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Quem vai arrumar a cancha?

20 de junho de 2012 0

Por Amanda Munhoz – amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Vera Furtado, 57 anos, queria uma praça na Cefer 2, para que suas crianças tivessem onde brincar. Hoje, com os filhos adultos, a artesã segue na batalha por um local adequado para o seu chimarrão do final da tarde. Há cinco anos, segundo a moradora, quando a promessa era de colocação de bancos e brinquedos para a criançada, foi colocado apenas uma cancha poliesportiva, que nunca teve manutenção.

– Lembro de nos dizerem que a construção da praça deveria ser feita via associação de moradores. Nos mobilizamos, fazíamos bingo, vendíamos bolo – afirma Vera, residente na região há quase quatro décadas.

● Falta de manutenção

No entanto, a organização da comunidade de nada adiantou. Vera lembra que, em 2007, uma obra começou a ser feita no espaço destinado à praça. A curiosidade deu lugar à decepção, quando viram que estava sendo construída uma cancha poliesportiva.

– Estávamos esperando uma coisa e ganhamos outra – conta, frustrada.

A situação não incomodaria tanto os moradores se a quadra tivesse manutenção. Nesses cinco anos, Vera nunca viu uma equipe da prefeitura no local. As cestas de basquete e o aro já não existem mais, e as grades das goleiras foram arrancadas. A ferrugem tirou a cor branca e já predomina em grande parte do espaço.

● Duas queixas: lixo e perigo


O ambiente, hoje, também é pouco convidativo: há um grande acúmulo de lixo. E o verde ao redor só está devidamente cortado e bem cuidado porque os moradores
decidiram adotar a área.

– Se não fosse assim, isso estaria um matagal só. Sem contar no perigo que é à noite. Queremos um lugar seguro, com banquinhos, para aproveitarmos durante
o dia – desabafa Vera.

● Responsabilidade é dos moradores

A área técnica da Secretaria Municipal do Planejamento informa que a Cefer 1 e a Cefer 2 são considerados condomínios privados e de responsabilidade dos moradores. A cancha, então, deve ser conservada por eles. À época da construção, foi acordado que seria assim. Hoje, uma área de tal tamanho seria um loteamento, mantido pelo poder público. Por isso, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e a de Esporte, Recreação e Lazer não encontraram em seus cadastros
registro da área.

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