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Posts na categoria "entrevista"

"Todos os erros da agência são meus, e todos os sucessos são de todos", diz Sérgio Valente

11 de maio de 2012 0




Assista a entrevista com Sérgio Valente, presidente da agência DM9DDB, uma das maiores e mais importantes do País.


Musical, apaixonado e extremamente interessado no comportamento humano, Sérgio divide com Bruna Calmon, do programa Reclame da Multishow, o seu ponto de vista sobre os mais variados assuntos. Vale investir alguns minutos.


Entrevista com Marcos Sebben, diretor da Design Inverso

11 de fevereiro de 2012 0


A coluna Livre Mercado – assumida interinamente pelo jornalista Vandré Kramer – vai trazer aos leitores dominicais do jornal A Notícia uma ótima entrevista com o diretor da Design Inverso, Marcos Sebben.



Com o título “Uma arma chamada Design”, o contato com o Marcos revela a grande procura pelo design nos últimos anos, bem como a importância do segmento para a indústria. Confira na íntegra a entrevista:


Perfil
Marcos Sebben é diretor da Design Inverso. Tem dez anos de experiência nas áreas de design, marketing, gestão empresarial, empreendedorismo e consultoria. É designer industrial pela Univille/, com MBA em Gestão Empresarial pelo INPG. Diretor da Associação Brasileira de Empresas de Design (Abedesign) – Regional de Santa Catarina, palestrante e consultor em gestão do design estratégico para o Sebrae.


Novos negócios
“Apesar da tendência de diminuição do crescimento do PIB para este ano, acreditamos que a economia brasileira manterá os indicadores de inclusão social e o desemprego em queda. Com isso, continuaremos a ter um acréscimo de novos consumidores em todos os segmentos de mercado. Esse quadro acirra a competitividade para a conquista do consumidor, de modo que até as pequenas e médias empresas já vão percebendo a necessidade de investir na imagem da marca, em aspectos como embalagem ou produtos, para se diferenciar dos concorrentes e agregar valor ao produto. Com ações que temos realizado na Design Inverso, diria que a perspectiva, agora, é atender o Brasil. O crescimento que estimamos nos negócios é expressivo, de 70% em relação ao ano passado. Queremos consolidar a presença do escritório no Sul, estendendo também a atuação rumo ao interior de São Paulo, pois indústrias daquela região são um grande mercado, em que poucas empresas de design atuam da maneira correta.”


Estratégia
“As nossas estratégias neste ano são a mudança de sede e a criação do que chamamos de Centro de Design e Inovação. Quanto à concorrência, a que me preocupa nem é a local ou a nacional, mas a das empresas de design do exterior que estão vindo para o Brasil. Por isso é que montamos o centro, para manter a competitividade e, quem sabe, até exportar design. Um dos grandes problemas nesse contexto é dispor de bons profissionais, que entendam de gestão, de negócios e que não só criem coisas, mas compreendam marketing, logística, custos, processos tecnológicos e produtivos. Raros são os concorrentes que entendem esse universo de negócios e projetam produtos com esse perfil. E, cada vez mais, as empresas precisam de ajuda nessa área.”


Balanço
“Uma das conquistas que merecem destaque é a mudança, já no final do ano, para o Centro de Design e Inovação, o primeiro do gênero no Sul do País, uma estrutura em que os clientes poderão efetivamente vivenciar a nossa experiência. No ano passado, batemos nosso recorde, chegando a mais de 150 projetos. Crescemos cerca de 35% em relação a 2010, obtendo um resultado bem interessante, que não imaginávamos alcançar. Crescemos como empresa, como time, nossa metodologia de trabalho melhorou e agora temos um timming muito bacana de projeto.”


Design
“Muitas pessoas têm uma visão de design como algo de luxo e caro. Na verdade, a gente descobriu há muito tempo que não é assim. O design pode ser algo que exige muito mais atenção, é pensado, mas não é uma coisa autoral. Temos que conhecer padrões comportamentais. Os investimentos em tecnologia para atender às camadas de consumidores que geram volume de produção exigem projetos muito mais rigorosos em termos de design, com um método de trabalho que leve isso em conta.
É preciso buscar alternativas de redução de custos por meio do design criativo e funcional, pelos quais conseguimos reduzir custos mantendo o padrão de qualidade e de estética dos produtos. Projetos de design industrial são muito bem pensados. É difícil fracassar se for aplicado esse método.”


