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Posts com a tag "Gravataí"

Falta ar. E remédios

09 de maio de 2013 0

AMANDA MUNHOZ
amanda.munhoz@diariogaucho.com.br


A troca de temperatura parece que vira uma chave no sistema respiratório de Olga Regina Lahude Pinos, 51 anos. Em poucos instantes, o chiado no peito começa e a respiração fica curta, ofegante. É a famosa falta de ar que atinge cerca de 10% da população brasileira, de acordo com dados do Ministério da Saúde. Na luta contra as crises respiratórias, a aposentada aposta na prevenção. Os medicamentos específicos para tal, no entanto, há três meses, estão como o ar: faltando.

Moradora de Gravataí, Olga retira regularmente Ipatrópio, Alênia e Budesonida na Farmácia do Estado. Pela gravidade de seu caso – ela tem Doença Obstrutiva Pulmonar
Crônica –, ganhou o direito de ter em casa o cilindro de oxigênio para que, em uma emergência, a nebulização seja feita às pressas. Situação comum para Olga. No dia 27 de março, teve uma parada respiratória. Em 24 horas, fez 12 vezes este processo.

– A minha doença é bem traiçoeira. Tem vezes que estou vendo televisão deitada, e quando percebo, estou me sufocando. Nesta última vez, se o meu marido não tivesse  em casa, eu não teria resistido – conta a asmática, que cansa até para falar.


Está difícil ir do quarto até a sala

As saídas de casa precisam ser devidamente programadas. A família tem de levar toda a medicação para prevenção e momentos de crise na bolsa. Mas, como está em falta e o pedido para um cilindro portátil ainda não foi aprovado, sair está fora dos planos de Olga.

– As farmácias me alegam que o laboratório não está mandando. Não sei mais o que fazer. Com os medicamentos eu preveniria essas crises – desabafa.

Olga teve a primeira crise de asma aos 21 anos. Porém, não eram frequentes. Há cinco anos, a situação agravou-se a ponto de ter dificuldade de sair do quarto e ir até a porta da frente, percurso que tem cerca de cinco metros.

 

Dois estão a caminho

A Secretaria Estadual da Saúde informa que o remédio Budesonida 400mg pode ser entregue (tem em estoque no município). O Ipratrópio e o Alênia (Formoterol 12mg + Budesonida 400mg) não têm em estoque. Afirma ainda que foi solicitado remanejo dos medicamentos para outros municípios e deverão estar à disposição dos usuários nos próximos dias.

Lixo atrapalha no caminho da escola

12 de abril de 2013 1

Por Amanda Munhoz - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Ainda nas séries iniciais, as filhas de Clemair Emília Veiga Dias, 40 anos, Vitória e Giovana, 12 e oito anos, respectivamente, já aprenderam o significado da palavra descaso.

Há dois anos, ao irem para a escola, no Bairro Morada do Vale l, as duas encaram obstáculos bastante nojentos pelo caminho. São sofás, resto de móveis, pneus, madeira, tudo em grande quantidade, depositado na Rua Anita Garibaldi.

O terreno descampado fica exatamente nos fundos da Escola Estadual de Ensino Médio Morada do Vale l e no caminho da Escola Municipal de Ensino Fundamental João Paulo ll.

- Conversei com as professoras. O cheiro, dentro da escola, é insuportável. Sem contar que há ratos naquele lixo. E se eles forem para a escola? É até questão de uma ação da Vigilância Sanitária - desabafa a dona de casa.

Quando Clemair denunciou a situação para a prefeitura, ouviu como resposta que seriam tomadas providências.

Mas o tempo foi passando, e nada. Em dois anos, ela garante nunca ter visto uma limpeza no terreno.

Comunidade cansou de esperar

Com dó das crianças que enfrentam pelo menos duas vezes ao dia o problema, a comunidade decidiu se mexer.

Os moradores estão listando nomes para formar um abaixo-assinado, a ser encaminhado para quem de direito. Até mesmo um protesto está nos planos de alunos, professores
e pais.

- Não sabemos de quem é o terreno. Só queremos a limpeza de tudo por aqui - conta Clemair, garantindo que já viu, algumas vezes, carroceiros fazendo o depósito irregular no local.

