No último final de semana, os jovens brasileiros foram às salas de aula, mas não para estudar, e sim para resolver as questões do Enem. Cerca de 5,3 milhões de candidatos estavam inscritos neste ano. O Enem tem o objetivo de avaliar o ensino médio no País e é usado como critério para ingresso em universidades e para concessão de bolsas de estudo.
A pergunta é: será que esses futuros vestibulandos já escolheram o curso que irão fazer?
Me formei há alguns anos e sei da pressão em decidir o curso e, consequentemente, sua profissão. Às vezes, seguimos os passos dos nossos pais, outras, nosso instinto vocacional e aptidões pessoais. Para aqueles que ainda têm dúvida em relação ao curso, e estão num labirinto da indecisão, aqui vai uma dica que tenta esclarecer alguns pontos aos que desejam cursar alguma das vertentes do design. São elas:
Esse tecnólogo trabalha em concepção, desenvolvimento e produção de objetos. Ele avalia as necessidades dos consumidores e, com base nelas, elabora diversos tipos de produto, como eletrodomésticos, calçados ou mesmo móveis. Participa da fabricação e da comercialização das peças novas e trabalha no aprimoramento das já existentes. O objetivo é oferecer produtos com preços mais baixos e com melhor qualidade e funcionalidade. Atua também na criação de embalagens atrativas, resistentes e que garantam a segurança do produto.
O mercado de trabalho: A profissão permite atuação nas mais diversas áreas, que vão do setor moveleiro ao de metalurgia e da indústria de moda e calçadista à de acessórios. Seja nas grandes indústrias, seja nas empresas familiares, a necessidade de inovação do mercado tornou o designer uma peça-chave nas empresas, o que faz aumentar a procura pelo tecnólogo. "A economia aquecida, a necessidade de novos produtos e um mercado consumidor mais exigente abrem um grande campo para o designer", diz Bruno Manoel Neves, coordenador do curso do IF-SC. O profissional é bastante requisitado no Sudeste, principalmente no estado de São Paulo, que tem um importante parque gráfico e conta com grande número de multinacionais dos ramos alimentício e têxtil. Na capital paulista também estão os principais escritórios de design do país. Na Região Sul, os postos de trabalho se expandem a cada ano, por causa da grande quantidade de indústrias de calçados e utilidades domésticas.
Salário inicial: R$ 1.500,00 a R$ 2.000,00 (em indústria de médio porte; fonte: Associação dos Designers de Produto).
O curso: A base teórica, no início do curso, inclui história da arte e do design, metodologia visual, introdução ao design, psicologia do consumidor, sociologia de consumo e empreendedorismo. Depois, o currículo engloba disciplinas mais práticas, como computação gráfica, desenho artístico e técnico, ergonomia e tecnologia de materiais. Para se formar é preciso fazer um trabalho de conclusão de curso: o planejamento de lançamento de um produto, desde sua concepção até a chegada ao mercado consumidor. Algumas escolas oferecem formação específica em embalagens ou joias.
Duração média: quatro anos.
Design de Moda
É a arte de criar e comercializar peças de vestuário e acessórios, seguindo estilos e tendências. O profissional de moda desenha roupas e produtos, como joias, cintos e calçados, e define estilos e modelagens. Analisa tendências de comportamento para desenvolver coleções adaptadas ao gosto do público-alvo e promove a comercialização dos artigos. Responsabilizase pela aquisição de matérias-primas e desenha estampas nas indústrias têxteis ou modelos nas confecções. Como gestor, pode pesquisar o mercado consumidor, estabelecer estratégias de marketing para campanhas de lançamento de produtos e cuidar da promoção de vendas. Está habilitado também a trabalhar no departamento de compras de grandes magazines. Pode, ainda, prestar assessoria de moda para pessoas ou para grandes lojas. Neste caso, define a disposição dos produtos nas vitrines e escolhe as coleções a serem compradas.
Dúvida do vestibulando: Qual a diferença entre fazer um bacharelado e um tecnólogo?
