Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Posts na categoria "família"

Síndrome de Down No Cinema

26 de agosto de 2012 0

O filme brasileiro “Colegas” apresenta três pessoas com síndrome de down nos papéis principais da trama. Trata-se de uma comédia que exibe com muita leveza e descontração a vida dos três personagens, com suas aventuras, sonhos e desejos. É muito bom ter o cinema a serviço da equidade.

A estreia em nível nacional será em novembro deste ano. No entanto, o longa já ganhou premiações, no Festival de Paulínia (SP) e no Festival de Gramado (RS).

Clique aqui para assistir ao trailler com áudio-descrição. Confira aqui a matéria sobre a premiação no Festival de Gramado feita pela Folha de São Paulo.

E em novembro, vamos ao cinema prestigiar o filme!!!

Há quanto tempo hein!?

26 de agosto de 2012 1

Olá!!!!

Depois de muuuuuuuuito tempo sem escrever… Aqui estou de volta, tentando retomar o blog, com vontade de escrever com mais frequência para vocês. Este ano está sendo muito corrido, trabalho, faculdade, filho pequeno, etc. Agora estou me organizando para publicar aqui com alguma regularidade. Este blog é um espaço muito importante e devemos aproveitar, pois há muito o que fazer e falar no que se refere às pessoas com deficiência. Enfim, é muito bom estar de volta!!!

Abraços!!!

A influência da mídia sobre o culto exagerado à aparência e à beleza

11 de novembro de 2011 2

A influência da mídia sobre o culto exagerado à aparência e à beleza

Um dia desses fiquei refletindo sobre esse assunto e resolvi escrever um pouco:

Sabendo da influência que os meios de comunicação exercem sobre as pessoas em geral, em
diversos aspectos de suas vidas, desde os temas mais amenos aos mais sérios, não é de causar
estranheza que a mídia, ao criar o protótipo da beleza e ao ficar exaltando-o, muitas vezes de forma
subliminar, vem transformando uma massa de escravos numa busca desenfreada e incessante pelo corpo
belo, perfeito e eternamente jovem. É uma legião de seres desnorteados que acreditam que algum
cosmético, alguma academia da moda, roupa ou qualquer outra novidade, outro aparato que surge
diariamente vai operar um verdadeiro milagre em sua aparência. Diante dessa situação, não nos cabe
julgar, porém tentar entender as causas que levam boa parte da população a esse tipo de comportamento.
Ao começarmos a explanar as possíveis causas que levam a atitudes intrigantes e patéticas nesta
ânsia de perfeição, um dos que considero mais graves é que crianças, principalmente meninas, estão cada
vez mais cedo sendo introduzidas ao mundo da moda, explorando, forçando uma sensualidade, totalmente
artificial, impossível de se ter aos cinco, seis, sete anos de idade. Outro aspecto que podemos analisar são
as capas das revistas, os comerciais de televisão, os outdoors. Boa parte desses anúncios tem homens e
mulheres, exaltando beleza e juventude, tendo normalmente um biotipo europeu. Não vamos entrar numa
discussão sobre racismo, inclusão e tal, mas, dificilmente vemos estampados negros, asiáticos, alguém de
alguma outra etnia ou uma pessoa com deficiência. Onde estão as pessoas comuns, sem maquiagem ou
fotoshop? E porque não falarmos também da proliferação absurda das clínicas de estética e cirurgia
plástica, onde muitas pessoas deixam suas economias e pagam quantias elevadas que muitas vezes nem
podem gastar em tratamentos de beleza e rejuvenescimento.
Porém, a análise não deve ficar somente nestes aspectos, faz-se necessária uma reflexão mais
profunda e criteriosa, a responsabilidade não é apenas dos fatores externos a nós, pois a mídia mostra e a
indústria da beleza produz, justamente aquilo que queremos que se torne realidade, desde coisas mais
elaboradas como uma técnica cirúrgica inovadora ou um cosmético de última geração até um soutien que
promete elevar ou aumentar o tamanho dos seios. Torna-se um círculo vicioso, os valores do ser
contemporâneo e seus anseios refletem-se na mídia e na indústria da beleza e estas, por sua vez, acabam
retornando em forma de influência para a sociedade. Vale lembrar também, que os nossos modelos de
beleza, bem como todo ser humano tem suas inseguranças e podem estar tentando atingir o ápice, a
beleza máxima, afinal, também são agentes na sociedade, não somente figuras estáticas mostrando sua
beleza para quem quiser ver. Um dia, se a sociedade se tornar mais espiritualizada e mais voltada ao seu
interior, quem sabe a mídia pode refletir outras coisas, como por exemplo, a tão falada frase que ser é
mais importante que ter, e que a solidariedade, o amor a si e ao próximo, a paz no mundo e também a de
espírito são muito mais importantes e perenes, coisas que, por mais que tentemos na busca utópica pela
perfeição do corpo, jamais serão atingidas.