Limpeza está próxima

O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos (SMSU) da prefeitura de Gravataí, promete providências. Informa que a área localizada na Rua Anita Garibaldi tem limpeza agendada para a próxima semana.

Troca só em junho: será que aguenta?

26 de março de 2013 0

AMANDA MUNHOZ

amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Há pelo menos dois anos, um poste na Rua Fernando Ferrari, próximo ao número 705, no Distrito Barro Vermelho, em Gravataí, balança, mas não cai. Mas, e se cair? Esta é a preocupação de Juremar Lopes da Silva, 41 anos, vizinho do problema.

- Sempre que tem temporal, ele balança e quase vem ao chão. O risco é constante, principalmente, por ser em uma curva acentuada - afirma.

Para o motorista, se a estrutura despencar, há risco de ser sobre algum veículo ou, até mesmo, de pedestres. A via tem fluxo intenso, inclusive, de moradores que transitam pelo endereço a pé.

Morador teme por um curto-circuito

O medo vai além. Juremar teme pelo perigo de um possível curto-circuito, já que os fios de eletricidade, com a queda, irão se romper.

- Aqui passam três linhas de ônibus, diversos caminhões, além das pessoas que transitam diariamente. Imagina se acontece um acidente? - questiona.

Segundo o morador, próximo à RS-030, estrada principal que dá acesso à Fernando Ferrari, alguns postes de madeira foram trocados por outros de concreto. Neste, no entanto, foi colocado uma escora que, aparentemente, não resolveu a situação.

Substituição será só em junho

Quanto às reclamações, Juremar perdeu as contas. Nos contatos com a RGE, responsável pela estrutura de madeira, sempre ouve a mesma explicação: a substituição não está no cronograma.

- Toda vez que um caminhão da empresa passa aqui, eu paro e questiono. E também já cansei de ligar para eles - desola-se.

A RGE informa que, tanto o poste em questão como a rede elétrica, estão íntegros e em condições de uso. Foi constatado que não há risco eminente de segurança.

A troca está agendada para até o dia 30 de junho, dentro do cronograma de substituição regular de postes.

Asfalto? Só por 200m na Rua Fernando Ferrari, em Gravataí

22 de março de 2013 0


Toda a extensão da Rua Fernando Ferrari, no Distrito Barro Vermelho, na Parada 107, em Gravataí, deveria ser pavimentada. Deveria. Aprovado no Orçamento Participativo (OP) há pelo menos oito anos, o asfaltamento só se vê nos 200 metros iniciais da via. Os outros 2km sequer sabem qual é a cor do piche.

E as consequências do descaso não são poucas. As crianças que moram na região correm risco de não conseguirem chegar na escola. O motivo fica por conta dos coletivos que, em dias de chuva, evitarão de passar pela estrada de chão batido.

Helena Fontoura, 23 anos, é uma das moradoras do local que, diariamente, enfrenta a situação. Para entrar e sair de casa, a estudante não tem outra opção. Tem de, obrigatoriamente, passar pela Rua Fernando Ferrari.

"Ônibus se jogam contra o mato"

Quando chove é comum os veículos derraparem e motociclistas irem ao chão. A quantidade de crateras e lama são obstáculos permanentes no endereço.

- Caminhões e ônibus precisam se jogar contra o mato para escaparem dos buracos e não atolarem - conta.

Patrolamento não resolve

De acordo com a universitária, quando a situação está muito crítica, a prefeitura providencia o patrolamento, o que não acontece há pelo menos seis meses.

As laterais da via, no entanto, ficam com a terra acumulada em função de a patrola passar apenas na parte central da estrada, acarretando problemas para quem entra e sai de suas moradias.

Segundo Helena, antes das últimas chuvas, dois caminhões com brita e terra foram vistos em bairros diferentes.

- Quando há previsão de tempo ruim, a prefeitura sempre se antecipa e manda colocar saibro nas ruas sem calçamento. Só que, aqui, isso não ocorre. Somos completamente esquecidos pela administração pública - revolta-se.

Dívidas impedem asfalto

A prefeitura de Gravataí informa que tem uma dívida social de R$ 68 milhões com 629 obras do Orçamento Participativo que foram demandadas e não executadas. A Rua Fernando Ferrari, segundo a Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov), está no cronograma de manutenção das ruas não asfaltadas.

