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Posts com a tag "Esteio"

Arroio em Esteio ameaça desde 2011

27 de fevereiro de 2013 1

Conviver com o Arroio Boqueirão passando nos fundos de casa, na Travessa Dias, no Bairro Jardim Planalto, em Esteio, não era nenhum problema para a dona de casa Suzana Maria Fitner Sobrosa, 58 anos, e sua mãe, Elvira Fitner, 78 anos. Mas a partir de 2004, quando a obra de canalização do córrego começou, ela viu sua vida se transformar em um verdadeiro filme de terror.

- A obra foi interrompida, recomeçou em 2011, parou outra vez e até agora não foi retomada - afirma Suzana.

Em 2011, a prefeitura reiniciou a colocação dos canos, mas por falta de verbas, o serviço não teve conclusão.

Perigo constante, cheiro ruim e ratos

Preocupado com a situação da mãe e da irmã, Jerri André Paz, 41 anos, conta que o nível do valo continua a subir, desde a matéria publicada pelo Diário Gaúcho, em julho de 2011, sobre o mesmo transtorno.

- Antes era possível fazer barricadas para conter a água, mas ela invade cada vez mais o terreno - assegura.

O vasto espaço, onde eram plantadas árvores frutíferas e havia um poço, hoje não existe.

- As plantas foram arrancadas e até cercar o local é impossível - garante o encarregado administrativo.

Já Suzana acrescenta que a umidade e a força das águas fazem com que a terra ceda. Além disso, o mau cheiro e os animais peçonhentos são frequentes.

- Tenho medo que minha casa corra risco de desabamento. O cheiro insuportável e os ratos também são terríveis - lamenta.

Falta pouco, mas não tem previsão

Segundo Jerri, o trecho que ainda precisa de canalização é pequeno.

- São cerca de 150m - atesta.

Quando foi procurada, em 2011, a administração pública da cidade informou que já havia apresentado projetos para o fim do problema e estava captando recursos, pois a obra faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC II).

Agora, a prefeitura esclarece que tem um estudo sendo analisado pelas secretarias, mas sem prazo.

Fim do prazo. E nada de conserto...

14 de fevereiro de 2013 0

AMANDA MUNHOZ
amanda.munhoz@diariogaucho.com.br


Ao ver a equipe da prefeitura em frente à sua casa, na Avenida Senador Salgado Filho, no Centro, em Esteio, Alexsandro Quadros, 28 anos, achou que, finalmente, seu problema havia terminado. Engano seu. O buraco segue aberto e o gerente de Recursos Humanos fazendo adaptações para entrar e sair com o carro da garagem.

- Sou obrigado a colocar madeiras. Caso contrário, não tenho como tirar o veículo - desanima o morador.

A reportagem do Diário Gaúcho havia mostrado esta situação no dia 1º de fevereiro. Como o local é de grande fluxo, o número de carros que transita por ali é alto. E, de acordo com Alexsandro, a própria prefeitura tinha sido vítima de tal situação.

- O caminhão da prefeitura, que faz a coleta seletiva, caiu com a roda na cratera, destruindo parte da minha calçada - desabafou o morador, comemorando que, em função do viaduto próximo, pelo menos a iluminação pública é boa.


"Areia está indo embora"

Em resposta à matéria, a prefeitura de Esteio afirmou que, naquele dia mesmo, foi até lá para verificar o problema e encontrou um cano fechado, que precisaria ser trocado. Garantiu, então, que na terça ou quarta, os dias 5 ou 6 de fevereiro, a equipe resolveria, definitivamente, a situação. No entanto, não aconteceu.

- À medida que os carros passam, a areia que colocaram está indo embora. Sigo na mesma - conta Alexsandro.


Solução, mas só provisória

A Secretaria Municipal de Obras Viárias e Serviços Urbanos (SMOVSU) solucionou, provisoriamente, o problema, liberando a área para o uso. Dentro do cronograma de trabalho, uma equipe vai voltar ao local para solucionar definitivamente o problema.

Buraco tira o sono no Centro de Esteio

01 de fevereiro de 2013 0

Por Amanda Munhoz - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Pelas contas de Alexsandro Quadros, 28 anos, já são quatro meses pedindo socorro. Desde outubro, ao entrar e sair de casa, o morador da Avenida Senador Salgado Filho, no Centro, em Esteio, depara-se com o descaso por parte da prefeitura. Um buraco, entre o meio-fio e a via, a cada chuva, aumenta a dimensão, preocupando mais o gerente de Recursos Humanos.

