Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Posts com a tag "Trânsito"

Rezar não é seguro para dona Teresa

21 de maio de 2013 0

AMANDA MUNHOZ
amanda.munhoz@diariogaucho.com.br


Faltando um pouco mais de um mês para a chegada do inverno, Teresa Britto, 70 anos, já sabe o que terá de enfrentar na próxima estação. Cumprir a mesma rotina exigirá mais cuidado. A parada de ônibus na Avenida Professor Oscar Pereira, no Bairro Medianeira, que antes era uma estrutura que abrigava os passageiros da chuva, há quatro meses, sem a menor explicação, virou uma placa.

O problema, de acordo com a usuária do local, teria começado após uma obra em uma oficina na altura do número 1557. Em decorrência disto, a parada, que ficava à direita, no sentido Centro/bairro, teria sido retirada. Mais tarde, a EPTC foi até o local, mas colocou apenas uma placa. O que protegia Teresa e os outros usuários, no entanto, ficou só na lembrança da aposentada.

- Falei com um técnico da própria empresa e eles não souberam me dizer. Como é que tiram uma coisa que está aqui há uma vida inteira e não falam nada? - questiona.


Um hábito de três décadas

O Diário Gaúcho, em abril, mostrou a situação enfrentada por Teresa. À época, a EPTC respondeu que enviaria um técnico até o endereço para avaliar o que aconteceu e a necessidade de uma nova estrutura.

Há três décadas pegando ônibus no mesmo lugar, agora, ela precisa se acostumar a ficar exposta ao tempo quando dirige-se à igreja.


EPTC já vistoriou e promete ação

Foi enviada uma equipe até o local para colocar um abrigo. Ao chegar, foi verificado um rebaixo de meio-fio e outras intervenções, que impediram a instalação da cobertura. Por esse motivo, a EPTC acionou a Secretaria Municipal de Urbanismo (Smurb) para verificar a regularidade da obra. Se a mesma for ilegal, o abrigo será recolocado. Denúncias sobre paradas: fone 156.

EPTC fará rondas na Rua Sepé Tiaraju

25 de abril de 2013 0

Amanda Munhoz | amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

O cenário é sempre o mesmo: falta de sinalização e carros em alta velocidade. Há quase seis anos, Márcio Dias dos Santos, 39 anos, tenta colocar freio nos motoristas que insistem em expor ao risco os moradores da Rua Sepé Tiaraju, no Bairro Santa Teresa. Em vão.

A via vai da Rua Moab Caldas à Avenida Teresópolis, facilitando as altas velocidades por ser uma lomba. Nas extremidades, existem dois colégios, o João XXIII e o Estadual de Ensino Fundamental Alberto Bins, onde há sinaleiras. Ao longo dela, no entanto, não há placas nem sinalização horizontal (no chão) que indiquem os limites de uma mão e outra.

Ficou só na promessa

Em março do ano passado, o comerciante, no dia do seu aniversário, deslocou-se até a sede da EPTC para abrir um protocolo. Porém, ouviu como resposta da empresa que o local está "em estudo". O Diário Gaúcho, em novembro de 2012, flagrou ultrapassagens perigosas e veículos transitando acima da velocidade permitida, que é de 40km/h. A EPTC confirmou o limite de velocidade no local e informou que, naquela situação, não havia registros de pedidos para nova sinalização. Explicou ainda que um técnico avaliaria a possibilidade de reforçar a sinalização, se necessário.

- O problema é que, muitas vezes, os carros que provocaram acidentes se acertam entre si e não esperam a presença da BM ou EPTC - explica o morador local.

De lá para cá, Márcio garante que a situação está exatamente a mesma: motoristas continuam colocando as suas vidas e as dos pedestres em risco, e nenhuma providência foi tomada por parte da EPTC.

A EPTC informa que revitalizou a sinalização nas áreas escolares. Depois, fará a implantação de reforço nas placas e indicação nos principais cruzamentos. O monitoramento seguirá. Nesse ano, a via, em toda a sua extensão, teve nove ocorrências, com três feridos, nenhum fatal.

Aliviem o pé, motoristas!

22 de novembro de 2012 0

Por AMANDA MUNHOZ - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

"Se a EPTC quiser ganhar dinheiro, sugiro que coloquem um radar móvel na Rua Sepé Tiaraju, no Bairro Santa Teresa." A sugestão é da Márcia Vastuk Malheiros, 53 anos, moradora da Rua Clemente Pinto, uma rua paralela à citada.