Inspiração
“O mais importante não é a inspiração, e sim a transpiração. Colocamos em primeiro lugar a paixão com que enfrentamos os desafios para encontrar soluções para cada projeto e atender às expectativas do cliente. Trabalhamos com o ser humano, com pessoas. Por isso é preciso estudar, conhecer e observar os hábitos delas. Projetamos levando em conta uma pessoa que só vai achar bonito ou feio e comprar determinado produto se tiver uma identificação consistente com ele. Temos que desmistificar um pouco essa ideia do trabalho de criação que, muitas vezes, representa apenas uma pequena parte do processo. É preciso ter objetivo de negócio naquilo que se está desenhando, não só os elementos estéticos. É fundamental para um bom designer a observação constante do comportamento humano e a atualização em relação à evolução tecnológica e à variedade de materiais.”


Ideia
A ideia do Centro de Design e Inovação surgiu há mais ou menos cinco anos e desde lá foi amadurecida. “Preparamos o ambiente para os métodos criativos que a gente usa e realizamos um sonho. Depois que formatamos a ideia, levou uns quatro meses para adequar o espaço (uma antiga fábrica de móveis) ao negócio que a gente tem.” O projeto ainda não está concluído. A intenção é de que até o final de março toda estrutura esteja em operação.


Área
A estrutura da Design Inverso triplicou de tamanho. “Hoje temos um ambiente de prototipagem rápida, com todas as ferramentas e equipamentos para materializar as ideias de desenho em objetos. Temos um ambiente de realidade virtual, uma tecnologia que estamos adotando. Uma biblioteca, uma materioteca (um local com vários tipos de materiais tecnológicos que utilizamos, para usar nos projetos).”


Prêmios
O trabalho do escritório já foi condecorado por premiações como o Idea Brasil; o IDSA; o Worldstar; e o iF Design Award, uma das mais reconhecidas premiações do design industrial do mundo.

Jô Soares entrevista o caçador de tendências da DM9DDB

24 de maio de 2011 2



Lucas Cabral Maciel, o estudante que venceu o concurso 99Novas e tornou-se o trend Hunter da DM9DDB, foi um dos entrevistados de ontem do Programa do Jô. Durante a entrevista, Lucas contou a Jô Soares algumas passagens divertidas e curiosas da viagem que fez por 9 cidades do mundo em busca de tendências. O estudante passou por Nova York, Barcelona, Milão, Paris, Londres, Mumbai, Xangai, Bangcoc e São Francisco – cidade que substituiu o Japão no roteiro, registrando tudo no blog www.99novas.com.br.
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Estudante de economia na UFRJ e de artes circense na Escola Nacional de Circo, Lucas foi um dos 4 mil inscritos na ação que a DM9DDB criou para celebrar seu 21º aniversário. Até ser o escolhido, Lucas enfrentou um processo de seleção de três meses que incluiu prova de conhecimentos gerais, habilidade para construir um conteúdo relevante em vídeo e em um blog, dinâmica de grupo e uma entrevista com o presidente da agência Sergio Valente. “Ao completar 21 anos decidimos investir em uma celebração que aproximasse a agência do futuro, do que é novo. Queríamos chegar mais perto dessa geração Y para participar do grupo e não somente entendê-lo. Os nove finalistas que entrevistamos eram muito bons, mas só tínhamos uma vaga e o Lucas a conquistou com méritos”, afirma Sergio Valente. Confira a entrevista, dividida em duas partes:


Peter Schreyer e a revolução coreana

17 de janeiro de 2011 1


A revista Auto Esporte entrevistou Peter Schreier, que há cinco anos assina os modelos da marca Kia. O blog Sem Censura e o blog Carros Joinville – diariamente escrito por meu amigo Gerson – comentam e fazem suas devidas análises com relação aos comentários de Peter. Confira:



Você com toda certeza já deve ter visto um Audi A3 com rodas imensas, teto solar e banco de couro desfilando por ai… esse carro ja foi o sonho de consumo de qualquer jovem endinheirado. Hoje em dia ele encontra-se bem mais acessível. O fato é que suas linhas agradáveis e robustas cativaram o público e ainda hoje impressionam!




Sabe o que todos estes carros tem em comum?

