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Posts com a tag "Erosão"

Um terreno levado pelas águas no Bairro Jardim Planalto, em Esteio

18 de novembro de 2013 0
Foto Arquivo Pessoal

Foto Arquivo Pessoal

Por DENISE WASKOW – denise.waskow@diariogaucho.com.br

Do pedaço de terra escolhido há mais de 30 anos para ser a morada da família da aposentada Elvira Fitner, 78 anos, resta cada vez menos. Sempre que chove, parte do lote é levado pelas águas. Já são pelo menos 7m engolidos pelo Arroio Boqueirão, que corre na parte de trás da Travessa Dias, Bairro Jardim Planalto, em Esteio.

Por muitos anos, não havia problema em conviver com o curso d’água. Mas desde que a canalização do arroio teve início, a situação se modificou. Faltam apenas cerca de 150m para concluir a obra, que teve início em 2004. Desde então, toda a água e o esgoto vêm pelos canos e desembocam no que era o pátio da casa.

- O que sobrou agora é só lixo, que veio com a enchente. O terreno era grande, e hoje não tem quase nada – desabafa a filha de Elvira, Suzana Maria Fitner Sobrosa, 59 anos.

Ela alerta que a situação se torna mais grave em função das condições de saúde das duas – as únicas moradoras da casa. Suzana tem dificuldades para caminhar, e a mãe já é idosa. Assim, fica difícil de conseguir retirar a sujeira do pátio e se livrar de visitantes indesejados.

- Tenho medo dos ratos, das aranhas, dos bichos. Dia e noite, é um cheiro horrível. Eu já nem sei mais o que é ar puro – lamenta.

Nunca a água havia avançado tanto

Em todos esses anos, a obra teve uma breve retomada em 2011, mas não chegou a avançar. Suzana conta que nunca tinha visto a água avançar tanto como nas últimas chuvas, chegando perto da cozinha. E se entristece com a falta de providências.

- Eles até vieram olhar, mas não fizeram nada. A gente sabe que tem muita gente que perdeu tudo nas enchentes. Sentimos muito, mas nós também estamos precisando de ajuda – conclui.

Licitação em 2014

A prefeitura de Esteio esclarece que a finalização das obras de canalização do Arroio Boqueirão está incluída nos projetos que receberão recursos do Pac 2, dentro de uma série de obras na região. O projeto executivo está sendo concluído, e deve ser licitado no início de 2014.

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Quando o serviço público não funciona

11 de setembro de 2013 0

Marcelo Oliveira

Roberta Schuler
roberta.schuler@diariogaucho.com.br

Nem mesmo depois de mais de 20 pedidos de providências a vigia Luciane Santos de Oliveira, 37 anos, conseguiu ter encaminhada a solução para o problema que vem causando a erosão do terreno onde fica a casa em que mora com a família, na Rua dos Unidos, Bairro Coronel Aparício Borges, na Capital.

No pátio da residência, foi construída há mais de dez anos uma galeria do Departamento de Esgotos Pluviais (Dep). Segundo Luciane, na época da obra, a entrada de uma máquina danificou as paredes da casa, que foram reconstruídas pelo departamento. De lá para cá, a família foi acompanhando o desgaste do terreno, que já diminuiu boa parte do pátio.

– Eu já nem estendo roupa no pátio, não abro a porta da cozinha, nem deixo meus filhos virem na parte dos fundos. Nosso espaço está limitado. Isso mostra que o terreno “está trabalhando” – observa.

Outros indícios do problema podem ser percebidos na umidade constante nas paredes e no piso da casa. Também há rachaduras grandes na cozinha e no quarto.

– Além disso, faz duas semanas que as paredes do banheiro e do quarto estão dando choque – revela Luciane.

Muro: prometido no ano passado

Para tentar ajudar a filha, Geni de Oliveira, 64 anos, deu inúmeros telefonemas para o 156. O primeiro contato com a prefeitura foi no dia 9 de julho de 2012. Ela tem anotado num papel os dias, horários e os nomes dos atendentes que ouviram o pedido de providências. Em uma ocasião, Geni ouviu a promessa de que a construção de um muro de contenção começaria em agosto do ano passado. Até agora, nada foi feito.

Luciane conta que, há duas semanas, técnicos do Dep, da Smov e até um profissional da Defesa Civil estiveram no local conferindo a situação. Desde então, a galeria está sem cobertura porque quebrou a tampa durante a inspeção.