A falta de sinalização está amedrontando a comunidade que, assim como a cuidadora de idosos, presencia inúmeros acidentes em função dos veículos que andam acima da velocidade permitida e fazem ultrapassagens perigosas.

- Muitas vezes, os carros que provocaram acidentes se acertam entre si e não esperam a presença da BM ou EPTC. Mas eles são frequentes - afirma Márcio Dias dos Santos, 39 anos, que reside na Sepé Tiaraju há cinco anos.

Trailer já foi atingido

Desde que mudou-se para o endereço, o comerciante insiste que os órgãos públicos deem um pouco de atenção para o problema. Mas, até agora, Márcio garante que só ouviu como resposta que o local "está em estudo".

- Há um trailer estacionado na esquina com a Avenida Deputado Aramy Silva que está amassado. Um carro fez a curva na Rua Sepé Tiaraju em alta velocidade e não conseguiu parar - explica Márcio.

Protocolo foi aberto em março

A via, que vai da Rua Moab Caldas à Avenida Teresópolis, facilita as altas velocidades por ser uma lomba. Nas extremidades, existem dois colégios, o João XXlll e o Estadual de Ensino Fundamental Alberto Bins, onde há sinaleiras. Ao longo dela, não se vê placas que indiquem a velocidade máxima permitida na região ou de conscientização aos motoristas nem de sinalização horizontal, indicando os limites de uma mão e outra.

- Em março, exatamente no dia do meu aniversário, me desloquei até a Avenida Erico Verissimo, na sede da EPTC, para fazer a reclamação. Disseram que só poderia ser feito pessoalmente. Tenho o número de protocolo, só que, até agora, não fizeram nada - lamenta Márcio.

EPTC promete vistoria no local

A EPTC informa que não há registro de pedidos para nova sinalização. Ressalta que, no entorno das escolas, a sinalização se apresenta satisfatória em relação aos fluxos da via. Nas proximidades do colégio João XXIII há ambiente semaforizado e a velocidade máxima permitida nesses pontos é de 40km/h. A EPTC explica ainda que um técnico avaliará a possibilidade de reforçar a sinalização, se necessário. E a fiscalização de trânsito foi acionada.

Pedidos podem ser realizados no Atendimento ao Cidadão da EPTC, na Avenida Erico Verissimo, 100. Mais informações no telefone 156.

Atravessar esta rua é testar a paciência

08 de junho de 2012 0


Lisiane Lisboa - lisiane.lisboa@diariogaucho.com.br

Atravessar a rua na saída do súper é uma aventura radical na altura do número 1311 da Avenida Carlos Barbosa, no Bairro Medianeira. Além disso, esperar que
os carros parem de passar para fazer a travessia é um verdadeiro teste de paciência. Uma faixa de segurança está localizada a 100m, na esquina da via com a Rua Niterói, porém, os pedestres não enfrentam o percurso.

– Minha casa fica no lado oposto. São duas quadras que temos de caminhar para
atravessar na faixa. As pessoas acabam colocando a vida em risco – argumenta o
aposentado Pedro Fonseca da Rocha, 63 anos, que demorou cerca de 10 minutos
para atravessar.

● Carros passam em alta velocidade

Mesmo ciente da orientação de atravessar só na faixa, a dona de casa Cecília
Almeida, 57 anos, não se habilita a caminhar na direção contrária à sua residência e irrita-se com a dificuldade da travessia.

– É horrível sair do súper com as sacolas pesadas e ficar esperando que os carros reduzam a velocidade. Acaba com o meu humor! – diz.

Como a rua é uma das principais ligações do Centro à Zona Sul da Capital, o fluxo de veículos é intenso. Diversas linhas de ônibus passam por ali. O horário mais perigoso é entre 18h e 19h, quando da Rua Fonseca Ramos, transversal à Rua Carlos Barbosa, os carros não param de sair.

É exatamente nesse ponto que o comerciante Alberto Biz, 38 anos, foi atropelado em 2009. Ele lembra:

– Corri na única brecha que tive. Não olhei para a rua transversal. O motorista, também impaciente, resolveu entrar na via sem olhar para os pedestres – conta.

Esperança

A Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) informa que enviará um técnico de trânsito para uma vistoria na Avenida Carlos Barbosa, no local citado pela matéria, para verificar a possibilidade de reforço na sinalização. Equipes de
fiscalização realizam rondas de trânsito diariamente na região. A EPTC ressalta que, a cerca de 100m do Supermercado Pezzi, há uma faixa de segurança na
esquina com a Moab Caldas e Niterói. Pedidos de reforço de sinalização podem ser feitos no Atendimento ao Cidadão da EPTC (Avenida Erico Verissimo, 100).
Com o número do protocolo, é possível acompanhar a demanda. Outras informações no fone 156.

