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Viajando e bengalando por aí...

11 de novembro de 2012 0

Galera!

Tá difícil conseguir parar um tempo pra escrever aqui com maior frequência, mas vamos lá...

No mês de setembro estive em São Paulo, não conhecia lá, fiquei três dias, conheci muito pouco, mas gostei muito do que conheci, baita cidade que quero voltar logo, com mais tempo, para conhecer melhor.

A Francine não foi, fui eu e uma amiga, colega de faculdade, pois fomos especificamente para um evento. Desde que uso a bengala para me auxiliar no deslocamento, foi a primeira viagem que fiz sem alguém da família junto - logo São Paulo, nada menos do que a maior cidade do país - eu não sou muito certo mesmo :)

Então, tive várias experiências sociais indo e vindo pelas ruas de Sampa com a bengala, as pessoas naquela cidade estão sempre correndo, isso é claro, não é novidade para ninguém, mas a minha experiência é de uma pessoa com baixa visão conhecendo um lugar "mega" movimentado e populoso. Uma das coisas que mais me chamou a atenção no meio dessa correria, é que as pessoas se mostram muito individualistas, quase todos os espaços públicos recebem multidões para todos os lados e, se você está ali por algum motivo, cuide-se, siga a maioria ou será "atropelado". Ainda bem que logo me dei conta disso e peguei o ritmo da cidade, deu tudo certo!

A minha referência de grande cidade era o Rio de Janeiro, mas SP é completamente diferente e maior, no Rio, o astral das pessoas é outro, elas param para te auxiliar em alguma coisa, para te perguntar se precisa de algo, etc. Não vi isso em SP, e isso não é uma crítica às pessoas de lá, de forma alguma, pois conheço pessoas maravilhosas que são de lá ou que moram lá, isso é só uma constatação mesmo...

No Rio, por exemplo, eu estou acostumado a chegar no metrô e, antes de qualquer coisa, já aparece algum funcionário chamando para liberar o acesso gratuito, para mim e para a acompanhante. Sempre achei isso legal, porque, sendo turista, não vou, obviamente, ter o cartão de passe livre local, certo!? Gosto desse bom senso, tipo, a isenção é para pessoas com deficiência e não somente para pessoas com deficiência com cartão ou apenas para pessoas com deficiência que sejam moradores do local.

Em SP, no primeiro dia, ao chegar no metrô, não "apareceram" funcionários para me atender, fui à bilheteria e perguntei se eu tinha de pagar a passagem ou se havia isenção para pessoas com deficiência, a resposta foi uma pergunta: "tem cartão de isenção?", eu disse que não tinha, porque não era de SP, me responderam de maneira ríspida: "O que dá a isenção é o cartão!". Ok! Isso eu sei, para quem mora lá, o que dá a isenção é o cartão, como eu não o tenho, fiz a pergunta, porque alguém com o cartão iria fazer essa pergunta não é mesmo??? Mas essa falta de qualidade no atendimento não é exclusividade de SP, semana passada tive de ir a Canoas e, como não uso habitualmente o metrô, fiz a mesma pergunta que fiz em SP, e a resposta... também foi a mesma! Ok! Só tenho o cartão de isenção nos ônibus aqui de Porto Alegre, mas do metrô não, mas perguntar não ofende e atender bem não custa nada...

Bem, falando mais um pouco sobre a viagem pra SP, o despreparo em aeroportos e aviões é enorme, a acessibilidade é escassa, mas se não ocuparmos esses espaços, as coisas não vão mudar! Lá em SP, mais especificamente no evento, a receptividade foi muito boa, as pessoas que trabalharam no evento estavam bem preparadas, havia banheiros adaptados, a acessibilidade chegou lá com bastante expressividade, ainda não é o ideal, mas as coisas estão acontecendo. Enfim, foi uma viagem muito boa, novos contatos e oportunidades, sempre prestando muita atenção em como as pessoas se relacionam com a deficiência e com a acessibilidade.

P.S.: O tamanho desse texto se explica, um pouco, pelo tempo que fico sem escrever aqui.

Um abraço a todos!

Futebol Paralímpico

09 de setembro de 2012 1

A cada edição das Paralimpíadas, novas modalidades esportivas vão sendo incluídas nos jogos. Desde 2004, em Atenas, o Futebol de Cinco vem sendo disputado. Trata-se de um tipo de futebol para deficientes visuais.

Clique aqui para ver a matéria e o vídeo feitos pela EBC.

(Créditos: Site EBC)

Criando o Espetáculo!

07 de setembro de 2012 1

"A cadeira de rodas é vista como um símbolo de aprisionamento, de medo, mas pra mim significa liberdade! É com ela que me movimento."

Esta frase foi dita por Sue Austin, uma artista inglesa, tetraplégica, de 46 anos. Ela faz apresentações dançando enquanto mergulha com sua cadeira de rodas, adaptada precisamente para esta função.

