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Posts com a tag "pavimentação"

Estava por vir, só que não chegará

31 de janeiro de 2013 0


"Se a gente depender da prefeitura, a rua vira uma lua."

Assim Monica Rafaela Vianna, 30 anos, define a falta de patrolamento e a espera por pavimentação da Rua Porvir, no Bairro Santa Cruz, em Gravataí. Moradora do lugar há mais de um ano, ela já perdeu a conta de quantos abaixo-assinados já participou para que o asfalto chegasse.

Na esperança que a situação melhorasse, em junho do ano passado, alguns moradores procuraram o Diário Gaúcho. Na ocasião, o jornal fez uma reportagem sobre a ausência de calçamento, não só desta via como também da Rua Santo Antônio.

Promessa não cumprida

Na época, a prefeitura informou que a Rua Porvir não foi contemplada no Orçamento Participativo. Mas prometeu que a Santo Antônio seria asfaltada até o fim do ano.

- Na prefeitura, consta até como pavimentada, mesmo assim, o calçamento foi aprovado duas vezes no OP - garante a técnica em enfermagem.

Já a Santo Antônio continua da mesma maneira e nenhuma obra começou no local.

De acordo com Ademir Alfredo Jeronimo, 31 anos, o órgão municipal alega que não há quantidade de moradores suficiente para que a Porvir receba pavimentação.

- Eles sempre dizem isso, mas não informam o número de habitantes necessário. Acho que eles ignoram a existência de um condomínio, onde moram 183 famílias - declara o biólogo.

Para evitar um grande fluxo de veículos e para os que têm de passar não levantarem muita poeira, os residentes da Rua Porvir improvisaram quebra-molas. Os da Rua Santo Antônio, por sua vez, resolveram abriram valas.

Lombadas são muito altas

- Quem tapa os buracos são as pessoas que vivem aqui - atesta Monica.

- A parte mais esburacada é onde tem as lombadas, o problema é que algumas são tão altas que encostam no assoalho do carro - continua Ademir.

Ele assegura que a terraplenagem daquele trecho da via não é feito há quase um mês.

Os moradores afirmam que a nova administração da cidade foi procurada, tão logo mudou, e que quando compraram suas residências foi lhes prometido que a estrada seria asfaltada.

- Era uma exigência da financiadora, mas até agora nada, ficou na promessa - finaliza Monica.

O que diz Gravataí

A Secretaria Municipal de Obras Públicas informa que não há previsão para o processo de pavimentação ser realizado na Rua Porvir. Quanto à Rua Santo Antônio, ela não foi asfaltada por causa dos trâmites de troca de governo, mas a garantia é que a obra será executada em breve.

Avenida do Carnaval com cara de enterro dos ossos

09 de maio de 2011 0


Quem resolver entrar em forma ou manter a saúde em dia com caminhadas, terá problemas se eleger a Avenida Governador Ernesto Dornelles, no Bairro Santo Inácio, em Esteio, como pista. Conhecida como Avenida do Carnaval, nela, quem baila são os usuários. Há seis meses, há areia no lugar da calçada em razão de uma obra inacabada, obrigando os pedestres a disputar espaço com os carros.

Para melhorar o escoamento da via, a prefeitura do município abriu buracos ao longo de três quadras. Porém, o serviço não foi concluído e a calçada está há meio ano em péssimas condições de uso.

Prática de caminhadas é prejudicada

- São três bairros que utilizam este local: Vila Olímpica, Santo Inácio e Jardim Planalto. É muita gente para transitar em calçadas tão detonadas - revela uma moradora que preferiu ter o seu nome preservado.

A maioria das pessoas que anda pela Avenida do Samba é com a mesma finalidade: a prática de caminhadas. Quem não abandona o exercício por causa das condições da via e se arrisca a caminhar o trajeto danificado entre os carros, corre perigo.

- Eu sou uma das pessoas que não larga o exercício. Desço da calçada e Ando encostada ao cordão, junto com os carros - afirma.

Uma pracinha para muita criança

Outra situação que incomoda os moradores no local é o tamanho da pracinha colocada pela prefeitura no final do ano passado. A moradora relata que é muita criança e pouco brinquedo:

- Já pedimos que mais uma fosse colocada. A criançada dos três bairros vêm para cá e não há espaço para todas elas - conta.

A poeira e o lamaçal se revezam

06 de maio de 2011 0



Por Amanda Munhoz - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Asfalto fica só na promessa em rua do Bairro Sol Nascente, em Gravataí. Prefeitura afirma que as prioridades dos moradores foram outras.

