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Social do fim de semana

20 de setembro de 2014 0

Gilberto Salvagni - Ivo Gonçalves

O som ao redor

Instrumentista aposentado, maestro em atividade e compositor em início de carreira. É assim que modestamente Gilberto Salvagni resume a base musical que embala seus dias, ainda que exista muito mais ritmo e compasso do que este garibaldense autêntico revela num primeiro momento. Diretor artístico e maestro da Orquestra Municipal de Sopros de Caxias do Sul e da Banda Municipal de Porto Alegre, ele também responde como diretor musical da Orquestra Municipal de Garibaldi, funções regidas habilmente em paralelo à seu bacharelado em composição pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Apaixonado pela arte desde a infância, foi a partir de influências na família e um inegável talento nato que Gilberto decidiu se educar musicalmente: “Aos 9 anos de idade, fiz um violão de madeira com pregos e cordas de nylon, com trastes de palitos de fósforos, e comecei a tentar aprender a tocá-lo sozinho, sem muito êxito”, revela. Depois de ganhar um violão de presente do pai e ingressar em aulas de música, seu futuro como artista estava definido. Foi arranjador e maestro da banda municipal de sua cidade aos 13 anos, época em que passou a trabalhar com outros grupos e se aprofundou nos estudos de regência e música – que se ampliaram e lhe renderam vivências em São Paulo, Rio de Janeiro e até mesmo na Hungria.

Com um currículo impressionante, Gilberto hoje é reconhecido internacionalmente, tanto por seu afinco e talento como maestro e compositor quanto pela contribuição fundamental para o desenvolvimento da música clássica na região. Casado com a maestrina Cibele Erminia Tedesco, com quem desenvolveu tantos trabalhos memoráveis, o casal declara que suas obras-primas são Bárbara e Valentina Tedesco Salvagni, suas filhas de 16 e 11 anos, respectivamente.

A próxima aventura de Gilberto já está agendada: é a regência da Orquestra Southeastern Wind Symphony, que o terá como maestro e apresentará algumas de suas composições originais entre os dias 17 e 25 de outubro, na Louisiana, Estados Unidos. Entre suas incursões por territórios norte-americanos, este taurino determinado, que estará acompanhado pela esposa, pretende reencontrar o amigo maestro Dr. Glen Hemberger e mapear o berço do jazz, Nova Orleans. Gilberto detalha em algumas notas estas e outras de suas novidades musicais. Confira!

Quais são suas primeiras lembranças, mesmo infantis, relacionadas à música?
Observar minha irmã estudando violão, meu tio tocando trompete e ouvir o som mecânico do meu vizinho tocando Pink Floyd, Dire Straits e Queen.

Qual a sua relação pessoal com a música? Conte um pouco de sua história com esta arte e como ela passou a fazer parte da sua vida.
Meu interesse por música vem de cedo, meu pai foi músico amador e quando minha irmã começou a estudar violão também me interessei muito. Aos 9 anos de idade eu fiz um violão de madeira com pregos e cordas de nylon com trastes de palitos de fósforos e comecei a tentar aprender a tocá-lo sozinho, sem muito êxito. Meu pai, sensibilizado, me presenteou com um violão e comecei a fazer aulas. Pouco tempo depois ingressei na Banda Municipal Guiseppe Garibaldi onde tive aulas com o maestro Gelson Tomás de Carvalho (Pernambuco); na banda tive meu primeiro contato com a escrita musical e com os instrumentos de sopro. Após isso participei de conjuntos de bailes, bandas de rock, música ao vivo em bares shows etc., sempre estudando paralelamente com professores particulares ou participando de festivais.

Quanto ao seu trabalho como maestro, como e quando você passou a atuar no segmento?
Quando eu tinha 13 anos de idade, fui convidado a assumir a função de maestro e arranjador da Banda Municipal de Garibaldi. Substituindo o antigo maestro e meu professor, de quem aprendi a escrever meus primeiros arranjos para banda. Ainda sem experiência e com pouco preparo para a tarefa, mesmo assim com muita vontade, aceitei o convite. Após isso passei a trabalhar com outros grupos, estudar regência e me aprofundar nos assuntos da música relacionados aos instrumentos de sopro.

