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Ameaça de fogo tira o sono na Ipiranga

17 de maio de 2013 0

AMANDA MUNHOZ
amanda.munhoz@diariogaucho.com.br


O prazo de espera para retorno, pedido pela Smam, era de 30 dias, de acordo com Rosane da Silva, 42 anos. Mas já se passaram 365, e tudo segue da mesma maneira que estava em maio do ano passado.

Na época, um carro colidiu com uma árvore na altura do número 332, na Rua Bartolomeu Dias, na Vila Ipiranga. O vegetal pegou fogo e, aparentemente, morreu. O que preocupa a vendedora, no entanto, são os galhos secos que estão entre a fiação elétrica.

- Em dias de chuva, ela balança muito. Temos medo que caia, que queime. Será que vão esperar acontecer algo? - questiona a moradora.

Pouco tempo depois do incidente, a comunidade procurou a Smam, responsável por realizar e autorizar a poda e corte.

Rosane abriu um número de protocolo e assegura ter ouvido que, em 30 dias, a secretaria daria, ao menos, um retorno sobre a solicitação. Não deu. Quando ela liga para saber se há algum prazo para as providências, ouve sempre a mesma coisa:

- Que eu preciso ter paciência e esperar. Só isso - explica.


Situação se repete na mesma rua

Também vizinha do problema, Roselaine Ramos Goulart, 41 anos, mora em um lugar mais grave: em frente à árvore. Colega de profissão de Rosane, ela garante que suas reclamações começaram antes, no dia 12 de abril.

- Se ela cair, será por cima da minha casa - aponta Roselaine.

Na mesma via, próximo ao número 278, a cena se repete. Embora não tenha acontecido acidente nesta situação, o vegetal parece estar sem vida, com galhos secos e, também, encostando na fiação.

Rosane e Roselaine querem soluções. E para ontem, ao contrário do que aconteceu com a promessa.


Solução agora já tem data para acontecer

A Smam constatou a presença de uma árvore seca com 6m de altura. A remoção está programada para ser realizada até o final deste mês.

Paciência tira cheiro ruim?

16 de maio de 2013 0

AMANDA MUNHOZ
amanda.munhoz@diariogaucho.com.br


O caminhão está quebrado. E o IPTU? Esse já está pago. A rima até poderia ser refrão de uma música. Mas não. É a realidade de Luís Henrique Machado Gomes da Costa, 29 anos. Morador da Rua Caxias do Sul, na Vila Santa Cecília, em Viamão, o técnico em informática convive com um esgoto escorrendo a céu aberto próximo à sua casa há mais de um mês.

Ao que tudo indica, o problema começou após a rua de cima ter sido ensaibrada, no início do ano. Na primeira chuva forte que houve, o material foi levado pela água até as vias de nível mais baixo, o que deve ter provocado o entupimento da rede de esgoto.

- Percebemos que era isso, pois o saibro acumulou em um valo - explica Luís Henrique.

Depois de identificar a situação, o morador fez contato diversas vezes, via telefone, com a prefeitura de Viamão.


Surpresa que veio por telefone

Na Secretaria de Obras, afirmaram que iriam no mesmo dia vistoriar a situação. Como não aconteceu, Luís Henrique passou a insistir nos contatos. O número de telefone próprio para as reclamações, no entanto, só dava ocupado. Quando alguém atendeu, veio a surpresa:

- Me disseram que o caminhão que faz este tipo de conserto estava estragado. E que eu deveria ter paciência, já que as coisas não se resolvem facilmente. Quando chegou o IPTU, em março, prontamente, fui pagar. Chega na hora de precisarmos e não fazem nada - desabafa.

Luís Henrique explica ainda que o seu problema consegue ser menor do que o de seu vizinho. A água podre passa em frente à casa ao lado. E o quarto deste outro morador é bem na frente.

- Imagina o que ele suporta? - questiona.

Sem resposta - Em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura de Viamão, o Diário Gaúcho recebeu a informação de que seria feita uma vistoria ainda na tarde de ontem. Porém, com a chuva, a visita acabou sendo adiada. Os moradores e o jornal esperam que tal aconteça o mais breve possível.