– Eles disseram que é preciso fazer um muro de contenção e garantiram que viriam assim que firmasse o tempo. Até agora não apareceram. Estou com medo que comece a chover e isso piore – desabafa a vigia, que teme pela segurança da casa dos vizinhos.

O QUE DIZ O DEP

– O diretor da Divisão de Conservação do Dep, engenheiro Fausto Vasques, esteve no local na segunda-feira, para uma vistoria. Foi constatado que o que está causando erosão no terreno é um poço de visita que está rompido e provocando infiltrações no solo. Este equipamento também recebe os esgotos das casas vizinhas. O departamento informa que hoje a Seção Leste de Conservação do Dep iniciará os reparos. Será feita a manutenção no poço de visita e a construção de 3m de redes pluviais.

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Aonde está a Rua Minas Gerais, em Viamão?

25 de março de 2013 0


Por AMANDA MUNHOZ – amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Até para reclamar do estado em que está a Rua Minas Gerais, no Bairro Monte Alegre, em Viamão, os moradores encontram dificuldades. Imagine quando o assunto é pedir o patrolamento no local.

- Quando conseguimos contato, eles nos pedem 15 dias. O prazo termina e ninguém aparece por aqui – desabafa Luciana Silva Almeida, 37 anos.

Moradora há mais de três décadas no endereço, ela garante que a situação sempre foi assim. Todo o ano é preciso pedir providências para a prefeitura e torcer que mandem uma patrola até lá. Mesmo assim, é bem possível que a reclamação passe batida.

- No ano passado, para se ter uma ideia, ninguém apareceu por aqui – lembra revoltada.

Nem a patrola passa mais

O dia seguinte às grandes chuvaradas é sempre o pior, garante Luciana. Valos se formam ao longo de toda a via e a água escorre, abrindo verdadeiras crateras.

Quando o temporal vai embora, deixa na rua de chão batido uma lembrança da falta de assistência por parte da secretaria responsável por amenizar os buracos. Os carros são obrigados a andarem em baixíssima velocidade. Caso contrário, não será apenas lembrado, e sim, sentido no bolso.

No tempo em que reside lá, a moradora recorda que, todos os anos, invariavelmente, a prefeitura dava atenção à comunidade, passando uma patrola. Porém, de uns tempos para cá, o cuidado não é o mesmo.

- Uma vez por ano, pelo menos, eles amenizavam os buracos. Agora, estamos abandonados, sem previsão alguma – denuncia.

Viamão não respondeu

A reportagem fez contato com a prefeitura de Viamão, que não se manifestou sobre o problema.

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Uma cratera em um pedaço de estrada em Viamão

10 de outubro de 2012 1

Por AMANDA MUNHOZ – amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Os moradores não sabem o que é mais difícil: acreditar que alguém ainda se arrisque a passar pela Estrada Lomba Verde, na zona rural, em Viamão, ou, de fato, transitar pelo local. A cratera já ocupa mais de meia via e é caminho de muitos moradores da região, inclusive, um dos acessos ao Bairro Itapuã.

Luana da Silva Barcelos, 21 anos, reside no Bairro Águas Claras e não precisa se submeter à sorte diariamente. Ao contrário de seus pais que, para chegarem ao trabalho, cruzam os dedos para que nada dê errado no trajeto.

- A situação está cada vez pior. Com as chuvas, a dimensão do buraco aumenta – lamenta a operadora de caixa.

Chuvas agravam a já difícil situação

O problema começou há sete anos, de acordo com a memória de Luana. Só de sua família partiram três pedidos de manutenção na estrada. Onde está localizada a cratera, fica uma ponte de pedra construída pelo avô de Luana, falecido há 40 anos.

- Imagina a idade da ponte! Por estar aberto, o material que sustenta a estrutura por dentro está indo embora aos poucos – conta.

A vez que a prefeitura se prontificou a verificar a situação, o conserto foi paliativo. Britas foram colocadas. No entanto, na chuva seguinte, parte do buraco já começava a aparecer. A fita de isolamento colocada também não resistiu ao tempo. Como o local seguiu exposto e sem melhorias, a situação agravou-se.

Madeiras foram colocadas

Revoltados com o descaso e preocupados com quem utiliza a via, o pai de Luana, Antônio Almeida de Barcelos, 58 anos, colocou pedaços de madeiras dentro do buraco.

- Já que ninguém fez nada, meu pai decidiu tomar providências. Sabemos que não resolve muito, mas já é um alerta – explica a filha.

