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Cratera está cedendo no Menino Deus

24 de maio de 2013 0

AMANDA MUNHOZ
amanda.munhoz@diariogaucho.com.br


"Eu fico tão nervosa e o pior é que não sei mais o que fazer." O desabafo é de Filomena Romano Sartori, 74 anos. Moradora da Rua Miguel Couto, no Bairro Menino Deus, a aposentada, há cinco meses, clama por um pouco de atenção à sua região.

Um acidente, na época, fez com que um carro invadisse a sua calçada, na altura do número 735. E mesmo que Filomena se esforce para esquecer o ocorrido, o buraco que ficou em frente de sua casa faz com que lembre diariamente.

- Eu até fui ver o que precisava para arrumar. Disseram-me que seria com a própria prefeitura. Eu, na posição de moradora, não podia fazer nada antes que eles viessem aqui - desabafa.


Está abrindo cada vez mais

Dias depois ao acidente, um cavalete foi colocado pela EPTC. Filomena sequer viu o momento em que a equipe fez o alerta e acabou nem podendo cobrar providências.

O que preocupa a moradora é o que está por vir. Em dias de chuva, o local, que está aberto, cede. Parte do passeio já está oco. Como a família passa com o carro bem ao lado, um prejuízo maior pode acontecer a qualquer momento.

- Se continuar assim, abrindo cada vez mais, daqui um pouco nem conseguiremos entrar em casa - explica a moradora, garantindo que as reclamações via telefone para a prefeitura não param.


Solução vem ainda hoje

O Diário Gaúcho contatou a Smov, o Dep, o Dmae e a EPTC para saber de quem é a responsabilidade sobre esta situação.

O Dep afirma que fez vistoria no endereço e constatou rompimento na rede pluvial.

A reconstrução do local está prevista para começar ainda hoje.

Calçada atrapalha vida de comerciante

23 de maio de 2013 0

AMANDA MUNHOZ
amanda.munhoz@diariogaucho.com.br


Os dias secos estão entre os menores problemas de Edson Soares dos Santos, 46 anos. Quando chove, aí a coisa complica. É quando ele precisa driblar a cara feia dos clientes que passam em frente ao seu restaurante, na Rua Vicente da Fontoura, no Bairro Santana, em função da condição que está a calçada. Com o basalto quebrado em decorrência de uma chuvarada em novembro do ano passado, o proprietário não sabe mais o que fazer para explicar à clientela que a responsabilidade está longe de ser sua.

- Não sabemos nem o que falar. As pessoas olham como se eu tivesse culpa. Já fiz tudo o que podia - explica Edson.

O desnível na calçada, próximo ao número 1423, está bem perto de um bueiro. Aparentemente, a chuva causou problema sob o passeio. Desde o final do ano passado, os alagamentos tornaram-se constantes. A água transborda do bueiro e acaba acumulando. E os desavisados, que não sabem da situação, acabam tendo de atravessar por ali e estão sujeitos a queda.

- Nos preocupamos muito, porque passam crianças, idosos. É bem perigoso - garante.


Cavalete e protocolo

Edson procurou atendimento no Dep, via 156. Pediu que a atendente lhe passasse alguém que poderia dar mais informações sobre o que seria feito. Ela afirmou que o protocolo tinha sido aberto e que era necessário aguardar. Em outro contato, o comerciante conta que recebeu como resposta que um cavalete seria colocado na calçada, como forma de alertar os pedestres, o que não aconteceu.

- Transita muita gente por aqui. Tem banco, lotérica. A situação está bem complicada.


- Rede rompida - O Dep afirma que a Seção Leste de Conservação fez vistoria no local e constatou o rompimento da rede pluvial. A reconstrução da mesma se inicia ainda hoje, se o tempo estiver seco.

13 anos depois, Zenaide retribui a ajuda que recebeu

22 de maio de 2013 1



AMANDA MUNHOZ
amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

"O meu sonho é entrar em um supermercado, encher um carrinho de mercadorias, no valor de R$ 200, e passar pelo caixa sem ter que pagar nada." Assim dizia a carta que Zenaide de Lima Rodrigues, hoje com 59 anos, escreveu para o Diário Gaúcho em maio de 2000. Menos de uma semana depois, a moradora do Bairro Maringá, em Alvorada, realizava o seu sonho. O salário, que naquela época vinha do trabalho de passadeira, poderia servir, então, para outras necessidades.