Antes de escolher um dos dois, é preciso definir em qual área da moda você pretende atuar. Isso porque tanto o bacharelado quanto o tecnológico oferecem carreiras voltadas para estilismo, modelagem, negócios e produção. A diferença entre os cursos é que o primeiro tem boa parte de fundamentos teóricos em moda, enquanto o segundo é focado em disciplinas das áreas mais práticas - como criação de tecidos, roupas, moldes, corte e costura e acompanhamento da produção de modelista - e do setor de negócios (estratégias para empresas).
O mercado de trabalho: A indústria da moda continua crescendo e busca tanto bacharéis como tecnólogos para atender às mais diversas etapas da cadeia produtiva. "O mercado é imenso, começa na plantação do algodão até a repercussão da mídia depois dos desfiles", explica Adriana Job Ferreira Conte, coordenadora do curso tecnológico da UCS, em Caxias do Sul (RS). As modas masculina, infantil, esportiva, praia e de lingerie são as mais carentes desse profissional. "A moda feminina é mais saturada", diz Raquel Valente Fulchiron, coordenadora do bacharelado na Fasm. O estilismo ainda oferece oportunidades para a concepção de coleção de roupas, calçados e acessórios e para o desenvolvimento de produtos nas indústrias de matérias-primas, além da supervisão da produção, criação de estampas e costuras. Outro campo crescente é o da consultoria em tendências de moda para objetos de consumo, também chamados de "bens vestíveis", como celulares e players (MP4, por exemplo). O planejamento e o gerenciamento de marcas com base em pesquisas de comportamento e consumo, a criação de tendências e a gestão de materiais também são setores fortes. Aumenta a demanda pelos consultores de moda para orientar pessoas a se apresentar em diferentes situações, assim como é boa a procura dos profissionais mais reconhecidos para atendimento pessoal a artistas e personalidades. Além disso, há campo na área educacional, nas faculdades de moda. Mas para dar aulas no ensino superior é preciso ter pós-graduação. São Paulo possui o maior número de ofertas de trabalho, e uma concorrência mais acirrada devido ao número de cursos de Moda oferecidos. Há também vagas no interior do estado. Na Região Sul, empresas de calçado costumam contratar os egressos, e há demanda para o trabalho nas malharias. Crescem oportunidades na indústria têxtil nordestina.
Salário inicial: a partir de R$ 2.000,00 (fonte: profa. Eliana Gonçalves, da Udesc).
O curso: Alguns cursos tecnológicos se voltam especificamente para as atividades industriais, enquanto outros dão maior ênfase à criação de moda. Seja como for, o currículo é carregado de disciplinas práticas, com oficinas nas quais você aprende as diversas técnicas de estilismo, de desenvolvimento de coleções, modelagem, corte e costura. Matérias como administração, gestão de processos produtivos, tecnologia do vestuário e mercadologia visam a preparar o aluno para atuar no gerenciamento de todo o processo industrial, da compra de matéria-prima à colocação do produto final no mercado. O estágio complementa a formação do aluno. Fique de olho: A UVA-RJ oferece um curso voltado para o design de Carnaval.
Duração média: três anos.
Onde aplicar:
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Consultoria - Trabalhar como personal stylist, ajudando os clientes a combinar roupas, cores e estilos.
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Coordenação - Gerenciar a compra de coleções de roupas para lojas e magazines. Coordenar as equipes de estilos tanto em indústrias e confecções como em magazines e orientá-las para as tendências da moda.
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Design/Estilismo - Criar roupas (estilismo), joias, bijuterias, calçados e bolsas (design de acessórios) ou desenhar estampas e padrões e elaborar novos tecidos para tecelagens (design têxtil).
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Fotografia - Acompanhar a produção de fotos de moda para revistas, catálogos, exposições e anúncios.
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Gerenciamento - Desenvolver produtos e supervisionar a compra de materiais para sua produção e comercialização.
