
Por Lisiane Lisboa - lisiane.lisboa@diariogaucho.com.br
Asfalto quebrado com cobertura extra de areia e cascalho. Assim é revestida a Rua Dona Maria Isabel, no Bairro Mato Grande, em Canoas. A dona de casa Mariane Campos Cardoso, 26 anos, mora há 13 anos na região, e acompanhou toda a destruição da via, uma consequência do intenso fluxo de carros e caminhões.
– A rua é rota de descarga de produtos. Nem asfalto tem, quanto mais sinalização
– indigna-se a moradora.
A poeira levantada pelos veículos é prejudicial à saúde da maioria dos moradores.
As casas ficam próximas à faixa, vulneráveis a todo tipo de poluição e demais consequências de motoristas imprudentes. Pela madrugada, a passagem de veículos de pequeno e de grande porte é constante. Quando acordam, os moradores se assustam com a poeira.
– A casa não para limpa. Quanto mais limpamos, mais sujeira aparece – reclama a dona de casa Neli do Amaral, 54 anos.
● Perigo para a criançada da rua
Outra questão que preocupa é a falta de sinalização. Depois que o asfalto foi quebrado pelo peso dos veículos de carga, há cerca de dois anos, não há placas.
Uma iniciativa partiu de quem não suporta o abandono por parte das autoridades. Olga Regina Costa, 59 anos, fez uma lombada com as próprias mãos em frente ao seu comércio:
– Cheguei a me machucar. Não é um serviço profissional, mas pode ajudar.
O jeito é esperar pelo OP
O secretário municipal de Obras em exercício, Lademir Silveira, sugere que os moradores da Rua Dona Maria Isabel se mobilizem para garantir o asfaltamento do trecho de 1,5km sem pavimentação. A sugestão é que encaminhem por meio do Orçamento Participativo (OP). Segundo ele, os pedidos que chegam por esta via têm prioridade de execução. Assim, não há uma solução a curto prazo. Como há a
disposição dos moradores de participarem, eles precisam acompanhar o calendário.
● As datas para solicitar
De acordo com o diretor do Orçamento Participativo de Canoas, Célio Piovesan, o
procedimento será dividido em duas etapas: a primeira ocorre entre abril e maio de 2012, em data ainda a ser definida.
Haverá encontros nas 15 microrregiões de Canoas para definir o cadastramento de
obras e solicitações. A segunda etapa, marcada para novembro deste ano, é destinada às assembleias de votação da consulta popular.