Luana visita os pais aos finais de semana. No último domingo, diversas pessoas tiveram de se expor ao risco em função das eleições. Muitas não tiveram coragem e optaram por um outro percurso muito mais longo.

Na segunda-feira

A Secretaria Municipal de Obras e Viação afirma estar terminando uma obra semelhante no Beco dos Botinhas. Estima que a obra na Lomba Verde tenha início na próxima segunda-feira, se não chover. É considerada de grande porte e terá que ser feito um novo pontilhão de madeira.

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Chuva piorou o que já era ruim no Partenon

19 de setembro de 2012 0

Amanda Munhoz
amanda.munhoz@diariogaucho.com.br


O braço direito de Maria Jussara Ortiz, 47 anos, já desenvolveu uma tendinite. E o motivo fica por conta das valetas que a moradora da Rua da Represa Herval, no Bairro Partenon, teve de abrir com as próprias mãos. Caso não fizesse, a água vinda da Escola de Ensino Fundamental Tenente Coronel Travassos Alves, localizada na Rua A, Chácara dos Bombeiros, levaria o seu pátio adiante.

Em março, o colégio fez uma obra e construiu um muro na lateral, e outro vazado ao fundo, concentrando o escoamento da água da chuva toda no pátio de Maria Jussara.

- Eu não aguento mais. Tenho dores, mas não posso para de fazer os valos – revela a moradora, que, na segunda-feira, teve de fazer a tarefa na chuva.

Ontem, no meio da tarde, em função do volume da chuva, Maria Jussara já tinha escavado duas vezes o seu pátio. O medo é de que a água vinda da escola não escoe e alcance a parte elétrica do poste que a Ceee mandou colocar.

- Já me questionaram sobre o local em que a estrutura foi posta. No entanto, quem me indicou foi a própria companhia. Não entendo mais nada – desabafa.

No começo de setembro, o Diário Gaúcho contou o drama de Maria Jussara, que estava desde março tentando resolver o problema. A diretora do colégio, Dione Reichelt, por sua vez, garantiu que fez reclamações pessoalmente sobre a situação, inclusive quando a obra estava em andamento. O coordenador da Primeira Coordenadoria Regional de Educação de Porto Alegre, Antônio Branco, afirmou que o problema de alagamento de Maria Jussara foi passado para a Secretaria de Obras Públicas (SOP), para que seja resolvido.

No entanto, Branco não deu prazo para que o problema seja resolvido.

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Erosão põe idosa em risco no Morro Santana

16 de janeiro de 2012 0


AMANDA MUNHOZ
amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Há três anos, depois de Nuciano Luís Aguiar dos Santos, 43 anos, ver a cozinha do vizinho desabar, o técnico cinematográfico já não consegue mais dormir tranquilo. O motivo? A segurança de sua mãe, Suzana Maria Aguiar dos Santos, 66 anos, que, desde então, está a perigo. A canalização do esgoto, que está provocando erosão no terreno de Nuciano, na Rua Natércia Cunha Veloso, no Bairro Morro Santana, é a responsável pelos momentos de tensão da família.


– Vimos parte da casa ao lado se destruir e temos receio de que aconteça igual aqui – afirma o morador.


Quarto de idosa é sobre o buraco


O buraco no pátio sinaliza o que vem pela frente. A sala que fica ao lado é a maior prejudicada, pois, por baixo da peça, a cratera já tem cerca de um metro e meio de diâmetro. Em função da saúde da mãe, Nuciano precisou fazer o quarto dela no térreo do sobrado e a sala é o local onde ela fica a maior parte do tempo.


– Ela tem sérios problemas respiratórios e anda com a ajuda de um andador _ relata Nuciano, que teme precisar tirar a mãe às pressas da peça caso algo aconteça.


Chuva agrava a situação


Os dias de chuva chegam na casa de número 25 acompanhados de muita angústia. A água acumulada no buraco ajuda que a areia lateral ceda um pouco mais, deixando a cratera ainda maior. Após contatar a prefeitura via telefone, Nuciano recebeu como resposta de que, até o dia 8 de janeiro, o problema estaria solucionado, o que não aconteceu.


– Não sei mais o que fazer. Estou apavorado só em pensar que minha mãe corre perigo – desabafa.