Um ótimo final de semana!!!

Movimento SuperAção 2011 em Porto Alegre

22 de agosto de 2011 0

E aí, galera!!!

Foi muito legal a passeata do Movimento SuperAção ontem aqui em Porto Alegre, o tempo colaborou, um sol bacana, o dia estava frio, mas o bom é que não choveu.

Na minha opinião, o evento deste ano foi melhor do que o do ano passado e, espero que a cada ano fique melhor ainda, reunindo mais pessoas com e sem deficiência, movimentando e articulando mais e mais…

Lembro que na primeira edição, em 2010, com deficiência visual, estávamos praticamente só eu e meu irmão lá. Já neste ano, vi vários, fiz vários contatos, foi possível trocar muita ideia, fazer novas amizades, enfim, várias portas são abertas a partir destes encontros.

Conhecemos lá o Daniel, de São Paulo, que nos contou que participa do SuperAção lá há 6 anos, ele estava com seu cão-guia, que também vestiu a camiseta do Movimento SuperAção (foto abaixo).

Eu e Francine conhecemos e ficamos amigos da Giselle Hubbe, que é Miss Brasil Deficiente Visual, abaixo estão as nossas fotos com ela, que é gente fina pra caramba (ela vai participar do desfile de moda inclusiva na Assembleia Legislativa na próxima sexta-feira, 26/8/2011, conforme está detalhado no post anterior da Ju).

(Foto: Giselle e Rafael)

(Foto: Giselle e Francine)

Conversei muito também com a professora Marilena que trabalha com pessoas com deficiência visual na União dos Cegos.

Também participando do evento reencontrei uma ex-colega do meu serviço anterior, a Denise, trabalhei com ela até 2006 e nubca mais a tinha visto, estava com a família, uma filhinha linda de 5 anos e o marido que é cadeirante há mais ou menos dois anos, fiquei muito feliz também por este reencontro, já estamos nos falando pelo Facebook.

Ontem na Redenção, também vi que havia pessoas distribuindo folder com contatos para o envio de curriculum, ou seja, empresas em busca de pessoas com deficiência para suprir vagas no mercado de trabalho, isto é muito bom, é o Movimento SuperAção ganhando visibilidade.

Eu e Francine conhecemos pessoalmente também a Aline Massoni, de Viamão, cadeirante que eu conhecia de um depoimento no “Tocando a Vida” do programa da Ju na AL e também amiga de Orkut há algum tempo, muito legal também.

Como eu já falei, espero que a cada ano fique melhor o SuperAção, eu curti muito, fizemos nosso barulho em busca do nosso espaço, da inclusão, exigindo acessibilidade já! Mostramos a nossa cara para a cidade, todos juntos, um só objetivo, uma só voz, assim que tem que ser, o caminho é longo e nada fácil, mas quando nos juntamos, nos reunimos, unimos também nossa força. É muito bom conhecer pessoas, fazer amizades e projetar coisas para o futuro!

Viva o Movimento SuperAção!!!
Acessibilidade e inclusão já!!!

Amor de mãe.

