Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts com a tag "água"

Chuva piorou o que já era ruim no Partenon

19 de setembro de 2012 0

Amanda Munhoz
amanda.munhoz@diariogaucho.com.br


O braço direito de Maria Jussara Ortiz, 47 anos, já desenvolveu uma tendinite. E o motivo fica por conta das valetas que a moradora da Rua da Represa Herval, no Bairro Partenon, teve de abrir com as próprias mãos. Caso não fizesse, a água vinda da Escola de Ensino Fundamental Tenente Coronel Travassos Alves, localizada na Rua A, Chácara dos Bombeiros, levaria o seu pátio adiante.

Em março, o colégio fez uma obra e construiu um muro na lateral, e outro vazado ao fundo, concentrando o escoamento da água da chuva toda no pátio de Maria Jussara.

- Eu não aguento mais. Tenho dores, mas não posso para de fazer os valos - revela a moradora, que, na segunda-feira, teve de fazer a tarefa na chuva.

Ontem, no meio da tarde, em função do volume da chuva, Maria Jussara já tinha escavado duas vezes o seu pátio. O medo é de que a água vinda da escola não escoe e alcance a parte elétrica do poste que a Ceee mandou colocar.

- Já me questionaram sobre o local em que a estrutura foi posta. No entanto, quem me indicou foi a própria companhia. Não entendo mais nada - desabafa.

No começo de setembro, o Diário Gaúcho contou o drama de Maria Jussara, que estava desde março tentando resolver o problema. A diretora do colégio, Dione Reichelt, por sua vez, garantiu que fez reclamações pessoalmente sobre a situação, inclusive quando a obra estava em andamento. O coordenador da Primeira Coordenadoria Regional de Educação de Porto Alegre, Antônio Branco, afirmou que o problema de alagamento de Maria Jussara foi passado para a Secretaria de Obras Públicas (SOP), para que seja resolvido.

No entanto, Branco não deu prazo para que o problema seja resolvido.

Por que parou? Parou por quê?

25 de maio de 2012 0

Há oito anos, quando a obra de canalização do valão atrás da casa de sua mãe, na Rua Dias, no Bairro Jardim Planalto, em Esteio, começou, Jerri André Fitner Paz, 40 anos, achou que, finalmente, teria sossego. Mas a ação da prefeitura durou pouco e, desde 2004, a comunidade aguarda pela melhoria prometida.

– Lembro que, na época, houve um acidente fatal com um funcionário e interromperam o serviço. Nunca mais voltaram – afirma o encarregado administrativo de obras.

Terreno é levado com a chuva

Jerri mora em um endereço próximo ao da mãe, que tem 76 anos, e acompanha todo o sofrimento encarado por ela e pela irmã, também moradora da Rua Dias. Os dias de chuva são os piores porque, a cada tempestade, um pedaço do terreno vai embora com a água do valão. E os
problemas não terminam aí.

– É enorme a quantidade de animais que aparecem em função da água podre que escorre ali.
Alguém tem que tomar uma atitude – reclama Jerri, apontando que, em 2004, para o início do processo de canalização, a metade do área da mãe foi posta abaixo.

Falta de verba é a desculpa

E o que mais revolta a família é que, em uma das reclamações feita para a prefeitura, a resposta pouco convenceu:

– Disseram-nos que faltou verba para a conclusão da obra. Mas como pode? Bem aqui perto está sendo remodelando um parque, com rampa de skate e tudo. É uma obra faraônica e a minha mãe tendo de conviver em meio aos ratos. Assim não é possível – revolta-se.

Vistoria feita, mas sem prazo definido

O secretário municipal de Obras e Viação de Esteio, Flávio Hiller, informa que, na tarde de ontem, acompanhou fiscais da Caixa Econômica Federal, que estiveram vistoriando o local. Um projeto de canalização do resto do Arroio Boqueirão, entre a Rua Dias e a Rua João Paulo, está dentro das intervenções que serão feitas em Esteio.

Depois de aprovado, o projeto entrará no processo de licitação e, em seguida, com a empresa contratada, iniciam-se as obras. A secretaria, no entanto, afirma que não tem como precisar um prazo.

Cavalos tiram o sono na São Judas Tadeu

14 de dezembro de 2011 0

Amanda Munhoz - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Os cavalos do 8º Batalhão Logístico do Exército se banharem no valão aos fundos do quartel, na Vila São Judas Tadeu, virou motivo de grandes preocupações para os moradores da Rua N. A água podre vinda do córrego invadiu o pátio da dona de casa Rosa Maria Nunes da Silva, 49 anos, e a família teme por sua saúde.

– Tem um esgoto que passa atrás das nossas residências há quase 20 anos. Mas, agora, com os animais entrando no local, a água transborda e toma conta de tudo – desabafa a moradora, que reside na vila há duas décadas também.