O problema não é dinheiro. Há cinco anos, os moradores da Rua Alcides Gonçalves, no Bairro Sol Nascente, em Gravataí, convivem com uma longa espera e sem prazo para terminar. Em 2006, a industriária Naira Cristina Bregenthal Fogliato, 33 anos, comemorou a promessa de verba para asfaltamento que sua rua havia acabado de ganhar via Orçamento Participativo. Os dias dos buracos pareciam estar contados.

Engano dela. Até hoje, sua rua segue sem pavimentação. O cenário da via está cada vez pior. Em dias de sol, a poeira
toma conta. Quando chove, a água mistura-se com a areia, formando um lamaçal. Além disso, há vários buracos.
– Não tem mais como passar aqui. Para chegar em casa, faço a volta por uma via próxima – desabafa Naira.

● Casas vendidas a preços baixos

O carro novo da moradora é o principal motivo pelo qual ela mudou o trajeto até sua residência. Se continuasse a trafegar pela via esburacada, o gasto com mecânico pesaria no orçamento da casa.

De acordo com Naira, a indignação dos moradores é tanta que ninguém mais frequenta as reuniões do OP. Há vizinhos,
inclusive, que estão vendendo suas casas a baixos preços, já que as condições de tráfego desvalorizam o local.

● Obras atrasadas foram executadas

A Secretaria Municipal de Relações Comunitárias (Smerc) informa que a Rua Alcides Gonçalves está entre as obras
em atraso. Porém, em 2009, a administração municipal, juntamente com a população, teria decidido executar as obras não realizadas de processos anteriores do OP.

A Smerc afirma ainda que a comunidade pode apontar a pavimentação como prioridade na reunião que deve ocorrer no próximo dia 9, às 19h30min, na Escola Municipal de Ensino Fundamentel Dorival de Oliveira, na Rua Vigário Luís Azevedo, no Bairro Jardim das Acácias.

Rotina embarrada

26 de abril de 2011 0


Mateus Bruxel

AMANDA MUNHOZ | amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Quando as nuvens cinzentas anunciam chuva no Bairro Campo Novo, a analista de Recursos Humanos Mônica Jaskulski, 30 anos, já sabe o que está por vir. Há 20 anos, a moradora da Rua Moacir Bastiani convive com lama e água na porta de sua casa.A falta de esgoto cloacal na via é um dos motivos pelo qual Mônica desespera-se quando a chuva começa. A água mistura-se com a areia e o esgoto. O lamaçal escorre rua abaixo, chegando até a residência de Mônica.


– Já aconteceu de eu ter que retirar 11 carrinhos de mão, cheios de terra, de dentro do meu pátio – reclama a moradora.


Pedido foi feito em dezembro


Os pedidos de providências de Mônica começaram em dezembro de 2009. De acordo com ela, muitos e-mails foram enviados para o Departamento de  Esgotos Pluviais e a Secretaria Municipal de Obras e Viação. Porém, só em fevereiro deste ano uma equipe da Smov foi avaliar a situação. Os técnicos disseram que voltariam em março, o que não aconteceu.


– Fico indignada porque pago o IPTU, tenho a escritura da minha casa, a rua é regular – desabafa Mônica.


Problema é a regularização


A Smov afirma que não existe previsão de obras. A rua, segundo a Secretaria do Planejamento Municipal, não está cadastrada e, portanto, não
pode ser contemplada no OP. O diretor da Divisão de Conservação do Dep, engenheiro Francisco Pinto, afirma que a drenagem do local é feita por valas, que estão limpas. Informa ainda que a moradia não é regular e, nesses casos, é preciso encaminhar via OP ou solicitar regularização fundiária no Demhab.

Buracos com barro ou poeira?

28 de março de 2011 0

AMANDA MUNHOZ | amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

- Meu carro passa mais na oficina do que em casa.

O desabafo é de Pâmela Oliveira, 27 anos, moradora da Rua Alexandre da Rosa, na Vila Augusta, em Viamão. A falta de pavimentação é a grande dor de cabeça na vida da comerciante. Entre um buraco e outro, os dois carros da família de Pâmela já deram muitos prejuízos para a família. O balanceamento do veículo, diariamente, é prejudicado ao transitar pela rua em que a moradora reside e vias próximas.

O passar dos ônibus contribui para a buraqueira dia a dia ficar pior. E, de acordo com a moradora, existem diversas promessas, mas nada de efetivo é feito para melhorar as condições da via.

- Já aconteceu dos dois carros estarem na oficina e termos de pedir um veículo emprestado para trabalharmos - relata.