29 de julho de 2011 0

Cinco anos se passaram desde o diagnóstico de meu filho. Há cinco anos atrás eu
me desesperava e sentia um buraco abrir-se dentro de mim, uma dor única que sou
incapaz de traduzir, só sei que aquele sentimento era um misto de medo e tristeza
profunda. A revolta deu lugar à luta e após outros períodos angustiantes na evolução
da doença, que exigiram paciência e persistência no tratamento eleito, hoje, saboreio
momentos mais felizes. A felicidade, este sentimento que parecia ter me abandonado
no momento do diagnóstico do autismo, voltou a acalentar meu coração. Sinto-me
feliz ao ver meu filho feliz quando nos acompanha nos passeios de final de semana, na
rotina do dia a dia, nas viagens de avião, nos banhos de mar e de piscina, na chegada
e saída da escola, na prática da atividade física e no convívio com os demais. Sinto-me
feliz de poder cuidar de mim, de freqüentar a academia, de ir ao salão de beleza, de
ler, de olhar televisão, sair para jantar, tomar uma cerveja e viajar com meu marido.
Sinto-me feliz por ter este marido companheiro que é um pai extraordinário, que leva
e busca o filho da escola, que vai a todas as consultas pediátricas e estuda a noite
inteira o que é up date na literatura médica sobre o autismo. Só não gosta de ir à
parques e tomar sol, mas daí já seria pedir demais…

Se eu consegui resgatar a alegria de viver e o prazer de pequenos momentos, acho
que já sou vitoriosa. Hoje posso dizer que a vida vale a pena mesmo com traçados tão
estranhos a nossos olhos e repertórios tão distintos de nossos sonhos infantis.

Portanto, sofra somente quando for inevitável e reserve um lugar no seu coração para
a alegria reencontrar a sua morada e te devolver a paz.

Silvia Sperling.

Deficiência Visual com muito bom humor...

03 de julho de 2011 0

Fala galera,

Aqui vai um link para um vídeo que achei bem legal… Mostra uma apresentação de um jovem carioca com deficiência visual que faz “comédia em pá”, falando sobre as situações cotidianas ligadas à deficiência visual. Achei ele bem talentoso, o vídeo é bem engraçado, mas não é só isto, pois no meu entender, o trabalho dele é uma forma de falar para a sociedade sobre a deficiência, acessibilidade, etc, com muito bom humor, é claro. Espero que vocês gostem.

Assistir ao vídeo.

Retornando às atividades

14 de maio de 2011 0

Olá galera!!!

Estamos vivos!!!

Primeiramente, quero pedir desculpas pelo longo tempo de ausência aqui no blog…

Sabem como é, primeiro, foram os últimos dias da gravidez da Francine, onde não sobrava tempo para nada em razão do trabalho e dos afazeres domésticos. Depois, com o nascimento do Pedro, por mais tranquilo que ele seja, tivemos um período de adaptação à nova rotina que já está normalizada. Agora, aos poucos, vamos encontrando mais tempo para retomarmos as atividades pausadas nos últimos dois meses.

Está tudo ótimo com o nosso bebezão, sem mistérios e, sinto-me particularmente feliz por poder curtir e cuidar do meu filho. Podendo afirmar que a minha baixa visão não interfere nesta relação, trocar fralda, dar banho, enfim, tudo absolutamente normal… Graças a Deus nosso filho vai crescer dentro da ideia da diversidade, da acessibilidade, etc, e poderá colaborar para melhorar este mundo, que precisa tanto se modificar nestas questões…

Abraços e um excelente final de semana a todos!
Rafa, Francine e Pedro

Muitas rodas

09 de maio de 2011 0

Uma coisa que passei quase os nove meses da gravidez pesquisando foi o tipo de carrinho que compraria pra Ana Sofia.

Precisava de um carrinho, bom, compacto, leve, fácil pra guardar e de preferência barato e bonito.

Não achei um que preenchesse todos os quesitos acima, principalmente no preço, mas depois eu vi que todos são caros, mas o principal era que coubesse na mala do carro junto com a cadeira do Milton.

Achamos esse modelo:

Fecha em “guarda-chuva” é relativamente leve, serve como passeio e berço e o bebê conforto acopla na mesma estrutura, como dá pra vê abaixo com a participação da modelo mais linda do mundo.



Já no carro também ficou legal, porque cabe tanto a cadeira do Milton quanto o carrinho da Ana Sofia.

Apesar de caber tudo bem certinho, assim que a grana der, estamos pensando em trocar de carro, pra um modelo com mala, tipo perua, como diriam os paulistas, é que com tanta roda junta, não cabe mais nada na mala.

Numa viagem, por exemplo, não temos espaço pras malas e nem a cadeira de banho dobrável do Milton, que em algumas ocasiões também vai junto.


Pra finalizar uma foto da mãe mais feliz do mundo

E o pai mais babão do mundo