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31 de agosto de 2013 0

Fernando Bertolini - Maíla Facchini3

Pop!
Há um saber popular que diz que a pessoa é para o que nasce. Para o artista plástico garibaldense Fernando Bertolini, 24 anos, tal máxima não poderia ser mais verdadeira. Imerso no fazer artístico desde a infância, quando rabiscava as paredes do quarto e fugia do intervalo escolar para desenhar em seu bloco, Fernando despertou para a pintura na adolescência, quando aperfeiçoou seu talento ao lado da professora Janice Fin, grande entusiasta de seu trabalho.

O inquieto geminiano cresceu, conquistou um diploma em Design de Produtos pela UCS e passou a desenvolver a função profissionalmente, porém os pincéis e as telas são as prioridades de sua vida. Após apresentar algumas obras em galerias da região, como no atelier da caxiense Cristiane Marcante, Fernando teve sua arte descoberta em Porto Alegre, na Beco Design, pelo arquiteto Rogério Pandolfo, que selecionou um de seus trabalhos para compor o espaço 50 Tons de Desejo na Casa Cor RS – ambiente premiado como o mais ousado da mostra.

A distinção chamou a atenção para o trabalho do jovem pintor, que hoje confessa ter vários quadros inacabados enquanto prepara uma mostra inédita com o tema “Toda Forma de Amor”, protagonizada pelas bocas andrógenas e de cores vivas que despontaram na exibição de arquitetura. Feliz com a temporada de grandes feitos, Fernando conquista a cena gaúcha enquanto enche de orgulho seus pais, Jorge Luiz e Odete Bertolini, e a irmã, Suelen Bertolini, os maiores fãs de sua arte.

Crédito das fotos: Maíla Facchini, divulgação.
Fernando Bertolini - Maíla Facchini4
Como a arte surgiu em sua vida?
Desde criança, o que eu mais fazia era desenhar e rabiscar muito. Enquanto meus colegas do jardim da infância brincavam no intervalo, eu ficava na sala de aula desenhando em blocos. Até tenho uma história engraçada, quando também rabiscava as paredes do meu quarto… Depois de levar a maior bronca da minha mãe, passei a me esconder embaixo da cama e desenhar onde ela não conseguia ver. Isso até termos que tirar a cama do lugar e toda a história ser revelada (risos). Aos 14 anos, conheci o trabalho da artista plástica garibaldense Janice Fin e insisti muito para que ela me desse aulas de desenho, uma vez que ela ensinava apenas pintura. Ela acabou se tornando minha grande mestra e incentivadora do meu trabalho.

Como foi seu processo de aprendizado, ao descobrir as artes plásticas como verdadeira vocação?
Sempre tive certeza de que era isso que eu queria. Na adolescência, admirava muito o desenho e até dizia que nunca iria pintar, pois a pintura tradicionalmente é mais valorizada. Depois das minhas aulas, resolvi pintar em casa e sempre tive mais facilidade para esta arte, era mais natural. O desenho veio para me ajudar a desenvolver um traço, mas o que gosto mesmo vem das tintas, cores, texturas, tudo! No entanto, ainda não sei se mereço o título de artista plástico, me parece muito grande e eu preciso aprender mais, estudar mais, me dedicar mais.

E como surgem seus trabalhos? Como nasce uma tela com a sua assinatura?
É algo bem específico, íntimo e impulsivo, mas geralmente elas surgem por causa de uma determinada cor e pelas inspirações do cotidiano, uma cena… Posso ver um vermelho que me interessa e criar um pigmento baseado nele. Todo esse processo é espontâneo, não é planejado, e para mim é fácil chegar a uma tela branca e criar. Gosto de estar sozinho no meu atelier para pintar – é quando minhas ideias nascem.

O que pode dizer sobre seus temas e inspirações?
O que mais me conecta a eles é a questão das cores: todos são muitos coloridos e distantes das cores primárias, já que fabrico cada pigmento que utilizo. Meus temas oscilam. Às vezes faço retratos, porém agora estou fixado pelo tema das bocas, que já renderam várias telas. São bocas andrógenas, onde não defino muito bem o masculino e feminino. Dessa série surgiu o quadro que foi exposto num ambiente da Casa Cor RS, que venceu o prêmio de espaço mais ousado da mostra e permitiu uma maior visibilidade para minhas pinturas – inclusive pela arquiteta paulista Bya Barros, que publicou uma matéria sobre meu trabalho no portal R7.

E como se sentiu ao ter seu trabalho exposto na Casa Cor RS? Como foi a repercussão?
Foi uma grande surpresa! Meu quadro estava exposto originalmente na Galeria Beco Design, em Porto Alegre, já fazia algum tempo. Eis que um colega foi visitar a mostra e se deparou com a minha obra compondo o ambiente 50 Tons de Desejo, do arquiteto Rogério Pandolfo, e me avisou na mesma hora. A partir dessa exposição, muitas pessoas tiveram o primeiro contato com meus quadros e começaram a me procurar – o que me rendeu contato com outras galerias e o pedido de muitos outros trabalhos!

Que artistas e ícones da arte admira?
O impressionismo é o estilo que mais aprecio e Vincent Van Gogh é o pintor que mais admiro, até acredito que alguém deva batizar uma cor como “amarelo Van Gogh”, em homenagem ao artista! Também sou fascinado pelo fotógrafo David LaChapelle, que com suas cores e temas já influenciou minhas pinturas. Também admiro muito as artes que não consigo realizar, como fotografia e música – e sou fã dos meus amigos que desenvolvem bem seus trabalhos nestas áreas.

Como é o Fernando longe das telas e pincéis?
Trabalho num escritório de design em Bento Gonçalves, onde coloco em prática minha formação em Design de Produtos, pela UCS. Sou muito inquieto, não consigo ficar muito tempo parado e estou sempre trabalhando! Quando não estou pintando até a madrugada, gosto muito de desenhar produtos. Também adoro cozinhar e sempre requisitam a torta de limão que faço – obrigatória nos aniversários de amigos mais próximos (risos).
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ESTILEIRA: Neste sábado, quando a comunidade caxiense conhecerá Rainha e Princesas para a Festa da Uva 2014, a coluna homenageia o evento apresentando o estilo de três princesas, que encantam por sua elegância, personalidade e graça.

 

Letícia Bacchi Mazzocchi Laner - Daniela XuLetícia Bacchi Mazzocchi Laner, princesa da Festa da Uva de 1998, e sua elegância discreta no aniversário do atelier do estilista Carlos Bacchi. Foto: Daniela Xu.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Henriette Caldas Vaccari - Jeferson DeboniHenriette Caldas Vaccari, princesa da Festa da Uva de 2000, e seu estilo em noite de baixas temperaturas e gente descolada no Moinho da Estação. Foto: Jeferson Deboni, divulgação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Aline Casagrande - Madelaine NovelloA princesa da Festa da Uva de 2012, Aline Casagrande, que desfila sua despedida neste sábado, semana passada, na cena country do Largo da Estação Férrea. Foto: Madelaine Novello, divulgação.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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