O senhor é maestro, compositor e até mesmo professor. Qual destas atividades realiza com maior frequência e qual mais lhe agrada?
Atualmente não estou exercendo a função de professor, sendo a regência a minha principal atividade, seguido do arranjo e da composição. As três atividades têm suas dificuldades e desafios, o que me leva a gostar igualmente de todas. Gosto muito de ensinar, prefiro trabalhar com grupos e tratar de assuntos que podem ser ensinados coletivamente, como harmonia, arranjo ou até mesmo performance em grupo. Minha preferência por grupos é pelas discussões e reflexões que surgem num ambiente desses. Com relação à regência, pra mim é a atividade perforrmista que me mantém conectado aos palcos e ao público, considerando minhas severas limitações como instrumentista. Ainda na regência tenho a oportunidade de mergulhar em obras de grandes compositores, o que é sempre é uma divertida aventura. Já na composição, eu tenho o sofrimento de sair da zona de conforto a cada obra, entrando no que eu chamo de zona de esforço, que não é nada agradável, pois tenho que negar minhas próprias convicções, buscando encontrar ou criar as regras apropriadas para cada ideia. Ao final de uma composição estou tão exausto que dá vontade de desistir da atividade, porém quando escuto uma orquestra tocando uma peça minha dá vontade de sentar e começar a compor outra peça. É assim, ridículo mesmo…

Como consegue administrar estas diferentes facetas de sua profissão, ainda mais considerando sua vida pessoal e familiar?
Tento separar e fazer intensamente cada coisa. Quando estou com minha família, tento resistir à minha mente que fica martelando pendências do trabalho. Não acho fácil isso, pelo contrário, me sinto muito medíocre na tarefa de conciliar as coisas. Meu trabalho me consome muito e preciso me entregar pra que ele funcione, caso contrário ele acabaria não se justificando e perdendo o sentido; a arte só é arte quando ultrapassa o convencional, e isso exige esforço constante. O que me ajuda muito é ver como minha espécie evolui rapidamente, pois vejo minhas filhas com um senso prático e adaptado a um mundo muito mais desenvolvido do que o meu, aí me encanto e consigo esquecer o trabalho.

Sente que sua dedicação à música permite abrir as portas aos músicos mais jovens? Percebe esta influência a partir de projetos como os Concertos Didáticos?
Acho que cada artista tem seu papel e contribui para que o caminho dos mais jovens seja melhor do que o nosso. Vejo que existem muito mais iniciativas que visam oportunizar os novos artistas atualmente do que quando eu comecei. Também acredito muito no projeto Concertos Didáticos como um instrumento que desempenha vários papéis sociais, tais como o estímulo intelectual/artístico, a inclusão social, a formação de plateia, etc., conheço também músicos que despertaram seu interesse pela profissão da música ao assistirem a um concerto didático. Em minha opinião o Concerto Didático é o projeto mais transformador de todos, pois age no ser humano em uma fase da vida aberta e propensa a inclusão de pensamentos e conceitos novos. Isso tem efeito positivo além do ambiente artístico, pois o pensamento humano, a reflexão e a criatividade estimuladas pela exposição à arte, estimulam o ser humano a refletir, e a reflexão é o caminho da descoberta.

E quais são as novidades da Orquestra Municipal daqui em diante? Há espetáculos programados e apresentações com datas e locais definidos?
Para 2015 estou finalizando uma programação embasada no equilíbrio. Na música erudita a programação inclui a participação de maestro convidado de expressão nacional, maestro convidado internacional, compositor convidado e vários intrumentistas nacionais e internacionais. Já com um direcionamento maior à música popular, teremos cantor ou cantora de expressão nacional, um cantor e compositor da música popular gaúcha, um cantor e compositor da música regional gaúcha e um trabalho reunindo cantores de Caxias. Toda a programação ainda passará pela aprovação da Secretária da Cultura e do Chefe de Gabinete da Prefeitura Municipal de Caxias do Sul.