A história, no dia 7 deste mês, completou 13 anos. Mas o desfecho não havia chegado. Não para Zenaide. Era preciso retribuir a atenção dispensada por um um leitor anônimo. Aliás, essa boa alma sequer sabe o quão bem fez para esta família. O sustento dos seus filhos, naquela ocasião, dava-se só com o salário da mãe. O marido estava desempregado e a prioridade era a alimentação de Robenhur, Vinícius e Fabíola, hoje com 33, 28 e 22 anos, respectivamente.

– Estávamos passando por uma época muito difícil. E esse valor, em 2000, dava para comprar muita coisa – lembra.


Investimento na educação do filho

O presente veio em tão boa hora que Zenaide decidiu investir o dinheiro que sobrou
do seu pagamento na inscrição do vestibular do filho mais velho. Robenhur sonhava
cursar Educação Física. Para orgulho da mãe, ele passou e entrou na Ulbra, em Canoas. Zenaide, por todos esses anos, rezou pela pessoa de bom coração que lhe ajudou. A aposentada não sabe que rosto este padrinho tem, mas a admiração pelo gesto nobre era tão grande, que viu um bom exemplo a seguir.

Assim que a situação da família melhorou, a sonhadora decidiu que era hora de fazer alguém feliz. Juntou R$ 200, mesma quantia que recebeu, e levou até a Rádio Farroupilha, no Morro Santa Tereza, na manhã de ontem.

Sabia que o pessoal daria um bom destino à quantia. Destino ou obra de Deus, Zenaide achou a quem presentear. Estava nas mãos do comunicador Sérgio Zambiasi o Diário Gaúcho. Na mesma seção da qual ela havia participado 13 anos antes, uma mãe pedia uma cesta básica para dar o que comer aos cinco filhos.


Dever cumprido e mais um sonho

Agora, estando do outro lado, como realizadora de sonhos, Zenaide repassou o dinheiro sem ver o sorriso da beneficiada. E torce para que, assim como ela, essa mãe consiga dar a volta por cima.

Com o dever cumprido, Zenaide e o marido, o mestre de obras Oscar Teixeira, 60 anos, embarcam mês que vem para Aparecida, em São Paulo, para verem de pertinho o Papa Francisco. Mais um sonho de sua lista que será realizado. E ela dá um conselho para mães com problemas:

– Não percam a fé.

Rezar não é seguro para dona Teresa

21 de maio de 2013 0

AMANDA MUNHOZ
amanda.munhoz@diariogaucho.com.br


Faltando um pouco mais de um mês para a chegada do inverno, Teresa Britto, 70 anos, já sabe o que terá de enfrentar na próxima estação. Cumprir a mesma rotina exigirá mais cuidado. A parada de ônibus na Avenida Professor Oscar Pereira, no Bairro Medianeira, que antes era uma estrutura que abrigava os passageiros da chuva, há quatro meses, sem a menor explicação, virou uma placa.

O problema, de acordo com a usuária do local, teria começado após uma obra em uma oficina na altura do número 1557. Em decorrência disto, a parada, que ficava à direita, no sentido Centro/bairro, teria sido retirada. Mais tarde, a EPTC foi até o local, mas colocou apenas uma placa. O que protegia Teresa e os outros usuários, no entanto, ficou só na lembrança da aposentada.

- Falei com um técnico da própria empresa e eles não souberam me dizer. Como é que tiram uma coisa que está aqui há uma vida inteira e não falam nada? - questiona.


Um hábito de três décadas

O Diário Gaúcho, em abril, mostrou a situação enfrentada por Teresa. À época, a EPTC respondeu que enviaria um técnico até o endereço para avaliar o que aconteceu e a necessidade de uma nova estrutura.

Há três décadas pegando ônibus no mesmo lugar, agora, ela precisa se acostumar a ficar exposta ao tempo quando dirige-se à igreja.


EPTC já vistoriou e promete ação

Foi enviada uma equipe até o local para colocar um abrigo. Ao chegar, foi verificado um rebaixo de meio-fio e outras intervenções, que impediram a instalação da cobertura. Por esse motivo, a EPTC acionou a Secretaria Municipal de Urbanismo (Smurb) para verificar a regularidade da obra. Se a mesma for ilegal, o abrigo será recolocado. Denúncias sobre paradas: fone 156.

