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Posts com a tag "poeira"

Poeira tira o sono da família Schuch

14 de junho de 2012 0

Por Amanda Munhoz - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

O pó dentro de casa, na Rua Manoel Bernardes, no Bairro Aparecida, em Alvorada, já virou motivo de briga entre o autônomo Gerson Schuch, 50 anos, e a mulher, a dona de casa Eva Teresinha Schuch, 46 anos.

– Ela limpa pela manhã e, ao meio-dia, já está tudo tomado pela poeira. Briguei porque a casa estava suja, mas logo entendi. É trabalho dobrado – reconhece o morador.

● Bebê já convive com o incômodo

Na medida que os carros e os coletivos passam, o pó levanta. E quem caminha pela via se perde em meio a tanta poeira. Vizinha da Rua Manoel Bernardes, Janete Nardin, 41 anos, não tem outra opção ao sair com a filha no carrinho. A pequena Rafaela, com apenas oito meses, já enfrenta a má condição bem de perto.

– Não tenho outra alternativa, preciso entrar e sair de casa com ela. Acabamos respirando pó – afirma a mãe.

Como se não bastasse a falta de pavimentação, tem outro problema que está tirando o sono da família Schuch. Levar as crianças ao colégio, pela Travessa Bahia, precisa muito mais do que atenção. Exige calma e muito cuidado, porque, para furar o pneu ou estragar alguma peça do veículo, não é necessário muito esforço.

● Falta manutenção, diz morador

– Sorte que o meu carrinho já está velho. Mas mesmo assim, é uma falta de respeito. Sem contar que as minhas crianças têm problemas respiratórios – conta Gerson, afirmando que a manutenção da prefeitura, com patrola e ensaibramento, só acontece na Rua Manoel Bernardes. Já na Travessa Bahia, o morador confirma que nunca viu a Secretaria de Obras trabalhando.

Secretaria vai vistoriar

O secretário de Obras de Alvorada, José Luís Corrêa, por meio de sua assessoria, informa que mandará uma equipe vistoriar a Rua Manoel Bernardes e a Travessa Bahia. A promessa deverá ser cumprida hoje.

Após esta etapa, a secretaria encaminhará as providências que se fizerem necessárias para solucionar os problemas.

Pó, o terror de quem gosta de casa limpa

06 de abril de 2012 0

Por Amanda Munhoz - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Uma tarefa fácil do cotidiano, a dona de casa Elisabeth do Amaral Coutinho, 59 anos, tem dificuldade em fazer. Estender roupas virou motivo de dor de cabeça para a moradora da Rua Grécia, no Bairro Residencial Eldorado, em Eldorado do Sul. O pó que se ergue da via de chão batido obriga Elisabeth a não secar mais roupas na rua. Ou gastar o dobro de sabão ao lavar novamente.

– Não sei mais o que fazer para que alguém resolva esse nosso problema – desabafa.

Desde que essa rua foi aberta, apenas parte dela recebeu pavimentação. O resto ficou à mercê de buracos e lama, quando chove. Há quatro anos, desde quando se mudou para este endereço, Elisabeth e seus vizinhos brigam para que a prefeitura dê a devida atenção. Porém, somente medidas paliativas foram tomadas: colocação de areia na buraqueira, por exemplo. Areia que desaparece na medida que os carros passam.

– Nos disseram que o município não tem verba para fazer e, por isso, deixam assim – conta Elisabeth, garantindo que um abaixo-assinado já foi entregue, mas não surtiu efeito.

Sem saber mais o que fazer, a moradora não abre mais as janelas de casa. A poeira entra, mas em menor quantidade.

– Moramos nos fundos da prefeitura e é essa a condição que fazem a gente enfrentar. Asfaltaram a via de trás, a Rua Holanda, e a nossa, que é um pedaço pequeno, ignoraram – lamenta.

● Autoridades estão de feriadão

O diretor de Obras de Eldorado do Sul, Paulo Ricardo Rocha dos Santos, afirma não ser de sua alçada o planejamento de melhorias. Em função de ter sido feriado ontem no município, argumentou que não poderia dar informações mais detalhadas sobre a Rua Grécia. Já o secretário de Obras, Vilmar Pereira da Silva, que poderia responder pelo problema, não retornou as ligações da reportagem.

Levantou poeira na Dona Maria Isabel, em Canoas

09 de fevereiro de 2012 0


Por Lisiane Lisboa - lisiane.lisboa@diariogaucho.com.br

Asfalto quebrado com cobertura extra de areia e cascalho. Assim é revestida a Rua Dona Maria Isabel, no Bairro Mato Grande, em Canoas. A dona de casa Mariane Campos Cardoso, 26 anos, mora há 13 anos na região, e acompanhou toda a destruição da via, uma consequência do intenso fluxo de carros e caminhões.

