AMANDA MUNHOZ | amanda.munhoz@diariogaucho.com.br
Basta o tempo virar e os primeiros pingos de chuva caírem que começa a angústia de Clarice Petry Bittencourt, 57 anos. Moradora do Acesso F, próximo à Avenida Antônio Giúdice, no Morro Santana, a dona de casa, desde 2011, pede socorro à prefeitura. É preciso desentupir os bueiros da região. Caso contrário, a comunidade sequer conseguirá sair de casa, como já aconteceu.
– No mês passado, em uma chuva muito forte, o meu marido saiu para trabalhar. Para auxiliá-lo, tentei levantar algumas tampas e dar vazão para toda aquela água. Acabei caindo e me machucando – lembra a dona de casa.
Crianças têm de driblar a situação
Nas três décadas que mora no endereço, Clarice lembra de a comunidade sempre lutar por melhorias. Pouco conseguiram deste tempo para cá. A pavimentação das passarelas é um assunto que pouco foi tratado, embora prometido em época de eleição. De acordo com a moradora, em dias de chuva, a água transborda e toma conta da região. Crianças que rumam à uma escola próxima e adultos que precisam sair para trabalhar acabam tendo de driblar o esgoto pelas calçadas.
– É um nojo só. A água é preta e cheira a podre. Não é possível nem abrir as janelas – desabafa Clarice.
Vistoria está programada
Quando a chuva vai embora vem o alívio. Mas por pouco tempo. O esgoto dá lugar à sujeira e aos animais peçonhentos.
– Sabemos que se vierem desentupir não alaga desta maneira. Mas a prefeitura precisa vir – enfatiza.
O Dep afirma que a seção que cuida da Zonal Norte vai vistoriar o endereço na semana que vem. Em seguida, será programada a solução.