Entulho e saúde não combinam

15 de maio de 2013 0

AMANDA MUNHOZ
amanda.munhoz@diariogaucho.com.br


As orientações de higiene e prevenção de doenças que os postos de saúde transmitem às comunidades não podem ser seguidas por quem mora na Travessa Butantã, na Vila Americana, Bairro Sumaré, em Alvorada. Um grande foco de lixo na esquina com a Rua Coelho Neto está revoltando os moradores. E há anos.

Fabiane de Lima, 37 anos, mudou-se para o endereço em 2011. Achou que viveria tranquilamente. Afinal de contas, bem próximo há a UBS Americana e, em frente à sua casa, é lugar de lazer, onde, nos finais de semana, pais e filhos se reúnem para bater uma bolinha. Porém, as laterais do campo de futebol estão perdendo espaço para os entulhos.


Até ameaça com arma de fogo

- Fazem campeonatos aqui e a criançada aproveita os cantinhos para jogar bola também - afirma a técnica em enfermagem.

Mas, se o problema fosse só o uso irregular do espaço de lazer, seria de fácil solução. A situação é bem mais grave. Ao presenciar a cena de um homem despejando lixo na esquina há poucas semanas, Fabiane tentou conversar. Argumentou sobre a ação. E se assustou com a reação do desconhecido.

- Fui ameaçada com uma arma de fogo. Agora não podemos mais nem reclamar do que fazem em frente à nossa casa? - questiona a moradora, que garante ver a presença da prefeitura de tempos em tempos, mas logo a situação volta a ser exatamente a mesma.


Prefeitura não se manifestou ainda

O cheiro a podre que invade as moradias é o que dá força para a comunidade não desistir de cobrar providências da prefeitura. No entanto, enquanto as melhorias não vêm, eles seguem tendo de enterrar corpos de animais mortos que são jogados no lixão e continuam matando os indesejáveis peçonhentos, que entram nas casas sem convite.

- O posto de saúde é logo ali e aqui temos um foco de doenças. Passo por aqui para ir à igreja e vemos ratos e baratas passando - desabafa a aposentada Edelci Rosário Botelho, 75 anos.

Por enquanto, a prefeitura não se manifestou.

Esgoto a céu aberto é obstáculo na Vila Santa Cecília, em Viamão

14 de maio de 2013 0

AMANDA MUNHOZ
amanda.munhoz@diariogaucho.com.br


O par de tênis branco que Mara Regina de Souza, 45 anos, tem para ir trabalhar não pode ser calçado dentro de casa. Ela, diariamente, põe um chinelo, passa pela porta da frente, na Avenida Plácido Mottin, na Vila Santa Cecília, em Viamão, e, já na rua, faz a troca. O motivo fica por conta da água fétida que, desde janeiro, escorre a céu aberto em frente à residência da chapista.

O transtorno, porém, não se restringe à Mara Regina. Os usuários de ônibus que moram próximo também encaram o problema. E de perto. A menos que a pessoa que desca na parada tenha a perna comprida e consiga saltar para um lugar seco. Caso contrário, terá de pisar em uma água podre com um cheiro insuportável.

- As pessoas reclamam para mim. Passo a maior vergonha. Às vezes, quando desce mais gente comigo do ônibus, dou uma voltinha a mais para não verem que moro ali - desabafa Mara Regina.


Canalização foi refeita

A moradora garante que, desde quando a prefeitura colocou uma lixeira próximo à parada de ônibus, o vazamento começou. Ao que tudo indica, canos foram quebrados e a rede nunca mais foi recuperada. Em razão disto, Mara Regina não tem outra escolha senão acompanhar no próprio terreno o problema.

- A água volta para o meu pátio e alaga tudo - explica.

Na tentativa de resolver a questão, ela refez toda a sua canalização. Trocou a rede e procurou onde estava o foco do entupimento. Não achou. Mara Regina, então, tentou, com as próprias mãos, resolver a obstrução na rua. Sem sucesso, a moradora, agora, aguarda que a prefeitura faça o que é seu dever.

- O pior é que as pessoas não ficam na parada. E para passar por aqui, precisam andar pela lateral da via - revolta-se.

A Secretaria de Obras do município fez contato com a reportagem e prometeu uma vistoria para ontem. Depois disso, será possível avaliar o próximo passo.

Agora sim, Vera Regina, sorria!