A ideia de liberdade por ela defendida, propõe uma quebra de paradigmas, no que se refere à concepção de um suposto aprisionamento imposto por uma determinada deficiência. Esta percepção revelada por Sue, nos leva a repensar o universo de possibilidades que uma pessoa com deficiência tem em sua vida.

Foto de Sue Austin mergulhando com sua cadeira de rodas subaquática

Durante as paralimpíadas que estão sendo realizadas em Londres no momento, ela está fazendo apresentações embaixo dágua, dançando em sua cadeira. Câmeras subaquáticas captam as imagens que são transmitidas para um telão. Após o término das paralimpíadas, Sue irá se apresentar em outras regiões do Reino Unido, com apoio do governo inglês.

Foto de Sue Austin mergulhando com sua cadeira de rodas subaquática

Espero que este tipo de iniciativa, que envolve arte e superação, possa incentivar pessoas com deficiência no mundo todo a buscarem a libertação dos seus "supostos aprisionamentos".

Foto de Sue Austin mergulhando com sua cadeira de rodas subaquática

Clique aqui para assistir ao vídeo com entrevista e imagens das apresentações de Sue Austin. É realmente um belo e impressionante espetáculo!

(Fotos: wearefreewheeling.org.uk)

Síndrome de Down No Cinema

26 de agosto de 2012 0

O filme brasileiro "Colegas" apresenta três pessoas com síndrome de down nos papéis principais da trama. Trata-se de uma comédia que exibe com muita leveza e descontração a vida dos três personagens, com suas aventuras, sonhos e desejos. É muito bom ter o cinema a serviço da equidade.

A estreia em nível nacional será em novembro deste ano. No entanto, o longa já ganhou premiações, no Festival de Paulínia (SP) e no Festival de Gramado (RS).

Clique aqui para assistir ao trailler com áudio-descrição. Confira aqui a matéria sobre a premiação no Festival de Gramado feita pela Folha de São Paulo.

E em novembro, vamos ao cinema prestigiar o filme!!!

Há quanto tempo hein!?

26 de agosto de 2012 0

Olá!!!!

Depois de muuuuuuuuito tempo sem escrever... Aqui estou de volta, tentando retomar o blog, com vontade de escrever com mais frequência para vocês. Este ano está sendo muito corrido, trabalho, faculdade, filho pequeno, etc. Agora estou me organizando para publicar aqui com alguma regularidade. Este blog é um espaço muito importante e devemos aproveitar, pois há muito o que fazer e falar no que se refere às pessoas com deficiência. Enfim, é muito bom estar de volta!!!

Abraços!!!

A influência da mídia sobre o culto exagerado à aparência e à beleza

11 de novembro de 2011 1

A influência da mídia sobre o culto exagerado à aparência e à beleza

Um dia desses fiquei refletindo sobre esse assunto e resolvi escrever um pouco:

Sabendo da influência que os meios de comunicação exercem sobre as pessoas em geral, em
diversos aspectos de suas vidas, desde os temas mais amenos aos mais sérios, não é de causar
estranheza que a mídia, ao criar o protótipo da beleza e ao ficar exaltando-o, muitas vezes de forma
subliminar, vem transformando uma massa de escravos numa busca desenfreada e incessante pelo corpo
belo, perfeito e eternamente jovem. É uma legião de seres desnorteados que acreditam que algum
cosmético, alguma academia da moda, roupa ou qualquer outra novidade, outro aparato que surge
diariamente vai operar um verdadeiro milagre em sua aparência. Diante dessa situação, não nos cabe
julgar, porém tentar entender as causas que levam boa parte da população a esse tipo de comportamento.
Ao começarmos a explanar as possíveis causas que levam a atitudes intrigantes e patéticas nesta
ânsia de perfeição, um dos que considero mais graves é que crianças, principalmente meninas, estão cada
vez mais cedo sendo introduzidas ao mundo da moda, explorando, forçando uma sensualidade, totalmente
artificial, impossível de se ter aos cinco, seis, sete anos de idade. Outro aspecto que podemos analisar são
as capas das revistas, os comerciais de televisão, os outdoors. Boa parte desses anúncios tem homens e
mulheres, exaltando beleza e juventude, tendo normalmente um biotipo europeu. Não vamos entrar numa
discussão sobre racismo, inclusão e tal, mas, dificilmente vemos estampados negros, asiáticos, alguém de
alguma outra etnia ou uma pessoa com deficiência. Onde estão as pessoas comuns, sem maquiagem ou
fotoshop? E porque não falarmos também da proliferação absurda das clínicas de estética e cirurgia
plástica, onde muitas pessoas deixam suas economias e pagam quantias elevadas que muitas vezes nem
podem gastar em tratamentos de beleza e rejuvenescimento.
Porém, a análise não deve ficar somente nestes aspectos, faz-se necessária uma reflexão mais
profunda e criteriosa, a responsabilidade não é apenas dos fatores externos a nós, pois a mídia mostra e a
indústria da beleza produz, justamente aquilo que queremos que se torne realidade, desde coisas mais
elaboradas como uma técnica cirúrgica inovadora ou um cosmético de última geração até um soutien que
promete elevar ou aumentar o tamanho dos seios. Torna-se um círculo vicioso, os valores do ser
contemporâneo e seus anseios refletem-se na mídia e na indústria da beleza e estas, por sua vez, acabam
retornando em forma de influência para a sociedade. Vale lembrar também, que os nossos modelos de
beleza, bem como todo ser humano tem suas inseguranças e podem estar tentando atingir o ápice, a
beleza máxima, afinal, também são agentes na sociedade, não somente figuras estáticas mostrando sua
beleza para quem quiser ver. Um dia, se a sociedade se tornar mais espiritualizada e mais voltada ao seu
interior, quem sabe a mídia pode refletir outras coisas, como por exemplo, a tão falada frase que ser é
mais importante que ter, e que a solidariedade, o amor a si e ao próximo, a paz no mundo e também a de
espírito são muito mais importantes e perenes, coisas que, por mais que tentemos na busca utópica pela
perfeição do corpo, jamais serão atingidas.

