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Posts com a tag "Calçamento"

Nem a placa resistiu à demora da obra no Distrito Industrial de Cachoeirinha

18 de março de 2013 0


Por Amanda Munhoz - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Nem a placa que indicava o valor de mais de R$ 2 milhões destinados para as obras da Estrada Antônio José do Nascimento, no Bairro Distrito Industrial, em Cachoeirinha, resistiu à espera. Em janeiro deste ano, a estrutura despencou. Melhor assim, porque o "estamos trabalhando", em letras maiúsculas, revoltava quem transita pelo local todos os dias e nunca viu ninguém da prefeitura por lá.

Anelise Hardok, 48 anos, é uma das trabalhadoras que precisam conviver com a consequência das intempéries. Quando faz sol, é preciso trancar a respiração e caminhar da Avenida Frederico Augusto Ritter, onde as pessoas desembarcam do coletivo, até o ponto da estrada sem asfalto. Caso contrário, o pó será inalado na respiração.

Na chuva, pó dá lugar ao barro

Em dias de chuva, a situação não ameniza. A poeira dá lugar ao barro, e diversos carros atolam em função do arroio existente, próximo ao endereço, transbordar.

Desde 2004, Anelise luta por providências no local já que sabe da importância que a via teria, caso fosse asfaltada. Para quem desconhece, a Estrada Antônio José do Nascimento liga o município à Estrada do Nazário, em Canoas, e poderia ajudar a desafogar o trânsito caótico da BR-116.

"Não acreditamos em mais nada"

No começo de 2012, Anelise acreditou que, enfim, começariam as obras. A placa na entrada da estrada indicava que a prefeitura estava trabalhando. Engano seu. Em janeiro deste ano, as madeiras que sustentavam o letreiro apodreceram e a estrutura despencou, sendo retirada logo em seguida.

- A prefeitura diz que fará o estudo e, logo em seguida, começará o asfaltamento. Mas não acreditamos em mais nada. Estamos pedindo providências há nove anos, e nem previsão nos dão - desanima a funcionária.

Novo prazo é final de abril

O engenheiro da Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplan), Ero Fernandes, a obra será iniciada até o final do mês de abril, conforme o prazo da ordem de serviço assinada no ano passado. A prefeitura está asfaltando os dois acessos secundários a Canoas. A primeira obra, inclusive, será entregue semana que vem.

Estudar é um ato perigoso para alunos do Bairro Agronomia

14 de março de 2013 2


Por AMANDA MUNHOZ - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Para chegar até a Escola Fundamental La Salle Esmeralda, alguns alunos precisam contar com a sorte de o tempo estar bom. Caso contrário, se não tropeçarem nas pedras da Travessa Osvaldo José Peixoto, na Vila Esmeralda, no Bairro Agronomia, chegarão à sala de aula tomados pelo barro. A condição da via, claramente, mostra que o local cresceu, e a infraestrutura não acompanhou.

A professora Sônia Mara Fraga, vice-diretora do colégio, é quem teme pela segurança dos estudantes. Há 20 anos trabalhando no local, acompanhou o crescimento da Vila Esmeralda, e garante nunca ter visto a prefeitura fazer a manutenção da travessa.

- Nunca vieram até aqui. Se já é ruim para caminhar em dias sem chuva, imagina quando chove? - questiona Sônia Mara, alertando que a escola é o ponto mas baixo das ruas ao redor, e a água concentra toda no local.

Defesa Civil já esteve no endereço

Daniele Lemos, administradora do colégio, também está revoltada com a falta de segurança que as crianças precisam enfrentar. Pedras enormes são vistas em frente às casas na Travessa Osvaldo José Peixoto. E também estão nos dias de chuva as maiores preocupações de Daniele:

- Elas podem ceder e rolar pela rua, machucando alguém.

De acordo com Sônia, dos 560 alunos que estudam na instituição, grande parte deles usa esta via como trajeto, já que moram na parte mais alta da Vila Esmeralda.

O lugar até parece que um dia teve asfalto, pois parte da via tem pedaços de pavimentação. Porém, as professoras negam. Confirmam que nunca apareceu sequer uma patrola no endereço.

- Alertamos e a Defesa Civil compareceu aqui na segunda-feira. Olharam, olharam e não disseram mais nada - conta Daniele.

Respostas, sim. Solução, não!

O engenheiro Assis Arrojo, da Smov, informa que a travessa é via não pavimentada, mas rotineiramente é realizada a conservação. Quanto à pavimentação, a comunidade deve solicitar no Orçamento Participativo.

