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Posts com a tag "Porto Alegre"

Buraco em calçada traz perigo a pedestres no Bairro Coronel Aparício Borges, em Porto Alegre

07 de maio de 2013 1

Por Amanda Munhoz - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

É preciso ter pernas compridas ou muita atenção ao passar pela Avenida Silvado, no Bairro Coronel Aparício Borges. No caminho, entre a Rua do Presídio e a Avenida Veiga, há um buraco que ocupa quase toda a largura da calçada. No cantinho onde é possível passar há uma árvore. Então, é no equilíbrio e pulando alto ou se arriscar pelo meio da rua.

É o que faz, diariamente, Marcelo Viana, 49 anos. Ele é apenas um dos moradores da região que coloca a segurança em risco para atravessar o local, já que pela calçada é missão impossível. A preocupação do servidor público, no entanto, não é consigo. É com a gurizada que estuda no Instituto Estadual de Educação Paulo Gama, localizado na própria avenida.

- Passa muita gente por aqui. A prefeitura limpa, vê o problema, e nunca resolve - desabafa Marcelo.

Falta de iluminação agrava problema

Desde que se mudou para a região, no começo deste ano, o morador percebeu a existência da cratera. Acredita, pelas conversas com a vizinhança, que a situação seja essa há mais de um ano. E consegue piorar nos dias de chuva:

- Desconfiamos que seja de responsabilidade do Dep, já que em dias chuvosos exala um cheiro muito ruim daquele local - explica.

À noite, o buraco é armadilha para os desavisados. Com iluminação pública bastante precária e a falta de sinalização indicando o perigo, a cratera é um prato cheio para um acidente.

Prazo até quarta-feira

A Seção Leste de Conservação do Departamento de Esgotos Pluviais (Dep) fez vistoria no local e constatou o rompimento da rede, o que causou o buraco.

O Dep informou que iniciará a reconstrução da rede até amanhã.

Tiraram o abrigo da parada que protegia dona Teresa na avenida Oscar Pereira, em Porto Alegre

30 de abril de 2013 0

Por AMANDA MUNHOZ - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Por três décadas, Teresa Britto, 70 anos, manteve uma rotina. Quando ia à igreja, utilizava os coletivos que passam na rua vizinha em que mora, na Avenida Professor Oscar Pereira. Por todo este tempo, saía de casa e, tranquilamente, aguardava pelo seu ônibus na parada localizada na altura do número 1557. A cobertura, de fato, era estreita. Mas resolvia. Abrigava quem ficava esperando, exposto ao mau tempo.

Há três meses, os problemas da aposentada começaram. Uma obra em uma oficina, exatamente em frente à parada, começou. Sem explicação e do dia para a noite, retiraram a cobertura. Sem entender o motivo, Teresa procurou a EPTC.

- Falei com um técnico da própria empresa e ele não soube me dizer. O que se falava por aqui é que tiraram por causa dessas obras, mas não colocaram de novo - reclama a moradora.

Nova placa foi colocada

A cobertura estava localizada na direita, no sentindo Centro/Bairro, e ficava entre dois postes. Há pouco tempo, uma placa sinalizando que o local é ponto de ônibus foi colocada, dando mais certeza para Teresa de que, para as suas próximas saídas, terá de levar um guarda-chuva para abrigar-se da chuva ou do sol.

- Não consigo entender. Como é que tiram uma coisa que está sendo útil uma vida inteira? - questiona.

O que diz a EPTC

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) informa que um técnico já foi agendado para ir a região verificar se há a possibilidade de implantar um abrigo na via. Outras informações no fone 156.

Casa abandonada vira lixão no Bairro Rubem Berta, em Porto Alegre

29 de abril de 2013 1


Por AMANDA MUNHOZ - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Um incêndio, há três anos, segue vivo na memória dos moradores nas proximidades da esquina das ruas Alfredo Rodrigues e Maria das Dores Rodrigues, no Bairro Rubem Berta. E não é apenas pela casa, que não tem mais portas e janelas. A família que residia foi embora. E nunca mais voltou. O lugar, desde então, virou depósito de lixo. À noite, compromete a segurança da comunidade.

Há 30 anos residindo no endereço, Ivan Rauber, 55 anos, garante que é a primeira vez que a vizinhança passa por uma situação dessas. Garante ainda que o bairro sempre foi exemplo de limpeza. Porém, agora, esse assunto virou motivo de dor de cabeça para o vendedor. O acúmulo de lixo exala um cheiro ruim e invade as casas próximas, assim como ratos e baratas.

