Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts com a tag "Alagamento"

Chuva que angustia

30 de maio de 2013 0

AMANDA MUNHOZ | amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Basta o tempo virar e os primeiros pingos de chuva caírem que começa a angústia de Clarice Petry Bittencourt, 57 anos. Moradora do Acesso F, próximo à Avenida Antônio Giúdice, no Morro Santana, a dona de casa, desde 2011, pede socorro à prefeitura. É preciso desentupir os bueiros da região. Caso contrário, a comunidade sequer conseguirá sair de casa, como já aconteceu.

– No mês passado, em uma chuva muito forte, o meu marido saiu para trabalhar. Para auxiliá-lo, tentei levantar algumas tampas e dar vazão para toda aquela água. Acabei caindo e me machucando – lembra a dona de casa.

Crianças têm de driblar a situação

Nas três décadas que mora no endereço, Clarice lembra de a comunidade sempre lutar por melhorias. Pouco conseguiram deste tempo para cá. A pavimentação das passarelas é um assunto que pouco foi tratado, embora prometido em época de eleição. De acordo com a moradora, em dias de chuva, a água transborda e toma conta da região. Crianças que rumam à uma escola próxima e adultos que precisam sair para trabalhar acabam tendo de driblar o esgoto pelas calçadas.

– É um nojo só. A água é preta e cheira a podre. Não é  possível nem abrir as janelas – desabafa Clarice.

Vistoria está programada

Quando a chuva vai embora vem o alívio. Mas por pouco tempo. O esgoto dá lugar à sujeira e aos animais peçonhentos.

– Sabemos que se vierem desentupir não alaga desta maneira. Mas a prefeitura precisa vir – enfatiza.

O Dep afirma que a seção que cuida da Zonal Norte vai vistoriar o endereço na semana que vem. Em seguida, será programada a solução.

Diversão da gurizada na água é prejuízo para os adultos no Bairro Rubem Berta

18 de abril de 2013 0


Por AMANDA MUNHOZ - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Que a imaginação das crianças é rica, ninguém duvida. Mas quando se tem água e um caiaque, é fácil de prever o que está por vir. Porém, o que é brincadeira para a gurizada, é motivo de revolta para os adultos. Há dez anos, moradores da Rua do Bosque, no Rubem Berta, convivem com o problema da falta de escoamento no local. Os dias seguintes à chuva são sempre, como mostram as imagens, com a água pela canela.

Em dias como esses, Cláudio Bittencourt Machado, 54 anos, deixa o trabalho de gerente industrial de lado e trata de abrir valos para que a água acumulada não invada a empresa na qual trabalha. Aliás, parte do terreno teve de ser aterrado em função do prejuízo que a empresa de pequeno porte já sofreu.

Falta de verba seria o motivo

- Aconteceu de nós perdemos uma tonelada de granada de aço. Cada quilo custa R$ 3,50 - lamenta o funcionário, que já descobriu que o custo para resolver o problema chega a R$ 80 mil.

Depois de muitos contatos com o Dep, inclusive pessoalmente, Cláudio garante que o departamento confirmou que o problema de alagamento começou em função das obras feitas pelo Demhab. Mesmo sendo de responsabilidade pública, no laudo consta que a prefeitura não tem verba para começar o conserto na Rua do Bosque.

"De diferente, só a criatividade"

- Na última chuva, caiu uma caminhonete aqui na frente. Antes, a água até baixava. Agora, nem isso acontece mais - desabafa.

Em janeiro deste ano, o Diário Gaúcho já havia mostrado a situação enfrentada por esta comunidade. De diferente, só a criatividade da criançada, que está cada vez melhor.

O Dep fez vistoria na Rua do Bosque e verificou que no local não existe pavimentação e meio fio. Não há nenhum tipo de rede de drenagem. Para que o departamento possa implantar redes pluviais no local será necessário que a comunidade solicite via Orçamento Participativo. O Dep afirma ainda que as redes pluviais somente podem ser feitas em ruas com meio fio e pavimentação.

