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Posts com a tag "Viamão"

Paciência tira cheiro ruim?

16 de maio de 2013 0

AMANDA MUNHOZ
amanda.munhoz@diariogaucho.com.br


O caminhão está quebrado. E o IPTU? Esse já está pago. A rima até poderia ser refrão de uma música. Mas não. É a realidade de Luís Henrique Machado Gomes da Costa, 29 anos. Morador da Rua Caxias do Sul, na Vila Santa Cecília, em Viamão, o técnico em informática convive com um esgoto escorrendo a céu aberto próximo à sua casa há mais de um mês.

Ao que tudo indica, o problema começou após a rua de cima ter sido ensaibrada, no início do ano. Na primeira chuva forte que houve, o material foi levado pela água até as vias de nível mais baixo, o que deve ter provocado o entupimento da rede de esgoto.

- Percebemos que era isso, pois o saibro acumulou em um valo - explica Luís Henrique.

Depois de identificar a situação, o morador fez contato diversas vezes, via telefone, com a prefeitura de Viamão.


Surpresa que veio por telefone

Na Secretaria de Obras, afirmaram que iriam no mesmo dia vistoriar a situação. Como não aconteceu, Luís Henrique passou a insistir nos contatos. O número de telefone próprio para as reclamações, no entanto, só dava ocupado. Quando alguém atendeu, veio a surpresa:

- Me disseram que o caminhão que faz este tipo de conserto estava estragado. E que eu deveria ter paciência, já que as coisas não se resolvem facilmente. Quando chegou o IPTU, em março, prontamente, fui pagar. Chega na hora de precisarmos e não fazem nada - desabafa.

Luís Henrique explica ainda que o seu problema consegue ser menor do que o de seu vizinho. A água podre passa em frente à casa ao lado. E o quarto deste outro morador é bem na frente.

- Imagina o que ele suporta? - questiona.

Sem resposta - Em contato com a assessoria de imprensa da prefeitura de Viamão, o Diário Gaúcho recebeu a informação de que seria feita uma vistoria ainda na tarde de ontem. Porém, com a chuva, a visita acabou sendo adiada. Os moradores e o jornal esperam que tal aconteça o mais breve possível.

Esgoto a céu aberto é obstáculo na Vila Santa Cecília, em Viamão

14 de maio de 2013 0

AMANDA MUNHOZ
amanda.munhoz@diariogaucho.com.br


O par de tênis branco que Mara Regina de Souza, 45 anos, tem para ir trabalhar não pode ser calçado dentro de casa. Ela, diariamente, põe um chinelo, passa pela porta da frente, na Avenida Plácido Mottin, na Vila Santa Cecília, em Viamão, e, já na rua, faz a troca. O motivo fica por conta da água fétida que, desde janeiro, escorre a céu aberto em frente à residência da chapista.

O transtorno, porém, não se restringe à Mara Regina. Os usuários de ônibus que moram próximo também encaram o problema. E de perto. A menos que a pessoa que desca na parada tenha a perna comprida e consiga saltar para um lugar seco. Caso contrário, terá de pisar em uma água podre com um cheiro insuportável.

- As pessoas reclamam para mim. Passo a maior vergonha. Às vezes, quando desce mais gente comigo do ônibus, dou uma voltinha a mais para não verem que moro ali - desabafa Mara Regina.


Canalização foi refeita

A moradora garante que, desde quando a prefeitura colocou uma lixeira próximo à parada de ônibus, o vazamento começou. Ao que tudo indica, canos foram quebrados e a rede nunca mais foi recuperada. Em razão disto, Mara Regina não tem outra escolha senão acompanhar no próprio terreno o problema.

- A água volta para o meu pátio e alaga tudo - explica.

Na tentativa de resolver a questão, ela refez toda a sua canalização. Trocou a rede e procurou onde estava o foco do entupimento. Não achou. Mara Regina, então, tentou, com as próprias mãos, resolver a obstrução na rua. Sem sucesso, a moradora, agora, aguarda que a prefeitura faça o que é seu dever.

- O pior é que as pessoas não ficam na parada. E para passar por aqui, precisam andar pela lateral da via - revolta-se.

A Secretaria de Obras do município fez contato com a reportagem e prometeu uma vistoria para ontem. Depois disso, será possível avaliar o próximo passo.

Agora sim, Vera Regina, sorria!

13 de maio de 2013 0

Não tinha data melhor para Fabiana da Silva Nogueira, 38 anos, fazer sua mãe, Vera Regina Rodrigues da Silva, 57 anos, sorrir. Foi no domingo, Dia das Mães, que a filha redescobriu a alegria da mãe. Com problemas nos dentes, Vera até já tinha esquecido como era o movimento que se esboça quando se está contente. Abrir um sorriso não fazia mais parte dos dias da dona de casa.