O seu criador, Peter Schreyer, ex-designer da Audi/Vw, foi responsável ou teve participação nestes e muitos outros modelos de grande sucesso das marcas. Desde 2006, Schreyer está na Kia. Ele é sem dúvida alguma o responsável por organizar toda aquela salada de estilos que compunha a linha Kia na ocasião. O trabalho tem sido árduo visto que antes de sua chegada a Kia enfrentava um sério problema de identidade. Sua linha não seguia um padrão, seu produto não tinha um foco. Desde sua entrada este problema vem sendo enfrentado.



Seu traço tem muita coerência e segue bem um estilo adotado pelos grandes europeus, talvez este seja um fator também que os leva ao sucesso. Linhas agressivas mas nem por isso menos harmonicas, alguns modelos adotam linha de cintura alta dando mais esportividade ao modelo, em outros ele consegue adotar características de vários modelos formando um crossover de sucesso como o Soul. Em todos os carros atuais foi adotada a nova frente “Nose Tiger” ou seja nariz de tigre, comenta-se por ai, que para fazer alusão à voracidade dos tigres asiáticos por uma maior fatia no mercado automobilístico mundial.


Dentre os muitos sucessos desenhados, ou remodelados por Schreyer estão o Borrego, Venga, Forte (nosso Cerato), Sorento, Sportage, Cadenza, Optima e Morning (nosso Picanto), Soul (famoso pelo marketing de carro design). A lista não é pequena e cabe destaque aos que rodam no Brasil como o Cerato e o Soul que vem recebendo premios e elogios pela mídia especializada!



Agora, segue na íntegra a entrevista:


O conceito KV7 tem um visual típico da Kia, mas não se parece muito com os outros modelos da linha. Isso é sinal da procura por novos caminhos?

Tentamos resgatar o visual clássico da van. Sempre que tentam fazer um projeto deste segmento, transformam em um fora-de-estrada, ou em um esportivo, tentam esconder o principal: o fato de que ela é uma caixa. Vans são quadradas e não há problema algum nisso. Então trabalhamos com essa característica na tentativa de ressaltar outros elementos associados à van, como a liberdade e a praticidade. Então mantivemos a linha Kia, mas quando se trabalha com um modelo como este, não podemos tratar como um sedã. É uma nova direção, mas não pode significar que é uma direção para todos os modelos.


Acha que é possível que o KV7 chegue às ruas próximo de seu visual atual?

Nossos últimos conceitos foram produzidos com linhas muito próximas das versões originais. Acredito que muitas das ideias colocadas no KV7 possam ir para um futuro modelo na linha do Carnival.


No último Salão de São Paulo, o estande da Kia foi um dos mais elogiados pelo visual dos modelos. O mesmo parece se repetir pela Europa e aqui nos Estados Unidos. Como você se sente com o que realizou até agora?

Fico muito feliz quando estou na China, na Coréia ou na África e vejo diferentes pessoas dirigindo um mesmo modelo, como o Soul, por exemplo. Elas estão sempre orgulhosas e satisfeitas da escolha que fizeram e das características que cada carro traz. Fico muito feliz que notem e apreciem os detalhes que temos tanto cuidado em criar.


E isso acontece em todo o mundo, os carros agradam em vários países, com culturas e gostos diferentes? É realmente possível criar um produto que agrade globalmente?

Veja só [tira um iPhone do bolso e mostra]. Está vendo? Isso já acontece.


Então a Kia está se tornando uma Apple dos carros? Qual você acha que é o principal motivo disso?

O principal foi criar uma identidade que unisse toda a linha e agradasse. Não pensamos apenas em um mercado, mas sim na marca. Isso acontece com a BMW. Uma BMW é uma BMW em qualquer lugar. No caso do KV7 nós precisávamos tratar as características específicas de um projeto para uma van, mas com a identidade Kia. E isso deveria ficar claro. Mesmo que sua versão de produção não seja vendida na Europa, por exemplo, as pessoas de lá podem vir para os EUA, ver uma unidade na rua e dizer, “olha, é um Kia”.


Você acredita que a primeira fase de renovação da Kia já terminou?

Não penso como o fim de uma fase e o começo de outra. É um trabalho contínuo, que tem que despertar interesse nas particularidades de cada projeto. Eu gosto de inovar um pouco a cada carro. É necessário. Então temos que andar passo a passo. É como no futebol, temos que olhar cada jogo, mas sem perder de vista o objetivo geral.

Fonte: Auto Esporte, Carros Joinville.