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O conversível de areia

09 de julho de 2010 2

Foto: Pedro Rockenbach

Por Diego Madruga

Sentado em seu carro esportivo feito de areia um jovem sorridente. Por enquanto é a única forma que Andile Shinga, 18 anos, pode entrar em um veículo desse tipo. Andile é um artista que usa água a areia para fazer esculturas na orla da South Beach, em Durban.

O rapaz começou a esculpir na areia este ano, por necessidade. Os pais são falecidos, e a irmã é casada, mas tem muitos filhos para sustentar, logo lhe sobrou a rua como residência.

– Não tenho opção. Não terminei meus estudos e com minha irmã não há espaço. Comecei a fazer esse trabalho esse ano. Tudo que sei aprendi sozinho, é uma tentativa de ganhar dinheiro, mas eu estou apaixonado por essa arte – explica.

Trabalho de outros artistas na orla da praia. Foto: Pedro Rockenbach

Entretanto, apesar do trabalho ser reconhecido pela beleza, os turistas não são muito generosos com as doações. Nem a Copa do Mundo aumentou a gorjeta recebida.

– As pessoas não dão uma grande quantia. E com o mundial achei que fosse melhorar, mas não mudou muita coisa – conta chateado.

Para dar forma às suas esculturas, Andile, utiliza-se além da areia, um palito para os contornos e uma garrafa pet, furada, em que coloca água e espalha sobre as modelagens para endurecer. Para se fazer um carro, por exemplo, levam-se pelo menos três horas.

O artista com um de seus instrumentos de trabalho. Foto: Pedro Rockenbach

Ao todo são sete artistas que resolveram dar formas à areia. Cada um com um espaço delimitado na praia. Bolas de futebol, animais, chuteiras, entre outros, são os desenhos criados. Andile Shiga vai além. Garante que é só trazer o desenho e ele esculpe. Um sonho está presente no artista, mudar a vida através do seu trabalho.

– Eu gostaria muito viver fazendo arte. Poder comprar uma casa e trabalhar fazendo esculturas – revela com esperança no olhar.

South Beach, Durban. Foto: Pedro Rockenbach


Comentários (2)

  • ladir m.p diz: 9 de julho de 2010

    Bonito trabahlo DIEGO, aprende essa técnica e traz. E que belas praias.

  • sonia diz: 10 de julho de 2010

    Oi!
    Lindo este trabalho!
    Pena que nunca valorizam esta arte!
    abraços!

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