Associação comprou a briga

Sem saber o motivo da existência do valo, Rosa garante que a sua via toda já recebeu o benefício da canalização de esgoto, e todo o descarte é feito corretamente.

A situação enfrentada foi levada para a Associação de Moradores da Vila São Judas Tadeu e um dos membros, a socióloga Daniela Oliveira Tolfo, 36 anos, é quem está à frente da batalha em busca de soluções.

– Já passamos o problema para a prefeitura, mas não tivemos nenhum retorno. Sabemos que uma equipe do Dep veio até aqui e nada fez – conta Daniela.



Família teme por doenças

Rosa afirma que sempre que o Exército foi contatado, os militares ajudaram na limpeza. No entanto, de tempos em tempos, como agora, o problema tira o sono dos moradores.

O medo maior é a questão de doenças que a podridão pode levar às pessoas. De acordo com a moradora, o cheiro a podre atrai muitos insetos e a água parada é um convite para o aumento destes animais.

– Os agentes da saúde estiveram aqui e viram o que passamos. Porém, nada foi feito – relata Rosa.

Serviço programado para hoje

O Dep vistoriou o local e afirma que tratase de um valo localizado na divisa do quartel com a Vila São Judas Tadeu, e foi criado para escoamento de águas pluviais. Informa ainda que o sub-comandante autorizou a equipe do departamento a executar o desbloqueio do fluxo das águas. O serviço está programado para começar ainda hoje.

Rotina de deserto no Vista Alegre

06 de dezembro de 2011 0


Por Amanda Munhoz - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Trocar o dia pela noite. Essa foi a solução encontrada por Elisamar Santos da Silva, 50 anos. Moradora da Rua São Pedro, no Bairro Vista Alegre, em Cachoeirinha, a dona de casa, desde que se mudou para este endereço, há 40 anos, enfrenta falta de água todos os dias. A interrupção acontece nas primeiras horas da tarde, e o abastecimento só volta durante a madrugada.

– Sempre foi assim e não adianta nem reclamar – afirma a moradora.

Caixa d'água dribla a falta

A resposta da Corsan, responsável pelo abastecimento na região, segundo Elisamar, é sempre a mesma há quatro décadas: o conserto dos encanamentos.

Para amenizar a situação, a família colocou uma caixa d'água para garantir, pelo menos, o banho das cinco pessoas que residem no local. No entanto, para as outras tarefas domésticas, Elisamar precisou se adaptar ao problema. Isto quer dizer: lavar louça e roupa na madrugada. O filho, que também é morador da Rua São Pedro, aproveita que a casa da mãe tem um abastecimento reserva e também corre para lá, diariamente, no intuito de garantir o banho após o expediente.

Valor da conta só aumenta

Mesmo assim, são frequentes os dias em que precisam pegar roupas e toalha e rumar para a Faixa de Taquara, onde mora um familiar.

O que revolta os moradores é que, mesmo com as constantes falta de água, a conta continua no mesmo valor, chegando a R$ 75 mensais.

– Não consigo entender. Mas esse número nunca baixa, só aumenta – explica Elisamar.

Novo reservatório

A Corsan, por meio da Assessoria de Comunicação, explica o que está entende estar ocorrendo no Vista Alegre. No domingo, dia 26, houve uma parada programada no fornecimento de energia elétrica da RGE. A interrupção durou das 6h30min às 12h45min. O bairro foi atingido por estar situado em uma zona alta do município. Ainda segundo a Corsan, na semana passada houve dias com temperaturas bastante elevadas, atrasando a normalização do sistema. Para piorar, na quarta-feira, dia 30, houve um temporal, que novamente causou falta de energia. A normalização ocorreu somente na quinta-feira.

Uma boa notícia, por parte da companhia, deve alegrar moradores da região. Um novo reservatório, com 5 mil litros cúbicos de capacidade, vai entrar em operação nos próximos dias, o que vai melhorar sensivelmente o abastecimento.

Não dá pra beber

09 de novembro de 2011 0


Por Eduardo Rodrigues - eduardo.rodrigues@diariogaucho.com.br

Moradores da Vila Mapa 2, na Lomba do Pinheiro, reclamam do sabor do líquido que sai das torneiras. Gasto com água mineral supera valor da conta mensal.

A água que os netos da dona de casa Helena Lavínia de Oliveira, 57 anos, bebem anda cara demais. Ela paga R$ 15, em média, por mês, para o Dmae, mas o gosto ruim os impede de beber o líquido que sai das torneiras. Por isto, para fazer os sucos que os pequenos tanto gostam, Helena é obrigada a comprar quatro bombonas de água mineral de 20l por mês. Gasta R$ 7 por semana (R$ 28 ao final de 30 dias).

