Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros

Cris R1: Tão musa quanto mãe

10 de maio de 2013 1

Gisele Flores/especial
institutosobremotos@hotmail.com

Cris R1 mora em Balneário Camboriú, mas arranca suspiros de motociclistas e marmanjos em todo o país. Desde os oito anos, com a primeira mobilete, está sobre duas rodas. Adora exibir o corpão com curvas, mas não derrapa: vive intensamente para fazer seus três filhos felizes. Essa mistura de mulherão e dona de casa está na conversa da loira com o Sobre Motos. Confere aí!

Quem é ela?
:::  Nome _ Cristiane Guedes.
::: Idade _ 30 anos (28/03).
::: Altura _ 1,70m.
::: Peso _ 60 kg.
::: Olhos _ Castanhos.
::: Cabelos _ Loiros.
::: Profissão _ empresária e mãe.
::: Moto _ YZF R1 2013.
::: Onde mora _ Balneário Camboriú/SC.
::: Hobbies _ Viajar de moto, boxe (treina há 10 anos), surfar, musculação, cozinhar, ir a evento de motos e estar ao lado de amigos.
::: Especialidade na cozinha _ Feijão e caldo de peixe.
::: O fundamental _ Os filhos.
::: Casamentos _ Dois casamentos e um namoro de três anos.
::: Homens _ Nunca tive problema em ter pessoas maravilhosas ao meu lado.
::: Sonho _ Ver meus filhos formados e ser avó.
::: O que não gosta _ De me maquiar. Só vou fazer isso quando ficar velhinha para, assim, ficar mais bonita.
::: Já fez plástica? _ Sim. A mulher que pode e quer ficar mais bonita deve fazer.

Paixão que veio do berço

“Acho que isto vem de sangue: meu pai era um apaixonado por moto e, quando eu tinha um ano de idade, me colocou em cima de uma e eu vibrei. Com oito anos, comecei a pilotar uma Mobilete Caloi (um ciclomotor de 49,9cc, motor dois tempos). Para este tipo de veículo, não era necessária habilitação e eu rodava por tudo.
Com 10 anos, havia um tio que também era fascinado por moto e tinha uma “viúva negra” (era uma Yamaha RD 350 e seu apelido surgiu na década de 70 devido a ineficiência dos freios). A moto chegava com facilidade aos 180 km/h. Capacete não era obrigatório.

A primeira moto foi…

Todo mundo sabia que eu era louca por moto. Nunca me imaginei, depois dos meus oito anos, viver sem uma ao meu lado. Mas chamei mesmo a atenção quando completei 16 anos e passei a andar com uma Suzuki 1100 cc. Meu pai faleceu nesta época com câncer no estomago. Em seu testamento, me deixou um terreno que, na época, valia R$ 35 mil. Pensei: quando eu tiver 18 anos, vou comprar uma moto grande para mim.

Chegou o dia e escolhi uma GSX750R da Suzuki com dois anos de uso. Vendi o terreno que meu pai me deixou e comprei a moto. Na época, paguei R$ 38 mil reais, o restante fui trabalhar e paguei. Naquela época, eu já tinha me casado (com 17) e tinha meu primeiro filho, Rodrigo.”

Apelido, tombo e fama

“Com 20 anos, em 2003, queria mudar para uma moto de cilindrada maior e me encantei pelo modelo Yamaha YZF R1. Na época, nenhuma mulher tinha igual. Percebi que, apesar de saber pilotar muito nas estradas, me faltava o conhecimento técnico para uma moto daquelas. Descobri a Rio Racing, conduzido pelo piloto Tinho, que dava aulas de teoria e prática em Curitiba (PR).
Foi demais, pois lá era dentro do autódromo, com ambulância, professor acompanhando na pista. No curso pude aprender a raspar o joelho, a frenar do jeito certo e conduzir melhor a moto.
Ao sair do curso, eu estava com excesso de confiança, pois lá mesmo tinha começado a chover e somente eu e outro piloto ficamos andando na pista. Saí de Curitiba e fui de moto para Balneário Camboriú, distante cerca de 220 km, com chuva. Foi aí que, do tombo, veio a lenda.

Choveu na serra e ela caiu

Eu caí, porque também estava muito cansada, em uma curva, na Serra da Cachaça, e chovia muito. Errei ao entrar na curva e escorreguei de traseira com minha R1 prata novinha. Meu marido e amigos vinham acompanhando o percurso e, como somente esfolei minha bunda e a lateral da perna (fez um furo no macacão) ficamos dando risadas. Meu marido fotografou tudo.
Coloquei as imagens na internet, na época foi no Orkut. Comecei a receber e-mails e mensagens de todo o Brasil, da Argentina, Alemanha, Estados Unidos e do Chile. Foi o maior sucesso e comecei a ser convidada para estar presente em eventos de moto. Hoje tenho milhares de fãs e inclusive fã clube. Meu Facebook e os vídeos que postam são um dos mais acessados. Já estive nas principais revistas de motos nacionais e já saiu uma reportagem minha na Yamaha Internacional.”

