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Restauradora despreparada danifica obra com séculos de história

23 de agosto de 2012 1


Um assunto que está dando o que falar é do estrago que a espanhola Cecilia Giménez fez ao restaurar uma importante pintura do século XIX, chamada "Ecce Homo", e fruto de uma doação de uma descendente do pintor Elías García Martínez.


Distorcendo completamente a composição original, a idosa alegou que não tinha sido a primeira vez que ela tinha feito alterações. Segundo ela, partes das roupas de Jesus já haviam sido retocadas, mas nunca antes o rosto. Na imagem, podemos perceber a diferença da pintura original e da obra desfigurada após o trabalho da restauradora:




Abaixo, Cecilia é entrevisada pela rede TVE, disse que o padre sabia que ela estava fazendo a restauração e que queria apenas melhorar a pintura que estava desgastada. Veja:




Desde que a notícia foi veiculada na terça-feira (21), começaram a circular na internet versões da pintura modificada por Giménez. Em uma delas, Jesus aparece como o personagem Chewbacca, de "Guerras nas Estrelas". Também há versões em que o rosto de Jesus é substituído por um gato ou por outras figuras conhecidas. A obra ganhou até uma página no Facebook, chamada La señora que pintó el Troll de Borja, e uma hashtag no Twitter, #EcceMono --"mono" significa "macaco" em espanhol.


Circula, ainda, um abaixo assinado pedindo à cidade de Borja que mantenha a pintura como está. "O trabalho realizado pela artista anônima no Ecce Homo do Santuario de la Misericordia de Borja supõe um reflexo inteligente da situação política e social do nosso tempo", afirma o texto. As últimas notícias é que especialistas vão tentar, na próxima semana, recuperar pintura danificada.


Para concluir, este fato nos mostra como é importante estregarmos o trabalho ao profissional adequado. Como serviços de design, por exemplo. Não importa se seu sobrinho fez um cursinho e sabe operar um programa de editoração gráfica, fazendo o trabalho mais barato e rápido. As consequências disso podem ser desastrosas.


Fonte: El País, Folha, G1.

Comentários (1)

  • Karina diz: 24 de agosto de 2012

    Isso prova o quanto é errado pedir para alguém que não entende nada do assunto, fazer algo. É o famoso barato que sai caro, aliás, muito caro. Essa senhora destruiu uma obra importante do século retrasado!! Talvez agora, não tenha mais como recuperar. Uma obra assim não deveria nem mesmo ficar numa igreja, e sim num museu. Absurdo!!!

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