Daqui há alguns anos, ou meses talvez, teremos que nos acostumar com as “ecobags”. Prova disso, é o constante debate a favor da abolição das famosas sacolas plásticas. Estimativas do Ministério do Meio Ambiente apontam que são consumidas 33 milhões delas por dia e 12 bilhões por ano, isso só no Brasil.
A cidade de São Paulo decretou lei, que vai entrar em vigor já na próxima semana, onde estabelecimentos serão proibidos de distribuí-las ao consumidor. Sendo assim, dar sacolas retornáveis de brinde se tornou e vai se tornar uma prática quase comum das marcas que querem se associar à sustentabilidade.
Para tanto, a marca Tide lançou uma iniciativa interessante em Dubai. Criada pela agência Leo Burnett Dubai, a "Tide Smart Bag" une a sacola retornável a uma necessidade de todos que vão fazer compras: a lista. Você pode escrever sua lista de compras na própria sacola e levar para o mercado. Depois de usar, é só lavar! Uma ideia simples, mas que caiu no gosto de toda a população e gerou mídia espontânea em todo o mundo. Saindo do belo e memorável discurso de sustentabilidade para a prática. Confira:
PROBLEMAS AMBIENTAIS DAS SACOLAS PLÁSTICAS
Segundo a Ambiente Brasil, com dados da Folha.com: "Em terra, as sacolas plásticas são um grande problema. Depois de usadas, elas são simplesmente jogadas fora e depois, distribuídas pelo vento. Frequentemente aparecem espalhadas pelas praias, parques e também no meio das cidades. O problema no mar, no entanto, é mais grave. Além do grande tapete de lixo formado por plástico descartado, também há uma grande quantidade de pequenas partículas plásticas. Segundo o comissário europeu, atualmente cerca de 250 bilhões de partículas plásticas boiam atualmente apenas sobre o Mediterrâneo. A decomposição desses pedacinhos pode durar até cem anos.
“Estas pequenas partículas de plástico nos preocupam especialmente porque nestes trechos do oceano a concentração deste material acaba sendo maior do que a de plânctons. Os peixes comem estas partículas e ficam com o estômago mais cheio de plástico do que de plâncton. E aí está o perigo de morrerem de inanição com o estômago cheio”, explica Wefers.
A situação também é complicada para pássaros marinhos. Alguns correm o risco de se enroscarem no material e, com isso, ficarem sufocados. Outros acabam ingerindo as partículas automaticamente ao comerem os peixes que já têm plástico em seu organismo. Além da poluição na terra e no mar, sacolas plásticas têm outra grande desvantagem. “Elas são produzidas a partir de petróleo, uma matéria-prima que daqui a um tempo pode não mais existir. Quanto menos usarmos as sacolas, mais vamos ajudar a poupar este recurso”, explica Haufe."





























