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Social do final de semana

02 de junho de 2012 0


Voz do coração

 

Impossível falar do povo italiano sem associá-lo ao trabalho e à música. E para apresentar o perfil do tenor Dirceu Pedro Pastori, 56, é difícil se afastar de suas origens. Descendente da terceira geração de imigrantes italianos, Pastori nasceu e vive até hoje em Nova Milano, berço da colonização italiana no RS e quarto distrito da cidade de Farroupilha. Autodidata, o tenor das colônias, como ficou conhecido, é o centro das atenções quando entoa as músicas típicas do rico folclore italiano.

Foto: Fernando Maccagnan

O início

Pastori foi fruticultor até os 40 anos, quando decidiu se tornar profissional da música. Conta que não existe nada melhor do que fazer o que se gosta, transformar o dom em profissão. E não troca a tranquilidade do campo pela agitação da vida urbana.

– Meu lar é o meu refúgio. Não tem o que pague a paz e a liberdade que se tem no interior – compara o tenor, casado com Lia Onzi Pastori e pai de Leonardo, 29, Douglas, 27, e Érica, 25.

O tenor recorda também do tempo em que as famílias se visitavam mais, reuniam-se para confraternizar e cantar. Foi durante esses encontros familiares que começou a soltar a voz, aos cinco anos, incentivado pelo tio Alfredo Pettefi.

Profissionalização Há 16 anos atuando profissionalmente – em apresentações em dupla com o tecladista e saxofonista Paulo Johann, em casamentos, com a soprano Siane Salvador, ou na banda que formou –, Pastori destaca ainda o convite do empreendedor Tarcísio Michelon para cantar no roteiro turístico Caminhos de Pedra, projeto que o lançaria profissionalmente.

– Apesar de ter cantado a vida toda entre amigos ou na presença de familiares, fazer isso para os turistas, acompanhado do violinista Antônio Rufatto, foi um desafio e tanto. Conheci gente fantástica na música – diz.

Atuação no coral

Apaixonado por ópera e pelo estilo clássico e romântico das músicas populares italianas, Pastori compartilha o talento com as crianças do coral do Instituto Tarcísio Michelon, em Bento.

– Estar com eles no palco é maravilhoso. Incentivar e dar condições aos jovens de se iniciarem na música e na arte, tocando instrumentos ou cantando, é louvável – finaliza.

Foto: Éder Tondello

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