Manchas nas roupas

E o problema não se restringe apenas ao consumo. Na casa da família Oliveira, na Rua José Fontes Medina, na Vila Mapa 2, no Bairro Lomba do Pinheiro, lavar roupas brancas no tanque ou na máquina também está proibido. O surgimento de manchas que ela atribui à qualidade da água fornecida está obrigando moradores como ela a comprar apenas roupas escuras.

– Todos os anos ela fica com esse gosto ruim, não dá para beber. Agora, também, nem para lavar roupas claras. Até os panos de prato estou trocando – disse a dona de casa, mostrando um pano com várias manchas à reportagem.

Dmae vai analisar

Vizinha de Helena, a dona de casa Pamela da Silva Lima, 21 anos, também investe em água de fontes naturais. Grávida do terceiro filho, Pamela está no oitavo mês de gestação e precisa, mais do que nunca, cuidar da sua saúde e da dos seus filhos de dois e seis anos.

– Está com um gosto de terra. Toda semana, eu compro cinco litros – revelou a  dona de casa, que também notou manchas amareladas surgirem nas roupas da família.

O Dmae prometeu realizar ainda ontem coleta de amostras de água no local para verificação dos padrões de qualidade exigidos pelo Ministério da Saúde.

Banho? Só se for de balde...

31 de maio de 2011 0



Por Amanda Munhoz – amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Família moradora de beco do Bairro Lomba do Pinheiro espera por ligação de água há três meses. Dmae afirma que parte do terreno está em área verde.

Ontem, os termômetros na Capital registraram a temperatura mais baixa do ano: 9,3ºC. Na Lomba do Pinheiro, as filhas de Gislaine da Silva Beninca, 43 anos, sentiram o frio na pele ao tomar banho de balde. Isso porque, há três meses, a família aguarda pela ligação de água em sua casa, no Beco da Taquara, na Travessa D.
Antes mesmo de se mudarem para o endereço em que estão hoje, o marido de Gislaine, Luís Aurélio Nachtigall, 39 anos, fez a solicitação de água, acreditando que, antes da mudança, o serviço seria efetuado. A resposta dada, de acordo com a moradora, era que, no máximo em dez dias após o pedido, a ligação seria feita, o que não aconteceu.
– Não sabemos mais o que fazer. Já fui duas vezes reclamar pessoalmente. Por telefone, já perdi a conta de quantas vezes pedi providências. Só dizem que em seguida virão – revela a dona de casa.

Crianças sofrem de asma e bronquite

A família revolta-se ao saber que tem o contrato de compra e venda da casa, alguns vizinhos têm o relógio do Dmae e a ligação, mas eles não. Porém, o que mais preocupa Gislaine são os seus filhos caçulas: as gêmeas Fabiane e Verônica, três anos, e Luís Carlos, um ano. Dois deles sofrem de bronquite e asma e, por falta de alternativa, a mãe precisa banhá-los em um balde.
– Eles tremem de frio. Faço o possível para que não sintam, mas não tenho outra alternativa – desabafa Gislaine, que conta com a ajuda de vizinhos para abastecer os seus baldes.

Situação em análise

O Departamento Municipal de Água e Esgoto afirma que está analisando a solicitação, uma vez que parte da área informada entra nos limites do Parque Saint-Hilaire, uma área de preservação. Informa ainda que na mesma travessa, a D, existe um ramal de água, o qual foi desligado por débito em janeiro de 2008. No entanto, os imóveis têm abastecimento de água, possivelmente através deste ramal. O Dmae investiga o caso.

Baldes cheios, torneiras secas

01 de dezembro de 2010 0

Foto: Marcelo Oliveira

DENISE WASKOW | denise.waskow@diariogaucho.com.br

Os filhos da dona de casa Ana Maria Macedo Mello, 57 anos, eram pequenos e as torneiras já ficavam secas na moradia da Rua Farroupilha, Bairro Niterói, em Canoas. Passados mais de 30 anos, a rotina da família não mudou: baldes, bacias e garrafas estão sempre à mão para armazenar água, que falta com frequência.   
– A gente abre a torneira e, quando vê, não tem água. Ou, se tem só um pouquinho, já vamos correndo encher baldes, panelas, canecas – relata.
Os horários para a interrupção no abastecimento são variados, desde a manhã até de madrugada. Nas últimas duas semanas, a família e os vizinhos ficaram sem água pelo menos cinco vezes. E, em dias de chuva e de calor, a situação fica ainda pior.
– Quando começa a chover, a gente já sabe que vai faltar – explica.
Desses mais de trinta anos convivendo com as torneiras secas, Ana Maria recorda de um verão em que precisou tirar água de uma piscina montada no pátio para abastecer a casa. E também das diversas vezes em que ligou para reclamar e ouviu que os problemas eram pontuais ou causados por manutenção na rede.
– Eles estão há mais de 30 anos fazendo conserto em algum lugar? –questiona.