A vontade de ter uma prótese dentária sobrava na família da Vila Santa Cecília, em Viamão. O que faltava, no entanto, era fazer o custo caber no bolso. Fabiana, decidiu, então, tentar a sorte na seção Meu Sonho É, do Diário Gaúcho, e contar com a ajuda dos leitores.

- O tratamento é caro e não temos condições de pagar. Ela merece muito - escreveu a filhota no e-mail enviado ao jornal.


"Agora, estou tendo de treinar"

Quando o pedido foi publicado, mãe e filha ficaram na dúvida se aquela Fabiana que pedia um tratamento dentário para mãe, realmente, tratava-se do sonho de ambas. Entraram em contato com Fontoura Luiz, de Cachoeirinha, que se dispôs a devolver a autoestima para Vera Regina. O protético teve o auxílio do odontologista André Michel, dupla que está acostumada a realizar sonhos como este.

Foram três extrações, três restaurações e uma limpeza. Fizeram, ainda, duas próteses removíveis. Pronto. É hora de comemorar. Só que o que é simples para uns...

- Agora, estou tendo de treinar, reaprender a sorrir. Vou para frente do espelho, me olho e abro o sorrisão - conta, feliz da vida, Vera Regina.


Amanhã é dia de parabéns

O treinamento é intensivo e está funcionando bem. Inclusive, já passou no primeiro desafio, que foi mostrar para a filhota no almoço de domingo. E teve aprovação geral.

- Ficou lindo. Vendo que a mãe está bem, me sinto melhor ainda - comemora Fabiana, que no Dia das Mães também comemorou mais um ano de vida.

O sorriso de Vera Regina, até amanhã, precisa estar radiante. Motivos têm de sobra. Afinal de contas, é o dia dela apagar as velinhas e vibrar pelo seu aniversário.

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Viamão: cartão vermelho ao descaso

23 de abril de 2013 0

Por Amanda Munhoz - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Em dois meses de existência, o placar está 8 x 0 para o buraco da Rua Guadalajara, no Bairro Viamópolis, em Viamão, em relação à comunidade. Moradores até já deram o cartão vermelho ao descaso da prefeitura, mas de nada adiantou: seis pessoas e dois carros já caíram no local.

- Essa via é larga, com asfalto, bem direitinha. Mas a situação está cada vez pior - explica Diego Rodrigues, 29 anos.

O comerciante lembra da erosão que começou em fevereiro em função da rede pluvial. Era um buraco pequeno, mas, com as chuvas, o problema está cada vez mais grave. A água leva a areia das laterais e as dimensões só aumentam, assustando quem presencia frequentes acidentes. De extensão, hoje, ele deve ter quase três metros. E o medo é que o asfalto comece a ceder também.

Preocupados com a possibilidade de mais pessoas se machucarem, trabalhadores e moradores locais fizeram contato com a prefeitura. Diego garante que, inclusive, já alertou o secretário de Obras para o problema da Rua Guadalajara. De retorno, só recebeu o número do protocolo da reclamação e mais nada.

Pneus alertavam para a situação

A gravidade aumenta à noite, quando a escuridão torna o adversário ainda mais perigoso. Motoristas desavisados tentam fazer o retorno na via, e tomam um susto ao caírem na cratera.

- Somos nós quem ajudamos quando alguém cai por aqui. Temos de tirar os carros com cordas - conta Diego, que está impedido de entrar de carro em sua garagem.

Um rapaz, dono de uma borracharia, até tentou chamar a atenção para a situação colocando pneus ao redor. Porém, o alerta durou pouco. Foi engolido pelo buraco.

A comunidade está esperançosa que o jogo real que eles estão vivendo termine com aquele placar inicial e ninguém mais sofra qualquer tipo de falta, mesmo que leve. Mas sabe que o apito final nem sempre chega na hora que o torcedor deseja. Resta apenas torcer que a prefeitura aponte o centro da rua e resolva de vez a situação.

Prefeitura é só silêncio

O Diário Gaúcho entrou em contato com a prefeitura de Viamão para saber se há previsão de uma solução para o problema. Entretanto, até o final da tarde de ontem, não houve resposta.

A comunidade e o jornal continuam esperando.

Nem Viamão nem Alvorada. No meio!