Um ótimo final de semana!!!

Será Hora de Acabar Com o Braille???

28 de outubro de 2011 0

Chegou a hora de acabar com o Braille?
por Fredric K. Schroeder

Muita tecnologia surgiu para ajudar os cegos. E para questionar o uso de um sistema que até hoje reinava sozinho?

A tecnologia dedicada a ajudar deficientes visuais tem evoluído muito. Novas ferramentas vêm ampliando o acesso de cegos à informação escrita: audiolivros, softwares que leem em voz alta o e-mail que acabou de chegar, serviços telefônicos que leem o jornal pela manhã. Sem dúvida, uma mão na roda, que dá mais opções aos cegos.

Essas novidades conquistaram espaço. E, confiando nelas, os cegos estão deixando de ler. Estão apenas ouvindo. Há deficientes visuais que já aderiram completamente à tecnologia. Alguns professores de escolas para cegos também não veem mais espaço para o braile. Tanto que quase 90% das crianças cegas americanas estão crescendo sem aprender a ler e escrever. Isso é um sinal de progresso? Devemos celebrar o declínio do braile?

É verdade, a tecnologia permite a absorção rápida de muita informação. O problema é que essas novas ferramentas oferecem um tipo passivo de leitura. Ao contrário do braile, que permite uma leitura ativa. Com ele, o cérebro recebe as informações de forma diferente: além do conteúdo, absorve também as letras, a pontuação, a estrutura do texto.

A falta desse conhecimento pode prejudicar a formação de alguém. Aconteceu comigo. Perdi parte da visão aos 7 anos de idade. Aos 16, fiquei completamente cego. Não fui alfabetizado em braile quando criança, e tive de aprender a ler e escrever sozinho depois de cego. O aprendizado tardio prejudicou minha educação e minha confiança. Quando entrei na universidade, não podia soletrar. Sabia pouco sobre pontuação e regras gramaticais. Fiz um doutorado em administração da educação, mas a alfabetização limitada foi sempre uma barreira.

Hoje uso muita tecnologia de áudio. Com ela, posso ler o texto no computador em um ritmo de 250 palavras por minuto. Com o braile, leio 50 palavras por minuto. Mas a tecnologia é complicada para reuniões ou palestras. Se preciso ler um discurso que escrevi, buscar notas no meio de uma apresentação, consultar tabelas, só o braile evita que eu desvie a atenção do conteúdo principal.

É como para as pessoas que têm visão: rádio e TV são métodos úteis de conseguir informação, mas não substituem a leitura. Não quero dizer que a tecnologia de áudio não é importante na vida dos cegos. Ela é. Mas deficientes visuais necessitam de uma maneira eficiente de ler e escrever, como todo mundo. Isso significa que precisamos garantir o acesso a todo tipo de tecnologia que apareça e seja capaz de auxiliar. Sem esquecer também de trabalhar para manter o braile vivo.

Fredric K. Schroeder é vice-presidente da Federação Nacional dos Cegos dos EUA. Ele perdeu a visão em decorrência da síndrome de Stevens-Johnson.

Crédito:
BLOG TURISMO ADAPTADO
by Ricardo Shimosakai

21 DE SETEMBRO - DIA DE LUTA

26 de setembro de 2011 1

Quarta feira passada foi 21 de setembro - o dia nacional de luta da pessoa com deficiência.  Eu voltava de São Paulo pela TAM quando o óbvio aconteceu. Mofei novamente em uma aeronave aguardando buscarem minha cadeira de rodas. Enquanto esperava impaciente, saquei meu celular e comecei a filmar a cena: o avião vazio, o pessoal da limpeza trabalhando e minha cara de tacho aguardando. A comissária de bordo pouco depois perguntou: "você estava filmando?" Respondi que sim e o mais absurdo aconteceu. Ela falou: "Vamos ter que apagar." Juro que se eu caminhasse nessa hora saía na voadeira! Indignada, disse que ela estaria sonhando que iria mexer no meu celular. Segui documentando o dano moral, pedi alguém da Infraero. Veio outro comissário que perguntou como eu gostaria de ser carregada, com ou sem cadeira. O despreparo é geral. Informei que não gostaria de ser carregada de nenhum dos jeitos, afinal acessibilidade é lei e o certo seria desembarcar de forma segura e sem constrangimentos.