- Não sei mais o que fazer. Aqui é uma região muito movimentada e esta cratera pode aumentar - desabafa.

Alexsandro garante que, em um dos contatos com a Secretaria de Obras do município, foi passado o contato direto com o secretário da pasta. No entanto, também não resolveu o problema:

- Ele sempre diz que virá vistoriar, mas nunca vem - confirma.

Nem o caminhão da prefeitura escapou

Para entrar ou sair com o carro da garagem, o morador precisa de pedaços de madeira. Eles são colocadas sobre o buraco e o automóvel passa por cima. Alexsandro, que já caiu com o carro na cratera, teme o que pode acontecer. Porém, é esta opção ou deixar o veículo na rua.

A falta de sinalização no local aumenta a preocupação de quem utiliza a via diariamente. Próximo a um viaduto que dá acesso à cidade, o trânsito de veículos é intenso na avenida e pode haver algum acidente grave, já que são muitos os desavisados que frequentam o local. Prova disto é que o próprio caminhão da prefeitura, que faz o coleta seletiva, caiu no buraco, destruindo parte da calçada de Alexsandro.

- Sorte que a iluminação, à noite, é boa em função do viaduto. Caso contrário, já haveria vários outros casos contabilizados - explica Alexsandro, que fará um balanceamento no seu carro e cobrará o custo da prefeitura.

Secretário promete uma solução rápida

O secretário Municipal de Obras Viárias e Serviços Urbanos, José Luiz da Silva, informa que, ainda na quinta-feira, solicitou que uma equipe verificasse o problema. Prometeu que será providenciada uma solução o mais rápido possível.

Assim não é possível

15 de janeiro de 2013 1

Por AMANDA MUNHOZ - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

O ditado popular diz que a primeira impressão é a que fica. Se realmente for assim, os negócios de Deivid Julian Vieira, 28 anos, só tendem a piorar.

Há quase cinco meses, o empresário pede pela limpeza do entulho que está em frente a sua empresa, na Rua Soledade, no Centro, em Esteio.

Os R$ 18 da taxa para o recolhimento do lixo, desde outubro do ano passado, estão pagos.

Mas a resposta da prefeitura, ele garante ser sempre a mesma:

- Não há previsão. É o que me dizem. Quando dizem... O problema é que recebemos nossos clientes aqui. É muito chato pra gente - desabafa Deivid.

Taxa foi paga, só que não adiantou

O problema começou logo em seguida que ele levou sua empresa para o endereço. Na reforma, alguns restos de material de construção e madeira tiveram de ser descartados. Deivid se informou como deveria proceder para que a prefeitura fizesse o trabalho. Com a taxa paga, passou a cobrar pelo serviço. Foi quando as incomodações começaram.

- Já me desloquei até a sede da prefeitura. Queria falar com um responsável e saber o motivo pelo qual ninguém vem até aqui - explica Deivid, informando que, por outros meios, descobriu que a empresa terceirizada de recolhimento recém está sendo licitada, o que seria o principal motivo das ruas estarem tomadas pelo entulho.

Com o acúmulo do lixo, Deivid espanta os clientes e atrai animais indesejáveis.

De acordo com o empresário, é comum verem ratos pelas calçadas. E, com o passar dos dias, a situação está cada vez pior, já que a comunidade também passou a fazer descarte na beira da via.

- Não sei mais para quem recorrer. Basta passar pela Soledade e ver, pelo menos, dez focos de entulho iguais ao que eu reclamei - desanima o empresário, que colocou o problema no facebook, e já teve mais de 70 compartilhamentos de moradores de Esteio indignados com o descaso.

Prefeitura promete multar quem suja

A assessoria de imprensa de Esteio informou que nenhuma empresa está sendo contratada.

O que muda é que, a partir de abril, a intenção é multar quem faz o descarte irregular. Com relação ao pagamento da taxa, a garantia é que o serviço será feito.

Porém, há uma demanda de cerca de 300 pedidos. A prefeitura pretende atendê-los até o dia 31 de março.

O secretário de Obras, José Luiz da Silva, informou que o local foi limpo em outubro. E que no sistema da sua secretaria consta apenas o registro de um pedido de limpeza, datado do dia 27 de novembro.

Ainda assim, o secretário promete verificar o local. E afirma que será dada uma solução.