17 de abril de 2013 1


Por AMANDA MUNHOZ - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Para instruir as pessoas que chegam à sua casa pela primeira vez, Lourdes Maria Gronitsky, 51 anos, adquiriu uma técnica. Quando as visitas estão em Porto Alegre, basta passar a entrada do Porto Verde, em Viamão, seguir pela Estrada Caminho do Meio e dobrar a primeira à direita. Agora, quando elas vêm pelo lado oposto, como RS-040, a cozinheira precisa ir para a beira da estrada e avisar a cor da roupa que está usando. O motivo? A Rua A não está no mapa. Mas segundo a correspondência que chega, pertence ao município de Alvorada. Esse é só um dos problemas que a comunidade da Vila União enfrenta.

Há 15 anos morando no local, Lourdes Maria, todo início de mês, precisa sair correndo em busca das faturas e contas que deveriam chegar antes do dia do vencimento. Caso contrário, pagará juros pelos atrasos involuntários.

- Tenho de ir em todos lugares para pegar segunda via, porque as correspondências simplesmente só chegam depois que vencem - desabafa a moradora, mostrando a taxa extra, de R$ 2,42, na conta de telefone, por não ter a fatura em mãos e pagar por meio do número do aparelho na lotérica.

Reclamar do serviço para quem?

Na tentativa de resolver a dor de cabeça que é comum na vizinhança, procurou os Correios. Lourdes Maria garante que ouviu como resposta que, em função do endereço constar como Alvorada, as correspondências chegam, primeiramente, na agência do município indicado. Como lá já sabem do problema, elas, depois, são enviadas para Viamão. Este seria o motivo do atraso.

Descoberta a causa, Lourdes Maria seguiu em busca da solução.

- Uma comunidade próxima daqui foi regularizada. Eles tinham o mesmo problema. Queríamos uma solução também. Quando temos de reclamar de um serviço, como a conservação da rua, não sabemos a quem compete - revolta-se.

Enquanto não resolvem o impasse, os moradores da Rua A seguirão usando a criatividade para orientar as visitas na beira da estrada e correndo atrás das faturas. É o jeito.

Quem vai resolver?

O diretor de Comunicação de Alvorada, Charles Scholl, explica que a estrada faz divisa entre as duas cidades. Diz que as atenções estão voltadas para a infraestrutura. São necessários investimentos, segundo ele, que o município não dispõe.

A Diretoria Regional dos Correios do Rio Grande do Sul esclarece que a Rua A pertence à Vila União, em Viamão, e não tem Cep, pois os Correios não receberam oficialmente a informação da criação da rua. O problema acontece porque os remetentes utilizam um Cep de Alvorada. Informam ainda que farão contato com a prefeitura para confirmar a denominação correta da via. Após, irão codificá-la com Cep próprio e garantem que até o dia 31 de maio, o novo número estará disponível no site.

A prefeitura de Viamão não se manifestou.

Na Travessa São João, em Viamão, quem faz a canalização é a comunidade

05 de abril de 2013 0


Desobstrução de rede de esgoto é obra que a comunidade faça. A informação é verdadeira ou falsa? Deveria ser falsa. Mas, no caso da Travessa São João esquina com a Rua Germano Bumbel, na Vila Santa Cecília, em Viamão, inacreditavelmente, está corretíssima. Cansados da água podre escorrendo pela via e da falta de escoamento em dias de chuva, Vinícius Martins Casagrande, 20 anos, e seus vizinhos tomaram para si a responsabilidade.

Compraram canos PVC, abriram um valo de fora a fora no endereço e fizeram a canalização. Ainda que leigos no assunto, ficou melhor do que esperar anos por uma manutenção da prefeitura.

- A última vez que passaram a patrola aqui tem mais de dois anos - desabafa o estudante.

Reclamações já foram feitas

Morador da região desde que nasceu, Vinícius sabe bem dos problemas do local. Os dias seguintes à chuva são aqueles que castigam os que precisam sair para trabalhar e estudar. A falta de uma rede de escoamento que funcione transforma a via de chão batido em puro barro. E quando seca, chega a vez dos buracos darem o ar da graça. Ao contrário da Secretaria de Obras, que é figura rara no endereço.

- Só nós fomos quatro vezes reclamar da péssima situação em que temos de conviver. Até agora, não recebemos nenhum retorno - explica.

Vistoria para hoje

A secretaria de obras de Viamão afirma que, hoje, ainda na parte da manhã, o diretor da Smov, Glasileu Aragonês, irá até o local fazer uma vistoria.

Após a visita, serão tomadas as medidas necessárias para resolver a situação do encanamento de esgoto na esquina da Travessa São João com Germano Bumbel.

