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No meio da rua tinha um buraco...

02 de abril de 2013 0


Uma rua estreita, um buraco e um carro que deveria cruzar a via. Se juntar os três, há uma missão quase impossível de ser cumprida. E, se a cratera estiver aberta desde agosto do ano passado, então... Esta é a situação vivida por quem mora na Alameda E, na 1ª Unidade, no Bairro Restinga Nova.

Para Graziela Adriana Costa, 34 anos, enfrentar a dificuldade há pelo menos oito meses é um transtorno imenso. Para passar com seu veículo no local, é preciso subir a calçada da vizinha.

Rede de esgoto foi refeita

Segundo a moradora, em 2011, a rede de esgoto da comunidade foi refeita e recebeu novas ligações.

- Acredito que a água da chuva e a passagem de esgoto causaram uma erosão na terra e a tampa que existia afundou - afirma a funcionária pública.

Tentando amenizar os contratempos, alguns galhos de árvore foram usados como sinalizadores.

- À noite, principalmente, é difícil de enxergar o buraco. Veículos e pessoas correm o risco de cair - declara Graziela.

Os automóveis que passam pelo local, e ignoram a cratera, batem como o para-choque no chão. Já os caminhões, precisam subir no passeio para não correrem riscos de tombarem. Além disso, a cada dia, a rede de esgoto fica mais obstruída, já que tem gente depositando lixo ali.

- Daqui a pouco vão aparecer os ratos, e se entupir, pode alagar as casas da volta - preocupa-se.

No entanto, há duas semanas, uma pessoa, aparentemente da prefeitura, esteve no endereço e conversou com alguns moradores, entre eles, a mãe de Graziela.

- Ele veio, olhou, fez algumas anotações na prancheta, mas não deu prazo nem disse nada - finaliza.

Dep e Dmae confirmaram que farão vistorias.

Ceee diz que não cai

08 de fevereiro de 2013 0

Por Amanda Munhoz - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

A foto acima dispensaria qualquer tipo de descrição. Mas é preciso explicar aos que ficaram apreensivos só de olhar esta imagem que, desde abril do ano passado, Juliana da Rosa, 29 anos, alerta para o risco de o poste cair. A casa alaranjada, de madeira, localizada na esquina da Rua Rodolfo Breyer com a Avenida Heitor Vieira, no Bairro Belém Novo, não é dela. Mas a família é.

– Já acionei o proprietário e, até agora, nada – desabafa a balconista.

Juliana conta que, em um dos contatos com o dono da casa, ele afirmou que já havia feito a reclamação para a Ceee. A companhia, por sua vez, teria dito que uma vistoria foi feita no endereço e que o poste não tem risco de queda. Coincidência ou não, a moradora garante que não viu a equipe da Ceee fazendo esta avaliação.

"Tenho muito medo que caia"

Os temporais são os piores dias que a família enfrenta. Juliana sabe que, se a estrutura cair, será por cima de sua sala, onde estão o sofá, a televisão, o DVD e o videogame dos dois filhos. Tudo comprado com esmero. Da rua, percebe-se que a fiação de um lado está mais esticada e, do outro, bem mais solta. A estrutura também sustenta uma luminária, o que deixa o poste mais pesado.

– Tenho muito medo que caia. Já cogitei me mudar – lamenta.

Vistoria foi feita

A Ceee explica, com base em uma vistoria feita, que a estrutura não vai cair, mesmo que pareça. O conserto está previsto, porém sem data certa para acontecer.

A troca, segundo a Ceee, não é necessária, já que a estrutura está em bom estado.

Uma espera que tem mais de 300 dias

27 de junho de 2012 0

Por Amanda Munhoz - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Da promessa do secretário de Obras e Viação de Cachoeirinha, Antônio Teixeira, de que as obras de manutenção da Rua Dona Otília começariam no dia seguinte à publicação do Diário Gaúcho, em agosto do ano passado, já se passaram quase dez meses. Até hoje, o cenário é exatamente o mesmo visto em 2011: muita lama e água empoçada, 301 dias depois do prometido.

A via, que aparenta ser de chão batido, está tomada por barro e água parada. Por incrível que possa parecer, a Dona Otília tem pavimentação, mas está prejudicada em função da falta de manutenção da prefeitura.

● Sacolinha para encarar o barro

O empresário Luiz Eduardo Lima, 44 anos, garante que o problema teria começado quando foi dado início às obras de ampliação da Rua Papa João XXlll, via que  corta a Dona Otília.

– O escoamento era bom. Nunca passamos por situação como essa – afirma Luiz Eduardo.