Um mar de sujeira em Esteio

24 de fevereiro de 2012 0

Por Lisiane Lisboa - lisiane.lisboa@diariogaucho.com.br

Viajantes chegam de longe, cansados, muitas vezes levando cargas pesadas em seus caminhões pela BR-116. Procuram um lugar aconchegante para dormir e encontram um hotel bem próximo da estrada, na Rua Bento Gonçalves, no Centro de Esteio. No quarto limpo, o estranhamento do cheiro forte. Ao abrir a janela, uma nuvem de mosquitos invade o cômodo. A paisagem é um imenso terreno baldio coberto de lixo, móveis velhos e animais mortos.

A recepcionista e camareira do hotel no número 1815, Izabel Santana, 42 anos, relata o que ouve com frequência dos hóspedes. Há dois anos como funcionária do estabelecimento, jamais viu o local ser limpo. Diariamente, muitas pessoas são vistas depositando itens rejeitados por ali.

– É uma situação constrangedora, pois não temos o controle da situação. Não depende da limpeza do hotel – afirma.

Hóspedes também relataram a Izabel que vândalos arremessam pedras nas janelas dos quartos durante a noite. Usuários de drogas e moradores de rua habitam a escuridão do local, ameaçando a segurança dos residentes e comerciantes da região.

Risco de atropelamentos

Para acessar a parada de ônibus, os pedestres precisam atravessar os detritos e arriscar as vidas, desviando dos carros que passam em alta velocidade na via.

A síndica do Condomínio Morada de Esteio II, no número 1244, Dilsonia Vieira, 53 anos, reafirma a existência da sujeira e do risco que as pessoas correm ao passar pelo terreno. Em seus nove anos de trabalho, Dilsonia testemunhou algumas limpezas, porém, nada que tenha resolvido definitivamente o problema.



Limpeza completa

O secretário interino de Obras e Viação de Esteio, José Luiz da Silva, informa que a limpeza completa do terreno será feita no fim de semana. O painel com o aviso de "Proibido Colocar Lixo" e os números de telefones para denúncias já está pronto e deve ser colocado em breve. Em relação ao bloqueio do terreno, o secretário alega que não será possível o cercamento, pois a propriedade é particular. O proprietário será notificado para envolver o local com uma cerca e desobstruir a passagem dos pedestres.

Além disso, a prefeitura dispõe de serviços como o Ecoponto, ao lado da SMOV, na Rua Taquara, 225, na Vila Olímpica, para receber entulhos dos moradores da cidade. Uma outra opção para descartar mobília sem uso e outros tipos de dejetos é contratar o tele busca do órgão municipal, com um custo de R$ 18,50.

Nesta rua, nesta rua... tem um lixão

18 de novembro de 2011 0

Por Amanda Munhoz - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Lixo em rua do Bairro Parque Primavera, em Esteio, revolta morador. Prefeitura diz que a culpa é da comunidade.

Há seis anos, os moradores da Rua Osvaldo Jesus Vieira, no Bairro Parque Primavera, em Esteio, convivem com vizinhos pouco agradáveis. Os ratos, provenientes do lixão em que esta via se transformou, são figuras comuns, inclusive em plena luz do dia.

Residente há 12 anos do local, Vladimir Adriano da Silva, 34 anos, é uma das pessoas que precisa, obrigatoriamente, conviver com o cheiro ruim e a sujeira em frente a sua casa.

– Sempre pedimos providências para a prefeitura, mas é raro que seja feito uma limpeza aqui – relata o aeroviário.

Chuva piora a situação

O trajeto ocupado pelo lixo é caminho de estudantes, que não têm outra opção a não ser andar em meio aos resíduos. Os dias de chuva fazem com que a situação se agrave. A água faz com que sacolas plásticas sejam arrastadas, entupindo bocas de lobos e impedindo o escoamento.

– A sujeira mistura-se com a água e as pessoas andam em meio à sujeira. É um nojo só – conta Vladimir.

Moradores largam lixo

A prefeitura de Esteio informa que realiza a limpeza do local periodicamente. Entretanto, alguns moradores continuam realizando descarte ilegal de materiais na via. A administração municipal avisa também que dispõe de um serviço de recolhimento de detritos, a baixo custo. Basta procurar a prefeitura e fazer a solicitação para a coleta. A taxa é de R$ 18,50.