13 de maio de 2013 0

Não tinha data melhor para Fabiana da Silva Nogueira, 38 anos, fazer sua mãe, Vera Regina Rodrigues da Silva, 57 anos, sorrir. Foi no domingo, Dia das Mães, que a filha redescobriu a alegria da mãe. Com problemas nos dentes, Vera até já tinha esquecido como era o movimento que se esboça quando se está contente. Abrir um sorriso não fazia mais parte dos dias da dona de casa.

A vontade de ter uma prótese dentária sobrava na família da Vila Santa Cecília, em Viamão. O que faltava, no entanto, era fazer o custo caber no bolso. Fabiana, decidiu, então, tentar a sorte na seção Meu Sonho É, do Diário Gaúcho, e contar com a ajuda dos leitores.

- O tratamento é caro e não temos condições de pagar. Ela merece muito - escreveu a filhota no e-mail enviado ao jornal.


"Agora, estou tendo de treinar"

Quando o pedido foi publicado, mãe e filha ficaram na dúvida se aquela Fabiana que pedia um tratamento dentário para mãe, realmente, tratava-se do sonho de ambas. Entraram em contato com Fontoura Luiz, de Cachoeirinha, que se dispôs a devolver a autoestima para Vera Regina. O protético teve o auxílio do odontologista André Michel, dupla que está acostumada a realizar sonhos como este.

Foram três extrações, três restaurações e uma limpeza. Fizeram, ainda, duas próteses removíveis. Pronto. É hora de comemorar. Só que o que é simples para uns...

- Agora, estou tendo de treinar, reaprender a sorrir. Vou para frente do espelho, me olho e abro o sorrisão - conta, feliz da vida, Vera Regina.


Amanhã é dia de parabéns

O treinamento é intensivo e está funcionando bem. Inclusive, já passou no primeiro desafio, que foi mostrar para a filhota no almoço de domingo. E teve aprovação geral.

- Ficou lindo. Vendo que a mãe está bem, me sinto melhor ainda - comemora Fabiana, que no Dia das Mães também comemorou mais um ano de vida.

O sorriso de Vera Regina, até amanhã, precisa estar radiante. Motivos têm de sobra. Afinal de contas, é o dia dela apagar as velinhas e vibrar pelo seu aniversário.

Clínica Dentista

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O sofrimento do pequeno Marcos

10 de maio de 2013 4

AMANDA MUNHOZ
amanda.munhoz@diariogaucho.com.br


Já não bastam todos os problemas que o pequeno Marcos Norberto Camargo Lencina, dois anos, precisa enfrentar na luta contra a síndrome de West (tipo raro de epilepsia) e a glossoptose (retração ou anormalidade na língua). Agora, a família junta forças para enfrentar a burocracia da saúde.

Morador da Vila Santo Onofre, em Viamão, o menino, em setembro do ano passado, foi submetido a uma traqueostomia, procedimento que lhe permite a passagem do ar, no Hospital São Lucas, da Puc, em Porto Alegre. Fez, como é de praxe, todas as consultas de direito na instituição.


Espera é desesperadora

Uma, porém, a mãe de Marcos Norberto, Cristina Camargo Machado, 21 anos, optou por não levá-lo, já que sua saúde não estava bem. E marcou, na mesma semana, uma consulta no próprio consultório da especialista. Mas a doméstica não sabia que, deixando de ir à consulta, não poderia fazer o procedimento da troca do tubo da traqueostomia, que deve ocorrer de seis em seis meses.

- Fui informada que deveria entrar com o procedimento pelo posto de saúde. Eles, então, encaminhariam para o Estado e, só depois, seria marcado o procedimento - explica.

Cristina garante que a papelada foi enviada com urgência pelo posto de saúde da Parada 44, em Viamão. O que desespera a família é o tempo que não para e a consulta que não chega.

A espera completou um mês. O tempo foi suficiente para que, no desespero, a mãe pesquisasse o preço do procedimento. Os R$ 5 mil estão longe do orçamento deles, que moram de favor enquanto não conseguem concluir a obra da casa própria.


Prioridade não foi informada

A Coordenação da Regulação Ambulatorial (CRA) do Estado informa que o paciente foi cadastrado no sistema informatizado pela SMS de Viamão como sem prioridade. Isso significaria que o município teria de agendar utilizando suas cotas mensais. No entanto, frente ao relato que a reportagem enviou para a Saúde do Estado, a coordenação pode observar com mais detalhes o histórico cadastrado pelo município no sistema de regulação. Foi aberta, então, uma exceção: a CRA acionou a prioridade do paciente e passou a regular a consulta na cota do Estado. Assim, está marcada a ida ao médico dia 23 de maio, no Hospital São Lucas, na Puc.