Momentos de tensão e mais uma vez a lei não foi cumprida. De novo, pela enésima vez fui carregada num aeroporto. E a ironia, bem no dia de luta da pessoa com deficiência. É tão chato isso, é tão recorrente, é tão óbvio esbarrar com falta de preparo de prestadores de serviço e falta de acessibilidade que eu começo a acreditar que é a Constituição Brasileira que está errada. Só pode ser isso, porque todos os dias, pelo simples fato de usar uma cadeira de rodas, eu tenho algum direito constitucional violado. Geralmente o de ir e vir com autonomia e segurança. Lá vou eu processar mais uma vez uma grande companhia aérea que poderia muito bem dispor de um equipamento de acessibilidade simples: uma cadeira escaladora de escadas. O produto custa cerca de R$ 8.000,00. Isso não é nada perto do lucro que essas empresas faturam. O produto seria útil para milhares de cadeirantes, pessoas idosas e também azarados que quebraram a perna no jogo de futebol. Até quando vou ter que perder meu tempo indo em audiências de conciliação para ouvir ofertas ridículas de indenização?

Giselle Hubbe - Miss Brasil Deficiente Visual

24 de agosto de 2011 0

A gaúcha Giselle Hubbe, vencedora do concurso Miss Brasil Deficiente Visual, foi a convidada do programa Pedro Ernesto Entrevista na TVCOM em 23/8/2011. Clique aqui para assistir à entrevista.

Movimento SuperAção 2011 em Porto Alegre

22 de agosto de 2011 0

E aí, galera!!!

Foi muito legal a passeata do Movimento SuperAção ontem aqui em Porto Alegre, o tempo colaborou, um sol bacana, o dia estava frio, mas o bom é que não choveu.

Na minha opinião, o evento deste ano foi melhor do que o do ano passado e, espero que a cada ano fique melhor ainda, reunindo mais pessoas com e sem deficiência, movimentando e articulando mais e mais...

Lembro que na primeira edição, em 2010, com deficiência visual, estávamos praticamente só eu e meu irmão lá. Já neste ano, vi vários, fiz vários contatos, foi possível trocar muita ideia, fazer novas amizades, enfim, várias portas são abertas a partir destes encontros.

Conhecemos lá o Daniel, de São Paulo, que nos contou que participa do SuperAção lá há 6 anos, ele estava com seu cão-guia, que também vestiu a camiseta do Movimento SuperAção (foto abaixo).

Eu e Francine conhecemos e ficamos amigos da Giselle Hubbe, que é Miss Brasil Deficiente Visual, abaixo estão as nossas fotos com ela, que é gente fina pra caramba (ela vai participar do desfile de moda inclusiva na Assembleia Legislativa na próxima sexta-feira, 26/8/2011, conforme está detalhado no post anterior da Ju).

(Foto: Giselle e Rafael)

(Foto: Giselle e Francine)

Conversei muito também com a professora Marilena que trabalha com pessoas com deficiência visual na União dos Cegos.

Também participando do evento reencontrei uma ex-colega do meu serviço anterior, a Denise, trabalhei com ela até 2006 e nubca mais a tinha visto, estava com a família, uma filhinha linda de 5 anos e o marido que é cadeirante há mais ou menos dois anos, fiquei muito feliz também por este reencontro, já estamos nos falando pelo Facebook.

Ontem na Redenção, também vi que havia pessoas distribuindo folder com contatos para o envio de curriculum, ou seja, empresas em busca de pessoas com deficiência para suprir vagas no mercado de trabalho, isto é muito bom, é o Movimento SuperAção ganhando visibilidade.

Eu e Francine conhecemos pessoalmente também a Aline Massoni, de Viamão, cadeirante que eu conhecia de um depoimento no "Tocando a Vida" do programa da Ju na AL e também amiga de Orkut há algum tempo, muito legal também.

Como eu já falei, espero que a cada ano fique melhor o SuperAção, eu curti muito, fizemos nosso barulho em busca do nosso espaço, da inclusão, exigindo acessibilidade já! Mostramos a nossa cara para a cidade, todos juntos, um só objetivo, uma só voz, assim que tem que ser, o caminho é longo e nada fácil, mas quando nos juntamos, nos reunimos, unimos também nossa força. É muito bom conhecer pessoas, fazer amizades e projetar coisas para o futuro!

Viva o Movimento SuperAção!!!
Acessibilidade e inclusão já!!!

Convite

20 de agosto de 2011 1

Galera:

Amanhã na Redenção.

O leitor Felipe também nos convidou pruma palestra, ou melhor, uma mesa redonda.

Mesa Redonda: Acessibilidade e Cultura.

dia 24/08, às 14hs.