Restos de poda de árvores, móveis velhos, entulhos, metais e pneus, entre outros, também podem ser encaminhados para o ecoponto, na Rua Taquara, ao lado da Secretaria Municipal de Obras e Viação.

O que era sonho acabou em pesadelo

22 de julho de 2011 0


Por conta de obra inacabada, moradora da Travessa Dias, no Bairro Jardim Planalto, em Esteio, sofre com o cheiro do esgoto e com o aumento do nível água do Arroio Boqueirão, que está consumindo seu terreno.

Há mais de 30 anos, quando Elvira Fitner chegou a Esteio, escolheu um terreno fértil, plano e bonito na Travessa Dias, no Bairro Jardim Planalto, para viver. O Arroio Boqueirão corria nos fundos da residência, mas isso nunca foi problema para a aposentada de 76 anos.

– Minhas árvores frutíferas cresciam cada vez mais e eu tinha até um poço, onde os vizinhos pegavam água – lembra.

Porém, em 2004, foi dado início a uma obra de canalização de esgoto na passagem do arroio e a vida tranquila de Elvira começou a mudar. A obra foi interrompida.

–  As máquinas derrubaram todas as árvores que minha mãe plantou, deixaram muitos buracos e esgoto escorrendo a céu aberto – conta Susana Maria Fitner Sobrosa, 57 anos, filha de dona Elvira.

Agora, elas convivem com o cheiro insuportável do esgoto que desemboca atrás da casa. Segundo o relato das moradoras, a prefeitura começou a reposição dos canos, mas faltou verba para concluir o serviço.

– Em dias de chuva, a situação piora. Comemos e dormimos com o odor forte e os ratos invadem os cômodos – desabafa Suzana.

O fator mais preocupante é o nível da água do arroio que sobe consideravelmente. O extenso terreno que Elvira escolheu para morar já perdeu, em média, sete metros, de acordo com os cálculos feitos por Jerri André Fitner Paz, segundo filho de Elvira.

– Coloquei algumas plantas e entulhos para estancar a água. O arroio pode avançar e consumir a estrutura da casa – aflige-se o auxiliar administrativo.

Burocracia impede conserto

A prefeitura de Esteio informa que o curso d´água do Arroio Boqueirão foi parcialmente canalizado, faltando ainda uma parte. A Administração Municipal já apresentou projetos para a finalização da canalização e está captando recursos juntos a segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC II). O projeto já está em análise em Brasília e o Município aguarda por uma definição.

Cratera dentro de casa ameaça família em Esteio

07 de julho de 2011 0

Por Amanda Munhoz - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Canalização de esgoto cedeu e fez com que parte de residência do Bairro Três Marias, em Esteio, desabasse. Prefeitura afirma que o local é irregular.

O local onde ficavam o banheiro e a cozinha virou depósito de bicicletas na casa de Elisiane dos Santos Peixoto, 25 anos. A canalização de esgoto da Rua Ingo Leopoldo Ebert, no Bairro Três Marias, em Esteio, fez com que o alicerce de sua moradia cedesse, deixando um buraco. Além disso, o restante do piso está oco, sem sustentação. O medo de que tudo desabasse e algo pior acontecesse fez com que a dona de casa retirasse os seus móveis e se mudasse para a peça da frente.

Há três meses, em um dia de faxina, uma lajota quebrou e o pé de Elisiane afundou. Por sorte, nada grave aconteceu. No entanto, o problema era muito maior. A camada de terra embaixo da casa, aos poucos, está desmoronando, aumentando a cada dia a gravidade da situação.

– Na mesma hora, tiramos todas as nossas coisas do local. Tenho três crianças e tive medo que poderia acontecer. A cratera cada vez está maior – relata a moradora que há dois anos reformou o local.

De acordo com o sogro de Elisiane, João Pereira, 56 anos, que também mora no local, a prefeitura informa que eles não deveriam ter construído casas ali. Porém, o aposentado garante que, quando comprou a casa, há 11 anos, não havia problema algum na construção. Inclusive, garante ter a escritura do terreno.

– Atrás da nossa casa tem mais residências. E se tudo ceder e cair por cima dos moradores? Quem se responsabilizará pela tragédia?– questiona João.

Prefeitura diz que terreno é irregular

A Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov) informa que se trata de construção irregular, feita sobre a rede coletora do município. O projeto da obra não foi encaminhado para análise na prefeitura de Esteio e, por isso, o imóvel não está regularizado, não tendo habite-se.