Segurança ao pilotar

“Primeiro é preciso fazer um curso de pilotagem. Uma vez por mês, volto à pista para me aprimorar. A segunda coisa é estar sempre atento quando está andando de moto, ou seja, prever o que pode acontecer. A terceira é ter equipamento e moto sempre revisados. Capacete com viseira limpa, sem arranhados, macacão, botas adequadas e moto sempre em dia, zero ou revisada, especialmente quando for fazer uma viagem de grande distância. Só me acidentei uma vez, mas já tomei vários sustos. O importante é que os sustos nos dão maturidade para pilotar.”

Vivendo do nome

“Sou artista plástica, faço quadros para meus amigos, mas um dono de galeria de arte disse que eu tenho futuro, pois já pinto há muito tempo. Além disso, faço aparições em eventos onde sou contratada. Faço palestras, distribuo autógrafos, faço borrachão (fritar pneus com a moto frenada), além de campanhas publicitárias ligadas a motos. Muitas vezes, sou contratada para estar em um churrasco de motociclistas ou cafés da manhã de concessionárias de moto.

O trabalho é lazer

“Não me imagino sem moto. Minha infância, meus três casamentos, meus filhos, todos têm a moto no contexto. Eu pilotei até os seis meses de gestação. Só parei porque meu macacão não fechava mais. Amo estar em ambientes com moto, seja nas pistas de autódromo, seja na estrada, seja na cidade para sair para comprar um pão.

Já viajei rodando de moto por todo o Brasil. Fui muito para São Paulo. Durante muito tempo, eu ia acompanhada de duas amigas. Elas casaram e perdi a parceria, mas elas ainda estão em meu coração. Amizades entre motociclistas não têm preço. É uma gente solidária entre si e muito companheiras.”

BBB, Sexy e Playboy

“Já me convidaram para estampar a Playboy, a Sexy e já pensei em participar. Mas eu sempre optei por minha família em primeiro lugar e meu marido nunca concordou com esta exposição, pois temos uma vida confortável e não gostaria de ver nossa vida tão aparente. Mas nunca descarto nada. Quem sabe algum dia eu participe…
De vez em quando rola esse boato de BBB. Se depender dos fãs, acho que estou dentro, pois tinha até torcida organizada para que eu fosse para a telinha da Globo. Quem sabe…”

E o assédio deles?

“Sempre fui muito paparicada pelo público masculino, mas os motociclistas são maravilhosos. Muitos têm mais fotos minhas que eu mesmo. Tem pessoas que vão fazendo vídeos meus com as fotos que encontram e depois mandam os links para que eu possa assistir. A maioria começa como fã, mas depois se tornam amigos e deixam de me ver como musa. Passam a ser meus seguranças (risos), me cuidando
e me ajudando em meus shows.”

Filhos em primeiro lugar

“Meus filhos e minha família são tudo. Nasci para ser mãe e tive oportunidade de casar com pessoas que puderam me dar tudo que eu necessitava. Se eu quisesse, poderia ter uma babá para cada filho e tenho três (Rodrigo, 12 anos, Diogo, nove, e Júlia Helena, um). Quem acha que tenho pessoas que cuidam de minha família (limpeza, comida e levar para escola), engana-se! Desde pequena me preparei para ser mãe e motociclista, sou eu que levo na escola, cobro notas, educo. Meus filhos foram criados até os cinco anos de idade em casa e, depois, foram para a escola. Eles não ficam o dia inteiro no colégio, só vão à tarde estudar. A educação, alimentação e criação é de minha responsabilidade.

Em 2010, um sonho realizado

Sou eu que cozinho, pois adoro cozinhar. Nada de levar crianças para comer fast-food ou a restaurantes. Tudo aqui é equilibrado. Sou uma mãezona, adoro brincar com eles e amo ser mãe.
Sempre soube escolher bem meus parceiros, que são maravilhosos e atentos em estarem presentes junto aos filhos. Em 2010, realizei meu desejo e casei de véu e grinalda de moto e meus filhos estiveram presentes.
Meu plano para meus filhos é formá-los em uma faculdade. Eu queria que fossem médicos ou dentistas para que possam me cuidar quando eu ficar velhinha. Quero buscar meus netos na maternidade. Sou uma motociclista que ama sua família. Gosto de rodar o mundo e voltar para minha casa, desde que lá estejam meus filhos.”

Comentários (1)

  • Luis Fernando diz: 8 de fevereiro de 2014

    Olá tudo bem eu sou produtor de eventos e gostaria muito de conseguir o contato de Cris R1 por favor me de esta ajudinha ai, obrigado.
    contatoplanox@gmail.com

Envie seu Comentário