Como se iniciou sua relação com a Orquestra Southeastern Wind Symphony, dos Estados Unidos?
O concerto que farei este ano será o meu primeiro trabalho com a Southeastern Wind Symphony. Meu contato com essa orquestra surgiu através de seu diretor e maestro Dr. Glen Hemberger que tem vindo a Caxias do Sul para realizar concertos com a Orquestra Municipal. Em suas vindas à Caxias, o maestro já havia feito o convite à Orquestra de Caxias para uma turnê em dez cidades dos Estados Unidos ainda em 2013. Como não conseguimos levantar recursos para uma viagem da Orquestra, o Dr. Hemberger sugeriu a minha participação para reforçar vínculos institucionais e culturais entre Caxias do Sul e a cidade de Hammond, através de suas prefeituras e da Southeastern University, onde farei várias visitas a autoridades locais em caráter institucional. Existe de minha parte e da parte do maestro Dr. Hemberger uma expectativa de realização da turnê da Orquestra de Caxias no futuro. Do ponto de vista artístico há neste concerto também um interesse etnomusicológico, onde assumo o papel de levar informações práticas sobre a interpretação da música brasileira aos músicos da Orquestra e aos alunos de regência da Universidade.

Qual a sensação de reger uma orquestra internacional, por meio da qual apresentará suas composições originais?
O primeiro pensamento que vem à mente é o da responsabilidade, que neste caso é generosamente grande, o que no primeiro momento causa certa aflição. Mas há uma sensação de realização artística tão gentil quanto, junto com uma expectativa de uma experiência musical única, o que promove um certo equilíbrio no emocional.  A expectativa de ter minhas composições executadas é o que me move e me dá forças pra ficar meses trabalhando numa obra que será ouvida em minutos. Considero que a oportunidade que estou tendo me coloca na obrigação de seguir produzindo e aprendendo pra toda a vida. Também considero necessário abrir mais espaço em meu tempo para a produção, projeto pessoal para os próximos anos.

E quais são seus planos para esta apresentação? Já há um programa definido?
Sim, há um programa definido. Uma parte deste programa foi selecionada e será regida pelo maestro Dr. Hemberger e a outra por mim. Na parte que me coube estão minhas composições e arranjos, sendo que compus uma obra chamada “Translação” especialmente para estrear nesta ocasião e estarei escrevendo um arranjo de canção popular brasileira para finalizar o programa. A canção será interpretada pela cantora Cibele Tedesco, que também estará se apresentando como solista do concerto na primeira parte, além da função etnomusicológica, trabalhando junto ao coro da Universidade sobre a canção popular brasileira e sua interpretação no ambiente do coro.

Banda Municipal de Porto Alegre - Ivo Gonçalves, divulgação
Banda Municipal de Porto Alegre
Foto: Ivo Gonçalves, divulgação

Tem outros planos para esta incursão pelos Estados Unidos? Algum passeio programado, programas culturais, etc.?
Sim, além das visitas institucionais programadas, estaremos visitando Nova Orleans onde assistiremos a apresentações de jazz e estaremos conhecendo os lugares por onde o jazz se desenvolveu.

O que define a boa música? Sons que consigam brincar com a mente do ouvinte.

Qual o lugar do mundo no qual se desenvolve a melhor música?
Não creio que exista um único lugar. Vejo a música como um espelho da capacidade criativa e intelectual do ser humano, que pode estar presente em qualquer lugar. Porém não posso deixar de ver em destaque a política de desenvolvimento cultural e artístico, que por razões óbvias é melhor estruturada em países mais desenvolvidos e menos desiguais. Esta política vai desde a educação até os incentivos à produção e consumo, colocando em ação também a consciência coletiva e crítica do ouvinte/consumidor, que tende a ser mais exigente por conta desta política. Em minha vida e em meu trabalho eu sigo este exemplo adaptado a realidade do meu país, que no momento está muito mais em construção do que propriamente ativa. Acho que minha missão e de meus contemporãneos e conterraneos está muito relacionada a esta construção de um futuro mais ativo e consciente, portanto melhor para a arte e melhor para o ser humano.