“Casa foi construída em local irregular”


O Dep afirma que o imóvel foi construído de maneira irregular sobre a rede coletora, que está rompida. O departamento informa ainda que não pode precisar a extensão de rede que deve ser substituída antes do início dos trabalhos e poderá até ser necessário remover uma parte da casa. A Divisão de Conservação do Dep iniciará o serviço com tempo seco.



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Terreno perde espaço para arroio

26 de outubro de 2011 0



Por Amanda Munhoz – amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Erosão em virtude do Arroio Barnabé, na Rua Montenegro, em Gravataí, preocupa morador. Burocracia dificulta que melhorias comecem.

Burocracia. Essa é a palavra que ajuda a aumentar o desespero de Elisson Fernandes, 27 anos. Morador da Rua Montenegro, no Bairro Vera Cruz, em Gravataí, o técnico em informática, a cada dia, vê o Arroio Barnabé, que passa às margens de sua residência, corroer parte do seu terreno.

– Quando eu acho que a situação será resolvida, tranca em alguma coisa – desabafa Elisson.

“Situação é bomba-relógio”

No mês de abril, o Diário Gaúcho relatou a situação da Rua Montenegro. Na ocasião, a Defesa Civil compareceu ao local e informou que a casa estava em situação de risco e contatou o Demhab, que também foi até lá. De acordo com o morador, o engenheiro chegou a dizer que a erosão é uma “bomba-relógio”, que a qualquer momento poderia explodir.

– A equipe do Demhab disse que encaminharia um ofício para a Smov. Assim, começariam a obra o mais rápido possível – relata o morador.

Criança não brinca mais no pátio

O pedido do muro de contenção foi passado para a Secoplan (Secretaria Municipal de Coordenação e Planejamento do município de Gravataí). Como não teve retorno, Elisson se deslocou até a sede da secretaria, mas voltou para casa sem resposta alguma. O problema chegou até o gabinete da ex-prefeita Rita Sanco e o secretário dela, Cláudio Salgado, foi pessoalmente conferir como estava o desmoronamento.

– Com a mudança na prefeitura, tenho certeza que o meu problema não chegou a lugar algum – afirma.

O medo de que parte da casa desabe fez com que a família retirasse o carro da garagem coberta e o deixassem em um outro lugar exposto ao tempo. O pequeno Erick, de quatro anos, cunhado de Elisson, também não pode mais brincar no pátio de casa já que seis meses se passaram e não teve nenhuma melhoria no local.

Caso vira jogo de empurra

A Secretaria Municipal de Obras e Viação de Gravataí informa que o engenheiro da Smov já verificou o local e a demanda foi encaminhada para a Defesa Civil, que tomará as devidas providências. No entanto, ao ser contatada pela reportagem, a Defesa Civil informa que, já na antiga administração, o laudo foi encaminhado para Smov, que ficou responsável pelas obras.

– Nossa função é pedir agilidade para que as secretarias efetuem as obras. Trabalho provisoriamente aqui até que dois funcionários sejam substituídos, mas sei que este encaminhamento para a Smov foi feito ainda na antiga gestão – afirma o guarda municipal Erisson Ferraz.

A reportagem voltou a fazer contato com a chefe de gabinete provisória, Isolete Bittencourt, que se negou a atender o Diário Gaúcho. Mas, através de sua secretária, reiterou que a demanda está com a Defesa Civil.

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Garagem só para enfeite

30 de setembro de 2011 0


Por Amanda Munhoz – amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Erosão em calçada impede que família guarde o carro na garagem e faz pedestre vítima.

A garagem da casa de Rafael Paulo Soares Fonseca, 35 anos, na Rua Silvado, no Bairro Partenon, está vazia. A família, há dois meses, precisa pagar por outro local para guardar o carro em segurança, já que uma erosão na calçada em frente ao portão impede a entrada do veículo na própria residência.

– São R$ 100 por mês que eu não precisaria gastar – desabafa Rafael.

Em julho, ao sair da garagem com o carro, o morador viu o buraco se abrir. Ao analisar a profundidade, veio o susto:

– Vimos que a calçada está totalmente oca em toda a sua extensão e, a qualquer momento, pode desabar – conta.

Pedestre já se machucou

A poucos metros dali, outro buraco ainda maior atormenta a vizinhança e faz vítimas. Fica em frente à porta de um lar de idosos. Os moradores, com medo, colocaram uma cadeira de ferro quebrada para alertar os pedestres.

Mesmo assim, há poucos dias, Rafael garante que um senhor não viu a cratera, caiu e quebrou o braço em três lugares.