Como é na Capital

Em Porto Alegre, o Dep explica que, situações como essas acontecem mais em zonas não urbanizadas, e a drenagem é feita por valas. Para canalizar é preciso fazer as diretrizes técnicas, como qual o volume de água passa pelo local e se o cano é compatível. O Dep, quando depara-se com situações como estas da matéria, de a comunidade fazer a canalização, retira os canos e soluciona o problema.

Um pouco mais demorado

O Departamento de Esgotos Pluviais (Dep) explica que a solução da situação relatada nesta seção, na quinta-feira, sobre a Rua Guadalajara, no Bairro Jardim Itu-Sabará, será um pouco mais complicada, já que há duas residências construídas em cima da rede pluvial (coletor de fundos).

Agora, o departamento notificará os dois proprietários solicitando o acesso para a quebra do piso e hidrojateamento. Se não resolver, será preciso solicitar a demolição de parte destas construções para que o Dep consiga resolver a situação em definitivo.

Moradora da residência, Liziane Ribeiro, 47 anos, há quatro meses convive com esgoto escorrendo na garagem de casa.

Valas e crateras são rotina na Rua Cachoeira do Sul, em Viamão

27 de março de 2013 0


Por Amanda Munhoz - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Ao contrário da música Primavera, de Tim Maia, Sônia de Oliveira, 50 anos, não quer estar junto à Rua Cachoeira do Sul, na Vila Jardim Krahe, em Viamão, quando o inverno chegar. O motivo fica por conta das soluções paliativas que, na primeira chuva, não existem mais. Há uma década, a dona de casa suplica que a prefeitura olhe para o seu endereço e tome alguma providência. Em vão.

"Eu faço o que posso"

As valas na lateral da via seguem crescendo a cada chuva e o número de crateras só aumenta. Não por falta de empenho da comunidade:

- Nós fomos até a prefeitura, reclamamos. Ninguém nos atende ou simplesmente dá retorno - revolta-se a moradora.

Para entrar em casa, a missão é quase impossível. É preciso usar um espaço muito pequeno, no canto da Rua Cachoeira do Sul. Tarefa que a mãe de Sônia, Terezinha de Oliveira, 81 anos, exerce com muita dificuldade. Mesmo com cuidado, as duas já foram vítimas da precariedade da rua de chão batido.

- Eu estava saindo para trabalhar, na quinta-feira passada, e caí. É uma falta de respeito. Outro dia, uma vizinha me botou a boca em função da buraqueira que ela precisa enfrentar. Mas eu faço o que posso - revolta-se Sônia, alertando que Terezinha também, ao passar pelo local, caiu e machucou as costas.

Em fevereiro, o Diário Gaúcho mostrou o problema enfrentado pela comunidade. Na ocasião, a prefeitura de Viamão não se manifestou sobre a situação e os moradores tiveram de continuar esperando por uma posição oficial.

Prazo é início da semana que vem

A Secretaria de Obras informa que o patrolamento da via já está na programação da pasta em regime de urgência e deve ser atendida no início da próxima semana, se a previsão do tempo permitir.

Aonde está a Rua Minas Gerais, em Viamão?

25 de março de 2013 0


Por AMANDA MUNHOZ - amanda.munhoz@diariogaucho.com.br

Até para reclamar do estado em que está a Rua Minas Gerais, no Bairro Monte Alegre, em Viamão, os moradores encontram dificuldades. Imagine quando o assunto é pedir o patrolamento no local.

- Quando conseguimos contato, eles nos pedem 15 dias. O prazo termina e ninguém aparece por aqui - desabafa Luciana Silva Almeida, 37 anos.

Moradora há mais de três décadas no endereço, ela garante que a situação sempre foi assim. Todo o ano é preciso pedir providências para a prefeitura e torcer que mandem uma patrola até lá. Mesmo assim, é bem possível que a reclamação passe batida.

- No ano passado, para se ter uma ideia, ninguém apareceu por aqui - lembra revoltada.

Nem a patrola passa mais

O dia seguinte às grandes chuvaradas é sempre o pior, garante Luciana. Valos se formam ao longo de toda a via e a água escorre, abrindo verdadeiras crateras.

Quando o temporal vai embora, deixa na rua de chão batido uma lembrança da falta de assistência por parte da secretaria responsável por amenizar os buracos. Os carros são obrigados a andarem em baixíssima velocidade. Caso contrário, não será apenas lembrado, e sim, sentido no bolso.

No tempo em que reside lá, a moradora recorda que, todos os anos, invariavelmente, a prefeitura dava atenção à comunidade, passando uma patrola. Porém, de uns tempos para cá, o cuidado não é o mesmo.