A secretária de uma empresa local, Jane Vargas, 39 anos, afirma que não há como esquecer o assunto. Quando não tem carona para sair do trabalho, conta com
sacolinhas plásticas para não embarrar os pés. O prejuízo nos negócios também acontece:

– Nossa referência é a empresa da rua cheia de barro. As pessoas não querem vir até aqui – denuncia Jane, explicando que quando ameaça chover, mesmo que seja pouco, eles já sabem o que vem pela frente.

A Dona Otília tem apenas duas quadras. Em uma delas, entre as ruas Gravataí e Papa João XXlll, onde passa o ônibus, a via recebeu melhoria. Porém, na seguinte, segue tomada de lama.

● Obras começariam em agosto passado

O Diário Gaúcho relatou o problema no ano passado. Na ocasião, a prefeitura afirmou que as obras de canalização começariam no dia seguinte. Na verdade, a promessa foi cumprida só em parte. A canalização teve início, mas não foi completada. As bocas de lobo ficaram abertas.

● Manutenção ficou pela metade

A prefeitura de Cachoeirinha afirma que a rua recebeu obras no ano passado, na parte mais danificada. Foi feita apenas uma quadra, ainda que o órgão admita ser necessário pavimentação total. Não há previsão de retomada.

Quem vai arrumar a cancha?

20 de junho de 2012 0

Por Amanda Munhoz - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Vera Furtado, 57 anos, queria uma praça na Cefer 2, para que suas crianças tivessem onde brincar. Hoje, com os filhos adultos, a artesã segue na batalha por um local adequado para o seu chimarrão do final da tarde. Há cinco anos, segundo a moradora, quando a promessa era de colocação de bancos e brinquedos para a criançada, foi colocado apenas uma cancha poliesportiva, que nunca teve manutenção.

– Lembro de nos dizerem que a construção da praça deveria ser feita via associação de moradores. Nos mobilizamos, fazíamos bingo, vendíamos bolo – afirma Vera, residente na região há quase quatro décadas.

● Falta de manutenção

No entanto, a organização da comunidade de nada adiantou. Vera lembra que, em 2007, uma obra começou a ser feita no espaço destinado à praça. A curiosidade deu lugar à decepção, quando viram que estava sendo construída uma cancha poliesportiva.

– Estávamos esperando uma coisa e ganhamos outra – conta, frustrada.

A situação não incomodaria tanto os moradores se a quadra tivesse manutenção. Nesses cinco anos, Vera nunca viu uma equipe da prefeitura no local. As cestas de basquete e o aro já não existem mais, e as grades das goleiras foram arrancadas. A ferrugem tirou a cor branca e já predomina em grande parte do espaço.

● Duas queixas: lixo e perigo


O ambiente, hoje, também é pouco convidativo: há um grande acúmulo de lixo. E o verde ao redor só está devidamente cortado e bem cuidado porque os moradores
decidiram adotar a área.

– Se não fosse assim, isso estaria um matagal só. Sem contar no perigo que é à noite. Queremos um lugar seguro, com banquinhos, para aproveitarmos durante
o dia – desabafa Vera.

● Responsabilidade é dos moradores

A área técnica da Secretaria Municipal do Planejamento informa que a Cefer 1 e a Cefer 2 são considerados condomínios privados e de responsabilidade dos moradores. A cancha, então, deve ser conservada por eles. À época da construção, foi acordado que seria assim. Hoje, uma área de tal tamanho seria um loteamento, mantido pelo poder público. Por isso, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente e a de Esporte, Recreação e Lazer não encontraram em seus cadastros
registro da área.

Santo Antônio ameaçado!

15 de junho de 2012 0

Por Amanda Munhoz - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

O santo acostumado a resolver os problemas dos outros, há um ano, tem em sua casa uma situação que ele mesmo não pode dar jeito. A árvore localizada na lateral da Igreja Santo Antônio do Partenon, na Rua Paulino Chaves, Bairro Santo Antônio, está inclinada, levando perigo a quem passa pelo local. A situação agravou-se com o tempo, mas começou após uma obra do Dmae. Era necessário refazer a canalização da Rua Paulino Chaves, e a via foi aberta, na beira da alçada.

Segundo o assessor de imprensa da paróquia, Élton Bozzetto, algumas raízes do vegetal foram arrancadas.

– Com o passar do tempo, ela foi inclinando, inclinando... A prova disso é que a placa ao lado também está na mesma situação – denuncia Élton.

● Mureta já está rachada

O que preocupa a comunidade é o grande número de pessoas que frequenta a igreja ou, simplesmente, passa pela calçada, como é o caso dos estudantes de uma escola vizinha à paróquia. Para a festa do santo padroeiro, realizada na quartafeira, algumas providências tiveram de ser tomadas em caráter emergencial.