Bosque aquático no Bairro Rubem Berta

03 de janeiro de 2013 2

Amanda Munhoz
amanda.munhoz@diariogaucho.com.br


Quando a previsão do tempo indica chuva, Claudio Bittencourt Machado, 54 anos, já sabe o que terá de enfrentar. O trabalho como gerente industrial precisa ser deixado de lado. É necessário focar na água que se acumula em frente à empresa, na Rua do Bosque, Bairro Rubem Berta.

- Tem gente que nem consegue sair para trabalhar. Tem casas depois da empresa, e este é o único caminho - explica Claudio.

O problema teria começado há mais de dez anos, quando parte do terreno da empresa foi vendido à prefeitura. Mais tarde, junto com a obra do loteamento do concluída, chegaram as dores de cabeça. O escoamento que existia no local foi aterrado. A água da chuva, a partir daquele momento, passou a se acumular em frente ao número 200, na Rua do Bosque.


Empresa teve prejuízo alto

Cansados de terem de parar a produção a cada situação de mau tempo, os funcionários, em 2009, decidiram abrir um açude. Há duas semanas, o valão teve de ser aumentado por não suportar mais a grande quantidade de água. Mesmo assim, novos prejuízos foram constatados.

- Na semana passada, perdemos uma tonelada de granada de aço. Cada quilo custa R$ 3,50. Calcula o nosso prejuízo - lamenta o funcionário, explicando que teve de vender todo o material como sucata.

A empresa é de pequeno porte e não tem como custear a obra de escoamento. O valor total, segundo foi passado para Claudio, seria de R$ 80 mil e está fora do orçamento. Depois de muitos contatos com o Dep, inclusive pessoalmente, o departamento confirmou que o problema de alagamento começou em função das obras feitas pelo Demhab. Mesmo sendo de responsabilidade pública, no laudo consta que a prefeitura não tem verba para começar o conserto na Rua do Bosque.

- Os vizinhos nos cobram a melhoria. Ficam revoltados com o transtorno e pelo fato de a água invadir a casa deles também. A prefeitura não nos dá retorno - desabafa.


Nova vistoria

A reportagem do Diário Gaúcho entrou em contato com o Departamento de Esgotos Pluviais em busca de uma resposta para o problema relatado pelos moradores da Rua do Bosque.

O Dep, por sua vez, comprometeu-se a vistoriar o local ainda hoje. Só depois, tomará as providências necessárias para a resolução do problema.

Água acumula e desgosta moradores na zona sul da Capital

12 de julho de 2012 2

O valo quando chove...

Por AMANDA MUNHOZ - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Quando o dia é de sol, a tranquila Rua 297, da Estrada Campo Novo, no Bairro Aberta dos Morros, é um exemplo de um lugar bom de se morar. Mas quando o tempo vira e chove, Sílvio dos Santos, 27 anos, tem vontade de fugir e deixar tudo para trás. Ele sabe que não pode, que precisará, mais uma vez, encarar o alagamento da via e torcer para que a água não invada sua casa.

Na maioria das vezes, por estar em uma parte mais alta da rua, o promotor de vendas vê o problema chegar à sua porta, mas não tem maiores prejuízos. Os seus vizinhos da frente, no entanto, não têm a mesma sorte. Em dias chuvosos, eles já sabem o que vai acontecer: água pelo joelho.

Saco plástico já não funciona

Desde que mudou-se para este endereço, há três anos, Sílvio tem problemas para sair de casa quando chove.

- As sacolinhas plásticas não adiantam. Saio para trabalhar com os pés descalços e levo uma toalha. Quando chego em um lugar seco, coloco o calçado - conta o morador.

O problema teria se agravado há um ano, quando o terreno para onde a água escorria, foi aterrado. Desde então, os pedidos de providências via telefone com o Dep aumentaram, sem sucesso.

...E em dias secos.

"É esperar vir o sol e o valo"

- Ligamos sempre, pedimos que eles venham até aqui. A equipe avalia, mas não fazem absolutamente nada - afirma Sílvio, explicando que o departamento sempre promete a abertura de um valo, mas não cumpre.

Enquanto os alagamentos não cessam de vez, o morador sabe bem o que fazer:

- É esperar vir o sol, não tem outra alternativa - lamenta.

