AMANDA MUNHOZ
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Faltando um pouco mais de um mês para a chegada do inverno, Teresa Britto, 70 anos, já sabe o que terá de enfrentar na próxima estação. Cumprir a mesma rotina exigirá mais cuidado. A parada de ônibus na Avenida Professor Oscar Pereira, no Bairro Medianeira, que antes era uma estrutura que abrigava os passageiros da chuva, há quatro meses, sem a menor explicação, virou uma placa.
O problema, de acordo com a usuária do local, teria começado após uma obra em uma oficina na altura do número 1557. Em decorrência disto, a parada, que ficava à direita, no sentido Centro/bairro, teria sido retirada. Mais tarde, a EPTC foi até o local, mas colocou apenas uma placa. O que protegia Teresa e os outros usuários, no entanto, ficou só na lembrança da aposentada.
- Falei com um técnico da própria empresa e eles não souberam me dizer. Como é que tiram uma coisa que está aqui há uma vida inteira e não falam nada? - questiona.
Um hábito de três décadas
O Diário Gaúcho, em abril, mostrou a situação enfrentada por Teresa. À época, a EPTC respondeu que enviaria um técnico até o endereço para avaliar o que aconteceu e a necessidade de uma nova estrutura.
Há três décadas pegando ônibus no mesmo lugar, agora, ela precisa se acostumar a ficar exposta ao tempo quando dirige-se à igreja.
EPTC já vistoriou e promete ação
Foi enviada uma equipe até o local para colocar um abrigo. Ao chegar, foi verificado um rebaixo de meio-fio e outras intervenções, que impediram a instalação da cobertura. Por esse motivo, a EPTC acionou a Secretaria Municipal de Urbanismo (Smurb) para verificar a regularidade da obra. Se a mesma for ilegal, o abrigo será recolocado. Denúncias sobre paradas: fone 156.