E quanto à musicalidade brasileira, o que há de bom na música contemporânea que se desenvolve por aqui?
Na música popular, creio que o Brasil tenha conquistado sua independência, onde se tornou auto-suficiente, produzindo e comercializando sua própria música, bem diferente do que acontecia nas décadas de 1960 até 1970 principalmente. Já na música de concerto a interação internacional continua sendo fundamental, uma vez que os compositores buscam o estilo individual e não o coletivo, o que significa que a música de concerto não tem tanta nacionalidade, tendo mais personalidade. O Brasil é único por sua miscigenação o que faz sua música folclórica ser de grande abrangência, o que vem a se refletir e alimentar os demais gêneros nacionais. De maneira geral, creio que o Brasil esteja no caminho certo, mas há muito a trilhar ainda e essa caminhada mesmo ultrapassando os limites do ambiente artístico, sempre estará dialogando com ele.

Qual foi a maior ou mais inesquecível experiência que já viveu nesses anos como maestro e compositor?
Pra mim as coisas precisam ser de algum modo esquecíveis, para dar espaço ao novo. Tento fazer tudo o que faço pra que seja inesquecível, em seguida esqueço e inicio um novo projeto. Dessa forma fica em minha memória muitos momentos da minha vida artística, mas tento evitar que minha vida artística se transforme em memórias. Não gosto da ideia de reverenciar o passado, tomando o tempo de novas possibilidades. Ainda pretendo fazer muito antes de ficar lembrando. Mas apenas tentando não frustrar a pergunta com ideologias pessoais, forço a minha mente a buscar alguma memória emocionante, e ela me retorna com o momento da execução do Hino Riograndense com a Orquestra Municipal de Sopros de Caxias e o cantor Cristiano Quevedo, nos pavilhões da Festa da Uva durante a Semana Farroupilha para dez mil pessoas. O Cristiano cantou apenas “Como a aurora…” e deixou para o público. Os gaudérios levavam o chapéu ao peito e num gesto de extremo respeito cantavam muito fortemente cada palavra do hino. O som das vozes era mais forte que o da orquestra e tomava o ambiente de emoção e identificação pela nossa cultura. Eu consegui me segurar, mas vi várias lágrimas nos olhos dos músicos.

Quais são suas fontes de inspiração para compor?
Cada peça tem suas fontes depois que Shoemberg compôs uma peça inspirada em suas dores pós-operatórias, tudo pode ser motivo, segundo meu professor de composição Dr. Celso Loureiro Chaves. Costumo primeiro traçar os objetivos da peça, o que pode levar a uma busca por inspiração mais racional ou mais intuitiva. Segundo momento é uma definição das restrições, que se dão pela experimentação dos materiais e pelos objetivos da peça. Por fim tento seguir trabalhando tentando não travar, e terminar dentro do prazo. A parte mais difícil é quando trava, o impasse que impede a decisão, a falta do critério certo que responde a pergunta, ou mesmo não achar a pergunta a ser respondida. Costumo abandonar o processo ou o ponto da peça, retornando em outro momento, pois quando trava não vai mesmo…

E quais as bases de seu trabalho como músico?
Me vejo como um instrumentista aposentado, maestro em atividade e compositor em início de carreira, onde busco o espaço para a manifestação intrínseca e para o desenvolvimento da minha composição. Porém também acredito que além da individualidade estética há um certo valor social na arte. Neste sentido vejo meu trabalho com um grande compromisso coletivo no sentido da busca pelo desenvolvimento da música e da atividade orquestral em âmbito regional e acho isso tão importante quanto a própria arte.

As orquestras vivem um bom momento no país atualmente?
Mais sim do que não, pois o Brasil anda para frente. Mesmo que haja muito trabalho a ser feito, os pequenos progressos dão uma perspectiva positiva. Em minha opinião a legislação brasileira é complicada de ser interpretada quando o assunto é arte. Existem, mesmo dentro da arte, diferentes profissões e funções onde pode se configurar a natureza de uma atividade como mais ou menos pessoal do ponto de vista estético e isso é complicado aos olhos da legislação. Aí pergunto apenas como exemplo: o operador de som é ou não um artista? Será igual o resultado se forem comparados diferentes profissionais? Existe ou não um estilo pessoal nesse trabalho?  Como administrar necessidades estéticas específicas deste trabalho no âmbito da legislação pública brasileira? Este tipo de complicação leva a constantes divergências que decorrem na insegurança fiscal, onde muitas coisas simplesmente param. Precisamos com urgência evoluir nessas áreas para lugares mais seguros para os gestores e profissionais das diversas áreas ligadas à arte. Também sinto falta de um entendimento prático dos objetivos da legislação brasileira e da arte no Brasil, para não cairmos num sistema onde é proibido fazer coisas boas para os cidadãos, e esse esforço também cabe aos órgãos fiscalizadores que poderiam agir de forma mais pró-ativa, uma vez que melhores preparados. Apesar de estamos andando é importante que tenhamos ao nosso lado nossas comunidades se apropriando constantemente de seus bens culturais (neste caso das orquestras) para que a atividade se fortaleça. Também neste sentido sou otimista, pois percebo essa apropriação por parte do público brasileiro.