Auditório da Faculdade de Arquitetura da UFRGS, Rua Sarmento Leite, nº 320.
Participação de Eduardo Cardoso, Jeniffer Cuty, Wagner Ferraz, Letícia Schwartz, Alexandre Fernandes e Felipe Mianes.
Será um grande momento de debate e construção de conhecimentos e novas propostas.

Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência

16 de agosto de 2011 1

Entre 20 e 28 de agosto acontece a I Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência promovida pela Assembleia Legislativa gaúcha. A série de atividades gratuitas e abertas ao público visa a conscientizar a sociedade a respeito do tema e a acelerar o processo de inclusão. Palestras que tratam de autismo, qualidade de vida na deficiência, exposições fotográficas e de artes plásticas, desfile de moda inclusiva e até uma passeata no Parque Farroupilha fazem parte da programação (confira, abaixo, a programação completa). "Este é um evento de grande importância, pois busca conscientizar a sociedade e o poder público da necessidade de se trabalhar para que as políticas públicas para pessoas com deficiência se tornem uma realidade concreta”, afirma o presidente da Assembleia, deputado Adão Villaverde (PT).

“Esta é uma temática que cada vez mais ocupa os debates no Legislativo estadual. Mesmo tendo muita coisa ainda a ser feita, o nosso Legislativo, que tem a missão de ser um espaço de defesa da democracia, da tolerância e da inclusão, está sempre à disposição das pessoas com deficiência”, acrescenta Villaverde.

As atividades são promovidas pelo grupo de trabalho da Assembleia que trata do tema inclusão, formado por servidores da Escola do Legislativo Deputado Romildo Bolzan, da Superintendência de Comunicação Social, do Departamento de Gestão de Pessoas e do Fórum Democrático, e fazem parte do programa Assembleia Inclusiva. A coordenadora do grupo, a publicitária e cadeirante Juliana Carvalho, considera esta uma oportunidade ímpar para que o Legislativo faça a sua parte no que se refere ao fim das barreiras entre pessoas com e sem deficiência. "A programação da semana vai mostrar de forma atrativa e lúdica as inúmeras capacidades das pessoas com deficiência. Sim, nós podemos dançar, praticar esportes, nos dedicar à arte e também participar da moda", avalia.

Uma sensibilização dos deputados para a temática está programada para terça-feira (23), no Salão Júlio de Castilhos, com a disponibilização de cadeiras de rodas, bengalas e o uso de vendas para que os parlamentares possam vivenciar a realidade das pessoas com deficiência.

Conheça melhor as atrações e os parceiros destas atividades:

O Ciclo Permanente de Palestras sobre Autismo abordará, no sábado (20), temas como aplicação dos tratamentos biométricos e dietas no tratamento do autismo. Tem promoção do Instituto Autismo & Vida, uma organização não governamental formada por pais de pessoas que estão no espectro do autismo. Já o Movimento SuperAção, formado por pessoas com e sem deficiência de todo o Brasil, é o parceiro na passeata marcada para domingo (21), com concentração às 10h, do Espelho d Água do Parque Farroupilha (Av. Setembrina). A iniciativa já acontece há oito anos em São Paulo, além de ter edições no Rio de Janeiro e até na Argentina. Em Porto Alegre, ocorre pela segunda vez.

No seminário sobre qualidade de vida na deficiência, na segunda-feira (22), serão tratados assuntos como Lazer e Turismo, com o presidente da Ong Caminhadores RS, Rotechild Prestes. Ele é guia de turismo com habilitação em acessibilidade, ecoturismo e turismo de aventura, além de membro do Conselho Municipal das Pessoas com Deficiência de Porto Alegre. Os esportes adaptados e a Escola Paraolímpica serão tema da manifestação de Luiz Cláudio Portinho, presidente do RS Paradesporto. A publicitária Juliana Carvalho vai falar sobre sexualidade depois da lesão medular. A apresentadora do programa Faça a Diferença da TV Assembleia é cadeirante e coordena o Movimento SuperAção no Rio Grande do Sul, além de ser autora do livro Na minha Cadeira ou na tua?.

A oficina de dança integrada comandada por Carla Vendramin, na quinta-feira (25), vai reunir pessoas com e sem deficiência para realizarem tarefas de improvisação, improvisação com objetos cênicos, composições de sequências de movimento integrado e composição em pequenos e grandes grupos. À tarde haverá demonstração de Esportes Paraolímpicos como basquete em cadeira de rodas, esgrima em cadeira de rodas, tênis de mesa adaptado e vela adaptada. As atividades do dia se encerrarão com o Sarau no Solar, no Teatro Dante Barone, com o músico com deficiência visual, o pianista Angelin Loro.

