Amanda Munhoz
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O braço direito de Maria Jussara Ortiz, 47 anos, já desenvolveu uma tendinite. E o motivo fica por conta das valetas que a moradora da Rua da Represa Herval, no Bairro Partenon, teve de abrir com as próprias mãos. Caso não fizesse, a água vinda da Escola de Ensino Fundamental Tenente Coronel Travassos Alves, localizada na Rua A, Chácara dos Bombeiros, levaria o seu pátio adiante.
Em março, o colégio fez uma obra e construiu um muro na lateral, e outro vazado ao fundo, concentrando o escoamento da água da chuva toda no pátio de Maria Jussara.
- Eu não aguento mais. Tenho dores, mas não posso para de fazer os valos - revela a moradora, que, na segunda-feira, teve de fazer a tarefa na chuva.
Ontem, no meio da tarde, em função do volume da chuva, Maria Jussara já tinha escavado duas vezes o seu pátio. O medo é de que a água vinda da escola não escoe e alcance a parte elétrica do poste que a Ceee mandou colocar.
- Já me questionaram sobre o local em que a estrutura foi posta. No entanto, quem me indicou foi a própria companhia. Não entendo mais nada - desabafa.
No começo de setembro, o Diário Gaúcho contou o drama de Maria Jussara, que estava desde março tentando resolver o problema. A diretora do colégio, Dione Reichelt, por sua vez, garantiu que fez reclamações pessoalmente sobre a situação, inclusive quando a obra estava em andamento. O coordenador da Primeira Coordenadoria Regional de Educação de Porto Alegre, Antônio Branco, afirmou que o problema de alagamento de Maria Jussara foi passado para a Secretaria de Obras Públicas (SOP), para que seja resolvido.
No entanto, Branco não deu prazo para que o problema seja resolvido.