O que diz o Dep

O Dep afirma que um morador aterrou uma vala existente dentro de sua propriedade e isto causou o bloqueio do escoamento das águas pluviais da rua. O departamento já contatou este vizinho e ele deu permissão para que a Seção Sul de Conservação execute a reabertura da vala e sua limpeza.

O serviço está na programação para ser iniciado na próxima semana.

Jogo está suspenso!

05 de março de 2012 0

AMANDA MUNHOZ | amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

O futebol precisou ser interrompido na Vila Cruzeiro, em Gravataí. E não foi nenhum juiz distribuindo cartão vermelho ou amarelo. A prefeitura é a responsável por interditar de vez a diversão e o treino da gurizada na região há cerca de um mês.

Presidente do Clube de Mães da Vila Cruzeiro, Sônia Terezinha Machado, 42 anos, veste a camiseta da Escolinha de Futebol Cruzeiro e briga pelos direitos dos 60 alunos há, pelo menos, um ano, quando surgiu o projeto. Os problemas de drenagem impediam que, dias após chover, a garotada entrasse em campo.

Falta de verba seria o problema

Após insistentes reclamações junto ao órgão responsável do município, finalmente, em janeiro deste ano, Sônia achou que a partida estava ganha e correu logo para a comemoração. Engano seu.

Aconteceu algo mais grave do que um carrinho por trás e sem bola: a prefeitura chegou até a Vila Cruzeiro, aterrou parte do local e não voltou mais. Se antes os guris mal conseguiam jogar driblando a água, agora tornou-se impossível mirar o gol com buracos pelo caminho.

– Começaríamos a aula na quinta-feira passada, mas não teve a menor condição – desabafa Sônia.

Ao pedir explicações sobre a continuação do conserto, que há um mês está parado, os responsáveis pela escolinha recebem sempre a mesma resposta:

– Dizem que não há mais verba para seguir a obra – relata Sônia.

Nada a declarar

O Diário Gaúcho tentou, sem sucesso, na sexta-feira, contato com  a prefeitura de Gravataí, via assessoria de imprensa, para uma explicação.

Não houve retorno, em todas as tentativas feitas.

Não se molhar aqui, só se for super-herói...

02 de março de 2012 1

Por Amanda Munhoz - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Dois bueiros entupidos são os responsáveis por causar um enorme transtorno na Avenida Liberdade, na Vila Santa Isabel, em Viamão. Se chover, então, vira tarefa para o agente do filme Missão Impossível ou para a Mulher Elástica, da animação Os Incríveis. Só assim, sendo super-herói, para que as pessoas consigam atravessar a via.

Diretamente atingido, o personal trainer Márcio Pereira Soares, 31 anos, teme pela segurança dos alunos de sua academia. Preocupa-se também com os moradores que, em dias de chuva, precisam caminhar pelo meio da rua.

Menina se machucou ao descer do ônibus

Em frente ao número 2302, no ponto mais crítico da avenida, há uma parada de ônibus. A água que acumula no meio-fio tem uma coloração escura pela mistura com o esgoto. Com nojo ou não, os passageiros não têm outra opção que não seja molhar o calçado para subir no passeio público.

– Na quarta-feira, uma menina caiu ao descer do ônibus em função do barro que fica acumulado. Ela torceu o tornozelo. Nós prestamos os primeiros socorros – relata Márcio.



Diário já mostrou o problema na avenida

Em julho do ano passado, um protocolo foi aberto pelos moradores junto à prefeitura, pedindo uma solução para o problema. A carta resposta do município, com as assinaturas do secretário Robinson de Souza e do prefeito Alex Boscaini, informou que a demanda já havia sido resolvida. No entanto, todas as chuvas que caíram por Viamão mostraram que nada havia sido feito.

O Diário Gaúcho relatou o drama enfrentado por Marcelo em outubro de 2011. Na ocasião, o secretário de Obras, Marcos Nor, reafirmou que o serviço havia sido executado. Alegou que em razão de uma chuva forte o problema voltara. E prometeu: uma nova limpeza seria feita no dia seguinte à publicação da matéria.

A promessa do secretário

O secretário de Obras e Viação, Marcos Nor, afirma estar ciente do problema que está ocorrendo naquela comunidade. Informa ainda que já solicitou um projeto para o setor de engenharia da Smov, a fim de melhorar o escoamento da água da chuva, que desce com muito volume pela Avenida Walter Jobim e acumula na Avenida Liberdade. De imediato, será feito, mais uma vez, um hidrojateamento para desentupimento dos bueiros.

