Maurício Lima, fotógrafo brasileiro da agência AFP, foi eleito o melhor “wire photographer”, algo como fotógrafo correspondente, pela mais importante revista semanal do mundo: a TIME. O prêmio revela cada vez mais a importância do fotojornalismo: "Refletir a sensibilidade do ser humano com liberdade e tempo", assim que Maurício relatou suas reflexões sobre sua série de imagens sobre a guerra no Afeganistão.
"A ideia principal é que deixei as coisas virem naturalmente, de acordo com os caminhos que fazia em Cabul e engajado com os Marines", contou à AFP. "Tinha duas coisas na cabeça. A primeira era trabalhar de forma livre e solitária em Cabul e, a segunda, ter muita liberdade. Foi a chave para que o trabalho tivesse corpo e a força que tem", explicou o fotógrafo. "As chaves para fazer um bom trabalho jornalístico são acesso e tempo", explicou Maurício, que se diz atraído pelos efeitos das guerras nas pessoas e não pela guerra em si.
"Não me interessa a parte bélica, e sim as consequências que tem sobre os deslocados pela violência, pelas guerras. A experiência com crianças, com locais no Afeganistão, as pessoas, inclusive os Marines que conheci (...) o sentimento humano é o que me atrai", resumiu. Maurício Lima passou 75 dias no Afeganistão em 2010. A metade do tempo, ele se dedicou a retratar a vida dos Marines americanos no país e a a outra metade, a percorrer Cabul em busca de histórias.

"As imagens íntimas, poéticas que Lima faz, parecem vir de outra época. Seu enfoque e composição lembram (o conceito de) 'Momento decisivo' de Cartier Bresson, enquanto a paleta de tons pasteis - uma estética perfeita para a paisagem seca, empoeirada e antiga do Afeganistão -, lembra o processo autocromo, dos primeiros tempos da fotografia cor", destacou a Time. Para ver mais clique aqui.
Fonte: AFP