Ameaça de fogo tira o sono na Ipiranga

17 de maio de 2013 0

AMANDA MUNHOZ
amanda.munhoz@diariogaucho.com.br


O prazo de espera para retorno, pedido pela Smam, era de 30 dias, de acordo com Rosane da Silva, 42 anos. Mas já se passaram 365, e tudo segue da mesma maneira que estava em maio do ano passado.

Na época, um carro colidiu com uma árvore na altura do número 332, na Rua Bartolomeu Dias, na Vila Ipiranga. O vegetal pegou fogo e, aparentemente, morreu. O que preocupa a vendedora, no entanto, são os galhos secos que estão entre a fiação elétrica.

- Em dias de chuva, ela balança muito. Temos medo que caia, que queime. Será que vão esperar acontecer algo? - questiona a moradora.

Pouco tempo depois do incidente, a comunidade procurou a Smam, responsável por realizar e autorizar a poda e corte.

Rosane abriu um número de protocolo e assegura ter ouvido que, em 30 dias, a secretaria daria, ao menos, um retorno sobre a solicitação. Não deu. Quando ela liga para saber se há algum prazo para as providências, ouve sempre a mesma coisa:

- Que eu preciso ter paciência e esperar. Só isso - explica.


Situação se repete na mesma rua

Também vizinha do problema, Roselaine Ramos Goulart, 41 anos, mora em um lugar mais grave: em frente à árvore. Colega de profissão de Rosane, ela garante que suas reclamações começaram antes, no dia 12 de abril.

- Se ela cair, será por cima da minha casa - aponta Roselaine.

Na mesma via, próximo ao número 278, a cena se repete. Embora não tenha acontecido acidente nesta situação, o vegetal parece estar sem vida, com galhos secos e, também, encostando na fiação.

Rosane e Roselaine querem soluções. E para ontem, ao contrário do que aconteceu com a promessa.


Solução agora já tem data para acontecer

A Smam constatou a presença de uma árvore seca com 6m de altura. A remoção está programada para ser realizada até o final deste mês.

Paciência tira cheiro ruim?

16 de maio de 2013 0

AMANDA MUNHOZ
amanda.munhoz@diariogaucho.com.br


O caminhão está quebrado. E o IPTU? Esse já está pago. A rima até poderia ser refrão de uma música. Mas não. É a realidade de Luís Henrique Machado Gomes da Costa, 29 anos. Morador da Rua Caxias do Sul, na Vila Santa Cecília, em Viamão, o técnico em informática convive com um esgoto escorrendo a céu aberto próximo à sua casa há mais de um mês.

Ao que tudo indica, o problema começou após a rua de cima ter sido ensaibrada, no início do ano. Na primeira chuva forte que houve, o material foi levado pela água até as vias de nível mais baixo, o que deve ter provocado o entupimento da rede de esgoto.

- Percebemos que era isso, pois o saibro acumulou em um valo - explica Luís Henrique.

Depois de identificar a situação, o morador fez contato diversas vezes, via telefone, com a prefeitura de Viamão.


Surpresa que veio por telefone

Na Secretaria de Obras, afirmaram que iriam no mesmo dia vistoriar a situação. Como não aconteceu, Luís Henrique passou a insistir nos contatos. O número de telefone próprio para as reclamações, no entanto, só dava ocupado. Quando alguém atendeu, veio a surpresa:

- Me disseram que o caminhão que faz este tipo de conserto estava estragado. E que eu deveria ter paciência, já que as coisas não se resolvem facilmente. Quando chegou o IPTU, em março, prontamente, fui pagar. Chega na hora de precisarmos e não fazem nada - desabafa.

Luís Henrique explica ainda que o seu problema consegue ser menor do que o de seu vizinho. A água podre passa em frente à casa ao lado. E o quarto deste outro morador é bem na frente.

- Imagina o que ele suporta? - questiona.

Sem resposta - Em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura de Viamão, o Diário Gaúcho recebeu a informação de que seria feita uma vistoria ainda na tarde de ontem. Porém, com a chuva, a visita acabou sendo adiada. Os moradores e o jornal esperam que tal aconteça o mais breve possível.

Entulho e saúde não combinam

15 de maio de 2013 0

AMANDA MUNHOZ
amanda.munhoz@diariogaucho.com.br


As orientações de higiene e prevenção de doenças que os postos de saúde transmitem às comunidades não podem ser seguidas por quem mora na Travessa Butantã, na Vila Americana, Bairro Sumaré, em Alvorada. Um grande foco de lixo na esquina com a Rua Coelho Neto está revoltando os moradores. E há anos.