Uma esquina do barulho no Partenon

08 de maio de 2012 0

Por Amanda Munhoz - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

O pequeno Dyonatta, três anos, tem um pátio enorme para brincar. Mas a avó, a comerciária Maria Sirlei Lemos, 56 anos, só deixa o neto ficar da metade do terreno para os fundos. Na grade da frente, na Rua Nove de Junho, no Bairro Partenon, ele sabe que nem deve chegar perto. A quantidade de acidentes que a família presenciou, em função da falta de sinalização, na esquina com a Rua Primeiro de Março, assusta e fez até que mudassem a disposição dos cômodos da casa.

Desde que asfaltaram a via, há 30 anos, a moradora lembra que a alta velocidade dos veículos, junto com a precariedade de alertas, como placas e quebramolas, já resultaram em muitas colisões. O barulho da freada dos pneus é um som comum para os ouvidos da família, que não hesita em levantar na madrugada para ajudar no socorro das vítimas.

– Chego a proteger os ouvidos quando ouço um motorista pisar no freio. Sei que, quase sempre, vem uma batida na sequência – conta Maria Sirlei, lembrando que há duas semanas um táxi que levava uma senhora colidiu com outro veículo.

● Perigo na grade da casa

Em novembro do ano passado, o medo de residir na via aumentou:

– Segundos antes de minha mãe ouvir um estrondo, ela tirou o meu filho da grade. Em seguida, fios e poste caíram aqui na frente, e parte do nosso muro foi atingido por um caminhão desgovernado – lembra Michelle Menezes Lemos, 30 anos, mãe de Dyonatta, que hoje prefere que o menino opte pelo computador e deixe a bicicleta de lado.

● Placa não é respeitada

Quem desce pela Rua Nove de Junho, em direção à Avenida Bento Gonçalves, deve cuidar para que as pastilhas do freio estejam em dia, já que a ladeira sem quebramolas ou redutor de velocidade anima os mais apressados. Ali, as colisões acontecem, segundo os moradores. Outro ponto que preocupa Michelle é a esquina com a Rua Primeiro de Março, que é preferencial em boa parte de sua extensão e muda quando chega na Nove de Junho. No entanto, a placa de pare na esquina não é o suficiente para alertar os motoristas.

– Cheguei até a mudar o meu quarto de posição. Ele era bem encostado ao muro da frente, mas mesmo estando dentro da minha casa, não nos sentíamos seguros – desabafa a autônoma.

● Técnicos vão vistoriar

A EPTC informa que os registros apontam que, de 2009 até agora, houve apenas três acidentes no local. Afirma ainda que não tem pedidos para novas sinalizações. Mas promete uma vistoria técnica para buscar uma solução.

Cuidado! Sinaleira escondida...

03 de maio de 2012 0

Por Amanda Munhoz - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

A orientação de que ao ver um semáforo e ele estiver com o sinal vermelho é necessário reduzir calmamente a velocidade, não pode ser seguida pelos motoristas que passam pela esquina da Rua Múcio Teixeira com Avenida Ganzo, no Bairro Menino Deus. O tronco de uma árvore, localizada exatamente no cruzamento dessas duas vias, no sentido bairro/Centro, impede a visibilidade e faz com que freadas bruscas ocorram com frequência.

Morador do prédio em frente à sinaleira, Gilson Pires, 37 anos, nos cinco anos que presta serviços de zelador ao condomínio, já presenciou muitos acidentes.

- Aqui na frente é comum. Vejo muita gente reclamar que só dá para ver a sinaleira bem perto - afirma Gilson.

Em minutos, duas freadas bruscas

Quem vem da Rua Visconde do Herval, pela Rua Múcio Teixeira, só consegue enxergar o semáforo quando está a poucos metros da esquina. Inclusive, segundo o zelador, devido às reclamações, a estrutura já teria mudado de altura. Porém, pouco adiantou.
Enquanto a equipe do Diário Gaúcho esteve no local, dois carros precisaram frear rapidamente, em cima do sinal fechado, quase provocando um engavetamento dos veículos que vinham atrás.

Registro é de um acidente

O fluxo é intenso, já que a Múcio liga a Avenida Ipiranga à Rua José de Alencar. Em determinados horários, a quantidade de carros que transitam no local aumenta em função da existência de um supermercado. 