Já a equipe de Área de Risco da Smam afirma que incluiu a via nas vistorias programadas para a tarde de ontem.

O pessoal não quer mais saber de britas

05 de março de 2013 0

Andar de carrinho de rolimã, patins, skate, roller, bicicleta e até de carro é uma tarefa quase impossível para quem mora na Rua Rocha Pombo, no Bairro Aparecida, em Alvorada. Tatiana Botelho Eugênio, 38 anos, sabe bem o que é isso. Moradora da rua desde seus três anos, ela relata que a falta de pavimentação já é um problema recorrente.

– Sempre foi assim. Eles só sabem patrolar e colocar britas para tentar minimizar a situação – afirma.

A cada chuva, situação piora

Entretanto, sempre que chove, a água leva não só as pedras como parte da terra e
a estrada volta a ficar esburacada.

– O saibro invade os pátios e casas e suja tudo. Depois que a chuva para, temos de limpar tudo.Colocamos o que sobrou do barro na rua novamente, não temos outra alternativa – reclama.

Em 2011, a antiga administração pública da cidade procurou os moradores e foi realizada uma reunião. Foi proposto que o custo com o calçamento fosse dividido entre todos.

– Eles sugeriam que nós comprássemos parte do material necessário. O que faltasse e a mão de obra seriam de responsabilidade da prefeitura. Sairia cerca de R$ 600 para cada casa – garante Tatiana.

Para que obra começasse, a maioria dos moradores deveria aprovar a oferta, o que não aconteceu.

– É um absurdo. Tem gente que não tem esse dinheiro. Asfaltar a rua é uma obrigação da prefeitura. Pagamos impostos para isso – indigna-se.

De acordo com a técnica em enfermagem, antes da eleições foi a última vez que depositaram britas no local. Além disso, as únicas vias que têm pavimentação são aquelas nas quais trafega a linha de ônibus que atende o bairro.

– A prefeitura sabe da situação – finaliza.

Por enquanto, só promessa

A prefeitura, por meio da assessoria de imprensa, informa que a administração anterior deixou a cidade em estado de abandono e com uma grande crise financeira. Entretanto, a promessa é que o caso será apurado com cuidado pelos atuais responsáveis.

Não dá para abrir a porta da casa em bairro de Viamão

07 de novembro de 2012 0

Sair de casa sem se sujar é uma missão quase impossível para os moradores da Rua do Lago, no Bairro Santa Cecília, em Viamão.

Há quase quatro meses, dois bueiros da via estão entupidos e o esgoto transbordou.

- Fui até a prefeitura reclamar e eles disseram que não é com eles - relata a auxiliar administrativa Keila Ketlin Lopes Vieira, 20 anos.

Em uma das bocas de lobo, a tampa tinha o símbolo da Corsan, o que fez a residente procurar ajuda também na companhia de água. A resposta não foi animadora. Quem a atendeu esclareceu não se tratar de um problema que poderia ser resolvido por eles.

- Estamos nessa situação há algum tempo, buscamos todas as alternativas para que a solução fosse providenciada, mas até agora isso não aconteceu - queixa-se, sem saber mais o que fazer.

Moscas e limo, as consequências

A via é caminho para uma creche e para uma escola e está completamente cheia de água. As calçadas já criaram limo devido à umidade causada pelo esgoto empoçado. Com o calor e as altas temperaturas, insetos começaram a proliferar no local.

- A quantidade de moscas está cada vez maior e o cheiro cada vez mais insuportável - assegura.

Keila não sabe mais o que é deixar a porta de sua residência aberta. O problema é gerado pelos carros que passam. Jogam a água imunda para dentro do pátio.

- Se não fico com a porta fechada, o que suja é a minha casa - afirma.

Ela acrescenta que sempre que chove, o esgoto não toma conta só dos pátios mas também das moradias da rua.

De acordo com a assessoria de comunicação da prefeitura, a Secretaria de Obras e Viação de Viamão fará o hidrojateamento da rede de esgoto pluvial nos próximos dias. No entanto, salienta que a região não possui rede cloacal e que cada morador deve ter uma fossa sumidoura para dar conta do seu esgoto sanitário.

Caso seja encontrada alguma irregularidade, será encaminhado para a fiscalização da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, que providenciará uma notificação ao infrator.

Fique atento! Tem buraco na Avenida Guaíba

30 de outubro de 2012 0

Alta velocidade. Trânsito intenso nos dois sentidos. E um buraco no meio da via. Para desviar é preciso invadir a pista contrária. É essa a situação que os motoristas que trafegam pela Avenida Guaíba esquina com a Rua dos Tabajaras, Bairro Ipanema, enfrentam há mais de 15 dias.

