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Bolsas feitas com a reutilização de cintos de segurança

23 de fevereiro de 2012 5



Em fevereiro deste ano, a maior cidade do Estado, Joinville, rompeu a marca de 200 mil automóveis rodando. Estima-se que já existam mais de 1 bilhão no mundo, número que aumentará cada vez mais decorrente de inúmeros fatores. A pergunta é: para aonde vão estes veículos quando ficarem velhos ou quando não tiverem mais serventia?


Muitos materiais já são recicláveis, como é o caso do plástico e da borracha. Outros, ainda dependem do avanço da tecnologia e da viabilidade ecnonômica para poder ser feita a reciclagem. Enquanto isso, designers colocam em pauta e repensam formas de reaproveitar diversos materiais descartáveis. É o caso da dupla Dana and Melanie, da marca Harveys, em que em sua linha de bolsas reaproveita cintos de segurança de automóveis.


Os modelos com o selo “TreeCycle” são feitos 100% a partir de cintos reutilizados. As demais bolsas da marca utilizam o cinto em boa parte de sua estrutura. Veja a criatividade aplicada ao visual dos modelos. Simplesmente fanstástico!


Fonte: Harveys, Coletivo Verde

Copa do Mundo domina a mídia - por Heloísa Paiva

30 de junho de 2010 0

“O assessor de imprensa que quisesse emplacar tinha de dar um jeito de associar as ideias de seu cliente à Copa…”

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*Heloísa Paiva

Vinte dias antes do início da Copa do Mundo, os espaços publicitários começaram a ser tomados por um sentimento nacionalista de “a hora é essa, vamos lá Brasil”. Não só isso. O assessor de imprensa que quisesse emplacar tinha de dar um jeito de associar as ideias de seu cliente ao grande evento esportivo. Haja criatividade, principalmente quando o cliente fabrica modems ou software específicos, por exemplo.

Ao término das oitavas de final, ainda temos entre 65% e 70% de todos os noticiários de rádio e TV, jornais impressos e mídias digitais dedicados à transmissão de jogos e comentários voltados para o futebol e a África. O restante ainda tem de dar conta das candidaturas recém-lançadas ao Governo Federal, à nova catástrofe natural (ou será de infraestrutura?) que assolou os estados de Alagoas e Pernambuco, além dos factuais de economia, cotidiano, cidades e internacional.

Durante a Copa do Mundo, o risco de um evento importante passar batido é muito alto. Exemplo disso é a morte do escritor José Saramago e o aniversário de morte de Michel Jackson, que foram noticiados com certo comedimento. Diz-se que até mesmo o médium Chico Xavier previu que sua morte aconteceria quando os brasileiros estivessem atentos a outro evento, transformando o funeral em algo o mais discreto possível – o que aconteceu na Copa de 2002, depois da vitória do Brasil.

Fato é que nós, assessores de imprensa, sofremos um bocado nessa época. Quem se sente à vontade, ao final do mês, na hora de constatar queda na divulgação dos clientes? Por mais que todos tenham amplo acesso à mídia e estejam cientes do impacto da Copa do Mundo inclusive nos negócios, é natural certo ar de desagrado. Fazer o quê?

Bem, há o que fazer sim. Primeiramente, manter a calma. Depois, juntos – assessoria e cliente – determinar as pautas mais apropriadas para a época. Se é possível fazer um link com a Copa do Mundo, tanto melhor. Caso contrário, não vá trabalhar sua melhor pauta, seu assunto mais quente, quando não há espaço o bastante nos meios de comunicação. As chances de não alcançar tão bons resultados como em outro período são grandes e ninguém deveria pagar para ver.

A Teoria da Cauda Longa cai muito bem quando o assunto é relacionamento com a mídia. Mais vale um trabalho consistente e contínuo que uma grande e singular investida. Ela certamente terá desdobramentos, mas jornalistas apreciam relacionamentos de confiança, aquela sensação de poder contar com uma fonte segura, sempre disposta a atendê-lo no finalzinho do segundo tempo, faltando pouco para o editor fechar a matéria.

Portanto, mesmo quem não viu grandes resultados neste período deve ter a certeza de que sua marca e sua imagem vêm sendo trabalhadas publicamente, a fim de conquistar cada vez mais credibilidade, confiança, e, principalmente, a admiração da imprensa, dos parceiros e fornecedores, da concorrência e do consumidor final.

*Heloísa Paiva é jornalista e diretora da Press Página Projetos de Comunicação