– A rua é rota de descarga de produtos. Nem asfalto tem, quanto mais sinalização
– indigna-se a moradora.

A poeira levantada pelos veículos é prejudicial à saúde da maioria dos moradores.
As casas ficam próximas à faixa, vulneráveis a todo tipo de poluição e demais consequências de motoristas imprudentes. Pela madrugada, a passagem de veículos de pequeno e de grande porte é constante. Quando acordam, os moradores se assustam com a poeira.

– A casa não para limpa. Quanto mais limpamos, mais sujeira aparece – reclama a dona de casa Neli do Amaral, 54 anos.

● Perigo para a criançada da rua

Outra questão que preocupa é a falta de sinalização. Depois que o asfalto foi quebrado pelo peso dos veículos de carga, há cerca de dois anos, não há placas.
Uma iniciativa partiu de quem não suporta o abandono por parte das autoridades. Olga Regina Costa, 59 anos, fez uma lombada com as próprias mãos em frente ao seu comércio:

– Cheguei a me machucar. Não é um serviço profissional, mas pode ajudar.

O jeito é esperar pelo OP

O secretário municipal de Obras em exercício, Lademir Silveira, sugere que os moradores da Rua Dona Maria Isabel se mobilizem para garantir o asfaltamento do trecho de 1,5km sem pavimentação. A sugestão é que encaminhem por meio do Orçamento Participativo (OP). Segundo ele, os pedidos que chegam por esta via têm prioridade de execução. Assim, não há uma solução a curto prazo. Como há a
disposição dos moradores de participarem, eles precisam acompanhar o calendário.

● As datas para solicitar

De acordo com o diretor do Orçamento Participativo de Canoas, Célio Piovesan, o
procedimento será dividido em duas etapas: a primeira ocorre entre abril e maio de 2012, em data ainda a ser definida.

Haverá encontros nas 15 microrregiões de Canoas para definir o cadastramento de
obras e solicitações. A segunda etapa, marcada para novembro deste ano, é destinada às assembleias de votação da consulta popular.

Poeira é vizinho antigo

26 de setembro de 2011 0



Amanda Munhoz - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Pó em rua de chão batido na Vila Asa Branca afasta clientela de  comerciante local. Smov garante que projetos foram aprovados e Dep dá prazo de um ano.

Comer poeira é algo já comum para quem mora ou precisa passar a pé pela Rua 25 de Outubro, na Vila Asa Branca, na Zona Norte de Porto Alegre.

A falta de pavimentação na via obriga Marlene Weber, 76 anos, a manter as portas de sua lancheria fechadas. Caso contrário, um dos ingredientes do lanche dos clientes será terra.

Moradora há 23 anos do local, Marlene achou que, no ano passado, finalmente, o problema da comunidade teria fim.

– Na vinda do ex-presidente Lula à Capital, ele garantiu que todas as ruas do nosso bairro seriam consertadas – afirma a comerciante e moradora.

- Plásticos para proteger sapatos

Se, nos dias de sol, o problema é a poeira, quando chove, é o lamaçal que toma conta. Para que os moradores não passem o dia com o barro nos pés, é comum entre eles o uso de sacos plásticos nos calçados.

– Só assim as pessoas conseguem não se embarrar. É um absurdo – desabafa Marlene.

- A promessa era setembro

O que mais revolta quem aguarda pelo calçamento é o fato de os moradores terem recebido a promessa de que as obras de melhorias terminariam em setembro deste ano.

No entanto, Marlene garante que somente uma patrola é a responsável por amenizar o barral e o pó da via de chão batido.

- Secretaria não deu prazo

– Tem alguns clientes que já deixaram de comer no meu bar por causa disso (a poeira) – revela Marlene.

A Smov, por meio do Escritório de Projetos e Obras (EPO), aprovou os projetos geométricos e de pavimentação. No entanto, não soube precisar quando as obras serão feitas. O engenheiro fiscal do Dep na obra da Vila Asa Branca, Leonel Dranoff, afirma que, desde a ordem de início, foram 60% dos dias com chuva, o que inviabilizou o serviço, resultando no atraso. Segundo ele, a previsão de término da obra é de 360 dias.

Poeira ou lama? Só escolher...

19 de maio de 2011 0



Por Amanda Munhoz – amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Independente do tempo, rua do Bairro Granja Esperança, em Cachoeirinha, tem problemas com poeira e lamaçal. Prefeitura garante que asfalto chega nos próximos dias.