O titular da Smov, Flávio Hiller, explica que, mesmo o terreno sendo regularizado, o imóvel em questão não o é. O dono do terreno (antigo ou atual) não encaminhou pedido para a aprovação da obra. Se tivesse consultado a prefeitura, seria informado da existência da rede coletora e de que não poderia construir ali.

Moradores vítimas da burocracia

14 de junho de 2011 0



Por Amanda Munhoz - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Moradores de Esteio atingidos por enchentes não poderão usar recursos do FGTS porque prefeitura não tem condições de entregar levantamento exigido pela CEF.

Impasse burocrático entre a prefeitura de Esteio e a Caixa Econômica Federal impede que moradores da Rua Roque González, no Bairro Santo Inácio, em Esteio, usem o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)  para amenizar os prejuízos sofridos em alagamento no mês de março.

Em março, o município decretou calamidade pública devido às inundações no bairro, nas quais 1.577 famílias perderam tudo. Os moradores que se sentissem prejudicados e optassem por usar parte do fundo de garantia deveriam encaminhar o pedido junto à prefeitura do município, que encaminharia tudo à Caixa Econômica Federal, no prazo máximo de 90 dias. Foi o que fez Sebastião Vedi de Moraes, 39 anos, pensando que teria motivos para comemorar: poderia usar o fundo para cobrir parte dos gastos que teve com as enchentes.

– Os R$ 4,6 mil que a Caixa me liberará por ano já me ajudariam a amenizar as perdas – conta o
mecânico.

Problema já foi mostrado no DG

O desespero de Sebastião aumenta na medida que os dias passam. O prazo dado pela Caixa para o encaminhamento da papelada termina amanhã, quarta-feira, e o banco afirma que falta um documento da prefeitura de Esteio para a liberação do dinheiro.

No dia 10 de dezembro do ano passado, o Diário Gaúcho relatou o problema enfrentado pelos moradores da Rua Roque Gonzáles. Sebastião relata que, na época, perdeu sofá, cama box, televisão e colchões.

A rede de escoamento foi trocada e não há mais problema de alagamento no local, mas a liberação do fundo era aguardada por todos para amenizar os prejuízos.

Problema em um documento

O subchefe de Gabinete da prefeitura de Esteio, Assis Brasil Silveira, informa que todos os documentos solicitados pela Cef foram entregues para a gerência da Caixa em Esteio. Porém, no final de maio, a direção do banco solicitou uma relação de todas as residências afetadas. Assis afirma que não é possível confeccionar a listagem, uma vez que 1.577 residências foram atingidas e a prefeitura não tem tempo hábil para relacioná-las.

Já a Cef esclarece que, para que seja liberado o valor da conta vinculada do FGTS, falta a relação dos locais afetados especificando rua, bairro e número ou só a rua, se toda a via tiver sido atingida.

Avenida do Carnaval com cara de enterro dos ossos

09 de maio de 2011 0


Quem resolver entrar em forma ou manter a saúde em dia com caminhadas, terá problemas se eleger a Avenida Governador Ernesto Dornelles, no Bairro Santo Inácio, em Esteio, como pista. Conhecida como Avenida do Carnaval, nela, quem baila são os usuários. Há seis meses, há areia no lugar da calçada em razão de uma obra inacabada, obrigando os pedestres a disputar espaço com os carros.

Para melhorar o escoamento da via, a prefeitura do município abriu buracos ao longo de três quadras. Porém, o serviço não foi concluído e a calçada está há meio ano em péssimas condições de uso.

Prática de caminhadas é prejudicada

- São três bairros que utilizam este local: Vila Olímpica, Santo Inácio e Jardim Planalto. É muita gente para transitar em calçadas tão detonadas - revela uma moradora que preferiu ter o seu nome preservado.

A maioria das pessoas que anda pela Avenida do Samba é com a mesma finalidade: a prática de caminhadas. Quem não abandona o exercício por causa das condições da via e se arrisca a caminhar o trajeto danificado entre os carros, corre perigo.

- Eu sou uma das pessoas que não larga o exercício. Desço da calçada e Ando encostada ao cordão, junto com os carros - afirma.

Uma pracinha para muita criança

Outra situação que incomoda os moradores no local é o tamanho da pracinha colocada pela prefeitura no final do ano passado. A moradora relata que é muita criança e pouco brinquedo:

- Já pedimos que mais uma fosse colocada. A criançada dos três bairros vêm para cá e não há espaço para todas elas - conta.