Lixo lembra aterro sanitário em Gravataí

19 de março de 2013 0

"A esquina parece o lixão de Santa Tecla", é assim que Solange de Fátima Fortes da Silva, 38 anos, chama o terreno baldio na Rua Porto Alegre, no Bairro Vera Cruz, em Gravataí. A referência do nome é em função do aterro sanitário da cidade, que recebe cerca de 320 toneladas de lixo do próprio município, de Cachoeirinha e de Esteio.

Há três meses, a comunidade pede que a prefeitura tome providências em relação ao descarte irregular no local, que já dificulta, inclusive, a passagem de carros.

- Vários vizinhos reclamam. Eu e mais duas revezamos nos contatos, mas só temos promessa - afirma a dona de casa.

Em janeiro, o amontoado de entulho começou com alguns galhos de árvores, depois apareceram colchões. Agora, há móveis e animais mortos no local.

- É uma constante, sempre tem sujeira ali. Os responsáveis dizem que vão limpar, mas nunca aparecem - relata Michele Godinho, 35 anos, que também é vizinha do problema.

Terreno era de uma associação

Segundo as moradoras, a área onde está o depósito de caliça pertence à administração pública. No endereço, funcionava uma associação.

- O terreno está completamente aberto - reclama Michele.

O uso indevido do lugar não acontece só quando o assunto é o descarte irregular. Dependentes químicos também usam o espaço como esconderijo.

- Durante à noite, devido à pouca iluminação, temos medo de passar perto. Tem gente que aproveita para se drogar - assegura Solange.

Além disso, o entulho tomou conta de parte da via.

- Antes, a rua era de mão dupla, agora, mal passa um carro - garante Solange.

Já Michele está desapontada.

- Achei que o local seria limpo depois das eleições, mas tudo continua exatamente como estava - finaliza.

Local foi limpo ontem

A prefeitura de Gravataí, por intermédio de sua assessoria de imprensa, informa que a limpeza do lugar foi realizada ontem e que foram retirados dois caminhões de lixo.

Afirma ainda que será feita uma verificação para confirmar se o terreno ainda pertence à administração pública.

Caso o local ainda seja de propriedade do município, o cercamento será providenciado em seguida.

Maringá é sinônimo de barro e buracos

05 de fevereiro de 2013 0

Por AMANDA MUNHOZ - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Basta que as primeiras nuvens carregadas apareçam na Vila Natal, em Gravataí, que Nelson Costa da Silva, 58 anos, já sabe o que terá pela frente: buraqueira na Rua Maringá e alagamento nas vias que estão no nível mais baixo.

Há sete anos morando no local, o radialista aposentado põe o problema na conta da prefeitura, que garante tomar providência em todos os contatos feitos pela comunidade.

- Até chegaram a passar uma patrola, mas não resolve - desabafa Nelson, afirmando que sua maior preocupação é com as famílias que residem nas ruas Regência e Doutor Luiz Bastos do Prado.

A água, em dias de chuva, sai da Rua Boa Vista, que já é asfaltada, e desce pela Maringá. Como não há um escoamento adequado e a via é de chão batido, formam-se os buracos e o alagamento chega até a parte mais baixa da vila.

- Ficamos muito preocupados. Ali mora gente muito humilde e sempre ficam debaixo d'água - lamenta.

Rua está no OP desde 2007

Nelson descobriu que, desde 2007, a Maringá é apontada como prioridade no Orçamento Participativo. Porém, nem assim, a atenção da prefeitura é para pavimentação e obras de canalização.

Empenhado em resolver o problema que a comunidade enfrenta, garante que falou com o próprio secretário de Obras de Gravataí.

- Ouvi que estavam revendo as prioridades - desanima Nelson.

Patrola à vista

A prefeitura garante estar retomando a manutenção e pavimentação das ruas. Situações emergenciais são prioridade, mas a Rua Maringá está no cronograma para patrolamento.

Estava por vir, só que não chegará

31 de janeiro de 2013 0


"Se a gente depender da prefeitura, a rua vira uma lua."

Assim Monica Rafaela Vianna, 30 anos, define a falta de patrolamento e a espera por pavimentação da Rua Porvir, no Bairro Santa Cruz, em Gravataí. Moradora do lugar há mais de um ano, ela já perdeu a conta de quantos abaixo-assinados já participou para que o asfalto chegasse.