E o que pensa sobre músicos como André Rieu, que apresentam músicas populares e clássicas reunidas em concertos?
Acho extremamente importante que existam artistas como ele, que levam a música orquestral para o grande público, mesmo que sejam os mais consagrados sucessos garantidos da história. A maioria das pessoas jamais ouviria uma orquestra se não fosse pelo trabalho de André Rieu e outros artistas semelhantes. Considero a fusão da música popular e erudita mais antiga que a própria separação delas e ao mesmo tempo espontânea e muitas vezes até involuntária. Por tanto a grande contribuição de Rieu não se dá pela originalidade e nem pela ousadia e sim pela abrangência e difusão da cultura da música orquestral. Que continue…

Quais são seus desejos e planos para o futuro?
Pretendo dividir melhor meu tempo entre a função de maestro e a de compositor, creio em avanços no futuro próximo assim que concluir meu curso de bacharelado em composição. Também pretendo me associar a alguma editora, o que espero que me proporcione um ritmo de produção menos maluco.

Quais são seus principais hobbies, paixões e interesses pessoais?
Sou apaixonado pelo motociclismo turístico. Quando tenho algum tempo de folga e não está chovendo (isso já aconteceu algumas vezes), faço alguns passeios curtos pela Serra gaúcha. É incrível a beleza natural de nossa região e de moto dá pra apreciá-la sem o isolamento seguro dos automóveis. Se estiver chovendo, sobra o Play Station 3 e o Gran Turismo 6, onde estou investindo na carreira de piloto virtual por enquanto em nível amador, mas com sérias pretensões para a minha terceira idade. Sim, serei um velho jogador de videogame!

Qual é o principal tempero da sua vida?
Toda a quebra de rotina pra mim pode ser um bom tempero pra vida. Pode ser uma conversa com uma de minhas filhas, um filme no cinema com minha esposa, provar uma bebida ou comida que não conheço, um lugar novo, me perder de moto na estrada, etc., essa última é uma das minhas preferidas.

Quem são seus ídolos e mestres?
Meu mestre é meu professor de composição o Dr. Celso Loureiro Chaves. Com ele estou aprendendo a pensar. O resto é consequência. Entre meus ídolos posso destacar: Gustav Holst, L. V. Beethoven, John Williams, György Ligeti, David Gilmour, Edie Van Hallen, Johan de Meij, Enio Morricone e mais uma lista enorme que não consigo lembrar.

O que lhe inspira? A superação

Fim de semana é bom para… família e lazer!

Como você se define? Correndo atrás!

RAIO-X

Filme: Antes de Partir, de Rob Reiner

Livro: A Cama na Varanda, de Regina Navarro Lins

Música: Planet Suite, de Gustav Holst

Cor: naval

Prato: o velho e bom churrasco ou frango à Sevilha

Restaurante: Imperador, em Caxias do Sul

Tempero: qualquer um, menos alho!

Lugar: Uruguai

Uma qualidade: vontade

Um defeito: intransigência

Um aroma: café

Um som: do mar

Uma imagem: céu estrelado por cima de montanhas à margem da estrada

Um sonho: ter tempo de sobra pra me ocupar e reclamar da falta de tempo

Não vivo sem: minha família

 

Fotos | Ivo Gonçalves, divulgação

 

ESTILEIRA • CAMISARIA

 

Alexandre Angeli - Cristiano de Oliveira, divulgação
Alexandre Angeli e o conceito camisa, jeans e ponto, para um look eficiente.

