Conviver com o Arroio Boqueirão passando nos fundos de casa, na Travessa Dias, no Bairro Jardim Planalto, em Esteio, não era nenhum problema para a dona de casa Suzana Maria Fitner Sobrosa, 58 anos, e sua mãe, Elvira Fitner, 78 anos. Mas a partir de 2004, quando a obra de canalização do córrego começou, ela viu sua vida se transformar em um verdadeiro filme de terror.
- A obra foi interrompida, recomeçou em 2011, parou outra vez e até agora não foi retomada - afirma Suzana.
Em 2011, a prefeitura reiniciou a colocação dos canos, mas por falta de verbas, o serviço não teve conclusão.
Perigo constante, cheiro ruim e ratos
Preocupado com a situação da mãe e da irmã, Jerri André Paz, 41 anos, conta que o nível do valo continua a subir, desde a matéria publicada pelo Diário Gaúcho, em julho de 2011, sobre o mesmo transtorno.
- Antes era possível fazer barricadas para conter a água, mas ela invade cada vez mais o terreno - assegura.
O vasto espaço, onde eram plantadas árvores frutíferas e havia um poço, hoje não existe.
- As plantas foram arrancadas e até cercar o local é impossível - garante o encarregado administrativo.
Já Suzana acrescenta que a umidade e a força das águas fazem com que a terra ceda. Além disso, o mau cheiro e os animais peçonhentos são frequentes.
- Tenho medo que minha casa corra risco de desabamento. O cheiro insuportável e os ratos também são terríveis - lamenta.
Falta pouco, mas não tem previsão
Segundo Jerri, o trecho que ainda precisa de canalização é pequeno.
- São cerca de 150m - atesta.
Quando foi procurada, em 2011, a administração pública da cidade informou que já havia apresentado projetos para o fim do problema e estava captando recursos, pois a obra faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC II).
Agora, a prefeitura esclarece que tem um estudo sendo analisado pelas secretarias, mas sem prazo.