Não importa a previsão do tempo. Se anunciar chuva, a Rua E, no Bairro Nova Granja, em Cachoeirinha, terá problemas. Se o sol aparecer, também. A dor de cabeça de Sílvio da Silva, 34 anos, é constante em relação à via em que mora: poeira ou lama?
Há quase seis anos, os moradores sinalizam que alguma providência precisa ser tomada para melhorar as condições da rua. Eles fizeram um abaixo-assinado, reivindicando o asfaltamento. De acordo com Sílvio, o documento não surtiu nenhum efeito.

Movimento é constante no fim de semana

A via dá acesso ao campo do Granja, local onde, nos finais de semana, acontece o torneio municipal de futebol. Por isso, um grande número de carros e motos passam por ali.  
– Vejo motociclistas derraparem aqui, bem na esquina com a Rua Dorival Cândido Luz de Oliveira. É um perigo – relata o metalúrgico.

Poeira toma conta de casa

Em dias de sol, é tanto pó na rua de chão batido, que o interior da residência de Sílvio fica coberto de poeira. Isso que ele e a mulher trabalham o dia inteiro e a casa fica toda fechada. Quando chove, a areia tranforma-se em lama, deixando o trajeto perigoso e com poças d'água.
– Temos um vizinho com leucemia. Ele sequer podia vir para a casa, pois o médico o proibiu de ter contato com a poeira – conta.
O secretário municipal de obras, Antonio Teixeira, afirma que o asfaltamento da Rua E deve ocorrer nos próximos dias.

A poeira e o lamaçal se revezam

06 de maio de 2011 0



Por Amanda Munhoz - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Asfalto fica só na promessa em rua do Bairro Sol Nascente, em Gravataí. Prefeitura afirma que as prioridades dos moradores foram outras.

O problema não é dinheiro. Há cinco anos, os moradores da Rua Alcides Gonçalves, no Bairro Sol Nascente, em Gravataí, convivem com uma longa espera e sem prazo para terminar. Em 2006, a industriária Naira Cristina Bregenthal Fogliato, 33 anos, comemorou a promessa de verba para asfaltamento que sua rua havia acabado de ganhar via Orçamento Participativo. Os dias dos buracos pareciam estar contados.

Engano dela. Até hoje, sua rua segue sem pavimentação. O cenário da via está cada vez pior. Em dias de sol, a poeira
toma conta. Quando chove, a água mistura-se com a areia, formando um lamaçal. Além disso, há vários buracos.
– Não tem mais como passar aqui. Para chegar em casa, faço a volta por uma via próxima – desabafa Naira.

● Casas vendidas a preços baixos

O carro novo da moradora é o principal motivo pelo qual ela mudou o trajeto até sua residência. Se continuasse a trafegar pela via esburacada, o gasto com mecânico pesaria no orçamento da casa.

De acordo com Naira, a indignação dos moradores é tanta que ninguém mais frequenta as reuniões do OP. Há vizinhos,
inclusive, que estão vendendo suas casas a baixos preços, já que as condições de tráfego desvalorizam o local.

● Obras atrasadas foram executadas

A Secretaria Municipal de Relações Comunitárias (Smerc) informa que a Rua Alcides Gonçalves está entre as obras
em atraso. Porém, em 2009, a administração municipal, juntamente com a população, teria decidido executar as obras não realizadas de processos anteriores do OP.

A Smerc afirma ainda que a comunidade pode apontar a pavimentação como prioridade na reunião que deve ocorrer no próximo dia 9, às 19h30min, na Escola Municipal de Ensino Fundamentel Dorival de Oliveira, na Rua Vigário Luís Azevedo, no Bairro Jardim das Acácias.

Buracos com barro ou poeira?

28 de março de 2011 0

AMANDA MUNHOZ | amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

- Meu carro passa mais na oficina do que em casa.

O desabafo é de Pâmela Oliveira, 27 anos, moradora da Rua Alexandre da Rosa, na Vila Augusta, em Viamão. A falta de pavimentação é a grande dor de cabeça na vida da comerciante. Entre um buraco e outro, os dois carros da família de Pâmela já deram muitos prejuízos para a família. O balanceamento do veículo, diariamente, é prejudicado ao transitar pela rua em que a moradora reside e vias próximas.

O passar dos ônibus contribui para a buraqueira dia a dia ficar pior. E, de acordo com a moradora, existem diversas promessas, mas nada de efetivo é feito para melhorar as condições da via.

- Já aconteceu dos dois carros estarem na oficina e termos de pedir um veículo emprestado para trabalharmos - relata.