Fabiane de Lima, 37 anos, mudou-se para o endereço em 2011. Achou que viveria tranquilamente. Afinal de contas, bem próximo há a UBS Americana e, em frente à sua casa, é lugar de lazer, onde, nos finais de semana, pais e filhos se reúnem para bater uma bolinha. Porém, as laterais do campo de futebol estão perdendo espaço para os entulhos.


Até ameaça com arma de fogo

- Fazem campeonatos aqui e a criançada aproveita os cantinhos para jogar bola também - afirma a técnica em enfermagem.

Mas, se o problema fosse só o uso irregular do espaço de lazer, seria de fácil solução. A situação é bem mais grave. Ao presenciar a cena de um homem despejando lixo na esquina há poucas semanas, Fabiane tentou conversar. Argumentou sobre a ação. E se assustou com a reação do desconhecido.

- Fui ameaçada com uma arma de fogo. Agora não podemos mais nem reclamar do que fazem em frente à nossa casa? - questiona a moradora, que garante ver a presença da prefeitura de tempos em tempos, mas logo a situação volta a ser exatamente a mesma.


Prefeitura não se manifestou ainda

O cheiro a podre que invade as moradias é o que dá força para a comunidade não desistir de cobrar providências da prefeitura. No entanto, enquanto as melhorias não vêm, eles seguem tendo de enterrar corpos de animais mortos que são jogados no lixão e continuam matando os indesejáveis peçonhentos, que entram nas casas sem convite.

- O posto de saúde é logo ali e aqui temos um foco de doenças. Passo por aqui para ir à igreja e vemos ratos e baratas passando - desabafa a aposentada Edelci Rosário Botelho, 75 anos.

Por enquanto, a prefeitura não se manifestou.

Esgoto a céu aberto é obstáculo na Vila Santa Cecília, em Viamão

14 de maio de 2013 0

AMANDA MUNHOZ
amanda.munhoz@diariogaucho.com.br


O par de tênis branco que Mara Regina de Souza, 45 anos, tem para ir trabalhar não pode ser calçado dentro de casa. Ela, diariamente, põe um chinelo, passa pela porta da frente, na Avenida Plácido Mottin, na Vila Santa Cecília, em Viamão, e, já na rua, faz a troca. O motivo fica por conta da água fétida que, desde janeiro, escorre a céu aberto em frente à residência da chapista.

O transtorno, porém, não se restringe à Mara Regina. Os usuários de ônibus que moram próximo também encaram o problema. E de perto. A menos que a pessoa que desca na parada tenha a perna comprida e consiga saltar para um lugar seco. Caso contrário, terá de pisar em uma água podre com um cheiro insuportável.

- As pessoas reclamam para mim. Passo a maior vergonha. Às vezes, quando desce mais gente comigo do ônibus, dou uma voltinha a mais para não verem que moro ali - desabafa Mara Regina.


Canalização foi refeita

A moradora garante que, desde quando a prefeitura colocou uma lixeira próximo à parada de ônibus, o vazamento começou. Ao que tudo indica, canos foram quebrados e a rede nunca mais foi recuperada. Em razão disto, Mara Regina não tem outra escolha senão acompanhar no próprio terreno o problema.

- A água volta para o meu pátio e alaga tudo - explica.

Na tentativa de resolver a questão, ela refez toda a sua canalização. Trocou a rede e procurou onde estava o foco do entupimento. Não achou. Mara Regina, então, tentou, com as próprias mãos, resolver a obstrução na rua. Sem sucesso, a moradora, agora, aguarda que a prefeitura faça o que é seu dever.

- O pior é que as pessoas não ficam na parada. E para passar por aqui, precisam andar pela lateral da via - revolta-se.

A Secretaria de Obras do município fez contato com a reportagem e prometeu uma vistoria para ontem. Depois disso, será possível avaliar o próximo passo.

Agora sim, Vera Regina, sorria!

13 de maio de 2013 0

Não tinha data melhor para Fabiana da Silva Nogueira, 38 anos, fazer sua mãe, Vera Regina Rodrigues da Silva, 57 anos, sorrir. Foi no domingo, Dia das Mães, que a filha redescobriu a alegria da mãe. Com problemas nos dentes, Vera até já tinha esquecido como era o movimento que se esboça quando se está contente. Abrir um sorriso não fazia mais parte dos dias da dona de casa.