A Secretaria de Saúde de Viamão também se manifestou. Afirmou que não havia no cadastro da solicitação feita pela mãe do paciente o pedido de prioridade. Mas, tão logo acionada, foi providenciada uma nova consulta.

Falta ar. E remédios

09 de maio de 2013 0

AMANDA MUNHOZ
amanda.munhoz@diariogaucho.com.br


A troca de temperatura parece que vira uma chave no sistema respiratório de Olga Regina Lahude Pinos, 51 anos. Em poucos instantes, o chiado no peito começa e a respiração fica curta, ofegante. É a famosa falta de ar que atinge cerca de 10% da população brasileira, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Na luta contra as crises respiratórias, a aposentada aposta na prevenção. Os medicamentos específicos para tal, no entanto, há três meses, estão como o ar: faltando.

Moradora de Gravataí, Olga retira regularmente Ipatrópio, Alênia e Budesonida na Farmácia do Estado. Pela gravidade de seu caso – ela tem Doença Obstrutiva Pulmonar
Crônica –, ganhou o direito de ter em casa o cilindro de oxigênio para que, em uma emergência, a nebulização seja feita às pressas. Situação comum para Olga. No dia 27 de março, teve uma parada respiratória. Em 24 horas, fez 12 vezes este processo.

– A minha doença é bem traiçoeira. Tem vezes que estou vendo televisão deitada, e quando percebo, estou me sufocando. Nesta última vez, se o meu marido não tivesse  em casa, eu não teria resistido – conta a asmática, que cansa até para falar.


Está difícil ir do quarto até a sala

As saídas de casa precisam ser devidamente programadas. A família tem de levar toda a medicação para prevenção e momentos de crise na bolsa. Mas, como está em falta e o pedido para um cilindro portátil ainda não foi aprovado, sair está fora dos planos de Olga.

– As farmácias me alegam que o laboratório não está mandando. Não sei mais o que fazer. Com os medicamentos eu preveniria essas crises – desabafa.

Olga teve a primeira crise de asma aos 21 anos. Porém, não eram frequentes. Há cinco anos, a situação agravou-se a ponto de ter dificuldade de sair do quarto e ir até a porta da frente, percurso que tem cerca de cinco metros.

 

Dois estão a caminho

A Secretaria Estadual da Saúde informa que o remédio Budesonida 400mg pode ser entregue (tem em estoque no município). O Ipratrópio e o Alênia (Formoterol 12mg + Budesonida 400mg) não têm em estoque. Afirma ainda que foi solicitado remanejo dos medicamentos para outros municípios e deverão estar à disposição dos usuários nos próximos dias.

Valo cede e traz perigo à comunidade do Bairro Passo das Pedras, em Porto Alegre

08 de maio de 2013 1


O filme que está para começar, os moradores da Avenida Passo das Pedras, no Bairro Passo das Pedras, já viram. E não querem reprise. Ainda está na memória quando, há cinco anos, tiveram de refazer parte da via que desabou. Na época, nem pedestres passavam. E o medo é justamente esse, que toda a história se repita.

- Enquanto não cair um carro ali, ninguém fará nada - prevê Maria Marta Marcelino, 62 anos.

O arroio paralelo à avenida é onde está a dor de cabeça da comunidade. As laterais do valo estão cedendo, diminuindo a largura da via e aumentando o tamanho do problema. Há seis meses, a situação vem se agravando, chegando ao ponto de não passarem dois carros lado a lado. É um de cada vez e com muito cuidado. Veículos mais pesados, então, exigem atenção redobrada, já que o peso aumenta o risco de desabamento. A força da água dos dias chuvosos também é a grande vilã do desmoronamento na região.

Idoso já caiu no local

Só a aposentada contatou por duas vezes a prefeitura de Porto Alegre. Ela pede por socorro e que seja colocada, o mais rápido possível, uma sinalização que alerte para o barranco. Mas só ouviu promessas. Eles já sabem que mesmo assistindo à situação há cinco anos de camarote terão de viver, mais uma vez, o mesmo drama.