Na esperança que a situação melhorasse, em junho do ano passado, alguns moradores procuraram o Diário Gaúcho. Na ocasião, o jornal fez uma reportagem sobre a ausência de calçamento, não só desta via como também da Rua Santo Antônio.

Promessa não cumprida

Na época, a prefeitura informou que a Rua Porvir não foi contemplada no Orçamento Participativo. Mas prometeu que a Santo Antônio seria asfaltada até o fim do ano.

- Na prefeitura, consta até como pavimentada, mesmo assim, o calçamento foi aprovado duas vezes no OP - garante a técnica em enfermagem.

Já a Santo Antônio continua da mesma maneira e nenhuma obra começou no local.

De acordo com Ademir Alfredo Jeronimo, 31 anos, o órgão municipal alega que não há quantidade de moradores suficiente para que a Porvir receba pavimentação.

- Eles sempre dizem isso, mas não informam o número de habitantes necessário. Acho que eles ignoram a existência de um condomínio, onde moram 183 famílias - declara o biólogo.

Para evitar um grande fluxo de veículos e para os que têm de passar não levantarem muita poeira, os residentes da Rua Porvir improvisaram quebra-molas. Os da Rua Santo Antônio, por sua vez, resolveram abriram valas.

Lombadas são muito altas

- Quem tapa os buracos são as pessoas que vivem aqui - atesta Monica.

- A parte mais esburacada é onde tem as lombadas, o problema é que algumas são tão altas que encostam no assoalho do carro - continua Ademir.

Ele assegura que a terraplenagem daquele trecho da via não é feito há quase um mês.

Os moradores afirmam que a nova administração da cidade foi procurada, tão logo mudou, e que quando compraram suas residências foi lhes prometido que a estrada seria asfaltada.

- Era uma exigência da financiadora, mas até agora nada, ficou na promessa - finaliza Monica.

O que diz Gravataí

A Secretaria Municipal de Obras Públicas informa que não há previsão para o processo de pavimentação ser realizado na Rua Porvir. Quanto à Rua Santo Antônio, ela não foi asfaltada por causa dos trâmites de troca de governo, mas a garantia é que a obra será executada em breve.

Pelo direito de brincar no Bairro Rincão da Madalena, em Gravataí

26 de outubro de 2012 0

Toda criança tem o direito de ter um espaço apropriado para brincar. Mas no Bairro Rincão da Madalena, em Gravataí, a piazada não tem. Uma praça está prevista na planta baixa do bairro, mas nunca saiu do papel.

A comerciante Ândrea de Fátima de Araújo, 34 anos, afirma que, quando decidiu morar no local, precisou ir até a prefeitura para conseguir alguns documentos e viu o mapa do lugar.

- Nele estava desenhado uma igreja, uma escola, uma praça e uma associação de moradores, não só para atender o Rincão da Madalena, mas o Nova Conquista, também.

Pequenos se divertem na rua

O local onde ficaria a pracinha localiza-se em frente à casa de Ândrea, na Rua Madre Paulina (Loteamento Auxiliadora), mas grande parte da área está com a grama alta e sem iluminação.

- O espaço é muito grande. É uma quadra inteira. Alguns moradores e a iniciativa privada colocaram três banquinhos em uma das pontas do terreno - conta.

Parte da vegetação foi roçada e alguns postes com lâmpadas foram colocados, mas ainda há risco de animais peçonhentos, como cobras e ratos.

Como não é possível a utilização do lugar, as crianças com mais idade usam a via, que é uma lomba, para brincar com skate, patins, bicicleta, carrinho de rolã e até jogar bola.

A rua é a única com pavimentação e também por onde passam todos os ônibus do bairro.

Os meninos e meninas que frequentam a escola municipal próxima usam o ambiente do colégio para recreação. Mas somente no turno de aulas.

- As menores, que não vão à creche, ficam em casa assistindo desenho, assim como meu filho, de três anos - relata.

Sem previsão para início das obras

De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, o secretário substituto de Serviços Urbanos, Eli Dornelles da Silva, afirmou que estão sendo feitos estudos para a construção da praça. Mas ainda não há prazo para iniciar um trabalho mais efetivo, que incluirá uma consulta aos moradores da área e o levantamento técnico para a possibilidade de obter os recursos necessários.

