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Amores divididos

25 de junho de 2010 6

Foto: Pedro Rockenbach

Por Pedro Rockenbach

Ela com a touca de Portugal, ele com a touca do Brasil. Após um lance de perigo da seleção lusitana, ela se vira e rouba um beijo dele. Gostei da cena e decidi: essa é história que eu quero contar, entre as cerca de 1,2 mil que havia em frente a um telão que transmitiu Brasil x Portugal, na Cidade do Cabo.

Os dois são sul-africanos. Nella Dewaal, de 56 anos, aprendeu a torcer por Portugal com o ex-marido, que nasceu no país europeu. Com ele, teve três filhos, todos apaixonados pelo futebol de Cristiano Ronaldo e companhia.

- Então, faço alegria deles – explica a professora universitária no curso de Música.

Frederic Dewaal tem quatro anos a mais que a mulher, com quem é casado há 20 anos. Também professor universitário, leciona sobre finanças e simpatiza com o Brasil por causa da “paixão apresentada pelos jogadores em campo”.

- E porque sei que é uma equipe que nunca me desapontará – acrescenta aos risos, alfinetando a mulher.

Foto: Pedro Rockenbach

Homem de pouca conversa, Dewaal é um exemplo do tamanho da paixão dos sul-africanos pela seleção pentacampeã mundial. Para ele, os bafana-bafana ainda não apresentam um bom futebol.

- Por isso gosto mais do Brasil – justifica.

O professor não deixa claro, mas pelos diálogos e brincadeiras durante o bate-papo, parece que a simpatia do professor pela seleção brasileira traz também um tom provocativo devido à relação passada da mulher. Ou seja, um pouco de ciúme.

Perguntei ao casal se o amor dividido provoca brigas em casa. E eles responderam ao mesmo tempo:

Ela: não!

Ele: sim!

Foto: Pedro Rockenbach

Por Diego Madruga

O rosto pintado com as cores do Brasil, e o corpo envolto com a bandeira verde-amarela acusavam mais um brasileiro no país da Copa. Não fosse a língua inglesa que falava, o sul-africano Jonathan Wiehahn, de 21 anos, passaria tranquilamente por tupiniquim. Sofria a cada gol perdido por Luís Fabiano, e ficava apreensivo nos lances de Portugal.

A seleção Brasileira vem em primeiro lugar, e o jovem sabe que os bafana-bafana não possuem uma equipe de alto nível. Porém a Copa do Mundo fez despertar um sentimento novo, a admiração pelos jogadores que defenderam sua nação.

Foto: Pedro Rockenbach

- Nunca acompanhei o futebol local, quando se fala de seleção torço pelo Brasil, mas depois do mundial, estou aprendendo a gostar dos nossos jogadores, eles nos deixaram orgulhosos – revela.

Jonathan ama o Brasil e sonha conhecer o país. A viagem já tem data marcada, será na Copa do Mundo de 2014, que será realizada em terras brasileiras.

- Esse país é maravilhoso, é o lugar onde eu sempre quis estar. Vou ao Brasil no próximo Mundial. Já estou começando a conhecer melhor o país, além do futebol conheço a capoeira, e quero aprender muito mais – explica entusiasmado.

Comendo com o inimigo: Jonathan empurrando um hambúrger no intervalo do jogo numa mesa com torcedoras de Portugal. Foto: Pedro Rockenbach

Comentários (6)

  • Maico Misiuk diz: 25 de junho de 2010

    Essa coisas do coração não c controla msm neh,,hhehe, melhor q namorar uma gremista,hehehe….ta show o trabalho de voçês ai, nota 10 com estrelinhas, é o comentário da massa..abraços fiquem com Deus e c cuidem…

  • Rosana Maria diz: 25 de junho de 2010

    Parabéns pela matéria Diego, está nota 1000

  • Ronaldo diz: 25 de junho de 2010

    Muito legal a identificação deles com o Brasil

  • DY diz: 26 de junho de 2010

    O amor não tem fronteiras.E ser brasileiro é uma paixão mundial. MUITO BOMMMMM

  • MP diz: 26 de junho de 2010

    So pretty this post friends, very good!

  • regina-manu@hotmail.com diz: 28 de junho de 2010

    você tem talento .vai firme muito legal suas materia

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