- Da outra vez, a prefeitura também nos ignorou. Os moradores aterraram o local. Quando estava quase pronto, funcionários municipais vieram finalizar - lembra, alertando que o número de crianças que passam rumo ao colégio é grande. Também recorda de um senhor que caiu no arroio.

À espera de prazo

O Diário Gaúcho entrou em contato com a Smov em busca de uma solução para os moradores da avenida. No entanto, até o final da tarde de ontem, a secretaria não havia respondido. A comunidade e o jornal continuam aguardando uma resposta.

Buraco em calçada traz perigo a pedestres no Bairro Coronel Aparício Borges, em Porto Alegre

07 de maio de 2013 1

Por Amanda Munhoz - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

É preciso ter pernas compridas ou muita atenção ao passar pela Avenida Silvado, no Bairro Coronel Aparício Borges. No caminho, entre a Rua do Presídio e a Avenida Veiga, há um buraco que ocupa quase toda a largura da calçada. No cantinho onde é possível passar há uma árvore. Então, é no equilíbrio e pulando alto ou se arriscar pelo meio da rua.

É o que faz, diariamente, Marcelo Viana, 49 anos. Ele é apenas um dos moradores da região que coloca a segurança em risco para atravessar o local, já que pela calçada é missão impossível. A preocupação do servidor público, no entanto, não é consigo. É com a gurizada que estuda no Instituto Estadual de Educação Paulo Gama, localizado na própria avenida.

- Passa muita gente por aqui. A prefeitura limpa, vê o problema, e nunca resolve - desabafa Marcelo.

Falta de iluminação agrava problema

Desde que se mudou para a região, no começo deste ano, o morador percebeu a existência da cratera. Acredita, pelas conversas com a vizinhança, que a situação seja essa há mais de um ano. E consegue piorar nos dias de chuva:

- Desconfiamos que seja de responsabilidade do Dep, já que em dias chuvosos exala um cheiro muito ruim daquele local - explica.

À noite, o buraco é armadilha para os desavisados. Com iluminação pública bastante precária e a falta de sinalização indicando o perigo, a cratera é um prato cheio para um acidente.

Prazo até quarta-feira

A Seção Leste de Conservação do Departamento de Esgotos Pluviais (Dep) fez vistoria no local e constatou o rompimento da rede, o que causou o buraco.

O Dep informou que iniciará a reconstrução da rede até amanhã.

Terreno virou lixão há mais de 20 anos no Bairro Mathias Velho, em Canoas

06 de maio de 2013 0


Por AMANDA MUNHOZ - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Quando algo acontece repetidamente por duas décadas é normal que se acostume com determinada situação. Certo? Errado quando o assunto é a Rua Curitiba, no Bairro Mathias Velho, em Canoas. A quantidade de lixo acumulado quase na esquina com a Rua Livramento revolta quem mora na região e precisa conviver com a situação.

Sabrina Noronha, 20 anos, desde que nasceu, sabe o que é acordar e ir dormir sentindo o cheiro a podre que exala dos resíduos. E garante que é impossível que o problema seja ignorado.

- Não tem como esquecer. É um cheiro que, meu Deus, não dá para aguentar - desabafa a consultora comercial.

Contêiner poderia ser solução

O entulho fica próximo a um arroio e, quando chove, o lixo todo é jogado para este córrego. Em alguns momentos, a quantidade de resíduos é tão grande que chega a atrapalhar o trânsito na região. Os responsáveis pelo descarte irregular variam. De acordo com Sabrina, alguns são da própria comunidade e outros deslocam-se de outros bairros. É comum, também, a presença de carroceiros, que são pagos para recolherem determinados lixos e, pela falta de onde colocar, vão até o lixão da Rua Curitiba.

O que revolta a moradora é a falta de um contêiner nas imediações para que a vizinhança tenha onde despejar a sujeira. As lixeiras, próximo às casas, não são suficientes para toda a demanda.

- Acho que deveria haver uma orientação por parte da prefeitura também - sugere.

Sem prazo

A Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSU) informa que, em 2009, Canoas tinha 104 focos de descarte irregular de resíduos. Em 2013, o município iniciou com 88 focos e, hoje, está com 85. A SMSU garante que está trabalhando para diminuir o número, combatendo a prática inadequada. Em janeiro foram retirados desta região 66 cargas e 800 m³.

A SMSU, no entanto, não precisou um prazo para limpar o foco de lixo mostrado na reportagem.