Kica de Castro, publicitária e fotógrafa, proprietária de uma agência de modelos para pessoas com deficiência desde 2007, mostra, pela primeira vez no Estado, sua exposição "Toda nudez vai ser revelada". Além disso, faz palestra na sexta-feira (26) falando sobre sensualidade na deficiência. A fala antecede o evento mais badalado da semana: um desfile de moda inclusiva, assinado pela estilista Vitória Cuervo. Inspirada no Parque da Redenção, a coleção primavera/verão será apresentada por modelos com e sem deficiência. No casting estará a Miss Brasil com deficiência visual, Giselle Hübbe, e também a apresentadora Alice Neves.

Paula Arpini assina a exposição Pintando com a Boca. A artista tem deficiência psicomotora e pinta há 23 anos com guache sobre papel. É um exemplo de superação e das múltiplas possibilidades das pessoas com deficiência.

Programação Completa

Sábado | 20 de Agosto

1ª Edição do Ciclo Permanente de Palestras sobre Autismo

Local: Teatro Dante Barone na Assembleia Legislativa

9h Aplicação dos Tratamentos Biométricos no Autismo com Dra. Simone Pires, médica de São Paulo, especialista em protocolo DAN! (Defeat Autism Now) para o autismo. 14h Dietas no Tratamento do Autismo com Claudia Marcelino, mãe de autista, residente no Rio de Janeiro, autora do Livro “Autismo – Esperança pela Nutrição”.

Domingo | 21 de Agosto

10h  2ª Edição da Passeata Movimento SuperAção

Local: Parque da Redenção – concentração no Espelho D’água.

11h30 Abertura Oficial da I Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência, promovida pela Assembleia Legislativa em conjunto com as aberturas da 17ª Semana Estadual e 14ª Semana Municipal da Pessoa com Deficiência. Fala de autoridades e shows.

Segunda-feira | 22 de Agosto

Seminário Qualidade de Vida na Deficiência

Local: Teatro Dante Barone na Assembleia Legislativa

8h30 Abertura

9h Lazer e Cultura com Rotechild Prestes, Presidente da ONG Caminhadores RS

10h Esportes adaptados e Escola Paraolímpica com Luiz Cláudio Porto, presidente do RS Paradesporto.

11h Sexualidade depois da lesão medular com Juliana Carvalho, autora do livro Na minha Cadeira ou na tua?

12h Encerramento

19h Apresentação do Espetáculo Celebridades com o Centro Inclusivo de Artes Legato

Segunda a Sexta-feira | 22 a 26 de Agosto

Exposição fotográfica “Toda nudez vai ser revelada” de Kica de Castro na Galeria dos Municípios


Segunda a Sexta-feira | 22 a 26 de Agosto

Exposição “Pintando com a Boca” de Paula Arpini no Espaço Novos Talentos

Terça-feira | 23 de Agosto

13h30 Exposição do Poema “Deficiências” de Mário Quintana, no Salão Júlio de Castilhos

Sensibilização com os deputados, uso de vendas, bengalas e cadeira de rodas

Quarta-feira | 24 de Agosto

14h Projeção de fotos dos estagiários com deficiência em atividade na Assembleia Legislativa no Salão Júlio de Castilhos

Quinta-feira | 25 de Agosto

9h Workshop de Dança Integrada

Local: Vestíbulo Nobre na Assembleia Legislativa

O workshop consta de aquecimento e tarefas de improvisação, improvisação com objetos cênicos, composição de sequências de movimento integrado, composição em grupos pequenos e com todo o grupo. Público de pessoas com e sem deficiência. Ministrado por Carla Vendramin.

14h Demonstração de Esportes Paraolímpicos na Esplanada

Local: Esplanada na Assembleia Legislativa

Modalidades: basquete em cadeira de rodas, esgrima em cadeira de rodas, tênis de mesa adaptado, vela adaptada.

18h30 Sarau no Solar com músico Angelin Loro, pianista consagrado e cego

Local: Teatro Dante Barone na Assembleia Legislativa

Sexta-feira | 26 de Agosto

17h Palestra com a fotógrafa Kica de Castro no Vestíbulo Nobre.

18h30 Desfile de Moda Inclusiva

Local: Vestíbulo Nobre na Assembleia Legislativa

O primeiro desfile de Moda Inclusiva do Estado será assinado pela estilista Vitória Cuervo. Inspirada no Parque da Redenção a coleção primavera/verão é feminina e terá no casting modelos com e sem deficiência valorizando as diversas formas de beleza da mulher brasileira. As roupas serão sob medida e adaptadas para cada uma, conforme suas necessidades. Entre as modelos, está a Miss Brasil com Deficiência Visual, Giselle Hubbe.