– Fizemos uma muretinha ao redor da árvore e colocamos algumas britas na calçada. Porém, já podemos perceber que, em duas semanas, o material trabalhou e apresenta rachaduras – conta o assessor.

“E se uma criança se machucar?”

O encarregado de manutenção da igreja, Celso Silva de Vargas, 33 anos, afirma que recebe muitas reclamações pela péssima condição em que a calçada se encontra.

– Explicamos o que está acontecendo, mas a situação não pode continuar – desabafa Celso.

Élton explica que a igreja quer refazer a construção da calçada. No entanto, antes, precisa saber o que será feito com a árvore.

– Enquanto não resolverem essa situação, não podemos fazer nenhuma reforma. A dúvida é: se uma criança se machucar, vão responsabilizar quem? – questiona Élton.

Vistoria será feita hoje

O Departamento Municipal de Água e Esgoto afirma que fará uma vistoria na Rua Paulino Chaves ainda hoje. Só depois, então, se confirmado a responsabilidade do departamento, o Dmae poderá informar quais as medidas que serão adotadas.

Já a Secretaria do Meio Ambiente não respondeu à solicitação enviado pela reportagem.

Poeira tira o sono da família Schuch

14 de junho de 2012 0

Por Amanda Munhoz - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

O pó dentro de casa, na Rua Manoel Bernardes, no Bairro Aparecida, em Alvorada, já virou motivo de briga entre o autônomo Gerson Schuch, 50 anos, e a mulher, a dona de casa Eva Teresinha Schuch, 46 anos.

– Ela limpa pela manhã e, ao meio-dia, já está tudo tomado pela poeira. Briguei porque a casa estava suja, mas logo entendi. É trabalho dobrado – reconhece o morador.

● Bebê já convive com o incômodo

Na medida que os carros e os coletivos passam, o pó levanta. E quem caminha pela via se perde em meio a tanta poeira. Vizinha da Rua Manoel Bernardes, Janete Nardin, 41 anos, não tem outra opção ao sair com a filha no carrinho. A pequena Rafaela, com apenas oito meses, já enfrenta a má condição bem de perto.

– Não tenho outra alternativa, preciso entrar e sair de casa com ela. Acabamos respirando pó – afirma a mãe.

Como se não bastasse a falta de pavimentação, tem outro problema que está tirando o sono da família Schuch. Levar as crianças ao colégio, pela Travessa Bahia, precisa muito mais do que atenção. Exige calma e muito cuidado, porque, para furar o pneu ou estragar alguma peça do veículo, não é necessário muito esforço.

● Falta manutenção, diz morador

– Sorte que o meu carrinho já está velho. Mas mesmo assim, é uma falta de respeito. Sem contar que as minhas crianças têm problemas respiratórios – conta Gerson, afirmando que a manutenção da prefeitura, com patrola e ensaibramento, só acontece na Rua Manoel Bernardes. Já na Travessa Bahia, o morador confirma que nunca viu a Secretaria de Obras trabalhando.

Secretaria vai vistoriar

O secretário de Obras de Alvorada, José Luís Corrêa, por meio de sua assessoria, informa que mandará uma equipe vistoriar a Rua Manoel Bernardes e a Travessa Bahia. A promessa deverá ser cumprida hoje.

Após esta etapa, a secretaria encaminhará as providências que se fizerem necessárias para solucionar os problemas.

É difícil, faça chuva ou faça sol

13 de junho de 2012 0

Por Amanda Munhoz - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

“Há dez anos, nos prometeram que seria colocado asfalto no Beco Victorino Luiz de Fraga, mas para a nossa surpresa, uma outra via ganhou o nosso asfalto. Não entendemos nada – revolta-se João Antônio da Silva, 64 anos. A via em que o aposentado nasceu e mora até hoje é trajeto de muitos caminhões da prefeitura, que entram no Viveiro Municipal para depositar os galhos de árvores recolhidos pela cidade.

O pó levantado diariamente com o passar dos veículos incomoda. E não é de hoje.

– Moro aqui há 20 anos e sempre foi assim. Verão é poeira, inverno é lama – desabafa a dona de casa Nair Behling, 50 anos.

● Via menor ganhou o asfalto prometido

A chuva é motivo de dor de cabeça para Nair também. Além da lama que os moradores precisam enfrentar quando saem a pé de casa, é necessário paciência na hora de limpar o que escorre para as moradias. – Elas estão bem abaixo do nível da rua. Sempre temos problemas de alagamento – denuncia a moradora. Em 2002, os moradores receberam a notícia de que a via teria sido contemplada, no Orçamento Participativo, com o asfalto.