 

Filipe Manfroi - Cristiano de Oliveira, divulgação
Filipe Manfroi de camisa, solto com jovialidade no estilo para causar na noite.

Fotos: Cristiano de Oliveira, divulgação

 

Marcelo Toigo - Thayne Andrade, divulgação
Marcelo Toigo de xadrez e casual chic para combinar com a cena country.

Foto: Thayne Andrade, divulgação

 

Vem aí

Kátia Moitta vai ampliar suas funções e estreiar um novo endereço. Com o apoio da filha Litz Moitta, a médica caxiense apresentará a boa nova no dia 29. A proposta ganhará layout de Ricardo Samuel Machado, há muito radicado em Dublin, que passa temporada na terrinha natal para tirar do papel a ideia criativa de Kátia e Litz. A novidade da dupla terá clínica e estética ampliada num ambiente que terá direito a espaço gourmet com lanches funcionais e delicatessen.

Talentos

Isabel Celli Sebben convocou suas alunas e realiza dia 23 a Mostra Móveis Decorados. O vernissage ocupará a galeria de arte de Dejair e Maria Inês Salvador, e apresentará técnicas decorativas como envelhecimento barroco, pintura floral e decoupage. Entre as novas artistas que mostram suas criações, figuram nome conhecidos como Ana Fortuna, Cristina Minghelli Bühler, Marília Kerpen, Neiva Cassina, Neiva Sartori, Maria Adelia Coelho, Thaís Zanettini, Liliana Zambon da Silveira Michelin e Dalva Locatelli.

Bem casados

Daiana Vanin e Marcos André Rossi Victorazzi, que noivaram em Paris, fazem contagem regressiva para o dia do sim agendado para 4 de outubro. Os filhos de Moacir e Ivanir Inês Vanin e Nelson Rogério e Eloisa Victorazzi irão ao altar da Catedral Diocesana com sequência festiva nos salões da sede social do Clube Juvenil. Serão testemunhas do enlace, as irmãs dos noivos, Danusa Vanin e Andréia Rossi Victorazzi, que irão colaborar nas honras da recepção planejada por Carla Lisboa que já convocou o dee jay Danna para animar a noite. Daiana e Marcos André viajarão em lua de mel rumo a Cancun.

 

Paralelas

• A jornalista Maristela Deves autografa, dia 27, às 14 horas, seu mais novo livro, Uma Cidade Desassombrada, com ilustrações da arquiteta Karen Basso. O encontro do público com a escritora ocupará a Biblioteca Parque Largo da Estação.

• A rainha da Festa da Uva, Giovana Crosa, vai aprimorar seus conhecimentos profissionais. Na quarta-feira, 24, embarca rumo a São Paulo onde participa do 19º Congresso Brasileiro De Ortodontia, no Expo Center Norte.

• A atriz Zica Stockmans, curte a companhia de seu filho, Artur Stockmans Teixeira, num tour pela Europa desde o dia 14. Por lá passeiam por Londres, Paris, Frankfurt, Berlin, Praga e Budapest e programam retornar para à Serra gaúcha no início de outubro.

 

Eduardo Heinen, Ana Carolina Heinen e Nicole Heinen - Andrei Cardoso, divulgação
Eduardo, Ana Carolina e Nicole Heinen, família reunida
para celebrar a graduação de Ana Carolina em Administração.

Foto: Andrei Cardoso, divulgação

 

Alessandra Andreazza e Tobias Scheffer de Maman - Cristiano de Oliveira, divulgação
Alessandra Andreazza e Tobias Scheffer de Maman juntos
para conferir a cena que movimenta as caras da nova geração.

Foto: Cristiano de Oliveira, divulgação

 

Fran Hermoza - Edson Pereira, divulgação
A fashion designer Fran Hermoza dividiu atenções
em encontro pilotado por Gilvana Hoffmann.

 

Gilvana Hoffmann e Sarah Bertuol - Edson Pereira, divulgação (2)
Gilvana Hoffmann e Sarah Bertuol juntas para ditar moda.

Fotos: Edson Pereira, divulgação

 

 

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