- Uma vez por ano, pelo menos, eles amenizavam os buracos. Agora, estamos abandonados, sem previsão alguma - denuncia.

Viamão não respondeu

A reportagem fez contato com a prefeitura de Viamão, que não se manifestou sobre o problema.

Se começaram, devem terminar as obras na Vila Elza, em Viamão

28 de fevereiro de 2013 0


Se dependesse dos moradores da Rua Floriano Medina Rodrigues, na Vila Elza, em Viamão, os canos que estouraram logo depois do Ano Novo, dia 5 de janeiro, já teriam sido substituídos. É o que garante Emir Bastilho Parede, 49 anos, que reside no local há 20 anos.

- Quando o problema surgiu, procurei a prefeitura e fui informado que não havia o material necessário para a troca da canalização. Me reuni com alguns vizinhos e compramos o que era preciso - afirma.

Eles, então, entregaram as compras e pediram à Secretaria de Obras da cidade para realizar o trabalho de troca com uma retroescavadeira.

De acordo com o Emir, o serviço só começou dia 25 de janeiro e até agora não foi finalizado.

- Os operários vieram até aqui, refizeram o duto, mas deixaram dois grandes buracos e o esgoto escorrendo a céu aberto - reclama o mecânico.

No entanto, a situação só tende a piorar, pois nos dias que antecederam o reparo parcial, a tubulação entupiu e a desobstrução não foi feita.

Como se não bastasse, o mesmo aconteceu com as redes internas.

- Basta cinco minutos de chuva para tudo transbordar e a rua alagar - lamenta o morador.

O que estava ruim, só piorou

O mecânico relata que depois do horário comercial, quando a maioria dos moradores estão em suas casas, até para tomar banho é complicado, pois a água, que deveria escoar, retorna pelo bueiro do banheiro.

- Quando boa parte dos vizinhos já chegou do trabalho, tudo vira um deus-nos-acuda, até usar a descarga é um caos - atesta.

Ministério Público foi acionado

Cansado de tantos aborrecimentos, Emir resolveu procurar novamente a administração pública para tentar sanar os transtornos.

- Falei com o prefeito e com o secretário de Obras, mas a única resposta que tive é que devo aguardar até abril. Na data, deverá ser realizada uma reunião com a comunidade do bairro. É a promessa - conta.

Depois dessa resposta, Emir decidiu ir até o Ministério Público para denunciar o descaso.

- O MP notificou e estabeleceu o prazo de 15 dias para a Secretaria de Obras cumprir a obrigação. Acontece que a gente vê o tempo quase terminando e até agora nada de solução - conclui.

Enfim, uma luz no túnel

A assessoria de imprensa da prefeitura informa que, ontem, o diretor de Obras, Aragonês, esteve no local, fez uma avaliação e conversou com Emir. Ficou acertado que será deslocada uma equipe para realizar o conserto, mas como o trabalho leva alguns dias, não foi marcada uma data para seu recomeço. No entanto, foi dada a garantia que o problema será resolvido.

Espera por asfalto já tem uma década

25 de fevereiro de 2013 0


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AMANDA MUNHOZ
amanda.munhoz@diariogaucho.com.br


Alguns vestígios na Rua Cachoeira do Sul, na Vila Jardim Krahe, em Viamão, dão conta que, um dia, aquele endereço teve pavimentação. Pelo menos, aparentemente. Mas faz tempo que os moradores não sabem o que é asfalto por ali.

- Temos que fazer alguns consertos na rua, dar uma ajeitada, para conseguir sair de casa - desabafa a diarista Sônia de Oliveira, 50 anos, que garante conviver com a situação há mais de uma década.


Entrar em casa, só pelo cantinho

Entrar em sua residência, a moradora afirma que consegue, mas só pelo cantinho. Os contatos com a prefeitura são constantes.

A resposta fica só na promessa e nenhuma solução efetiva acontece. As paliativas, no entanto, existem. Até a primeira chuva...

- A água leva tudo adiante e os buracos, mais uma vez, voltam - explica a moradora.

A precariedade da via de chão batido, frequentemente, faz vítimas.

Tanto Sônia quanto sua mãe, a aposentada e também moradora do endereço, Terezinha de Oliveira, 81 anos, já caíram em função da irregularidade e dos buracos da Rua Cachoeira do Sul.

- Machuquei as mãos. E a minha mãe, as costas. Não dá para vivermos mais desta maneira. Além de tudo, é muito perigoso.


Prefeitura não se manifestou

Até o fechamento desta edição, a prefeitura de Viamão não deu resposta à queixa dos moradores.

O jeito é continuar reclamando e esperar que venha uma posição oficial.