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Posts do dia 19 outubro 2010

Programação para os últimos dias da Bienal Brasileira de Design 2010

19 de outubro de 2010 0

Entrevista com Luiz Adolfo, o "pai" dos projetos gráficos dos jornais do Grupo RBS

19 de outubro de 2010 0

Luiz Adolfo, responsável pelos projetos gráficos dos jornais do Grupo RBS, em entrevista ao Blog Sem Censura, fala sobre os desafios da carreira, a importância do designer gráfico editorial e sobre a experiência como moderador da discussão sobre a "Reforma gráfica da Folha de S. Paulo - 2010”, no Congresso Brasileiro de Jornais da Associação Nacional de Jornais (ANJ) deste ano. Aproveitem:

 

 

· Fale um pouco sobre sua história, formação e como partiu para a linha do design editorial. Quais foram as suas influências? Como é seu trabalho no jornal Zero Hora (RS) e sua participação nos demais jornais do Grupo RBS:

Sou jornalista há 28 anos, formado na PUCRS, e professor desde 88 na Famecos, da mesma universidade. Trabalho no Grupo RBS há 22 anos e sou responsável pelo visual gráfico dos jornais Zero Hora, Diário Catarinense, A Notícia, Jornal de Santa Catarina, Pioneiro, Diário de Santa Maria, Diário Gaúcho e A Hora de Santa Catarina. Durante esses anos venho trabalhando com o projeto gráfico desses jornais, em colaboração com os editores e diagramadores de todas as redações do Grupo RBS. A criação de um planejamento gráfico passa por várias etapas, desde a concepção de protótipos até a supervisão de um processo de implantação das mudanças, aperfeiçoamento e avaliação das novas propostas.

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· Além da diagramação de jornal impresso, que outro tipo de trabalho renderam prestígio, tais como prêmios em concursos, cases de sucesso.

Vários trabalhos, em diferentes jornais do Grupo RBS, proporcionaram o reconhecimento daqueles que valorizam o design gráfico voltado para a produção de conteúdo jornalístico. Prêmios regionais, nacionais e internacionais foram conquistados pela grande equipe de editores, diagramadores e fotógrafos que trabalham nos jornais do Grupo RBS ao longo destes anos. Todos colaboraram para a excelência dos projetos premiados.

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· Como você vê a participação da diagramação numa redação? Como uma ferramenta operacional ou algo que contribui na valorização e sucesso do conteúdo editorial?

O papel da diagramação nos jornais ganhou um destaque significativo a partir do final dos anos 80. A informatização das redações e os softwares de paginação eletrônica despertaram a atenção das empresas e dos editores para a importância de um visual atraente em favor da leitura fácil. A competição com outros meios de informação, desde revistas até televisão e, recentemente, a internet exigiu que os jornais se modernizassem muito rapidamente. Hoje, os jornais contam com uma tecnologia de produção que os aproximam das revistas mais sofisticadas. Pesquisas sobre hábitos de leitura e a facilidade para a inovação transformaram o visual dos jornais em algo decisivo para a conquista do mercado de leitores. Ainda que produzidos diariamente os jornais estão muito próximos da qualidade de revistas mensais.

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· Sabemos que o design editorial é muito pouco trabalhado nas graduações de design. De que modo o ensino seja aplicado da melhor maneira possível para que o estudante venha a estar mais preparado para seguir esta área?

O ensino do design editorial tem crescido muito nos últimos 20 anos.  No entanto, há uma diferença grande na importância dos currículos voltados para a área gráfica entre as diversas faculdades de jornalismo do Brasil. No caso do Rio Grande do Sul, onde sou professor de planejamento gráfico e produção de jornais e revistas, temos quatro semestres voltados para o design de notícias, dentro do curso de jornalismo da Famecos PUC RS. Isso tem colaborado para a formação de profissionais com alta especialização que encontram lugar fácil nas redações de muitos veículos impressos.

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· Qual sua visão sobre o design em geral no Brasil e a importância desse profissional especializado.

O design em geral no Brasil tem um reconhecimento internacional nas diversas áreas de aplicação. Na minha área de atuação, os jornais e revistas estão em constante evolução. No entanto, não é apenas o design que ajuda na penetração dos jornais no mercado de leitores. O que é importa é um conteúdo editorial de qualidade e um jornal com uma marca forte junto às comunidades em que atuam. O modelo bem sucedido dos jornais do Grupo RBS reforça essa constatação. Nossos jornais são desenhados e editados de acordo com projetos editoriais sintonizados com a necessidade dos leitores. Estamos constantemente pesquisando as preferências do público leitor e renovando suas fórmulas editoriais para melhor atender a um mercado muito competitivo. Temos jornais voltados para todos os públicos, com caderno e suplementos que estão em sintonia com o mercado publicitário e os interesses de informação segmentada.

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· Você acha que a profissão de “designer” deveria ser regulamentada?

A regulamentação ajuda a estabelecer regras para a contratação dos profissionais habilitados e comprometidos com a ética inerente a uma prestação de serviço baseada na responsabilidade e na qualidade técnica.

