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Entrevista

25 de maio de 2014 0

Bárbara Damásio, em paz com os acordes

Rick Aurélio/Divulgação

Rick Aurélio/Divulgação

Não é à toa que Bárbara Damásio se tornou uma das vozes mais conhecidas do Litoral. Tampouco foi à toa o enamoramento da cantora pela música. Desde pequena, os avós de Bárbara mantinham um grupo de Terno de Reis. Foi do avô, inclusive, que ela ganhou o primeiro violão. De lá para cá, muita coisa aconteceu. Minha entrevistada chegou a pensar em ser arquiteta, mas acabou optando pelo curso de Jornalismo. Durante a faculdade, deu-se conta de que preferia ser entrevistada a entrevistar. A constatação, porém, não a demoveu de ir até o fim e se graduar. Hoje, ela acumula estas duas paixões: a de ser notícia e a de dar a notícia.

Bárbara teve seu primeiro contato com a música aos sete anos, quando passou a integrar o coral do Colégio de Aplicação da Univali, regido, então, pelo maestro Arildo Simão. Já aos 12 anos cantava profissionalmente em coquetéis, casamentos, formaturas e demais eventos ligados ao entretenimento. Hoje alguns flashes que ecoam desta carreira, longa apesar da pouca idade, são apresentações em cidades como o Rio de Janeiro e Curitiba. Em 2009, outra passagem marcante foi o show Bárbara Canta Chico, apresentado no Teatro Municipal de Itajaí. Ela recorda que se sentiu acolhida e explica: “Itajaí tem um força de produção forte em função dos artistas”. Observa também que Balneário Camboriú está seguindo o mesmo caminho ao buscar uma gestão participativa com pessoas sensíveis à arte.

Rick Aurélio/Divulgação

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Outro dia para ser lembrado no diário de Bárbara foi o da gravação do DVD Você É Mesmo Essa Flor, em 2010, que eu tive a oportunidade de acompanhar ao vivo. No palco, uma apresentação especial causaria frisson em uníssono. Entre uma canção e outra eis que surge Elza Soares para abençoar o trabalho de Bárbara. “Eu não acreditava naquele momento até que ela veio”, confessa a catarinense. “Sou sortuda de conhecer as pessoas que me proporcionaram fazer este movimento”. O DVD do show, contendo o dueto entre as duas cantoras, será lançado ainda no segundo semestre do ano.

Desde aquele show, as coisas continuaram a mudar. Para melhor, diga-se de passagem. Bárbara é mesmo essa flor e uma nova mulher. Ela iniciou um trabalho de reeducação alimentar, associado à prática esportiva, que trouxe resultados tão significativos que propõem a seguinte comparação temporal: “aos 20 anos eu estava trancada dentro de casa ouvindo Chico Buarque. Hoje eu me sinto mais jovem e integrada”. Em 10 dias Bárbara perdeu cinco quilos e reconhece que não teria conseguido sem o apoio da mãe. “Eu era desregrada à mesa. Hoje como menos e me permito pequenas extravagâncias aos fins de semana”, observa.

Rick Aurélio/DIvulgação

Rick Aurélio/Divulgação

Adepta do estilo hippie-chic, esta nova fase da vida de Bárbara está sendo marcada também pela união de suas grandes paixões: a música e o jornalismo. Ela segue à frente do Conversa Improvisada na Rádio Univali FM. O programa, focado em música instrumental, já está na terceira temporada. Paralelamente, a cantora tem se dedicado às aulas de educação musical com crianças na Proarte, em Itajaí. Para o futuro, ela destaca o projeto de  passar a compor suas próprias canções e ressalta que não sente a necessidade de estar no eixo Rio-São Paulo. “Quero ir, cantar e poder voltar”.

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