Para saber mais acesse: www.al.rs.gov.br/assembleiainclusiva

O DESABAFO DE THAÍS

05 de agosto de 2011 0

Recebi dias atrás um e-mail tocante de uma fisioterapeuta chamada Thaís Botelho. A jovem faz especialização em um posto de saúde no Morro da Cruz.  Seu trabalho de conclusão de curso vai falar sobre acessibilidade e inclusão social de idosos restritos ao domicílio. Nesse primeiro e-mail, Thaís relatou que leu meu livro e fez um desabafo: “Infelizmente dá uma dor muito grande saber de todos os avanços da saúde em relação a reabilitação e as tecnologias assistivas, algumas coisas que tu cita no fim do livro, e ver que a maioria destas coisas, não chega para boa parte da população. População essa que fica a margem de novas possibilidades frente a uma lesão seja ela qual for. É triste e duro entrevistar um cuidador e ouvir dele que "lugar de aleijado é em casa", e ficar sem palavras quando não temos mecanismos suficientes ou potenciais para efetivar os direitos. Admiro-te muito pela tua garra e por teu enfrentamento diante das dificuldades. Queria compartilhar estas coisas contigo porque quero gritar pra todo mundo, ainda não gostando de falar essa dura realidade, que tem muita pessoa com deficiência que não sai de casa porque o acesso público, aqui leia-se ruas ou becos, são feitos de pedras com mais de um metro de altura; que tem gente que não consegue andar de cadeira de rodas dentro de sua própria casa porquê não passa na porta e ainda não tem condições financeiras, ou rede de apoio, para mudar sua residência; que tem muito amputado que vive prisioneiro do lar mesmo tendo capacidade plena de decisões e julgamento.”

Depois de ler esse breve e “soda” relato, perguntei se a Thaís não gostaria de escrever mais sobre o tema para postar aqui no Sem Barreiras. A gente grita contigo Thaís:

“Acessibilidade e Inclusão Social é possível?
Por muito tempo achei que para isso se concretizar precisava apenas que o paciente cooperasse com o tratamento que tudo se solucionaria. Que ignorância a minha! Ainda hoje, por mais difícil que seja, acredito que a acessibilidade e inclusão social é possível, e é isso o que me faz seguir em frente. No entanto, sei que essa questão é muito mais complexa e depende de uma série de fatores e os exemplos bem sucedidos servem de ânimo para estimularmos os que ainda não atingiram essa meta.
É duro saber todos os avanços da ciência na área da reabilitação, saber que atualmente tem-se noção do potencial da plasticidade sináptica, que permite que o sistema nervoso possa se readaptar frente a uma lesão; que as células tronco podem fazer maravilhas; que existem próteses altamente desenvolvidas que podem ser guiadas através de sensores de movimento; e ao mesmo tempo, ver que essas tecnologias na maioria das vezes não chega para boa parte da população que necessita. E insisto em me perguntar o porquê de tudo isso. Por que muitas pessoas com deficiência, com potencial para diversas atividades, permanecem somente dentro de suas casas fazendo apenas o necessário para sobrevivência, comendo, dormindo e fazendo necessidades fisiológicas? Por que não estão a visitar os amigos, a estudar, trabalhar, ir à Redenção, namorar, jogar basquete, conhecer o mundo, Viver?
Essa é a realidade que me deparo no Morro da Cruz, onde atualmente trabalho. Idosos que tem pequenas alterações funcionais não podem sair de casa porque sua rua é formada por pedras de quase um metro de altura, tornando impossível caminhar com uma simples bengala. Ambiente em que amputados literalmente se rastejam para se locomover; lugar em que crianças com paralisia cerebral nunca frequentaram uma escola e que não tem cadeira de rodas nem passe livre; localidade na qual filhos carregam seus pais nos braços morro abaixo e acima porque não há outra forma de sair dali; onde jovens com poucos déficits passam o dia em casa, pois eles, ou a sociedade lhes julgam inúteis; e que é possível encontrar familiares que acham que lugar de aleijado é em casa. Estas e tantas outras histórias, marcadas com a falta de acessibilidade e exclusão social, poderiam ser citadas. E por quê? Onde será que está a raiz desse problema?
Foto do Morro da Cruz
Imagem do morro da cruz

Talvez o acesso da localidade seja realmente precário. Região de morro tem um terreno difícil de habitar, precisa de muito planejamento e adequações. Talvez seja essa sociedade, que perpetua o pensamento dos que se acomodam à apenas a sobrevivência da pessoa com deficiência, já que não conhecem uma realidade diferente. Realmente precisa de muito planejamento e investimento na área da saúde, habitação, assistência social, educação e em tantos outros seguimentos. Precisa também de muita força de vontade e uma rede de apoio bem fortalecida para ultrapassar as barreiras. Mas é preciso também que aquelas pessoas com deficiência que venceram tudo isso, possam ser exaltados e seguidos como exemplo de que é possível sim ter acesso e se integrar às relações sociais. Devemos insistir nessa máxima até que ela se torne verdade absoluta. Fora de regra deve ser todo tipo de segregação social, que exclua de alguma forma as pessoas de terem efetivados seus direitos e garantias fundamentais.
Acreditar na acessibilidade e inclusão social para todos é um desafio. Desafio, inclusive, contra uma construção histórica. Mas se nós que acreditamos não levantarmos a bandeira e insistirmos no potencial dessas pessoas, quem os fará? Existe alguma forma diferente de mudar essa dura realidade e dar um novo rumo a essa história?
Thaís Botelho da Silva
Fisioterapeuta – Residente da Escola de Saúde Pública RS”

E que Deus n0s dê força para continuar lutando pela (R)evolução, Thaís!!!