A cratera tem uma abertura pequena, mas, de acordo com Sandro Souza de Oliveira, 43 anos, ela já cedeu em diversos pontos e sua profundidade chega a, no mínimo, um metro.

EPTC sinalizou, mas cavalete foi quebrado

De acordo com o morador, a EPTC colocou um cavalete no local para sinalizar o problema, no entanto, logo depois ele já estava quebrado. Foi então que algumas pessoas utilizaram alguns galhos e um pedaço de plástico para criar uma "bandeira" e demarcar o buraco.

- Depois que o cavalete quebrou, eles não puseram mais nenhum tipo de sinalização, foi preciso improvisar - garante.

- Ainda não aconteceu nenhum acidente por milagre - desabafa.

O guarda municipal conta que ele mesmo quase foi uma vítima, pois por pouco não bateu em um coletivo que vinha na direção contrária a dele.

- O ônibus veio pela contramão. Esse é o único jeito de desviar. Eu estava quase na curva. Coloquei o pé no freio e tive de dar ré. Por sorte, não havia nenhum carro atrás do meu - relembra.

Dep e Dmae já foram acionados

Próximo à cratera está seu possível causador, um bueiro entupido, que promove um esgoto correndo a céu aberto.

- Cada vez que um veículo faz a curva, se tem alguém por perto, toma um banho dessa água suja - desola-se.

Ele já procurou o Dmae e o Dep, através da central da prefeitura, o 156, e os departamentos teriam pedido para ele aguardar. O conserto seria providenciado em até 40 dias.

- Estão esperando alguém se machucar feio, para fazerem alguma coisa - afirma.

Conserto está prometido e deve começar hoje

Por meio de sua Assessoria de Imprensa, o Dep informou que hoje fará uma vistoria completa. Caso o problema seja na rede pluvial, o conserto será providenciado. Já o Dmae relata que realizou uma vistoria ontem e aguarda o Dep abrir o local para verificar se a questão também está relacionada à rede cloacal. Caso esteja, será arrumado.

Demorou, então a população arregaçou as mangas em Eldorado do Sul

24 de outubro de 2012 0

Cerca de R$ 500. Este foi o valor gasto por dois moradores da Rua Hermes Francisco dos Santos, Loteamento Schmitt, em Eldorado do Sul, para a reconstrução de suas calçadas. A despesa não estava prevista no orçamento, mas se fez necessária depois que a prefeitura foi ao local para fazer a troca do encanamento e das tampas de bueiros.

- Alguns canos estavam quebrados e outros entupidos, sempre que chovia a rua alagava - afirma, Jussânia Medina Dias, 29 anos.

Segundo a assistente comercial, há dois anos eles pediam a solução do problema.

Residente na casa ao lado da de Jussânia, Rodrigo de Medeiros, 37 anos, conta que há um ano o passeio cedeu e uma das rodas de seu carro ficou presa em uma cratera.

- Na época, cheguei a fazer fotos do veículo e ir até a Secretaria de Obras cobrar uma providência, mas nada fizeram - lembra o morador da via, que fica próxima à Câmara de Vereadores.

Para guardar o automóvel na garagem, o empresário precisou cobrir o buraco.

Jeito foi fazer uma "vaquinha"

Depois da substituição da canalização, que ocorreu na semana retrasada, Jussânia fez contato com a Secretaria de Obras do município para saber quando o passeio seria arrumado.

- Falei com o secretário e ele me disse que isso era minha responsabilidade, que eles não fariam nada - relata.

Foi depois dessa negativa que ela procurou Rodrigo e eles se juntaram para refazer suas calçadas. Será feito um pedido de ressarcimento junto à prefeitura. Caso não haja acordo, eles devem procurar a Justiça.

- Entrei em contato com o Ministério Público, que me assegurou que a responsabilidade era da prefeitura e me orientou a procurar meus direitos caso eles não agissem corretamente, é o que vou fazer - garante.

Questão de prazo

O secretário de Obras, Hermeto Ramires, contesta a informação de moradores. Diz que recebeu o aviso que uma árvore teria danificado os canos sob a calçada. Após os reparos, a prefeitura teria doado material e mão de obra. Segundo o secretário, a polêmica foi gerada por quem exige reparação imediata, que não é possível. Garante que os reparos estão sendo realizados.

E as calçadas, prefeitura?

20 de setembro de 2012 1

Por Amanda Munhoz - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

A obra começou, mas não terminou. Assim está a situação da Rua Coronel João Pacheco de Freitas, no Bairro Jardim Itu-Sabará. Para consertar a canalização, a prefeitura precisou abrir algumas calçadas. Nos canos, o problema está resolvido. No entanto, em frente às casas, os basaltos não foram repostos.

