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Museu do Apartheid

12 de julho de 2010 10

Os 7 pilares da constituição: Democracia, igualdade, reconciliação, diversidade, responsabilidade, respeito e liberdade. Foto: Pedro Rockembach

Por Diego Madruga

A África do Sul viveu durante 48 anos o Apartheid, regime de segregação racial que dividiu uma nação. Em Joanesburgo, a maior cidade do país, as memórias do período estão arquivadas no Museu do Apartheid, no bairro de Soweto.

A área útil do museu é grande e mistura exposições internas e externas. Na entrada, as catracas já fazem menção ao período de segregação vivido, estão divididas para brancos e negros. O objetivo é causar desconforto e transportar o visitante para a época em que as pessoas eram divididas por cor.

Entrada do museu. Foto: Pedro Rockembach

A primeira exposição mostra as carteiras de identidade de negros e brancos na época. Havia diferença, e ela estava inscrita no documento dos não-brancos. Na época, as pessoas de cor não eram consideradas cidadãs sul-africanas.

Identidade de um homem branco na África do Sul. Foto: Pedro Rockenbach

Os arquitetos do Apartheidm Jan Smuts e J. B. M. Hertzog estão também na memória. Eles foram duas importantes lideranças políticas entre os anos de 1918 e 1939. A idéia de segregação racial foi criada pelos dois, que são de origem africâner, os sul-africanos colonizados por holandeses.

Os arquitetos do Apartheid: Jan Smuts (E) e J. B. M. Hertzog. Foto: Pedro Rockenbach

Uma das primeiras leis do Apartheid foi a criação de locais para os sul-africanos negros das proximidades de grandes metrópoles, caso de Soweto, onde predominava a pobreza, a aglomeração e a opressão e onde as manifestações e a repressão policial eram frequentes na década de 70.

Para combatê-las, a polícia utilizava carros especiais, blindados. No dia 16 de junho de 1976, cerca de 15 mil alunos de ensino médio protagonizaram uma manifestação de protesto pela imposição do africâner como linguagem oficial na escola. A Polícia abriu fogo e centenas de pessoas morreram.

Veículo da polícia para repressão dos manifestantes,Foto: Pedro Rockenbach

O museu desperta os sentidos. O clima é pesado e a reflexão é sempre constante. Claro há espaço para Nelson Mandela. Um semideus na África do Sul, que após 28 anos preso disse que ainda amava os brancos. Prêmio Nobel da Paz talvez tenha sido pouco.

121 forcas que representam os prisioneiros políticos executados pelo sistema da segregação racial. Foto: Pedro Rockenbach

Armas utilizada pelos manifestantes durante o regime. Foto: Pedro Rockenbach

Visão interna do veículo da polícia utilizado para reprimir os manifestantes. Foto: Pedro Rockenbach

Comentários (10)

  • Israel F. Duarte diz: 12 de julho de 2010

    a foto dos monumentos marcados com a ferrugem e o texto curto deixa bem claro o tom pesado do que vocês viram. perfeito o post rapaziada. abraços.

  • Guisela.k diz: 12 de julho de 2010

    Oi. ESSA FOI DE ARREPIAR. MEXEU C TODOS OS MEUS SENTIDOS. IMAGINA VCS Ai O Q NÃO SENTIRAM..

    É REDUNDANTE MAS, FOI MAIS UMA ÓTIMA AULA.

    PAAARAAABÉÉÉNS, MENINOS CORAJOSOS.

  • Tiago Rodrigues diz: 13 de julho de 2010

    E aí Rapeize! Su Tiago, de floripa e nos conhecemos em pretoria no backpacker….estamos no Fatimas Backpacker. QQ cisa pinta la! Abraço!

    ps: O blog ta show!

  • MAcdonalds A PEh diz: 13 de julho de 2010

    madruga teu casaco ta treinadinho…..
    abc
    duvido saberes quem eh

  • Elaine diz: 13 de julho de 2010

    Acho muito importante que façam matérias como estas, além de trazer um pedaço da história, possibilita que as pessoas vejam, um pouco mais de perto, as injustiças e atrocidades das quais os seres humanos são capazes de cometer e possam compreender o horror que aquela gente viveu. Felizmente evoluimos, embora ainda haja resquícios da perversidade e ignorância humanas.

  • Juan diz: 14 de julho de 2010

    Reproduzo o que disse a Elaine:

    Acho muito importante que façam matérias como estas, além de trazer um pedaço da história, possibilita que as pessoas vejam, um pouco mais de perto, as injustiças e atrocidades das quais os seres humanos são capazes de cometer e possam compreender o horror que aquela gente viveu. Felizmente evoluimos, embora ainda haja resquícios da perversidade e ignorância humanas.

  • Hudson diz: 14 de julho de 2010

    Mandela e esse país são coisas surreais. Parabéns pelo blog que fez a melhor cobertura de copa do grupo.

  • Paola Hubler diz: 14 de julho de 2010

    Devem ter se sentido meio enclausurados lá dentro. De arrepiar.

  • Ricardo Martins diz: 14 de julho de 2010

    Grande gurizada, vocês fizeram o que os outros que foram pagos não fizeram. Tá sensacional

  • Renata diz: 14 de julho de 2010

    Cara, que matéria fantástica, concordo quando dizem que vocês foram melhores do que esta velharia que foram pagas para não fazerem nada, exceto passear mesmo. É preciso aposentar estes que só sabem ridicularizar e insultar nossa inteligência e dar oportunidades a três JORNALISTAS que sabem o gosto do povo brasileiro. RBS, muda a cara da TV, coloca estes para abrilhantar teu jornalismo esportivo.
    Abraço e parabéns

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