É pó ou barro

Ao andar pelo bairro para levar as filhas na escola, Pâmela percebeu que o problema de falta de pavimentação não é exclusivo de sua rua. Outras vias do bairro precisam de reparo, o que contribui com os problemas mecânicos do carro.

As mudança do tempo também conseguem deixar a Rua Alexandre da Rosa pior. Se chove, a falta de escoamento faz com que a água entre nas casas. Além do mais, o barro que forma também dificulta na passagem. Em dias de sol, a nuvem de poeira é quem toma conta da via.

-  Não sabemos mais o que fazer. Só prometem asfalto, mas nunca é cumprido - conta Pâmela.

Esclarecimento

A prefeitura de Viamão afirma que conforme o Departamento de Relações com a Comunidade, não há previsão de calçamento para a Rua Alexandre da Rosa. A Secretaria Municipal de Obras já iniciou o patrolamento na região da Santa Isabel. Em breve, de acordo com a secretaria, chegará à Vila Augusta.


Poeira por todos os lados

13 de dezembro de 2010 0

Cynthia Vanzella

DENISE WASKOW | denise.waskow@diariogaucho.com.br


Portas e janelas fechadas, mesmo com o calor. É assim que a vendedora Celaine Vieira da Silva, 50 anos, tenta manter a poeira fora de casa. Mas é difícil: a terra vermelha que os veículos levantam na Avenida Valdemimo Rodrigues Machado, na Vila Vargas, em Sapucaia do Sul, entra pelas frestas e se acumula nos móveis, nas paredes, no teto.


– Os eletrodomésticos estragam, sem falar na saúde. Eu tenho rinite e fico espirrando o tempo todo – relata.
Ela e o marido, o vendedor Carlos Alves da Silva, 54 anos, já perderam as contas de quantas vezes se mobilizaram junto com outros vizinhos pelo asfaltamento da via. Passeatas, conversas na prefeitura e na câmara de vereadores e faixas, que ainda permanecem na casa deles, foram algumas das manifestações.
– A gente tá cansado e não vê nada de concreto. Tem que fazer isso aqui o mais rápido possível – apela Carlos.

Verba deve ser liberada no ano que vem

A assessoria de comunicação de Sapucaia do Sul afirma que a pavimentação da Avenida Valdemimo Rodrigues Machado e de outras ruas foi aprovada, dentro do Pac 2, assim como o projeto de urbanização do Loteamento Colina Verde. A liberação dos recursos deve entrar no Orçamento Geral da União para 2011.

Pó invade casas em Gravataí

30 de novembro de 2010 0

Foto: Marcelo Oliveira
DENISE WASKOW | denise.waskow@diariogaucho.com.br


Acordar cedo e limpar a casa na Rua Santa Catarina, Bairro Neópolis, é um esforço quase nulo. No fim da tarde, a poeira que levanta da via de chão batido já tomou conta das moradias novamente.
– Dá até para escrever nos móveis – afirma a vigilante Sandra Nunes da Silva, 28 anos, moradora do local.
Ela e os vizinhos se reúnem com frequência para molhar a rua e tentar amenizar a poeira que entra por cada fresta das casas. Mas os prejuízos não são apenas na manutenção das moradias: queixas de rinite e alergias são comuns na vizinhança.
– Minha filha tem rinite, eu também. A gente espirra o dia inteiro – relata o operador de empilhadeira Gilberto Vasconcellos Padilha, 29 anos, também morador da via.
Segundo eles, a verba para pavimentação do local já foi conquistada no Orçamento Participativo, mas a obra ainda não se concretizou. Como a rua é uma das principais do bairro, com intenso movimento de carros e caminhões, a comunidade vê o asfaltamento como uma necessidade.
– Todo acesso de carros é por aqui, tem muito movimento – ressalta Gilberto.

Demanda não consta no OP

A secretaria de Relações Comunitárias informa que a Rua Santa Catarina não consta no Plano de Investimentos do Orçamento Participativo. No processo de 2010/2011, a comunidade priorizou a pavimentação da Rua Pernambuco. Já em 2009/2010, as prioridades foram novas salas de aula para a Escola Santo Antônio de Pádua, a compra de uma área para a Escola São Marcos e a pavimentação das ruas Joaquim Teixeira de Souza e Borges Fortes.
A secretaria reforça que todas as demandas referentes a obras ou a regularizações fundiárias devem ser definidas pelo OP. É fundamental a participação da comunidade durante a realização das plenárias regionais, que se iniciam entre março e abril do próximo ano.