Desde março, Gabriela Schiller Beliziário Motta, 24 anos, espera a equipe que fez o serviço voltar para consertar sua calçada. Ligações para o número 156 da prefeitura foram feitas sem sucesso. Para que fosse possível entrar com o veículo na garagem, a família mesmo improvisou a obra e encaixou algumas pedras na rampa pela qual o veículo passa. Porém, a areia está cedendo e percebe-se um buraco em formação.

Vizinho também tem esse problema

- É nosso direito. Eles abriram, precisam fechar. Simples assim - desabafa a professora, afirmando que quem fez a obra explicou que uma outra equipe iria até lá fechar o local.  

Há 15 dias, algumas pessoas da prefeitura foram até a Rua Coronel João Pacheco de Freitas, olharam a situação, mas foram embora. E não voltaram.

Ao lado da residência de Gabriela, um vizinho passa pela mesma situação. De acordo com ela, o morador, cansado de esperar, disse que vai desistir de esperar o conserto. Promete tomar a responsabilidade para si.

Prazo existe. Só que foi esquecido

Na mesma via, Hélio Aguiar, 74 anos, mostra a data registrada no bueiro da esquina de sua casa: 25 de abril deste ano.

- Esse foi o dia em que vieram aqui, consertaram os canos, mas não resolveram o problema da calçada - explica o aposentado.

Hélio deu o prazo de três meses para que a prefeitura voltasse e colocasse o calçamento no lugar. Como não aconteceu, passou a fazer reclamações para os responsáveis por telefone.

- Não adianta, é tudo muito demorado. Tivemos um outro problema na canalização, que demorou dois anos para ser resolvido - lembra o morador.

Vistoria prevista

O Dep promete que a Seção Norte de Conservação fará uma nova vistoria no local.
Somente, então, o departamento poderá dar maiores detalhes sobre o que está ocorrendo ou qual é exatamente o problema.

Mais enrolado do que novela das oito

06 de agosto de 2012 1

Amanda Munhoz
amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

A história da reconstrução da calçada de Gilberto Gonçalves Peralta, 61 anos, na Rua Engenheiro Fernando de Abreu Pereira, Vila Passo da Mangueira, no Sarandi, parece mais roteiro de novela. E daquelas bem dramáticas, cheias de idas e vindas, como os capítulos nos quais contracenam Carminha (Adriana Esteves) e Nina (Débora Falabella), em Avenida Brasil.

A novela do aposentado "estreou" no início do ano passado, quando sua calçada começou a ceder. Algumas ligações telefônicas foram feitas e um protocolo foi aberto em maio.

- Eu não anotei, porque achei que resolveriam em seguida. Nem fazia ideia que tudo estava recém começando - lamenta Gilberto.

Protocolos foram abertos

O Dmae, em seguida à ligação, compareceu à Engenheiro Fernando de Abreu Pereira, e identificou que o problema teria começado com as raízes de uma árvore próxima, que acabaram quebrando os canos. A canalização foi toda trocada. No entanto, o departamento alegou que não tinha autorização para retirar o vegetal e acabou deixando a calçada aberta.

Em junho, em função de um temporal, a árvore caiu e foi retirada. Desde então, Gilberto faz contatos para que o Dmae conclua a obra. Nos dias 18 de janeiro, 6 de fevereiro e 29 de março, todos deste ano, abriu novos protocolos no Departamento Municipal de Água e Esgoto. Em março, afirmaram que o problema deveria ser resolvido junto ao Dep. No mesmo dia, então, Gilberto registrou um novo número de atendimento. Porém, no dia 26 de abril, ouviu de um funcionário que ele deveria voltar a procurar o Dmae.

- Abri mais um protocolo no dia 10 de maio. Foi quando disseram para eu contatar a equipe da Zona Norte, mas fui informado que não tinha nada registrado. E, até agora, o meu problema não foi resolvido - desabafa.

Conserto previsto para esta semana

Gilberto teme pelos pedestres que passam por sua calçada em dias de chuva. Lembra ainda do dia em que uma senhora botou-lhe a boca porque as condições do local estavam péssimas. Quando explicou que o problema era resultado de uma obra pública, e que o acabamento não era de sua responsabilidade, ouviu outro desaforo:

- Ela me disse que sempre ouve na tevê que a calçada é de responsabilidade do proprietário. O que eu faço? - questiona.

