Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Entrevista - Ricardo Flores

12 de novembro de 2013 0

Ricardo Flores, o mito

Foto Night & Cia

Foto Night & Cia

Ricardo Flores é um nome que ecoa entre os frequentadores de festas eletrônicas no Litoral Norte. Envolvido com a produção de eventos noturnos desde o fim da década de 90, ele aceitou o convite de voltar no tempo e falar à Social Club sobre sua trajetória profissional. Aproveitei a oportunidade e trouxe à tona curiosidades de sua vida pessoal para desvendar quem está por trás do mito.

Gaúcho de Passo Fundo, Ricardo está em Santa Catarina há 25 anos. A mudança de Estado se deu junto com o pai Luiz Antonio, que veio atuar como médico em Itajaí. A criatividade levou o o jovem empreendedor a cursar Publicidade & Propaganda, mas foi por volta de 1998 que surgiu a ideia de trabalhar com a promoção de festas. Acostumado a frequentar grandes festivais em Curitiba, São Paulo e Buenos Aires, Flores se uniu a um amigo e juntos fundaram a Vinyl Neverdie, festa inusitada que tinha como palco o topo do morro de Estaleiro e uma vista singular das praias.

O pontapé inicial motivou Ricardo a dar o passo seguinte e trazer para o Estado, em parceria com seus atuais sócios, grandes DJs internacionais, como Tiesto, Eddie Halliwell, John Digweed e Bob Sinclar. Após uma série de experiências positivas, a turma foi administrar o clube Ibiza e depois iniciou o projeto do Green Valley. Hoje apontado por muita gente como o cérebro do clube, ele desconversa: “as pessoas pensam que sou a cabeça porque cuido de setores ligados ao mercado, marketing, música e artistas, que é a parte que o público prefere”. Apenas cinco anos foram o suficiente para levar o Green Valley ao topo da lista mundial de clubes e Flores não esconde a satisfação: “mostramos ao mundo que o Brasil também sabe fazer música eletrônica”.

Mas ser o rei da festa acumula um outro peso, que é o assédio dos novos amigos e fãs. É inegável que este tipo de ambiente impulsiona as amizades e o flerte, mas é justamente aí que entra a experiência de ser figurativamente casado com a noite. “Hoje é mais fácil e rápido entender os interesses de cada um. Tudo depende de como você administra seu relacionamento e amizades. No meu caso, tive um namoro bem-sucedido de três anos. Vai do feeling de você aprender a diferenciar o que vale a pena do que vale ser descartado”, observa.

Por falar em feeling, música para Flores é questão de momento. Está enganado quem pensa que ele ouve apenas música eletrônica. “Gosto de Foo Fighters, Audioslave, Pearl Jam, Justin Timberlake e Red Hot Chili Peppers. Na música eletrônica sou eclético, mas no meu carro gosto de escutar gêneros mais lentos.” Quando o assunto é o futuro, Flores não economiza palavras para descrever seus projetos. “Penso em levar o GV para outros países. Estou desenvolvendo o Nine Forty-Five, um projeto paralelo de restaurante lounge focado no público jovem. Também planejo construir um beach club aqui em Santa Catarina no ano que vem e sigo em busca de parceiros para o projeto”.

Por fim, mas não menos importante, Ricardo está envolvido com a produção do Dream Valley Festival, que caminha para sua segunda edição no próximo fim de semana. A ideia original é dele, que tinha o sonho de realizar um festival aqui no Brasil com estrutura semelhante à do Tomorrowland, da Bélgica. Ano passado quase 40 mil pessoas passaram pelo Beto Carrero World e três prêmios foram conquistados de melhor festival. “O Dream Valley tem um grande potencial para se tornar um evento no nível dos maiores festivais do planeta”. No que depender de Ricardo Flores, será sucesso.

Foto Adriel Douglas

Foto Adriel Douglas

RAPIDINHAS

Praia, campo ou cidade? Praia, onde me sinto à vontade e é meu local perfeito para relaxar.

O que faz no tempo livre: encontro meus amigos, que me fazem esquecer dos problemas e aproveitar a vida.

Um esporte: passei dos sete aos 18 anos treinando tênis, mas minha paixão sempre foi o futebol.

Uma lembrança: adorava a vida nas fazendas do RS, vestido com traje típico gaúcho. Bons tempos…

Um show que marcou: Daft Punk no Tim Festival, Deadmau5 no Ultra Music Festival em Miami, Avicii no Tomorrowland, entre outros.

Uma frase de efeito: A maior aventura que alguém pode viver é viver a vida de acordo com seus sonhos.

À noite todos os gatos são pardos? Adoro esta frase (risos). O provérbio faz sentido. À noite tudo se confunde e se parece.

Como pretende estar em 10 anos: pretendo ainda ter um pouco de cabelo (risos), principalmente estar feliz e rodeado de amigos.

Se pudesse voltar no tempo, o que mudaria? Eu precisaria de infinitas páginas para esta resposta.

Um adjetivo para Ricardo Flores: sou difícil de conviver, porém batalhador, fiel, sonhador e rico em grandes amizades.

Envie seu Comentário