- Quando chove, parece que o odor piora. E fica bem na frente de onde eu moro - lamenta Ivan.

Morador sentiu prejuízo no bolso

Como primeira providência, Ivan contatou o Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU). Porém, foi informado de que a limpeza poderia ser feita somente do lado de fora do terreno. No interior, seria necessário acionar o dono da casa. E é neste ponto que começam os problemas.

- Acho que essa casa é coisa de herança e ninguém assume absolutamente nada. Não sabemos mais o que fazer - desabafa Ivan que, durante o verão, sentiu no bolso o preço de comprar os venenos para terminar com os animais peçonhentos de sua casa.

À noite, a situação consegue ficar ainda pior. Usuários de droga utilizam os restos da casa para se esconderem, levando medo a quem precisa transitar pelo local mais tarde.

Contatado pela reportagem, o DMLU não se manifestou sobre a situação.

Sem entrega de fraldas, direito da Evelyn é desrespeitado

26 de abril de 2013 1

Por AMANDA MUNHOZ - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Já não basta ter de driblar todas as limitações que a filha Evelyn Meira Vieira, 21 anos, sofre em função da paralisia cerebral que tem, Sílvia Regina Meira, 50 anos, desde novembro do ano passado, encara também a deficiência da saúde no Estado. Para o seu desespero de mãe, as fraldas geriátricas que Evelyn deveria receber a cada três meses simplesmente não chegaram mais. O motivo? Ela não sabe.

- Ligo para a Secretaria Estadual da Saúde e tem vezes que dizem que falta motorista para me trazer, outras afirmam que não tem mais no estoque e por aí vai. Ninguém me diz nada concreto - desabafa a dona de casa.

Em março de 2009, Sílvia procurou os direitos da filha na Justiça. Ganhou a ação. Ficou acordado que o Estado disponibilizaria 720 unidades a cada três meses. Até novembro do ano passado, a família nunca teve problemas.

Quando atrasava, Sílvia ligava para saber o que tinha acontecido. A secretaria respondia e, em seguida, mandava os pacotes até a residência do Bairro Santa Tereza. Porém, os problemas começaram.

No mês de fevereiro, uma nova remessa deveria ter chegado. Só que já estamos beirando o mês de maio, quando vence uma nova entrega, e a família sequer tem previsão de quando voltará a receber o que é de seu direito.

Mãe quer entrega retroativa

Evelyn utiliza, em média, oito fraldas por dia. É o ideal para o conforto da menina. Agora, no entanto, a mãe está procurando se adaptar à quantidade que consegue por empréstimo.

- É um absurdo tão grande porque é nosso direito e ninguém diz absolutamente nada sobre o que está acontecendo. Eu até não ia cobrar os atrasados, só que agora eu quero retroativo. Preciso devolver fraldas a todos que me emprestaram - revolta-se a mãe.

Solução em breve

Ao ser procurada pelo Diário Gaúcho, a Secretaria Estadual da Saúde (SES) afirmou que o pedido já foi liberado no Setor de Suprimentos. A promessa: até o final da semana (hoje ou amanhã), portanto, já deve estar disponível para a retirada por parte da usuária.

E a novela do esgoto continua na Rua Guadalajara, no Bairro Jardim Itu-Sabará

04 de abril de 2013 1


Por AMANDA MUNHOZ - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Aguentar o cheiro de um esgoto escorrendo na rua não é tarefa fácil. E se essa mesma água podre escorresse pelas paredes de sua casa? Essa é a novela que o Diário acompanha desde o dia 22 de fevereiro deste ano e que Liziane Ribeiro, 47 anos, vive a personagem principal. Moradora da Rua Guadalajara, no Bairro Jardim Itu-Sabará, a assistente de contábeis, há quatro meses, precisa lavar a garagem três vezes ao dia. Caso contrário, o cheiro fétido tomará conta da casa inteira.

- Abrimos protocolos na prefeitura. Mas prazo que é bom, nunca me dão - desabafa a moradora.