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· Ultimamente vimos uma série de mudanças nos projetos gráficos do ZH, AN, Diário e Santa. Qual sua principal função no redesign desses projetos gráficos?

A principal motivação do redesenho dos jornais citados foi adequar os conteúdos editoriais às novas tendências. A introdução de novas tecnologias de pré-impressão e impressão e a chegada do jornalismo online exigiu que os jornais fossem repensados. A complementariedade entre o jornal impresso e digital criou necessidades de abordagens editoriais baseadas no conceito de notícia 24 horas, sete dias por semana. Essa integração entre redações criou produtos editoriais e os jornais precisaram ser repensados tanto em termos de estrutura, número de profissionais, coberturas de acontecimentos e apresentação visual. Atualizar a imagem dos jornais, redesenhar por inteiro (processos, produtos e estratégias) é uma ação que todos os jornais bem sucedidos como negócio estão fazendo em todo o mundo. Os jornais do Grupo RBS percebram essas demanda e gradualmente estão integrando seus veículos em uma estratégia pioneira no Brasil.

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· Algum projeto gráfico deu mais trabalho ou foi mais difícil de ser reformulado?

O redesenho de uma publicação, ou a criação de um projeto, exigem cuidados baseados na preferência dos seus leitores. Um projeto que teve muita atenção foi a transformação do jornal A Notícia, do formato standard para tablóide. Um jornal tradicional como A Notícia precisava preservar sua qualidade editorial e gráfica e, ao mesmo tempo, ser repensado para as necessidades de um mercado que mudou muito. O cuidado com a pesquisa junto ao leitor e a execução cuidadosa do projeto editorial e gráfico, até a comunicação com o mercado leitor e publicitário foi um grande desafio para todos os profissionais envolvidos.

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· Qual o próximo projeto gráfico a ser atualizado?

Os jornais do Grupo RBS estão em constante remodelação. Nossos leitores, quando pesquisados, falam em inovação e a empresa sabe captar as propostas do seu público. Atualmente, estamos trabalhando em cadernos e suplementos semanais que sofrem a concorrência de revistas e outras mídias. Por isso, os cadernos femininos, os de viagem e esportes recebem uma atenção frequente.

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· Fale um pouco de sua experiência no Congresso Nacional de Jornais, organizado pela ANJ. Sobre o debate em relação ao novo projeto gráfico do jornal da Folha de São Paulo e Estadão.

Os projetos da Folha e Estadão foram renovados no primeiro semestre de 2010 buscando essa integração entre o jornalismo impresso e online. Seus projetos estavam defasados em relação a muitos jornais nacionais e internacionais. Ambos integraram suas redações e buscaram reformular projetos para facilitar a leitura e adequar o jornal impresso a esse momento de notícia a todo momento em todo lugar.

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· Nos últimos meses, temos visto dois grandes jornais impressos tendo seu conteúdo voltado apenas para a internet. Minha pergunta é: Qual sua visão em relação ao fim dos jornais impressos?

Os jornais perceberam a complementaridade entre as plataformas impressas e online e buscam afastar, com muita inovação e trabalho, os presságios negativos que apontam para o fim dos impressos (alguns, infelizmente, confirmados). No entanto, há cada vez mais uma ideia de manutenção dos jornais impressos que servem a uma função que a internet não preenche adequadamente. A qualidade e a credibilidade de suas marcas impressas, combinada com a função analítica e interpretativa dos jornais frente à web, muita voltada para a instantaneidade ainda, reforçam a função do jornal em papel. A convivência das duas plataformas parece a estratégia dominante entre as empresas que produzem jornalismo de qualidade.

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· O projeto gráfico da internet deve se adequar à linha gráfica do meio impresso, ou são duas coisas totalmente distintas?

A linguagem da internet, especialmente em sites de conteúdo jornalístico, passa por um momento de indefinição, muito ligado ao desenvolvimento de novos equipamentos como Ipad e similares. No momento existe uma mimetização entre as páginas de jornal e da internet. No entanto, uma evolução maior depende da tecnologia para associar outras ferramentas para uma apresentação da notícia em novas formatos.

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· Que mensagem quer passar para estudantes de design que estão se formando agora e querem “entrar de cabeça” no mercado?

As perspectivas são muito desafiadoras, especialmente na busca de uma linguagem nova para aliar jornalismo de qualidade e design eficaz. Os cursos aumentam suas ofertas e a procura por profissionais diferenciados reforça a aposta das empresas em encontrar soluções para os desafios do futuro, nem tão distante. Alguns desafios são vitais para a manutenção do modelo de negócio da indústria de informação.

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Capa dos 8 jornais do Grupo RBS, do dia 19/10/2010.






Mapa dos Estados Unidos em versão comida

19 de outubro de 2010 0

O ilustrador norte-americano John Holcomb teve a ideia de retratar os estados de seu país de um jeito um tanto quanto inusitado. Ele desenhou mapas de locais como Alabama, Califórnia e Michigan a partir de suas especialidades gastronômicas – algumas nada saudáveis, vale dizer. As imagens da The United Plates, como a série foi batizada, estão à venda no site do artista.

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Fonte: Revista Criativa

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