A EPTC afirma que, neste ano, há apenas um acidente registrado na esquina da sinaleira encoberta.

O Diário Gaúcho entrou em contato com a Smam e não obteve resposta sobre o que pode ser feito com a árvore que atrapalha o semáforo da via.

Veículos tiram o direito de ir e vir

06 de fevereiro de 2012 0

Por Amanda Munhoz - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

A caminhada diária de Plínio Prodorutti, 61 anos, está comprometida. Isso porque no trajeto da Estrada João Vedana até a Avenida Nonoai, indo pela Avenida Cavalhada, no Bairro Cavalhada, há inúmeros obstáculos pela calçada. Os motoristas, não contentes em estacionar os carros na via, passaram a utilizar o passeio também.

Com problemas na coluna, o aposentado vê no seu exercício físico uma boa melhora para as dores. Mas quando precisa ficar no ziguezague, entre os carros em plena calçada, começa o incômodo.

– Tenho de me revezar entre o meio da rua e o passeio para desviar dos carros. Acaba estragando uma coisa que deveria ser de lazer, e de melhora da minha saúde – desabafa Plínio.

O horário crítico acontece no final da tarde, quando os motoristas resolvem "dar uma paradinha rápida", e não percebem o transtorno que causam aos pedestres. As reclamações do usuário junto à EPTC são quase que semanais, e a resposta é sempre a mesma: falta de pessoal para a fiscalização. No entanto, elas se intensificaram quando Plínio viu um deficiente visual cair por duas vezes em função do problema.

– Ele caiu ao encostar-se no primeiro veículo, levantou e seguiu adiante. Porém, havia mais um carro no caminho e ele foi ao chão novamente – garante Plínio.

Morando há 35 anos na Estrada João Vedana, uma travessa da Avenida Cavalhada, ele lembra de quando mudou-se para o bairro e sente saudade.

– Não tinha nada para cá, muito menos os carros.

Infração é grave

A Empresa Pública de Transporte Circulação (EPTC) informa que realiza rondas rotineiras na região citada, autuando condutores irregulares. Os motoristas que estacionam sobre o passeio cometem uma infração grave, segundo o Código de Trânsito Brasileiro, de cinco pontos na carteira, multa de R$ 127,69, além de remoção do veículo. A EPTC ressalta que o monitoramento será intensificado nos locais apontados pelo leitor, para coibir as irregularidades.

Essa esquina é um enrosco

21 de dezembro de 2011 0

Todas as vezes que sai com o seu carro, o marceneiro Almindo Robaski, 66 anos, já sabe que terá um teste de paciência a poucos metros de sua casa, na Avenida Cascais, Bairro Passo das Pedras. Quando a via se encontra com as ruas Nortran e Dezidério Severino, a falta de sinalização deixa o trânsito uma verdadeira confusão.

– Aqui, a gente não sabe se vai pra cá ou vai pra lá. É um carro atrás do outro, e de manhã cedo ninguém segura – afirma.

Ele explica que a via é utilizada pelos moradores do Bairro Rubem Berta para acessar a Avenida Protásio Alves. Por isso, o movimento no local é intenso, incluindo caminhões que abastecem o comércio da região.



Apenas duas placas

Almindo fez contatos com a EPTC e solicitou o apoio de um vereador para levar a sua preocupação com a falta de sinalização ao órgão responsável. Por enquanto, o que se vê no local são apenas placas de PARE nas ruas Nortran e Dezidério Severino. Mas não há placas nem pintura na via principal.

– Eu chego aqui e sou obrigado a parar, para deixar todo mundo passar. Não tem organização – relata o marceneiro.

Confusão em outro trecho

Um pouco mais à frente, no cruzamento com a Travessa Chateaubriand, o espaço pequeno para os veículos fazerem a conversão e a falta de sinalização também provocam acidentes. Adriano Soares, 36 anos, tem uma mecânica bem em frente a esse ponto, e já observou diversas colisões.

– Os carros dão cada freada! Eu tenho medo, e nos horários do colégio é bem pior – afirma.

Reforço na sinalização

A EPTC afirma que já foram aprovadas melhorias no cruzamento da Avenida Cascais com as ruas Nortran e Dezidério Severino. A sinalização vertical (placas) e horizontal (pintura no asfalto) será reforçada, e serão instalados tachões na pista. O serviço já está autorizado e deve se iniciar nos próximos dias. Para a outra esquina, por enquanto, não há previsão de melhorias.