– É uma falta de respeito. Reclamamos no dia em saímos de casa e o buraco se abriu. Apenas o Dmae esteve aqui e constatou que o problema não era com eles – relata o morador.

Obra começa hoje

Ainda ontem, uma equipe do DEP esteve no local para uma vistoria. Foi constatado o rompimento da rede pluvial. O serviço de substituição, de acordo com a assessoria do departamento, deve começar hoje.

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Arroio leva destruição

31 de agosto de 2011 0



Por Amanda Munhoz – amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Erosão causada às margens do Arroio Barnabé, no Bairro Vera Cruz, em Gravataí, compromete residências.

O pequeno Erick, de apenas quatro anos, não pode mais andar pelo pátio de sua casa sozinho. O carro da família, agora, fica em um lugar sem cobertura. Há dois anos, desde que perdeu os primeiros pedaços do seu terreno para o Arroio Barnabé, Elisson Fernandes, 27 anos, morador da Rua Montenegro, no Bairro Vera Cruz, em Gravataí, clama por socorro.

– Em dias de chuva, eu já não durmo mais. Tenho medo do que pode acontecer – desabafa o técnico em informática.

Parte do local recebe melhorias

Na época, quem morava às margens do arroio e estava em situação irregular foi transferido para outro local. No entanto, os moradores que obtinham a escritura de suas casas, segundo Elisson, seriam contempladas com um muro de contensão em frente ao seu terreno. Um pequeno trecho do lado oposto ao de sua casa recebeu a melhoria. O resto, segue sem atenção.

– O meu cunhado é uma criança e não podemos mais deixá-lo sozinho aqui. Está desabando – conta.

Local é uma “bomba relógio”

O Diário Gaúcho relatou o problema vivido por Elisson e sua família em abril deste ano. A Defesa Civil do município, na ocasião, informou que já havia feito uma vistoria e afirmou que as residências estavam em situação de risco. Prometeu, então, dar uma solução ao problema o mais breve possível.

– Não fizeram nada. Eu comprei pneus, coloquei terra dentro e é o que está segurando a nossa casa. O técnico do Demhab disse que isso aqui é uma bomba relógio – afirma.

Solução emaranhada em burocracia

Diferentemente do que a Defesa Civil havia dito em abril, prometendo obra no local o mais breve possível, ontem, o órgão limitou-se a responder à reportagem que o morador precisa abrir um novo protocolo e, assim, solicitar uma nova vistoria.

Veja o vídeo do problema enfrentado pelos moradores da Rua Montenegro:


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Um intruso no terreno

16 de maio de 2011 0



Por Denise Waskow – denise.waskow@diariogaucho.com.br

Após rompimento de galeria de esgoto que cruza o seu pátio, moradora da Avenida Veiga, no Bairro Partenon, sofre com sujeira e mau cheiro.

A dona de casa Helena Odete Barela Lencina, 59 anos, está convivendo com um intruso em seu pátio há cerca de quatro meses. Pelo terreno da moradora da Avenida Veiga, no Bairro Partenon, atravessa uma galeria da rede de esgotos. Em um dia de chuva forte, parte da estrutura rompeu e, desde então, a sujeira e o mau cheiro perturbam Helena.

– A água veio com muita força e destruiu o concreto que tinha em cima da galeria. Eu não estava em casa quando aconteceu. Cheguei e o buraco já estava aberto – relata.

Apesar de morar no local há quatro anos, ela já conhece a casa há muito tempo, pois o seu tio é proprietário do lote. Helena explica que a galeria atravessa vários terrenos. No pátio dela, o estrago foi grande: o buraco tem quase 4m de comprimento e 1,5m de profundidade.

Diante do rompimento, a família contatou a prefeitura. Após alguns telefonemas reforçando o pedido, eles seguem aguardando a solução do problema.  
– Teve uma equipe do Dmae aqui e disse que era com o Dep. Mas ainda estamos esperando – conclui Helena.

Equipe já foi ao local

O diretor da divisão de conservação do Dep, engenheiro Francisco Pinto, explica que a galeria foi construída pelos moradores. Há cerca de dez anos, o departamento fez um desvio da rede pluvial da via que descia por essa galeria, diminuindo o volume de esgoto que passava por ali. Contudo, a estrutura ainda recebe contribuições de esgotos de terrenos vizinhos.
– Uma equipe já foi ao local para fazer vistoria. Vamos remover os entulhos para fazer avaliação completa e começar os serviços – garante.

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