Caixa coletora é o problema

Estender roupa, tarefa simples, é algo que exige muito cuidado. Isso porque apenas uma parte do pátio pode ser usada. O resto está tomado pelo esgoto. O problema começou em função de existir uma caixa coletora nos fundos das residências da Rua Guadalajara, entre a Rua José da Silva Bernardo. Esta, por sua vez, está em um nível superior à moradia de Liziane, fazendo com que toda a água podre escorra para o endereço mais baixo.

Após a visita de um técnico do Dep, a moradora afirma que o profissional deu-lhe três opções:

- Uma era eu construir uma caixa coletora dentro do meu pátio. E se eu quiser construir? Não posso. Outra era eu esperar a disponibilidade do departamento, que teria outra obra urgente na frente. E ainda tinha uma terceira, que seria eu construir uma parede de brita para canalizar o esgoto dentro da minha casa. Só que não resolve o problema - desabafa.

É a segunda vez que a moradores tem de submeter a uma situação dessas. Há três anos, a caixa coletora rompeu e escorria pela residência de Liziane.

- Acho que demoraram quase dois anos para fazer o conserto - revolta-se, ponderando que precisa lavar roupas na pia da cozinha em função de a máquina de lavar estar na garagem, local onde concentra a maior parte da água podre.

Conserto está próximo

O Dep afirma que já descobriu onde é o problema. A obstrução está exatamente embaixo de duas residências. Agora, será feito um hidrojateamento, que deve resolver a situação em definitivo.

Comunidade é quem conserta os buracos na Rua do Cedro, na Restinga

21 de março de 2013 0


Possibilitar o trânsito em uma via é responsabilidade da prefeitura, certo? Errado quando se trata da Rua do Cedro, no Bairro Restinga. Ali, quem ajuda os automóveis a passarem pelo local são os próprios moradores, que colocam pedras dentro dos enormes buracos que existem, na tentativa de nivelar a via. No entanto, todo o esforço é em vão depois de uma chuva.

Elisangela Silvia Cruz, 32 anos, moradora deste endereço há oito anos, sabe bem os problemas que o local enfrenta, a começar pelo fluxo de veículos intenso, já que a rua é um dos pontos de ligação entre a Restinga e o Bairro Glória.

- Os carros que passam por aqui batem com o para-choque no chão - afirma a atendente de nutrição.

Elisangela conta que é comum veículos atolarem ou quebrarem devido à buraqueira. As crateras são fundas e, quando chove, ficam cobertas de água, fazendo com que os motoristas não tenham a dimensão da profundidade.

Parte da estrada, que começa na Avenida Economista Nilo Wulff, está pavimentada. E se ela tivesse oportunidade de escolher, gostaria de ter a rua que dá acesso à sua casa coberta por asfalto.

- Acho que todo a rua deveria ser beneficiada com a pavimentação, não só um pedaço dela - sugere.

Chuva piora a situação da rua

A prefeitura, segundo a moradora, foi procurada via e-mail e com diversos telefonemas.

E quando a providência chega, a comunidade sabe que é até a próxima chuva. O patrolamento e o saibro são levados embora junto com a água, deixando a rua intransitável de novo.

Com a chegada do outono, a solução encontrada pela moradora para enfrentar a situação é a compra de botas de borracha.

- Para ir ao trabalho, tenho de levar mais um calçado na bolsa: um para sair de casa e outro para passar o dia - desabafa.

Asfalto precisa de aprovação

A Secretaria Municipal de Obras e Viação (Smov) informa que faz rotineiramente a conservação da Rua do Cedro com saibro e patrolamento.

Quanto à pavimentação da via, a única maneira de se realizar a obra é a comunidade demandando no Orçamento Participativo (OP).

Idosa espera há seis anos por uma consulta com ortopedista em Porto Alegre

20 de março de 2013 0


Por AMANDA MUNHOZ - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Há seis anos, Jussara Rocha Damiani, 56 anos, aguarda por uma ligação. O telefone toca, só que a boa notícia nunca vem. Ela até imagina o dia em que a Secretaria Municipal da Saúde da Capital estará do outro lado da linha, informando que, enfim, a espera na fila por um ortopedista terminou. Mas, por enquanto, o momento tão aguardado é fruto só de sua imaginação.

A dor aguda que a dona de casa sofre nas costas não alivia nem por um instante. As tarefas domésticas que eram rotina, agora, precisam ser feitas aos poucos, intercaladas com pausas no sofá ou na cama.