A comemoração aconteceu. Mas só de parte de quem reside no Beco Olinto Antônio da Silva, uma via bem menos acessada do que a principal. Ela foi quem ganhou o tão sonhado asfalto do Beco Victorino Luiz de Fraga.

● Patrola é o único conserto enviado

A revolta dos moradores se acentua quando ligam para a Smov com o intuito de saber qual foi a confusão que aconteceu. A resposta é sempre a mesma:

– A via já foi asfaltada. Isso é o que nos dizem, é uma falta de respeito – conta João Antônio.

Para amenizar a buraqueira que os próprios caminhões da prefeitura ajudam a formar, a Smov, segundo Nair, aparece a cada dois anos. O conserto com a patrola é paliativo, e segue indignando a comunidade:

– Acho que a secretaria já gastou mais com patrola do que se colocasse a pavimentação prometida – acredita um morador, que preferiu não ser identificado.

Pedido deve ser via OP

A Smov informa que a via não foi contemplada nos Planos de Investimentos da prefeitura. Isto significa que a comunidade não demandou através do Orçamento Participativo, processo pelo qual as melhorias na cidade são votadas e aprovadas, democraticamente.

A secretaria sugere que ela seja demandada no próximo OP. Sobre o Beco Olinto Antônio da Silva, a Smov não respondeu.

Quando a burocracia causa dor

07 de junho de 2012 0

Por Amanda Munhoz - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

O pedido de Sílvia Maria da Silva Mendonça, 47 anos, para a extração de quatro dentes do filho Guilherme Renato Mendonça Cardoso, 23 anos, deveria ser de fácil resolução. Mas não é. O caso é só mais um capítulo da longa espera que a saúde de Cachoeirinha e do Estado obrigam a família do Bairro Parque da Matriz a enfrentar.

Em apenas um mês, a dor que atormenta os dias do menino autista é tão desesperadora que, sem conseguir se comunicar, a solução que Guilherme encontra é morder a própria mão. Na tentativa de nutrir o filho, Sílvia tira toda a casca de um pão e o alimenta apenas com o miolo. O balanço desses 30 dias no corpo de Guilherme é a perda de 8kg.

Comportamento preocupante

– Estou desesperada, não sei mais a quem recorrer. Até quando teremos esse descaso todo? – questiona a dona de casa, que garante não estar recebendo do município as fraldas que Guilherme precisa.

Especialistas atestaram que o menino precisa de uma internação para a extração dos dentes. E, deste procedimento, o município não dispõe. O caso foi encaminhado ao Estado, para a Central de Regulação, e aguarda a chamada.

O Diário Gaúcho, em 2004, relatou o drama da família que, desde então, batalha por uma internação do menino em uma instituição especializada em autismo. O desespero de Sílvia, à época, era para que a medicação do filho fosse revista, já que ele começara com o hábito de bater com a cabeça no chão.

Amiga resolveu ajudar a família

– De lá para cá, as coisas não mudaram e ele seguiu se agredindo. Hoje, há uma protuberância na cabeça dele e os médicos me dizem que não tem mais solução – revolta-se a mãe, que naquele ano esteve no Conselho Tutelar. A conselheira encaminhou o caso à Promotoria da Justiça.

Ao ver a situação desumana em que o filho da amiga encontra-se, Fátima Oliveira de Castro, 46 anos, decidiu intervir em busca dos direitos de Guilherme.

– Ele precisa de atendimento multidisciplinar. Se tivesse tratado, os pés não atrofiariam, e ele não perderia a mobilidade, como está acontecendo – desabafa a dona de casa, afirmando que depois que viu a situação do autista não conseguiu mais dormir.

Visita misteriosa gerou apreensão

Sílvia, hoje, está com a casa trancada. Para falar com ela, é preciso contatar primeiro a amiga. Tudo porque a família garante que recebeu uma visita de dois homens. Eles teriam entrado e perguntado qual era a situação de Guilherme.

– Depois que falei tudo, eles se apresentaram como os secretários de Habitação e do prefeito. Me perguntaram se eu queria mais uma peça na minha casa e foram embora. Ah, um deles viu o pé de alecrim que tenho no pátio e ainda pediu uma muda. Disse que a esposa gosta – denuncia Sílvia.

O secretário de Habitação, André Lima de Moraes, negou a visita à família e disse desconhecer a situação. A pessoa que o acompanhava, segundo Silvia, não retornou as ligações e não se manifestou.

Boa notícia

O secretário de Saúde de Cachoeirinha, Gerson Cutruneo, afirma que há um mandado dirigido ao município e ao Estado, confirmando a responsabilidade de ambas as partes.