É pó ou barro

Ao andar pelo bairro para levar as filhas na escola, Pâmela percebeu que o problema de falta de pavimentação não é exclusivo de sua rua. Outras vias do bairro precisam de reparo, o que contribui com os problemas mecânicos do carro.

As mudança do tempo também conseguem deixar a Rua Alexandre da Rosa pior. Se chove, a falta de escoamento faz com que a água entre nas casas. Além do mais, o barro que forma também dificulta na passagem. Em dias de sol, a nuvem de poeira é quem toma conta da via.

-  Não sabemos mais o que fazer. Só prometem asfalto, mas nunca é cumprido - conta Pâmela.

Esclarecimento

A prefeitura de Viamão afirma que conforme o Departamento de Relações com a Comunidade, não há previsão de calçamento para a Rua Alexandre da Rosa. A Secretaria Municipal de Obras já iniciou o patrolamento na região da Santa Isabel. Em breve, de acordo com a secretaria, chegará à Vila Augusta.


Nesta rua, sobra poeira e falta calçamento

18 de janeiro de 2011 0

Foto: Marcelo Oliveira


Há meses, quem mora na Rua Rocco Aloise, Bairro Sarandi, convive com um problema e tanto. Um serviço de canalização, iniciado para conter um valão, não foi concluído. As pedras do calçamento retiradas da rua não foram colocadas de volta. Pelo menos, não em toda a extensão. O resultado é muita poeira, deixando crianças doentes. A recepcionista Karina Kratina, 30 anos, que sempre morou no local, conta o que a vizinhança está sofrendo:
– O calçamento, depois da obra, foi apenas iniciado. Parou e ninguém entendeu a causa. Como a rua é estreita, motoristas passavam em alta velocidade. O pessoal daqui abriu valetas para conter os apressadinhos – explica.
Karina observa, ainda, que não bastasse a demora para concluir o trabalho, as pessoas jogam lixo no valão, piorando tudo.
Alzira Maciel, que reside nas proximidades, passa pela rua com frequência. Ela concorda com Karina:
– É um trecho com pedra. Outro sem pedra. Piorou muito. O serviço ficou incompleto.

Obra está em andamento

Por meio de sua assessoria de comunicação, o Departamento de Esgotos Pluviais (DEP) explica que a obra em execução é para conter alagamentos na Vila Minuano. Quando concluído o trabalho, as águas do Arroio Sarandi não mais entrarão na vila. Com relação à repavimentação da Rua Rocco Aloise, o problema relatado por moradores foi identificado pelo fiscal da obra. O Dep solicitou que a empresa executora retirasse os paralelepípedos e os colocasse novamente. O serviço está sendo refeito. A previsão é que o trabalho continue pelo menos até junho.

Pó invade casas em Gravataí

30 de novembro de 2010 0

Foto: Marcelo Oliveira
DENISE WASKOW | denise.waskow@diariogaucho.com.br


Acordar cedo e limpar a casa na Rua Santa Catarina, Bairro Neópolis, é um esforço quase nulo. No fim da tarde, a poeira que levanta da via de chão batido já tomou conta das moradias novamente.
– Dá até para escrever nos móveis – afirma a vigilante Sandra Nunes da Silva, 28 anos, moradora do local.
Ela e os vizinhos se reúnem com frequência para molhar a rua e tentar amenizar a poeira que entra por cada fresta das casas. Mas os prejuízos não são apenas na manutenção das moradias: queixas de rinite e alergias são comuns na vizinhança.
– Minha filha tem rinite, eu também. A gente espirra o dia inteiro – relata o operador de empilhadeira Gilberto Vasconcellos Padilha, 29 anos, também morador da via.
Segundo eles, a verba para pavimentação do local já foi conquistada no Orçamento Participativo, mas a obra ainda não se concretizou. Como a rua é uma das principais do bairro, com intenso movimento de carros e caminhões, a comunidade vê o asfaltamento como uma necessidade.
– Todo acesso de carros é por aqui, tem muito movimento – ressalta Gilberto.

Demanda não consta no OP

A secretaria de Relações Comunitárias informa que a Rua Santa Catarina não consta no Plano de Investimentos do Orçamento Participativo. No processo de 2010/2011, a comunidade priorizou a pavimentação da Rua Pernambuco. Já em 2009/2010, as prioridades foram novas salas de aula para a Escola Santo Antônio de Pádua, a compra de uma área para a Escola São Marcos e a pavimentação das ruas Joaquim Teixeira de Souza e Borges Fortes.
A secretaria reforça que todas as demandas referentes a obras ou a regularizações fundiárias devem ser definidas pelo OP. É fundamental a participação da comunidade durante a realização das plenárias regionais, que se iniciam entre março e abril do próximo ano.