O Dep afirma que a repavimentação da calçada na Rua Engenheiro Fernando de Abreu Pereira está na programação para ser executada até o final desta semana.


Buracos, a herança do conserto

17 de julho de 2012 1


Por AMANDA MUNHOZ - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Três buracos em uma mesma quadra na Rua Barão do Amazonas, no Bairro Partenon, sinalizam que algo deu errado na obra do Dmae, concluída há menos de dois meses no local.

Localizadas exatamente onde foram abertas pela equipe da prefeitura, as cavidades estão levando medo aos moradores, que temem que algum pedestre se machuque no local. Mesmo o problema não sendo em frente à sua casa, o aposentado Gentil da Silva, 78 anos, fez jus ao seu nome e fechou os primeiros sinais de uma erosão em frente a um terreno baldio, próximo de sua moradia.

- Fiquei com medo por quem não tem conhecimento sobre essa situação. Juntei alguns cascalhos e tapei - conta Gentil.

Segundo sua vizinha, a dona de casa Tânia Menna Barreto, 56 anos, a obra na Rua Barão do Amazonas seria um desvio na canalização de água e teria sido concluída há menos de dois meses.

Calçada de edifício nem foi fechada

Neste intervalo, Norton Fagundes Garcia, 35 anos, é um dos moradores que teme pela segurança da vizinhança e do entra e sai de carros da sua garagem. Parte da calçada abriu e foi preciso improvisar para que nada pior aconteça.

- Coloquei um pedaço de madeira ali. É bem onde os carros passam. Daqui um pouco, não conseguiremos mais passar - lamenta o analista de TI.

Logo adiante, ainda na mesma quadra, no número 2000, a calçada sequer foi totalmente consertada. As laterais estão longe da lajota clara e bonita que parte do calçamento ainda tem. A única coisa que os moradores sabem dizer é que a promessa é de que, ainda na semana passada, o problema seria resolvido. Nada feito, nem sinal.

Buracos estão alinhados

O que faz a comunidade ter certeza de que as crateras são provenientes da interferência do Dmae na região é que os buracos estão na mesma linha.

As cavidades que começaram a aparecer na calçada vizinha são exatamente na mesma linha do areal deixado na calçada do edifício de número 2000.

- E o mais interessante é que o departamento só fechou um trecho da frente das casas. Eles alegaram que têm permissão para a obra no trilho. E a parte que eles quebraram para abrir? - questiona Tânia.

Conserto nas calçadas

O Dmae informou que vai fazer as adequações necessárias nas calçadas. A obra é do Programa de Substituição de Redes de Água. A rede antiga foi trocada por material mais resistente.

Pó, o terror de quem gosta de casa limpa

06 de abril de 2012 0

Por Amanda Munhoz - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Uma tarefa fácil do cotidiano, a dona de casa Elisabeth do Amaral Coutinho, 59 anos, tem dificuldade em fazer. Estender roupas virou motivo de dor de cabeça para a moradora da Rua Grécia, no Bairro Residencial Eldorado, em Eldorado do Sul. O pó que se ergue da via de chão batido obriga Elisabeth a não secar mais roupas na rua. Ou gastar o dobro de sabão ao lavar novamente.

– Não sei mais o que fazer para que alguém resolva esse nosso problema – desabafa.

Desde que essa rua foi aberta, apenas parte dela recebeu pavimentação. O resto ficou à mercê de buracos e lama, quando chove. Há quatro anos, desde quando se mudou para este endereço, Elisabeth e seus vizinhos brigam para que a prefeitura dê a devida atenção. Porém, somente medidas paliativas foram tomadas: colocação de areia na buraqueira, por exemplo. Areia que desaparece na medida que os carros passam.

– Nos disseram que o município não tem verba para fazer e, por isso, deixam assim – conta Elisabeth, garantindo que um abaixo-assinado já foi entregue, mas não surtiu efeito.

Sem saber mais o que fazer, a moradora não abre mais as janelas de casa. A poeira entra, mas em menor quantidade.

– Moramos nos fundos da prefeitura e é essa a condição que fazem a gente enfrentar. Asfaltaram a via de trás, a Rua Holanda, e a nossa, que é um pedaço pequeno, ignoraram – lamenta.

● Autoridades estão de feriadão

O diretor de Obras de Eldorado do Sul, Paulo Ricardo Rocha dos Santos, afirma não ser de sua alçada o planejamento de melhorias. Em função de ter sido feriado ontem no município, argumentou que não poderia dar informações mais detalhadas sobre a Rua Grécia. Já o secretário de Obras, Vilmar Pereira da Silva, que poderia responder pelo problema, não retornou as ligações da reportagem.