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Samuel não pode ficar sem remédios

28 de junho de 2012 1

Por Amanda Munhoz – amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

“Dou todo amor e carinho para o meu filho. Só que tive que começar a reduzir a medicação dele”, desabafa Nair Antônia Ferreira, 49 anos. A dona de casa é mãe de Samuel Otacílio de Souza Ferreira, um menino de 15 anos que sofre de esquizofrenia e convulsões. Morador do Bairro São Vicente, em Gravataí, o guri leva uma vida normal. Se não faltar remédio, claro. E é justamente a falta que está tirando o sono de Nair.

Há dois meses, as caixas de Diazepam e Carbamazepina que Samuel deveria ganhar gratuitamente estão em falta. E o pior: a atendente da farmácia do município afirma que não há previsão de chegada. Ontem, a reportagem presenciou a ligação de Nair para a farmácia às 10h40min.

Ao ser questionada sobre se tinha os dois medicamentos, a resposta foi a mesma: não tem e não há prazo para chegar.

● São mais de 16 comprimidos dia

Para que o filho não fique sem, a família é quem desembolsa o valor dos medicamentos. E pesa no orçamento. No estabelecimento consultado pelo Diário Gaúcho, a caixa de Diazepam (10mg com 20 comprimidos) custa R$ 11,82. O problema é que ele toma dez comprimidos de 5mg por dia. O Carbamazepina fica aproximadamente por R$ 8,73 (200mg com 30 comprimidos), e ele toma seis por dia.

– Dependemos do benefício que o meu marido Luís Carlos de Motta Ferreira, 57 anos, recebe, e só – explica Nair.

● Viagem em busca de medicamentos

No ano passado, Samuel já havia passado pelo problema da falta de remédio na farmácia de Gravataí. Sem saber mais o que fazer, Nair recebeu a ligação da  sogra afirmando que era possível ela conseguir os remédios em Jaguari, município próximo de Santa Maria.

– Ela mora lá. A minha cunhada tinha o mesmo problema que o Samuel. Chegando lá, um médico me cedeu várias caixas. Foi o que salvou o meu filho – desabafa a mãe.

A decisão de diminuir os remédios diários do filho foi o que manteve ele medicado até agora, segundo a mãe. Ela sabe que o tratamento deve seguir o mesmo, mas desespera-se ao pensar na possibilidade de Samuel não tomar os comprimidos que ele necessita.

– Eu nem quero pensar o que pode acontecer. Não vou deixar o meu filho ter crises, não vou mesmo.

● Esperança, mas sem data certa

A Secretaria Municipal de Saúde (SMS) garante que a compra dos medicamentos foi providenciada. Está em fase de licitação. Nos próximos dias, estarão disponíveis.

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Comentários (1)

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