Falta de luz é uma das causas

A Corsan informa que várias interrupções no abastecimento de água no Bairro Niterói, em Canoas, são decorrência da falta de energia elétrica nos bombeamentos. A companhia afirma que contatou a AES Sul e a concessionária teria informado que diagnosticou o problema e está providenciando melhorias. A Corsan garante que as interrupções no abastecimento são eventuais, para a realização de manutenções. A empresa ressalta que o abastecimento de água nos últimos dias tem sido normal.
A AES Sul, por sua vez, ressalta que o único registro de falta de energia elétrica na localidade, em novembro, foi no dia 9. Além disso, não há problemas de manutenção pendentes.

Uma piscina na Rua Adão Corrêa

11 de outubro de 2010 0

Foto: Andréa Graiz

Denise Waskow – denise.waskow@diariogaucho.com.br

Acúmulo de água da chuva em parte da Rua Adão Corrêa, no Bairro Lomba do Pinheiro, atrapalha a passagem de pedestres e veículos.

Se fosse um cenário de aventura, a Rua Adão Corrêa, no Loteamento Quinta do Portal, Bairro Lomba do Pinheiro, seria perfeita. Mas, no cotidiano dos moradores, é um desafio cruzar o trecho próximo ao número 170, tomado por um buraco que, cheio de água da chuva, formou uma piscina no local.
Para a cunhada sair de casa, o motorista Clóvis Jair Bitzki, 65 anos, improvisou uma ponte com madeira e tijolos. Mesmo assim, ela não escapa de cruzar pela água quando chove muito.
– Não tem rede de esgoto aqui e, como essa parte é mais baixa, fica tudo acumulado. Quando passa carro, chega a tapar a roda, de tão fundo – relata Clóvis.
Ele explica que veículos já precisaram ser guinchados, e alerta que a água suja se espalha pelos açudes da vizinhança, causando a morte de peixes.

É preciso regularizar a área

Em contato com a prefeitura desde que o problema começou, há cerca de dois meses, Clóvis afirma que equipes fizeram vistorias no local, mas não deram retorno. O diretor da divisão de conservação do Dep, engenheiro Francisco Pinto, destaca que a área está em processo de regularização. Nesses casos, não se pode fazer manutenção, porque não há sistema de drenagem. É preciso um projeto e obra de macrodrenagem, acompanhada da pavimentação.
Francisco destaca que a demanda deve ir para o Orçamento Participativo. Já a Procuradoria Geral do Município explica que o processo de regularização está em fase de aprovação. Afirma que, para este ano, o processo ainda não será concluído.

Torneiras secas em Esteio

27 de setembro de 2010 1

Foto: Cynthia Vanzella

DENSE WASKOW | denise.waskow@diariogaucho.com.br

Torneiras secas se tornaram uma rotina para os moradores da Rua Araranguá, no Bairro Tamandaré, em Esteio. Quem não tem caixa d'água sofre, quase todos os dias, com pelo menos uma hora sem abastecimento. Um dos horários mais críticos é o do meio-dia, justamente quando as famílias precisam se organizar para o almoço.

_ Moro no bairro há oito anos e sempre teve esse problema. Mas piorou muito agora, há uns dois meses, desde que começaram a fazer as obras da rede de esgoto _ explica o analista de laboratório Marcelo Santana de Moraes, 30 anos.

Ele afirma que já enviou e-mails à Corsan, pedindo explicações pelas constantes interrupções no abastecimento, mas não obteve retorno.

O vizinho Nelson Dallarosa, 63 anos, reforça as reclamações. Segundo ele, é difícil passar um dia sem que falte água. Na última terça-feira, as torneiras ficaram sem uma gota das 7h até as 21h. E, quando volta, é preciso esperar para poder usá-la.

- Não é água, é leite, porque vem com muito cloro - compara o aposentado.

Ao começar algum trabalho na casa, como lavar o portão, por exemplo, Nelson fica apreensivo. Não sabe se terá água para concluí-lo:

- Aqui já terminaram as obras, mas quando dá vazamento nas outras ruas do bairro, todo mundo fica sem água também.

Corsan diz que problemas foram eventuais

A assessoria de comunicação da Corsan informa que no dia 18 deste mês ocorreu uma paralisação no fornecimento de energia elétrica e, no dia 21, houve uma interrupção por problemas eletromecânicos da Estação de Tratamento de Água de Esteio. Afirma foram ocorrências eventuais e garante que a Rua Araranguá, como as demais do bairro, têm sido abastecida com regularidade.