Essa é a Thaís

Essa é a Thaís

Amor de mãe.

29 de julho de 2011 0

Cinco anos se passaram desde o diagnóstico de meu filho. Há cinco anos atrás eu
me desesperava e sentia um buraco abrir-se dentro de mim, uma dor única que sou
incapaz de traduzir, só sei que aquele sentimento era um misto de medo e tristeza
profunda. A revolta deu lugar à luta e após outros períodos angustiantes na evolução
da doença, que exigiram paciência e persistência no tratamento eleito, hoje, saboreio
momentos mais felizes. A felicidade, este sentimento que parecia ter me abandonado
no momento do diagnóstico do autismo, voltou a acalentar meu coração. Sinto-me
feliz ao ver meu filho feliz quando nos acompanha nos passeios de final de semana, na
rotina do dia a dia, nas viagens de avião, nos banhos de mar e de piscina, na chegada
e saída da escola, na prática da atividade física e no convívio com os demais. Sinto-me
feliz de poder cuidar de mim, de freqüentar a academia, de ir ao salão de beleza, de
ler, de olhar televisão, sair para jantar, tomar uma cerveja e viajar com meu marido.
Sinto-me feliz por ter este marido companheiro que é um pai extraordinário, que leva
e busca o filho da escola, que vai a todas as consultas pediátricas e estuda a noite
inteira o que é up date na literatura médica sobre o autismo. Só não gosta de ir à
parques e tomar sol, mas daí já seria pedir demais...

Se eu consegui resgatar a alegria de viver e o prazer de pequenos momentos, acho
que já sou vitoriosa. Hoje posso dizer que a vida vale a pena mesmo com traçados tão
estranhos a nossos olhos e repertórios tão distintos de nossos sonhos infantis.

Portanto, sofra somente quando for inevitável e reserve um lugar no seu coração para
a alegria reencontrar a sua morada e te devolver a paz.

Silvia Sperling.

MÍDIA & DEFICIÊNCIA FOI UM SUCESSO!

28 de julho de 2011 0

Juliana entrega manual de mídia inclusivo para gerente de jornalismo da RecordFoi demais o seminário sobre mídia e deficiência ontem. Valeram os cabelos brancos e o estresse para organizar. Segue a matéria da minha colega de asssembleia Vanessa Canciam.

"O seminário "Mídia e Deficiência - Qual o papel da comunicação no processo de inclusão?", realizado nessa quarta-feira (27) no Parlamento gaúcho teve saldo positivo. “A meta traçada foi alcançada: provocar os jornalistas que atuam nos veículos e também os professores dos cursos de comunicação para a temática, para atuarem com mais responsabilidade e somarem no sentido de acelerarmos o processo de inclusão”, afirmou a coordenadora do projeto Assembleia Inclusiva, Juliana Carvalho, responsável pela organização do seminário.

Um dos destaques foi a apresentação do manual de redação desenvolvido neste ano pela Superintendência de Comunicação Social e Relações Institucionais da Assembleia Legislativa, no qual consta um capítulo com informações específicas sobre mídia inclusiva. A iniciativa foi elogiada pelos jornalistas. Segundo a coordenadora do evento, mais de 200 exemplares foram distribuídos para os participantes do evento e para profissionais da Record, da RBS e da Unisinos.  O gerente de jornalismo da Record, Givanildo Menezes, por exemplo, recebeu 70 manuais para distribuir entre a sua equipe. “Esperamos que os jornalistas utilizem esse recurso nas redações, para evitar erros”, completou Juliana.

Seminário
O seminário Mídia e Deficiência integra o programa Assembleia Inclusiva e foi promovido pelo grupo de trabalho da Assembleia Legislativa que debate o tema da inclusão, formado por servidores da Escola do Legislativo Deputado Romildo Bolzan, da Superintendência de Comunicação Social, do Departamento de Gestão de Pessoas e do Fórum Democrático.

Em quatro paineis realizados durante o dia todo, o evento reuniu especialistas em mídia inclusiva, profissionais que atuam em grandes veículos nacionais e estaduais e professores de cursos de comunicação. Estiveram entre os participantes das mesas de debate o cadeirante e chefe de reportagem da Agência Folha, Jairo Marques, além de profissionais da Bandeirantes, da Record, da RBS, da TVE e das universidades Unisinos, PUC/Famecos, Ulbra e da UFRGS/Fabico, entre outros convidados.

Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência
Entre os dias 20 e 28 de agosto, o programa Assembleia Inclusiva, em parceria com a Faders e a Prefeitura de Porto Alegre, irá promover a Semana de Valorização da Pessoa com Deficiência. Entre as atividades, está prevista a realização de um seminário sobre autismo, uma passeata do Movimento SuperAção no Parque da Redenção, um workshop de dança integrada, uma demonstração de paradesporto e um desfile de moda inclusiva, entre outras ações."