A vontade de ter uma prótese dentária sobrava na família da Vila Santa Cecília, em Viamão. O que faltava, no entanto, era fazer o custo caber no bolso. Fabiana, decidiu, então, tentar a sorte na seção Meu Sonho É, do Diário Gaúcho, e contar com a ajuda dos leitores.

- O tratamento é caro e não temos condições de pagar. Ela merece muito - escreveu a filhota no e-mail enviado ao jornal.


"Agora, estou tendo de treinar"

Quando o pedido foi publicado, mãe e filha ficaram na dúvida se aquela Fabiana que pedia um tratamento dentário para mãe, realmente, tratava-se do sonho de ambas. Entraram em contato com Fontoura Luiz, de Cachoeirinha, que se dispôs a devolver a autoestima para Vera Regina. O protético teve o auxílio do odontologista André Michel, dupla que está acostumada a realizar sonhos como este.

Foram três extrações, três restaurações e uma limpeza. Fizeram, ainda, duas próteses removíveis. Pronto. É hora de comemorar. Só que o que é simples para uns...

- Agora, estou tendo de treinar, reaprender a sorrir. Vou para frente do espelho, me olho e abro o sorrisão - conta, feliz da vida, Vera Regina.


Amanhã é dia de parabéns

O treinamento é intensivo e está funcionando bem. Inclusive, já passou no primeiro desafio, que foi mostrar para a filhota no almoço de domingo. E teve aprovação geral.

- Ficou lindo. Vendo que a mãe está bem, me sinto melhor ainda - comemora Fabiana, que no Dia das Mães também comemorou mais um ano de vida.

O sorriso de Vera Regina, até amanhã, precisa estar radiante. Motivos têm de sobra. Afinal de contas, é o dia dela apagar as velinhas e vibrar pelo seu aniversário.

Clínica Dentista

- 3471-2182 e 8423-0922

O sofrimento do pequeno Marcos

10 de maio de 2013 4

AMANDA MUNHOZ
amanda.munhoz@diariogaucho.com.br


Já não bastam todos os problemas que o pequeno Marcos Norberto Camargo Lencina, dois anos, precisa enfrentar na luta contra a síndrome de West (tipo raro de epilepsia) e a glossoptose (retração ou anormalidade na língua). Agora, a família junta forças para enfrentar a burocracia da saúde.

Morador da Vila Santo Onofre, em Viamão, o menino, em setembro do ano passado, foi submetido a uma traqueostomia, procedimento que lhe permite a passagem do ar, no Hospital São Lucas, da Puc, em Porto Alegre. Fez, como é de praxe, todas as consultas de direito na instituição.


Espera é desesperadora

Uma, porém, a mãe de Marcos Norberto, Cristina Camargo Machado, 21 anos, optou por não levá-lo, já que sua saúde não estava bem. E marcou, na mesma semana, uma consulta no próprio consultório da especialista. Mas a doméstica não sabia que, deixando de ir à consulta, não poderia fazer o procedimento da troca do tubo da traqueostomia, que deve ocorrer de seis em seis meses.

- Fui informada que deveria entrar com o procedimento pelo posto de saúde. Eles, então, encaminhariam para o Estado e, só depois, seria marcado o procedimento - explica.

Cristina garante que a papelada foi enviada com urgência pelo posto de saúde da Parada 44, em Viamão. O que desespera a família é o tempo que não para e a consulta que não chega.

A espera completou um mês. O tempo foi suficiente para que, no desespero, a mãe pesquisasse o preço do procedimento. Os R$ 5 mil estão longe do orçamento deles, que moram de favor enquanto não conseguem concluir a obra da casa própria.


Prioridade não foi informada

A Coordenação da Regulação Ambulatorial (CRA) do Estado informa que o paciente foi cadastrado no sistema informatizado pela SMS de Viamão como sem prioridade. Isso significaria que o município teria de agendar utilizando suas cotas mensais. No entanto, frente ao relato que a reportagem enviou para a Saúde do Estado, a coordenação pode observar com mais detalhes o histórico cadastrado pelo município no sistema de regulação. Foi aberta, então, uma exceção: a CRA acionou a prioridade do paciente e passou a regular a consulta na cota do Estado. Assim, está marcada a ida ao médico dia 23 de maio, no Hospital São Lucas, na Puc.

A Secretaria de Saúde de Viamão também se manifestou. Afirmou que não havia no cadastro da solicitação feita pela mãe do paciente o pedido de prioridade. Mas, tão logo acionada, foi providenciada uma nova consulta.