Veja o vídeo sobre o alagamento na Avenida Liberdade:

A rua subiu e a água invadiu

29 de fevereiro de 2012 0

AMANDA MUNHOZ | amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Precisei pular a janela dos fundos com o meu filho recém-nascido nos braços para conseguir sair de casa – desabafa Janaína da Cunha Sampaio, 30 anos. O motivo foi a inundação do terreno de sua mãe Marli da Cunha Sampaio, 59 anos, na Rua Lima e Silva, no Bairro Tijuca, em Alvorada. A professora está morando provisoriamente neste endereço.

Não é a primeira nem será a última vez que a família vê a previsão do tempo marcar chuva e se apavorar. Há um ano, a via foi contemplada com a pavimentação asfáltica. A benfeitoria veio e acabou com o sossego da vizinhança. O  nível da rua ficou mais alto do que as residências. A água escorre e chega até os locais mais baixos, o pátio dos moradores, no caso.

Carro ficou do lado de fora

O problema, a princípio, era só de seus pais. Porém, de uns
dias para cá, como o seu filho nasceu, Janaína resolveu  mudar-se para a casa da mãe, para receber ajuda nos primeiros cuidados do bebê. O momento que deveria ser de calmaria e destinado a corujar o pequeno Renan está sendo de muita preocupação. Com a chuvarada no feriado, o carro da família sequer conseguiu entrar no próprio pátio. Sair  da casa virou missão impossível.

Sem saber como escapar da água que invadiu os cômodos, a mãe agarrou o filho nos braços e correu para a janela que dá para a casa dos fundos.

– Ele tinha 13 dias de vida e pulamos pela janela, não havia outra alternativa para sair dali – lembra.

Contenção dificulta entrada da água

Com medo que, mais uma vez, o destino dos móveis seja o lixo, Marli fez um contenção de concreto nas portas. Quem entra na casa da família precisa pular obstáculo.

– Já perdemos sofá, guarda-roupa, cozinha. Tomamos essa providência, mas a água entrou de qualquer forma – relata Marli.

Ela garante que a vizinhança procurou a prefeitura e de  nada adiantou.

A conta é do dono

O secretário de Obras da prefeitura, José Luís Corrêa, informa que o nivelamento de terrenos com a via pública é de responsabilidade do proprietário. Esclarece também que entre as obras que estão sendo executadas naquela  via estão as do PAC, feitas para melhorar a vazão da água.

Ele acredita que com a conclusão, mesmo para os terrenos situados abaixo do nível da rua, a situação melhore significativamente.

É uma chuva de problemas...

28 de fevereiro de 2012 1

AMANDA MUNHOZ | amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Do carro para o barco. Trocar de veículo é a única maneira de os moradores da Rua Delfim Moreira esquina com Travessa Marechal Hermes da Fonseca, na Vila Jardim América, em Cachoeirinha, entrarem e saírem de casa em dias de chuva. O último
alagamento, depois do feriado de Carnaval, fez com que Liane de Lurdes Medeiros Araújo, 55 anos, esquecesse o descanso do Momo e travasse uma luta contra a água na sua porta.

– Antes o problema era alguém que estivesse aqui para ligar a bomba e o escoamento acontecesse em seguida. Agora, não sabemos mais o que deve ser feito – afirma a dona de casa.

Moradora deste endereço há uma década, Liane e seu marido, o motorista Renato da Silveira Castro, 55 anos, já perderam a conta de quantas vezes procuraram por ajuda na prefeitura. A solução, acreditam os residentes locais, seria asfaltar a travessa, já que todas as vias ao redor são pavimentadas e estão acima do nível da Hermes da Fonseca, fazendo com que a água escoe para apenas um lugar.

– A nossa rua é a única de chão batido. Pedimos providências, mas nunca conseguimos a melhoria – desabafa Liane.

Canalização foi substituída

Há 20 dias, o casal achou que as rezas para que as chuvas não venham em grande intensidade teriam fim. Toda a canalização da Travessa Marechal Hermes da Fonseca foi substituída. Felizes de que o problema que os atormenta há dez anos tivesse terminado, aguardaram a próxima chuvarada. Ela veio. E novos problemas também.