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Modelagem - Transpor para moldes os desenhos dos estilistas, desenvolvendo modelos-piloto para orientar a produção.
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Negócios - Atuar como gestor na cadeia de produção, distribuição, divulgação e comercialização da moda e desenvolver estratégias de negócios e marketing.
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Produção - Fazer desfiles, catálogos, editoriais de revistas e organizar campanhas publicitárias.
É a criação de projetos gráficos para publicações, anúncios e vinhetas de TV e internet. O designer gráfico desenvolve o visual de jornais, revistas, livros, panfletos, anúncios e outdoors. Também cria logotipos e papelaria para firmas individuais, comerciais e industriais, com o objetivo de tornálos atrativos e facilitar a leitura. Escolhe as letras para os textos, define o tamanho das colunas de uma página impressa, seleciona e padroniza cores e ilustrações e projeta embalagens. Desse modo, torna a comunicação mais eficiente e agradável. Cuida da programação visual de marcas veiculadas em anúncios e campanhas, inclusive em espaços públicos onde a informação deve ser compreensível até para o público iletrado. No campo digital, elabora websites e CDs-ROM. Pode trabalhar em editoras, agências de design e de publicidade e birôs de computação gráfica e produtoras.
O mercado de trabalho: A figura do designer gráfico vem ganhando cada vez mais espaço devido ao surgimento de novas mídias e também pela necessidade de ampliação dos canais já existentes, como a publicidade, a internet, a telefonia celular e a mídia impressa. "Existe demanda em todos os segmentos, como finalização, vídeos, animação, mas o maior crescimento ainda é na área da web", afirma Sergio DOliveira Casa Nova, coordenador do curso da Belas Artes, de São Paulo. Outra possibilidade é trabalhar como autônomo, prestando serviços para empresas, ou em pequenos escritórios de design. As vagas de emprego ainda se concentram no eixo Rio-São Paulo. "Para quem es tá começando, a melhor maneira de entrar no mercado é estagiando em empresas de designers gráficos, agências de propaganda, editoras e produtoras de vídeo e cinema", explica o coordenador.
Salário inicial: R$ 2.120,58 (fonte: Associação dos Designers Gráficos do Distrito Federal).
O curso: O currículo valoriza a formação prática em artes e comunicação visual e é composto de disciplinas como história da arte e do design, cinema, fundamentos da linguagem visual e fotografia. Há, ainda, aulas de tipografia, ergonomia, embalagem, marca e softwares de editoração. Vários cursos de Arquitetura e Urbanismo e de Desenho Industrial também preparam o profissional para atuar nessa área. A obrigatoriedade do estágio e da apresentação de um trabalho de conclusão de curso depende de cada instituição. Fique de olho: Algumas instituições oferecem graduação em design digital, com formação específica em projetos de design para interfaces de mídias digitais, como websites, animações e games.
Duração média: quatro anos.
Onde aplicar:
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Editoração eletrônica - Criar páginas de jornais, revistas, livros e folhetos, distribuindo o texto e as imagens de acordo com a linha editorial da publicação.
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Programação gráfica para TV - Produzir vinhetas para emissoras e peças de publicidade.
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Webdesign - Desenhar sites, interativos ou não, para a internet, considerando a melhor forma de transmitir a imagem, as informações e os serviços oferecidos pelos clientes.
É a arte de planejar e arranjar ambientes de acordo com padrões de estética e funcionalidade. O profissional harmoniza, em um determinado espaço, móveis, objetos e acessórios, como cortinas e tapetes, procurando conciliar conforto, praticidade e beleza. Planeja cores, materiais, acabamentos e iluminação, utilizando tudo de acordo com o ambiente e adequando o projeto às necessidades, ao gosto e à disponibilidade financeira do cliente. Administra o projeto de decoração, estabelece cronogramas, fixa prazos, define orçamentos e coordena o trabalho de marceneiros, pintores e eletricistas. Pode projetar salas comerciais, residências ou espaços em locais públicos. Esse profissional costuma trabalhar como autônomo, mas pode atuar também como funcionário de empresas especializadas em decoração e design de interiores ou, ainda, como consultor em lojas de móveis.
