesão; que as células tronco podem fazer maravilhas; que existem próteses altamente desenvolvidas que podem ser guiadas através de sensores de movimento; e ao mesmo tempo, ver que essas tecnologias na maioria das vezes não chega para boa parte da população que necessita. E insisto em me perguntar o porquê de tudo isso. Por que muitas pessoas com deficiência, com potencial para diversas atividades, permanecem somente dentro de suas casas fazendo apenas o necessário para sobrevivência, comendo, dormindo e fazendo necessidades fisiológicas? Por que não estão a visitar os amigos, a estudar, trabalhar, ir à Redenção, namorar, jogar basquete, conhecer o mundo, Viver?
Essa é a realidade que me deparo no Morro da Cruz, onde atualmente trabalho. Idosos que tem pequenas alterações funcionais não podem sair de casa porque sua rua é formada por pedras de quase um metro de altura, tornando impossível caminhar com uma simples bengala. Ambiente em que amputados literalmente se rastejam para se locomover; lugar em que crianças com paralisia cerebral nunca frequentaram uma escola e que não tem cadeira de rodas nem passe livre; localidade na qual filhos carregam seus pais nos braços morro abaixo e acima porque não há outra forma de sair dali; onde jovens com poucos déficits passam o dia em casa, pois eles, ou a sociedade lhes julgam inúteis; e que é possível encontrar familiares que acham que lugar de aleijado é em casa. Estas e tantas outras histórias, marcadas com a falta de acessibilidade e exclusão social, poderiam ser citadas. E por quê? Onde será que está a raiz desse problema?
Foto do Morro da Cruz
Imagem do morro da cruz

Talvez o acesso da localidade seja realmente precário. Região de morro tem um terreno difícil de habitar, precisa de muito planejamento e adequações. Talvez seja essa sociedade, que perpetua o pensamento dos que se acomodam à apenas a sobrevivência da pessoa com deficiência, já que não conhecem uma realidade diferente. Realmente precisa de muito planejamento e investimento na área da saúde, habitação, assistência social, educação e em tantos outros seguimentos. Precisa também de muita força de vontade e uma rede de apoio bem fortalecida para ultrapassar as barreiras. Mas é preciso também que aquelas pessoas com deficiência que venceram tudo isso, possam ser exaltados e seguidos como exemplo de que é possível sim ter acesso e se integrar às relações sociais. Devemos insistir nessa máxima até que ela se torne verdade absoluta. Fora de regra deve ser todo tipo de segregação social, que exclua de alguma forma as pessoas de terem efetivados seus direitos e garantias fundamentais.
Acreditar na acessibilidade e inclusão social para todos é um desafio. Desafio, inclusive, contra uma construção histórica. Mas se nós que acreditamos não levantarmos a bandeira e insistirmos no potencial dessas pessoas, quem os fará? Existe alguma forma diferente de mudar essa dura realidade e dar um novo rumo a essa história?
Thaís Botelho da Silva
Fisioterapeuta – Residente da Escola de Saúde Pública RS”

E que Deus n0s dê força para continuar lutando pela (R)evolução, Thaís!!!

Essa é a Thaís

Essa é a Thaís