– Fizeram apenas quatro bocas de lobo, e a chuva acumulou em maior quantidade. Em dias assim, agora não conseguimos mais dar descarga, que a água retorna toda. É um nojo – lamenta.

Obras em andamento

A prefeitura de Cachoeirinha, por intermédio de sua assessoria de imprensa, afirma que as obras de canalização e saneamento na Travessa Hermes da Fonseca estão começando, com um lado da via já concluído. As ruas Rodrigues Alves e Delfim Moreira, que cortam a travessa, ainda terão a canalização trocada. Informa ainda que essa região é atingida por alagamentos há 30 anos, e a prefeitura está realizando todo um planejamento de readequação do sistema pluvial da região para que o problema seja sanado.

Se chove, Liberdade fica alagada

28 de outubro de 2011 0



Por Amanda Munhoz - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Dois bueiros obstruídos causam alagamento na Vila Santa Isabel, em Viamão. Conserto será feito no próximo sábado.

Basta chover para que os passageiros que desembarcam na Avenida Liberdade, na Vila Santa Isabel, em Viamão, enfrentem transtornos com alagamentos. Dois bueiros entupidos seriam o principal motivo do problema.
Além de ter a frente da casa tomada pela água, o personal trainer Márcio Pereira Soares, 31 anos, também se sente incomodado em seu negócio:

– Tenho uma academia aqui e os alunos enfrentam dificuldades para entrarem e saírem – desabafa.

Carta resposta da prefeitura

Em julho deste ano, um protocolo foi aberto pelos moradores junto à prefeitura de Viamão, pedindo uma solução para o problema. A carta resposta do município, com as assinaturas do secretário Robinson de Souza e do prefeito Alex Boscaine, informou que a demanda já havia sido resolvida.

Na terça-feira passada, os moradores da Avenida Liberdade atestaram que as desobstruções nunca saíram do papel. Como acontece em todas as chuvaradas, o meio-fio ficou completamente alagado e faltou perna para os pedestres conseguirem sair da via para a calçada.

– Temos receio até que aconteça acidentes com as pessoas que transitam pelo meio da rua – relata Márcio.

Culpa foi da chuva

O secretário de Obras e Viação, Marcos Nor, informou que o serviço já havia sido executado. Mas com a forte chuva de terça e quarta-feira, o problema voltou. Um novo serviço será executado amanhã.

Essa água não é bem-vinda

11 de outubro de 2011 0


Por Amanda Munhoz - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Alagamentos em rua do Litoral Norte são constantes. Falta de escoamento agrava situação.

Ao se falar em praia, não tem quem não lembre de dias tranquilos com sombra e água fresca. Certo? Errado quando se trata da esquina das ruas Cisne com Gerânio, na Costa do Sol, em Cidreira, no Litoral Norte. Água até que tem de sobra no local, mas esta não é bem-vinda pelos moradores e veranistas.

Um par de botas de borracha é o acessório que João Souza dos Santos, 67 anos, precisa carregar junto com cadeiras de praia e guarda-sol, há três anos, caso queira sair de casa a pé.

– É assim ou sou obrigado a dar uma volta maior para conseguir escapar das enormes poças d'água, que não escoam para nenhum lugar – desabafa o veranista local há 30 anos.

Manutenção acontece só no verão

O corretor de seguros afirma que o problema é recente e agravou-se com algumas obras de vias paralelas. Como a esquina fica em um nível mais baixo em relação às ruas vizinhas, a água da chuva acumulada nelas escorre toda para o cruzamento das ruas Cisne com Gerânio, onde não há escoamento. E, quando o assunto é providências a serem tomadas, as promessas viram apenas histórias de verão.

– Sempre dizem que vão resolver, mas nunca fazem nada. A administração se preocupa só com os meses de calor e eu venho sempre, inclusive, no inverno – reclama o morador do Bairro Sarandi, em Porto Alegre.

A Secretaria de Obras de Cidreira informou ontem que o secretário Laudi Mariano estava em um compromisso e não poderia se manifestar sobre o caso.