Caso não seja possível resolver a questão, a atual gestão vai passar essa reivindicação para o próximo governo.

Dez anos de espera por uma rua melhor em Gravataí

08 de outubro de 2012 0

Por AMANDA MUNHOZ - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Há dez anos, o asfalto é colocado como prioridade no Orçamento Participativo da comunidade moradora da Estrada Vira Machado, no Bairro Morungava, em Gravataí. E, desde então, espera-se pelas melhorias às quais Bruno Ressini, 22 anos, e seus vizinhos têm direito.

- Sabemos que tamanho descaso é função de não fazermos um número grande de votos. Então, para que contemplar um lugar que não dá retorno? - questiona o estudante.

A estrada de chão batido tem cerca de 15 km de extensão e pode ser um atalho para quem mora na região se deslocar até o Vale do Sinos sem precisar enfrentar a BR-116. Ela desemboca no Bairro Lomba Grande, em Novo Hamburgo. Ajudaria a diminuir os congestionamentos de quem sai da Capital rumo à Região Metropolitana.

Chuva forma valetas na via

- Teríamos mais oportunidade de estudo, de trabalho. Mas não - desabafa.

Caso o motorista tente usar o caminho, precisará estar preparado para a condição que vai encontrar. Em dias de chuva, Bruno garante que é praticamente impossível transitar pelo local.

Por a região estar em um nível mais alto, a água escorre e forma valetas ao longo da estrada, dificultando que os usuários tenham noção da profundidade das crateras. É normal, também, o riacho existente próximo transbordar e a água disputar espaço com os carros.

Asfalto já teria sido licitado

Outra questão que revolta a comunidade é ver a patrola estacionada ao lado da subprefeitura. Bruno explica que é comum os moradores fazerem reclamações sobre a falta de manutenção do local, mas é raro ver o veículo saindo de lá.

- Nunca vemos eles trabalhando. É uma falta de respeito - reclama.

O secretário de Obras e Viação, Paulo Ricardo Martins, explica que o asfaltamento da estrada já está licitado.

Ele garante que a melhoria está incluída no cronograma de 2010/2011. Entretanto, ainda não tem data de início. O andamento das obras depende do tempo.

A praça é boa para quem mesmo?

01 de outubro de 2012 0

Por AMANDA MUNHOZ - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

O lixo e os cavalos são os únicos que usufruem da Praça Parque dos Eucaliptos, no Bairro Parque dos Eucaliptos, em Gravataí. A comunidade, no entanto, não consegue usar a área de lazer há pelo menos dois anos. Brinquedos foram furtados e falta manutenção, como a poda da grama e uma limpeza regular que iniba o descarte irregular.

Carlos Alberto Lizott Freitas, 54 anos, é um dos moradores que gosta de passear pelo bairro quando o tempo ajuda. Porém, sentar no banco da praça para tomar o seu chimarrão não é mais possível.

- Sequer tem banco. Não há nada para aproveitar aqui. Todos sentimos falta do espaço que tínhamos - desabafa o aposentado.

Cancha de areia tem até grama

Ele lembra de quando a quadra de basquete ainda tinha as tabelas, os brinquedos eram usados pela criançada, a cancha de areia tinha só areia, e não grama, como é a atual situação. Em busca da revitalização do lugar, Carlos Alberto contatou um profissional da prefeitura, responsável pelas praças.

- Ouvi como resposta que, no começo de agosto, a nossa seria contemplada. Mas ficou só na promessa - lamenta.

Em julho, o Diário Gaúcho mostrou a situação da Praça Parque dos Eucaliptos, que já era usada por cavalos, e estava sem brinquedos.

Prefeitura não se manifestou

Na ocasião, a Secretaria Municipal de Serviços Urbanos informou que os animais pertencem a carroceiros que moram nas imediações da praça. O grupo havia sido orientado a não permitir que os cavalos fiquem no local. Afirmou ainda que a prefeitura segue realizando o trabalho de limpeza da área e insistindo na conscientização dos moradores.

- O lixo até foi recolhido em julho, mas já voltou a ser como era. Nenhuma autoridade falou sobre a revitalização, o que acredito ser a solução para os problemas do lixo. Um lugar bonito e novo, ninguém vai querer sujar - acredita o morador.

A reportagem contatou a prefeitura de Gravataí, que não se manifestou sobre a situação.