Dúvida do vestibulando: Qual a diferença entre fazer um bacharelado e um tecnólogo?
O bacharelado tem muitas disciplinas em comum com o curso de Arquitetura e Urbanismo e forma profissionais para atuar sobretudo com projetos, além da parte decorativa. Os cursos tecnológicos, por sua vez, são voltados mais para a decoração. Ao optar por um deles, preste atenção no foco do curso, que pode ser decoração e paisagismo ou design de móveis e ambientes.
O mercado de trabalho: O mercado está em alta para bacharéis e tecnólogos. Isso graças à boa fase econômica do país, que elevou a renda da população. "Há uma explosão no número de casas populares e edifícios para a classe média em todo o país. São residências pequenas, por isso os móveis têm de ser bem planejados. É uma questão de necessidade, não mais um luxo. Portanto, trata-se de um público novo que começa a demandar a mão de obra do designer de interiores", explica Cristina Elizabete Silva Ragaini, coordenadora do curso tecnológico da UMC. Nesse caso, os maiores empregadores são as lojas de móveis planejados. O mercado considerado "de luxo" também continua a gerar oportunidades para o profissional que trabalha por conta própria. Uma das maiores demandas vem da área corporativa, em que o designer é requisitado para elaborar andares inteiros de escritórios e salas de reuniões. Já os escritórios de decoração contratam com frequência o especialista em projetos para atender às necessidades de lojas, bares, restaurantes, hotéis, pousadas, clínicas, hospitais e escolas. "A hotelaria é uma área que, graças ao potencial turístico do Brasil, ainda vai crescer muito por todo o país e demandar o trabalho do designer de interiores", diz Jéthero Cardoso de Miranda, coordenador do bacharelado do Belas Artes. Além das capitais de negócios, como Rio e São Paulo, as outras também devem registrar aumento de demanda, sobretudo na Região Nordeste. Outra área que promete crescimento é a de projetos de acessibilidade para pessoas com necessidades especiais. "Teatros, cinemas, condomínios residenciais e comerciais precisam se adaptar, e tudo isso implica alteração de projeto de interiores", explica Cardoso de Miranda. Fabricantes e montadoras de automóveis também contratam o profissional para desenvolver volantes e estofados.
Salário inicial: R$ 2.250,00 (fonte: prof. Jéthero de Miranda, do Belas Artes).
O curso: Há poucos cursos de bacharelado no país. É grande a ênfase na parte prática, com atividades a mão livre e o uso de recursos da informática. Boa parte da carga horária é dedicada ao desenvolvimento de projetos, com aulas de perspectiva e desenho artístico e arquitetônico, assim como de técnicas de instalação e iluminação. As atividades extracurriculares também são frequentes. Prepare-se para visitar museus e exposições de arte, assistir a palestras e fazer pesquisas em bibliotecas. No fim do curso, as escolas costumam exigir um estágio ou uma monografia.
Duração média: quatro anos.
Onde aplicar:
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Desenho de móveis -Criar peças conforme as necessidades do cliente, adaptando-as ao espaço disponível.
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Decoração e paisagismo - Cuidar da colocação de móveis e acessórios em ambientes residenciais e comerciais internos. Em áreas externas, usar arte e técnica para projetar, organizar e embelezar espaços com plantas e jardins.
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Gerenciamento - Acompanhar a compra de móveis e acessórios, fazer orçamentos e contratar mão de obra.
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Projeto - Organizar ambientes de acordo com as necessidades do cliente. Elaborar plantas e maquetes, indicando o estilo, as cores e a disposição de móveis e objetos no espaço.
Agora, para quem deseja mais informações sobre universidades e cursos em sua cidade, acesse o Guia do Estudante. Lá você ainda encontra em qual ranking se enquadra a faculdade que você vai escolher.



