Espera já dura seis anos

Diagnosticada com discopatia degenerativa na coluna, a moradora do Bairro Cavalhada só quer uma coisa:

- Tratamento.

Em 2007, Jussara procurou o posto referente à sua região, a Unidade Básica de Saúde Camaquã. As dores haviam dado os primeiros sinais. Encaminhou logo a consulta para que a situação não se agravasse. Ela sabia que não seria um atendimento para ontem. Mas, nem de longe, imaginou que esperaria tanto. Pelas contas, já passam de 54.504 horas de sofrimento.

- Minha neta de um ano e meio vem aqui e tenho muita dificuldade de pegá-la no colo, de brincar - desabafa Jussara.

SMS não conseguiu contato

A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) confirmou que a espera da paciente acontece desde 2007. No entanto, garante que, em 2011, quando o sistema da secretaria foi informatizado, Jussara teria recebido, no mínimo, três ligações, sem sucesso.

Em novembro do ano passado, uma nova chamada foi feita (de acordo com a SMS, provavelmente, o cadastro dela teria sido atualizado no posto de saúde). Desta vez, conseguiram falar com a paciente e foi dada, então, a autorização para a consulta com o especialista em ortopedia.

A espera, ao que tudo indica, deve terminar. No sistema da saúde de Porto Alegre consta que Jussara será atendida no dia 3 de abril, no Hospital Parque Belém.

Jussara não confirma ligações

Moradora do quarto andar de um edifício sem elevador, Jussara explica que quase não consegue sair de casa em função da quantidade de escada. Quando sai, quase sempre, é rumo ao posto de saúde. E desconhece os contatos feitos pela SMS.

- O meu telefone é o mesmo há dez anos. Neste meio ­tempo, nunca atualizei o cadastro. O número que o posto tem é o mesmo desde sempre - revolta-se a paciente.

Estudar é um ato perigoso para alunos do Bairro Agronomia

14 de março de 2013 2


Por AMANDA MUNHOZ - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Para chegar até a Escola Fundamental La Salle Esmeralda, alguns alunos precisam contar com a sorte de o tempo estar bom. Caso contrário, se não tropeçarem nas pedras da Travessa Osvaldo José Peixoto, na Vila Esmeralda, no Bairro Agronomia, chegarão à sala de aula tomados pelo barro. A condição da via, claramente, mostra que o local cresceu, e a infraestrutura não acompanhou.

A professora Sônia Mara Fraga, vice-diretora do colégio, é quem teme pela segurança dos estudantes. Há 20 anos trabalhando no local, acompanhou o crescimento da Vila Esmeralda, e garante nunca ter visto a prefeitura fazer a manutenção da travessa.

- Nunca vieram até aqui. Se já é ruim para caminhar em dias sem chuva, imagina quando chove? - questiona Sônia Mara, alertando que a escola é o ponto mas baixo das ruas ao redor, e a água concentra toda no local.

Defesa Civil já esteve no endereço

Daniele Lemos, administradora do colégio, também está revoltada com a falta de segurança que as crianças precisam enfrentar. Pedras enormes são vistas em frente às casas na Travessa Osvaldo José Peixoto. E também estão nos dias de chuva as maiores preocupações de Daniele:

- Elas podem ceder e rolar pela rua, machucando alguém.

De acordo com Sônia, dos 560 alunos que estudam na instituição, grande parte deles usa esta via como trajeto, já que moram na parte mais alta da Vila Esmeralda.

O lugar até parece que um dia teve asfalto, pois parte da via tem pedaços de pavimentação. Porém, as professoras negam. Confirmam que nunca apareceu sequer uma patrola no endereço.

- Alertamos e a Defesa Civil compareceu aqui na segunda-feira. Olharam, olharam e não disseram mais nada - conta Daniele.

Respostas, sim. Solução, não!

O engenheiro Assis Arrojo, da Smov, informa que a travessa é via não pavimentada, mas rotineiramente é realizada a conservação. Quanto à pavimentação, a comunidade deve solicitar no Orçamento Participativo.

Já a equipe de Área de Risco da Smam afirma que incluiu a via nas vistorias programadas para a tarde de ontem.

