Na próxima Viver!, que sai sábado, véspera do Oscar, eu e meus parceiros de equipe comentamos os 10 longas indicados na principal categoria do prêmio, o de melhor filme. Abaixo, faço as minhas divagações, curtas e rápidas, sobre cada um deles (com os trailers). Lembrando que a grande festa do cinema será neste domingo, com transmissão ao vivo pelo canal TNT a partir das 21h e pela Globo depois do Big Brother Brasil. Vamos lá.
O DISCURSO DO REI
É o filme mais caretinha (no melhor sentido) e mais bem acabado entre os 10 principais indicados. Por ter pânico de falar em público, me identifiquei muito com o rei gago interpretado por Colin Firth, realmente sensacional. A melhor coisa do drama de época bem conduzido é o embate entre ele e o terapeuta australiano, defendido pelo sempre bárbaro Geoffrey Rush. Helena Bonham Carter, contida, também cativa.
CISNE NEGRO
Entre todos, foi o que mais me surpreendeu. Fiquei incomodada com a história, perturbadora, do começo ao fim. É o tipo de filme que leva algumas horas para ser digerido. Natalie Portman está ótima e merece o prêmio (praticamente certo) de melhor atriz. Gostei muito de Vincent Cassel como o diretor de balé, bem cafajeste. Sem contar que, plasticamente, Cisne Negro é perfeito.
A REDE SOCIAL
Foi o filme que mais me divertiu. O tema (a história da criação do Facebook) é atualíssimo, mas a força está na direção de David Fincher e nas interpretações interessantes (gostei muito de Jesse Eisenberg, um verdadeiro nerd, e de Andrew Garfield, o amigo brasileiro). Não por acaso, é o filme preferido entre os críticos.
127 HORAS
Tirando a parte da amputação que, confesso, não consegui ver por completo, amei a atuação de James Franco, fantástico no papel real do aventureiro Aron Ralston, e a direção do inglês Danny Boyle, que volta a usar bem o recurso dos flashbacks agitadinhos no estilo Quem Quer Ser um Milionário?.
A ORIGEM
Com uns 20 minutos a menos (cortando, de preferência, a longa e cansativa sequência de perseguição na neve), seria mais uma obra genial de Christopher Nolan. De qualquer forma, é uma produção ótima, imperdível, que levantou dezenas de teorias entre os cinéfilos de plantão.
TOY STORY 3
Os dois primeiros "capítulos" já eram sensacionais, mas este mete o dedo na ferida de todo mundo (crianças e adultos) ao abordar temas como adoção, amizade e respeito ao próximo. Ri muito, e chorei muito também. As cenas de Ken desfilando seus looks mais modernos para a Barbie são sensacionais.
MINHAS MÃES E MEU PAI
Divertido e leve até o último minuto, foi uma das grandes surpresas do ano. Annete Bening está divina, Mark Ruffalo é uma gracinha, mas algo em Julianne Moore não me convenceu. Destaque para os filhos, interpretados por Mia Wasikoruska (a Alice no País das Maravilhas) e e Josh Hutcherson (o menininho de Zathura).
O VENCEDOR
O boxe é apenas codjuvante no longa que tem no elenco o seu grande trunfo - tanto que tem três coadjuvantes brigando pela estatueta: Christian Bale (bárbaro como o ex-campeão viciado em crack), Amy Adams e Melissa Leo (as duas disputando entre si). A história mesmo, baseada em fatos reais, é sobre relações familiares. Emocionante.
BRAVURA INDÔMITA
Não sou fã de western, mas os irmãos Joel e Ethan Coen merecem o devido respeito. Jeff Bridges está um primor como o homem da lei caolho e de mal com a vida, mas é a estreante Hailee Steinfeld (que faz a corajosa protagonista) quem se destaca. Matt Damon em um papel fora do comum também está ótimo.
INVERNO DA ALMA
Para mim, é o mais fraco entre os indicados, mas não deixa de ser um bom filme, embora muito deprimente. Jennifer Lawrence, a protagonista em busca do paradeiro do pai bandido, é o que há de melhor no longa, assim como John Hawkes, indicado a ator coadjuvante pelo papel de tio determinado. Triste, muito triste.























