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Três anos de muita dor e sofrimento

25 de junho de 2012 0

AMANDA MUNHOZ
amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Uma anemia está tirando as forças de Lousada Dalhaye Pereira, 45 anos. A moradora do Bairro Lomba do Pinheiro, há três anos, sofre de um sangramento. Desde então, aguarda por uma intervenção médica que elimine de vez a sua dor.

- É estilo uma menstruação, mas é constante. Me sinto fraca e não fazem nada para me ajudar – desabafa a dona de casa.

Logo que se deu conta da anormalidade no seu organismo, procurou atendimento no posto de saúde da Parada 12, da Lomba do Pinheiro. Devido à gravidade, os médicos a encaminharam para que fosse tratada na Puc.

- Voltei a sentir muitas dores. E, de janeiro para cá, a situação piorou. Eu expelia bolas de sangue – relata Lousada, que foi levada para o posto de saúde e chegou a desmaiar de dor.

Trauma pode ter sido motivo

Em 2006, Lousada sofreu um trauma, o que ela acredita que tenha desencadeado a desestabilização hormonal. A lacuna deixada pela perda do filho especial ainda mexe com a mãe, que agora conta com o outro filho,  Nicholas Pereira Noronha, 17 anos, nas despesas da casa.

- Devido à minha situação, não consigo trabalhar. Não tenho forças – lamenta.

“Morrendo aos pouquinhos”

O médico do posto, de acordo com Lousada, afirmou que se ela não fosse encaminhada para cirurgia em caráter emergencial o problema poderia se transformar em um câncer.

- Não sei se isso é possível, mas fiz um exame e o médico me disse que o meu útero está com o dobro do tamanho. Me sinto morrendo aos pouquinhos – desespera-se.

A última resposta que recebeu da saúde pública é que ela teria uma consulta marcada na Santa Casa para julho.

No entanto, ela teme só em pensar que a espera até o mês que vem seja assim, cheia de dor e sem perspectiva de melhora.

Paciente deve ir na emergência

A Secretaria Municipal da Saúde afirma que foi verificado na Central de Regulação de Consultas que a paciente tem que encaminhar-se à emergência do hospital no qual ela tem consulta marcada, com o comprovante. E que, se ela ainda não fez o encaminhamento, deve dirigir-se ao posto de saúde mais próximo de sua casa.



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