Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.

Entrevista

28 de junho de 2014 2

Helges Samuel Bandeira a caminho da diplomacia

Foto Divulgação

Foto Divulgação

O empresário e especialista em Direito Internacional, Helges Samuel Bandeira, está trilhando um caminho que é para poucos. Desde a infância ele sonhava em ser diplomata. Enquanto os amigos diziam que queriam ser policiais ou bombeiros, ele já havia desenhado seu futuro. Dono de uma infância feliz, marcada por traquinagens, descobertas, livros e viagens, Helges vê hoje seu sonho se tornar realidade. Aprovado recentemente no concurso de iniciação à carreira diplomática, é de Brasília que o paranaense, radicado em Balneário Camboriú, conversa com a Social Club sobre este momento especial.

Primeiramente nos apresente sua família. 

Tenho duas irmãs. A mais velha, Priscila, há mais de década mora em Boston, onde, além de atuar como socióloga, faz pós-graduação em Harvard. A mais nova, Isabelle, mora em Curitiba e se dedica à dança e ao estudo de línguas. Apesar da distância, temos bastante contato, através de constantes visitas. Recentemente nos  encontramos em Dubai, onde nossa mãe, Solange Ribeiro, foi premiada em uma mostra de arte.

Como é ter uma mãe artista? 

Ter mãe artista é fantástico. Com ela aprendi a dar asas à imaginação e a sonhar. Minha aprovação no Concurso de Admissão à carreira diplomática é justamente a concretização de um sonho de infância. Conforme fui amadurecendo, descobri que minha arte é a palavra, a comunicação, a linguagem. Às vezes, até me arrisco em alguns versos, mas nada que se aproxime à beleza dos quadros de minha mãe nem à maestria de poetas diplomatas como Vinícius de Moraes e João Cabral de Mello Neto.

E como foi a adolescência e juventude?

A adolescência passei nos Estados Unidos. Cursei o Ensino Médio na Boston College High School, um colégio jesuíta de excelente qualidade. Os inacianos falam diversos idiomas, prezam muito pela busca do conhecimento e são extremamente rígidos. Lá solidifiquei minha moral, espiritualidade e meu conhecimento da língua inglesa.

Você domina nove idiomas. De onde surgiu esta paixão? 

A paixão pelos idiomas veio da paixão pelo ser humano. Nas viagens que eu fazia, sempre queria conversar com as pessoas sobre os diferentes países que visitávamos. Meus pais desde cedo me matricularam em cursos de inglês, francês e italiano. Aos 18 anos, voltei dos Estados Unidos e me estabeleci em Balneário Camboriú. Fundei a Eagles Idiomas, onde, além de dar aulas, também estudei alemão, polonês, russo, mandarim e espanhol. Comecei a cursar Direito. Aproveitei-me de um intercâmbio entre universidades para me aprofundar em Direito Internacional e Marítimo na Université de Nantes, no Vale do Loire. O ano que cursei na França e a paixão por línguas me garantiram a nota mais alta na prova de francês e espanhol.

Você detém uma escola de idiomas. Considera que tem boa veia empresarial?

Sou empreendedor e gosto de desafios. Fundar uma escola de idiomas que se preocupasse verdadeiramente em ser um centro de excelência no Vale do Itajaí foi desafiador. Hoje a Eagles promove diversos eventos culturais, como o Sarau de Poesias, em que alunos e funcionários recitam poemas nos idiomas ensinados na escola. Não sou mais o diretor da rede, mas continuo dando aulas de conversação pelo menos uma vez ao mês.

Como será o desafio da carreira diplomática? Não teme se arrepender desta escolha?

Tenho que ficar em Brasília para fazer um curso de formação por um ano e meio antes de poder ser enviado ao Exterior. Trata-se do famoso instituto que leva o nome do patrono da diplomacia brasileira, o barão do Rio Branco. Caso algum dia esteja insatisfeito com a carreira, tenho certeza de que a experiência adquirida no Itamaraty me abrirá portas.

RAPIDINHAS

Artes: empresto as palavras de Ferreira Gullar para dizer que “a arte existe porque a vida não basta”

Idioma preferido:“a última flor do Lácio” (como Olavo Bilac chamava nosso Português) 

Um país para morar: sinto-me bem à vontade nos Estados Unidos

Um destino: Polinésia Francesa

Balneário Camboriú: home sweet home

Um dia para recordar: o dia que cheguei de volta ao Brasil depois de morar nos EUA por quatro anos

Outro para esquecer: já esqueci

O que faço como lazer: gosto de ler, escrever, ouvir música, tocar violino, ir a concertos e espetáculos, dançar a dois, velejar, remar, fazer trilha, aprender novos idiomas e, é claro, viajar

Felicidade é… estar satisfeito com as escolhas que se faz ao longo da vida

Me irrito com… falta de respeito

Tenho medo de… mentira e falsidade

Diplomacia é… a superação do estado de natureza hobbesiano no âmbito internacional. É a valorização da paz em detrimento da guerra. É um meio inteligente de se alavancar o desenvolvimento brasileiro

Em dez anos.. estarei representando muito bem o Brasil em algum consulado ou embaixada no Exterior e trazendo muito orgulho para nossa e bela Santa Catarina

Comentários (2)

  • Edméa A S Marton diz: 29 de junho de 2014

    Tivemos tão pouco tempo para conversar naquele almoço em Brasilia, que nao conheci tão bem esta pessoa maravilhosa que voce é!!!!!Tem uma bagagem intelectual invejável!!!!Vc fará uma bela carreira diplomatica….com estes belos ideais que formaram sua personalidade.Gostaria de vê-lo tocar violino…rsrsrs Um grande abraço e até um dia qq que eu vá a Brb….Edméa/Marton

  • Carlos e Doralice Ramirez compartilham o seu sucesso, temos certeza que os ensinamentos dos seus pais colaboraram muito com o seu aprendizado. Parabéns Helges dos seu padrinhos que na distancia te lembram com carinho. diz: 4 de julho de 2014

    Compartilhamos o seu sucesso, temos certeza que os ensinamentos dos seus pais colaboraram muito com o seu aprendizado.Parabéns Helges do seus padrinhos que na distancia lembram com carinho.

Envie seu Comentário