Em função da burocracia, Gerson decidiu que o município vai arcar com todo o tratamento de Guilherme, que soma um total de R$ 3 mil ao mês, e depois pedir o ressarcimento do Estado. A instituição será o Inamex (Instituto de Amparo ao Excepcional), indicada pela própria Justiça.

A promessa de Gerson é que o menino passe a ter atendimento na Inamex até a sexta-feira da semana que vem.

A Secretaria Estadual da Saúde, no entanto, não respondeu à solicitação enviada pela reportagem.

Vazamento parece uma cascata

06 de junho de 2012 0

Por Lisiane Lisboa - lisiane.lisboa@diariogaucho.com.br

O ruído que se escuta na tranquila Rua Paulo Maciel, no Bairro Vila Nova, parece indicar que uma pequena cascata está próxima. Contudo, ao olhar para o chão, a expectativa de encontrar a natureza vai por água abaixo. O som da correnteza vem de um vazamento em frente ao número 255. Já dura meio ano. A proprietária do Minimercado Nossa Senhora Aparecida, Regina Beatriz Silva da Silva, 49 anos, perde clientes e dinheiro com a aguaceira que corre em sua calçada. Ela já
presenciou duas vistorias da equipe técnica do Dmae, que não conseguiu diagnosticar o problema.

– Troquei o tapete de entrada por um pano velho para as pessoas limparem os pés. É água correndo durante as 24 horas do dia – preocupa-se a comerciante.

● Gastos com hidráulico

Sem saber o que originou o escoamento da água, aparentemente potável, Regina contratou os serviços do bombeiro hidráulico Diego Rocha de Medeiros. O profissional avaliou a rede e constatou que a causa do problema não estava localizada no número 255. Regina conta que os canos foram trocados e todas as avaliações foram feitas, somando gastos de R$ 2 mil.

– Precisava ter a certeza que o problema não é meu. Eu sou a mais interessada em consertar tudo isso, mas parece que a coisa é maior do que eu imaginei no início – aflige-se.

Diagnóstico chega logo

O Dmae, por meio de sua assessoria de imprensa, informa que uma equipe técnica do departamento visitou o local na tarde de ontem na intenção de encontrar a origem da fuga de água. Os funcionários, com a ajuda de retroescavadeiras, executaram a vistoria. No entanto, de acordo com as informações, o escoamento de água só se encerrará nas próximas semanas.

Por que parou? Parou por quê?

25 de maio de 2012 0

Há oito anos, quando a obra de canalização do valão atrás da casa de sua mãe, na Rua Dias, no Bairro Jardim Planalto, em Esteio, começou, Jerri André Fitner Paz, 40 anos, achou que, finalmente, teria sossego. Mas a ação da prefeitura durou pouco e, desde 2004, a comunidade aguarda pela melhoria prometida.

– Lembro que, na época, houve um acidente fatal com um funcionário e interromperam o serviço. Nunca mais voltaram – afirma o encarregado administrativo de obras.

Terreno é levado com a chuva

Jerri mora em um endereço próximo ao da mãe, que tem 76 anos, e acompanha todo o sofrimento encarado por ela e pela irmã, também moradora da Rua Dias. Os dias de chuva são os piores porque, a cada tempestade, um pedaço do terreno vai embora com a água do valão. E os
problemas não terminam aí.

– É enorme a quantidade de animais que aparecem em função da água podre que escorre ali.
Alguém tem que tomar uma atitude – reclama Jerri, apontando que, em 2004, para o início do processo de canalização, a metade do área da mãe foi posta abaixo.

Falta de verba é a desculpa

E o que mais revolta a família é que, em uma das reclamações feita para a prefeitura, a resposta pouco convenceu:

– Disseram-nos que faltou verba para a conclusão da obra. Mas como pode? Bem aqui perto está sendo remodelando um parque, com rampa de skate e tudo. É uma obra faraônica e a minha mãe tendo de conviver em meio aos ratos. Assim não é possível – revolta-se.

Vistoria feita, mas sem prazo definido

O secretário municipal de Obras e Viação de Esteio, Flávio Hiller, informa que, na tarde de ontem, acompanhou fiscais da Caixa Econômica Federal, que estiveram vistoriando o local. Um projeto de canalização do resto do Arroio Boqueirão, entre a Rua Dias e a Rua João Paulo, está dentro das intervenções que serão feitas em Esteio.

Depois de aprovado, o projeto entrará no processo de licitação e, em seguida, com a empresa contratada, iniciam-se as obras. A secretaria, no entanto, afirma que não tem como precisar um prazo.