Um transtorno com cheiro muito ruim no Bairro Jardim Botânico, em Porto Alegre

13 de março de 2013 1


Por AMANDA MUNHOZ - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

A ânsia de vômito que moradores próximos ao número 386 da Rua Guilherme Alves, no Bairro Jardim Botânico, sentiam era coisa do passado. Até fevereiro deste ano quando, novamente, o esgoto entupiu e a água podre passou a escorrer pelo meio-fio. Leo Oliveira, 52 anos, está só de passagem na casa do sogro, que reside em frente ao problema. E, mesmo assim, alerta para o desconforto:

- O cheiro é terrível, não dá para suportar - desabafa o porteiro.

Em novembro, a reportagem mostrou a situação vivida pela comunidade e pedestres que usam a calçada apenas como passagem. Na época, foram colocados cavaletes que alertavam os desavisados para o perigo. Pouco tempo depois, o Dep fez o conserto da rede cloacal que, segundo o departamento, era consequência de um rompimento na rede pluvial.

Morador já se acostumou

Desta vez, nenhum equipamento foi colocado para que pedestres, de longe, cuidassem para não pisar no buraco no qual está acumulada a água fétida. Menos mal que, com até mais de meia quadra de distância, é fácil identificar o velho problema. O cheiro, mesmo aos que decidem atravessar a rua, não pede licença e provoca náuseas a quem não tem outra opção a não ser passar pela Guilherme Alves.

O aposentado Carlos Silva Cimirro, 83 anos, é vizinho do prédio e diz já ter se acostumado com o cheiro do esgoto em frente à sua casa.

- Acho que já nem percebo mais. Mas todo mundo reclama. Passam aqui e perguntam se já fizemos alguma coisa - lamenta o morador, que vive no local há dez anos.

Promessa oficial

O Dep informa que um técnico foi enviado ao local e constatou que há uma obra perto. Ao descarregar os materiais, de acordo com o relato do funcionário, romperam o poço de visita. O Dep fará o conserto. O prazo prometido: até o final da semana.

Sujeira e mau cheiro comprometem oásis no Bairro Rio Branco, na Capital

11 de março de 2013 1


Nem tudo são flores, folhagens e árvores no pátio da casa de Wilson Jahn, 82 anos. Localizada em uma das principais vias da Capital, a Avenida Protásio Alves, no Bairro Rio Branco, a residência tem todos os requisitos para fugir dos padrões dos arranha-céus que cercam boa parte da metrópole. É quase um oásis em meio ao concreto.

Fica no quase porque o esgoto que escorre no quintal não deixa o aposentado e sua esposa aproveitarem como poderiam essa oportunidade.

- A tubulação está rompida, quando entope escoa no meu terreno e isso gera grandes transtornos - reclama.

Segundo o morador, o duto, que atravessa pela Rua Eça de Queiroz, é muito antigo e pequeno, não suportando o aumento da população.

- O cano foi colocado na década de 50, para tentar sanar os problemas de prédios muitos mais antigos - afirma.

Solução é dormir na varanda

A questão se agrava quando começa a chover, pois o volume de água aumenta e faz o terreno alagar.

- Quando chove, estou sujeito a chuva e trovoadas. A área leva de três a quatro dias para secar - lamenta.

Todos esses aborrecimentos fazem com que o quarto, que fica de frente para o pátio, não seja mais usado.

- Durante dias, o mau cheiro toma conta de casa, temos de dormir na varanda. Deixar a janela aberta, por exemplo, nem pensar - garante.

Casa ao lado também padece

De acordo com Wilson, a situação já é bem antiga, tem pelo menos dez anos, mas piorou de três anos para cá.

- Em janeiro de 2011, o Dmae deu como concluído meu protocolo, mas nada foi feito. Na verdade, o Dep até vistoriou o local, mas não tomou nenhuma outra providência - indigna-se.

O aposentado conta que a residência ao lado da sua também sofre com a canalização entupida.

- Só tem essa caixa coletora e, quando ela vaza, escorre pelo corredor do outro prédio - assegura.

Será feito cadastro

O Departamento de Esgotos Pluviais esclareceu que a tubulação é muito antiga e não consta em seu cadastro, por isso a Seção Leste de Conservação fará uma vistoria, hoje, para encaminhar a solução do problema.

Já o Departamento Municipal de Água e Esgotos está trabalhando no local, revisando o cadastro da rede de esgotos.

Nessa semana, está programada a desobstrução e limpeza do encanamento, a fim de verificar se existe possibilidade de mudar o traçado desse coletor para evitar futuros entupimentos.