Motoristas desprezam sinalização

17 de novembro de 2011 0

Por Amanda Munhoz - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Faixa de segurança no Bairro Jardim Botânico não é respeitada. Além disso, acidentes são constantes no cruzamento.

Atravessar a Rua Valparaíso na esquina com a Rua 18 de Setembro, no Bairro Jardim Botânico, é tarefa para o agente do filme americano Missão Impossível. Mesmo com faixa de segurança, os veículos não param. E, com o acentuado fluxo, os pedestres se aventuram cada vez que colocam o pé para fora da calçada.

Cruzamento causa acidente

Morador da via desde criança, o comerciante Ronaldo Cabreira Fraga, 45 anos, garante que presencia cerca de quatro acidentes por mês. E a falta de sinalização é o que provoca a maioria deles.

– As pessoas andam em alta velocidade, fazem a conversão para a Rua 18 de Setembro e trancam a via. Os de trás, que vêm distraídos, batem – afirma o morador.

Vizinho demora para fazer a travessia

Com o grande número de carros que transitam por ali, os pedestres acabam sendo os mais prejudicados. O sinal da mãozinha, incentivado pela prefeitura, não tem resolvido, e as pessoas precisam driblar os veículos para fazerem a travessia.

– Um vizinho nosso tem um problema na perna e leva muito tempo para conseguir atravessar. É um absurdo! – desabafa Ronaldo.

As duas vias são de mão dupla. Então, quem vai pela Valparaíso em direção à Avenida Ipiranga e decide dobrar à esquerda na Rua 18 de Setembro tranca toda via, Só consegue sair quando surge uma brecha entre um carro entre os que circulam pela mão contrária.  

EPTC garante que há fiscalização

A Empresa Pública de Transporte e Circulação informa que o local apresenta um aumento de fluxo somente nos horários de pico. Na esquina das ruas 18 de setembro com Valparaíso existe placa indicando Pare, assim como faixas de segurança. Afirma ainda que agentes realizam rondas rotineiras de fiscalização e monitoramento da região.

A EPTC ressalta que desrespeitar o pedestre na faixa de segurança é uma infração gravíssima, de sete pontos na carteira e multa de R$ 191,54.

Ao longo da Valparaíso foram nove acidentes em 2011, também sem vítimas. A EPTC agendará uma visita de um técnico ao local para avaliar a possibilidade de reforço na sinalização.

Só fazendo motocross nesta rua de Gravataí

11 de maio de 2011 0



Por Amanda Munhoz – amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Rua esburacada no Bairro São Marcos, em Gravataí, faz moradoras sofrerem lesões e prejuízos materiais. Prefeitura alega que obras não são prioridades.

Se continuar morando na Rua Major Tito, no Bairro São Marcos, em Gravataí, a próxima compra de Cinara Silva da Silva, 19 anos, deverá ser uma motocicleta própria para motocross. A Biz, que hoje leva a secretária de casa para o trabalho, quase não suporta mais o trajeto de chão batido tomado de pedras, areia e buracos.

Há um ano, segundo a moradora, a via foi contemplada, via Orçamento Participativo (OP), com a verba para asfaltamento. Porém, não há previsão de obra, e a rua segue recebendo apenas patrolamento.

● Cascalho ameniza os buracos

Para chegar ao trabalho, Cinara sai de sua via, passa pela Rua Manoel Vitorino, que também está tomada por buracos, e
entra na Rua Maestro Pena, a pior de todas. Esta, é uma lomba que, de acordo com a moradora, para amenizar a buraqueira, a prefeitura coloca cascalho e areia.

● Marcas do tombo estão no corpo

Quando chove, as pedras escorrem e chegam à avenida principal, a Paes de Andrade, causando um novo problema.
– As pedrinhas são levadas pela água até a avenida. Como ela é asfaltada, carros e motos frequentemente derrapam no local. É um perigo absurdo – relata.
Devido às condições das ruas pelas quais transita, a moradora já caiu diversas vezes de moto. Em algumas, foram só prejuízos materiais. Em outras, Cinara se machucou.
– Minha irmã tem uma moto também. Eu estava na carona, e sofremos uma queda. A moto veio por cima de mim e queimei a minha perna com o cano da descarga. Tenho a marca até hoje – desabafa.

Não é prioridade

A Secretaria Municipal de Relações Comunitárias de Gravataí informa que a Rua Maestro Pena foi incluída no Plano de Investimento de 2008, no OP. A atual gestão, junto com comunidade, definiu resgatar obras atrasadas. No dia 4, na última plenária do OP, 19 moradores participaram, e o asfalto não foi tido como prioridade.